Enriquecer precisa ser um Sacrifício?

Quando investimos, sem dúvida nosso maior inimigo é nós mesmos, especificamente nossas emoções – que jogam contra nós quando precisamos ser racionais e tomar decisões calculadas.

Muitas vezes, elas nos impedem até mesmo de começar a investir por medo ou a sensação que estamos “deixando de aproveitar” ao investir o dinheiro ao invés de gastá-lo.

Na realidade, porém, nada poderia ser mais distante da verdade. Investir nunca deve significar sacrifício.

As sensações de segurança, prosperidade e conforto que provém de um portfólio avançado de investimentos são razão mais do que suficiente para “acalmar” qualquer um destes pensamentos de medo que podem surgir. E na prática, você não está se privando da oportunidade de gastar e aproveitar – você pode separar os horizontes e escopos dos investimentos que faz. Um exemplo seria aportar 50% para longo prazo (aposentadoria, etc), e 50% para curto prazo (viagens, uma compra grande, faculdade ou curso, etc).

Descubra neste vídeo como você se prepara mentalmente para lidar com estas tentações emocionais sobre investir e poupar.

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É possível ficar rico investindo na poupança?

Seria possível ficar rico investindo apenas na poupança? Eu acredito que sim.

Será que deu a louca no Pinguim? Será que as perdas na crise causaram insanidade e regressão para os seus tempos pré-educação financeira? Será o fim da credibilidade deste site?

Muito pelo contrário. Mesmo com o medo e pânico generalizado na bolsa, estou calmo e mantendo o meu planejamento em curso. E enquanto há várias razões e casos nos quais devemos fazer uso da poupança e dos bancos durante o nosso curso até a independência financeira, acredito que a poupança não deve ser considerada uma forma sequer de investimento.

Ainda assim, concluo que é possível sim enriquecer e talvez até se tornar independente financeiramente até mesmo se o seu único investimento seja a caderneta de poupança. Como isso seria possível? A resposta envolve educação financeira e disciplina na rotina, e de longe não é a forma mais eficiente de se realizar a tarefa – mas não significa que seria impossível de realizar. O que isso prova, porém, é que enriquecer é uma questão matemática, e consequentemente possível para todos.

Vou mostrar como neste post.

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Bancos: ruim com eles, pior sem.

O despertar da educação financeira é um processo interessante. Primeiro vem a fase da feliz ignorância: dinheiro é um “a mais” na vida, você poupa o que consegue, e gasta a diferença em passivos e outras coisas supérfluas. Reserva de emergência é aquilo que tem em conta corrente, reze para que nunca seja necessário utlizá-la. Investimento é coisa de gente rica e sabe-se lá o que se passa por trás dos bastidores.

Em seguida, a pessoa acorda e descobre que existe mais para a vida do que ficar cegamente ganhando e torrando dinheiro. Eventualmente ela descobre que o banco na verdade não é o seu amigo ou uma entidade prestativa – muito pelo contrário, ele mais parece um vilão, o seu maior inimigo financeiro. Durante esta fase, abomina-se o banco e busca-se todas as alternativas de investimentos que não o envolve. Corretoras independentes, fintechs e o Tesouro Direto se tornam os novos campeões do recém-chegado ao mundo dos investimentos. Poupança e previdência nunca mais!

Esta a situação que a maioria dos iniciados na educação financeira se encontra. Com o passar do tempo, porém, uma coisa engraçada acontece: ao amadurecermos financeiramente e ganharmos experiência e visão de longo prazo, o banco volta a se tornar um companheiro e possível auxiliador das nossas finanças pessoais. Este ponto contraditório se torna claro quando começamos a enxergar o banco como simplesmente uma ferramenta que deve ser usada da maneira certa.

Sim, você ainda precisa usar o banco para determinadas situações, mesmo sendo indocrinado a nunca utilizá-lo como diz a maior parte da educação financeira.

Como você pode utilizar o banco como uma ferramenta para o seu próprio benefício, e como combiná-lo com as outras entidades do seu arsenal financeiro? Vejamos neste post.

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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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Qual é a importância do fluxo de caixa na busca do FIRE?

O objetivo máximo que buscamos quando estamos investindo e preparando nosso futuro financeiro é renda passiva. Direta ou indiretamente, todos os nossos movimentos financeiros são planejados com o objetivo de se obter renda passiva deles no futuro. Por isso, eu considero o fluxo de caixa um conceito crucial quando avaliando a sua saúde financeira.

Saber o quanto você recebe mensalmente sem precisar trabalhar é um exercício importante para rastrear o seu progresso FIRE. E no momento que todo o seu fluxo de caixa consegue cobrir suas despesas mensais, você alcança a condição conhecida como independência financeira.

É imprenscindível começar a considerar a sua renda passiva total como a medida mais próxima da sua saúde financeira.

Expliquei sobre um conceito similar anteriormente, chamado de Cash Cow.

E você, considera mais importante ter renda passiva ou valorização dos ativos quando se trata de investimentos? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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O açougueiro e a nutricionista

Imagine que você está procurando conselhos de uma dieta para perder peso e viver uma vida mais saudável. A sua cidade é um pouco pequena e não há muitos profissionais que podem lhe aconselhar. Felizmente, você procura e encontra duas pessoas que poderão lhe ajudar: um açougueiro e uma nutricionista.

Você se senta com a nutricionista e explica a sua situação, seus objetivos e motivação. Ela lhe recomenda uma dieta balanceada de verduras, legumes, carnes e cereais na proporção correta, mas implementá-la corretamente irá lhe custar um pouco caro. Buscando uma segunda opinião, você se encontra com o açougueiro e pergunta sua recomendação. Ele responde: “carne.” Na semana seguinte, você consulta com os dois novamente. A nutricionista revisa o seu quadro e atualiza o cardápio adequadamente. O açougueiro novamente recomenda: “carne.”

Se esta história soa meio previsível para você, por que vemos esta mesma situação se repetindo diariamente no âmbito financeiro? Pessoas buscando orientações financeiras de corretoras comissionadas, assinando recomendações pagas em vídeos de youtubers populares com seus patrocinadores no fundo, enquanto que um sistema de comissionamento cada vez mais toma conta do mundo digital.

É crucial analisar onde os interesses estão por trás de cada recomendação e decisão na vida, especialmente quando é o seu dinheiro que está envolvido. Esta foi uma lição que, felizmente, aprendi cedo na minha vida financeira, e assim pude me orientar melhor financeiramente. Vejamos mais detalhes neste post.

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Educação Financeira #5 – o Dinheiro e a ilusão do valor

“Eu não invisto na bolsa porque não quero perder dinheiro quando o mercado cair.”

No caminho da educação financeira, muitos mitos são destruídos e novos conceitos aprendidos. Alguns são simples e fáceis de serem absorvidos, mas outros são contra-intuitivos ao conhecimento financeiro e levam mais tempo para serem realmente compreendidos. Crenças financeiras, por exemplo as que “o dinheiro é a raíz de todos os males,” ou que “o dinheiro corrompe as pessoas,” são parte de nossa educação desde pequenos e levam tempo para serem desfeitas. Igualmente, compreender que o ato de investir para independência financeira não tem um prazo estipulado também não é rapidamente aceitável em nossa sociedade imediatista.

Um conceito que inicialmente foi difícil de compreender, mas a cada dia que passa se torna mais verdadeiro é o seguinte: o dinheiro é mais ilusão do que real. Li sobre este conceito pela primeira vez no livro Pai Rico, Pai Pobre do Robert Kiyosaki, onde ele menciona que uma das diferenças entre os ricos e os pobres é que Os ricos sabem que o dinheiro é uma ilusão.

No livro, Kiyosaki usa como exemplo deste conceito o fato que ele conseguiu comprar e vender um imóvel por um grande lucro usando apenas um empréstimo bancário e seus contatos de negócios, nunca vendo o dinheiro em si durante a transação, mas eu acredito que o conceito é vai além disso. Enxergar o dinheiro não como dinheiro em si, mas como uma forma de obter liberdade, por exemplo, é uma forma poderosíssima de treinar a sua mente para enriquecer e obter segurança e independência financeira.

Além disso, nossa percepção de risco, valor e utilidade do dinheiro é um diferencial enorme na hora de saber utilizá-lo ou se preparar contra as oscilações da bolsa e outras coisas situações adversas na sua vida.

Como ver o dinheiro como uma ilusão pode te ajudar a investir melhor?

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Novas taxas da B3: como me impactam?

No primeiro dia útil de 2020, a B3 anunciou a operacionalização de novas taxas sobre o capital custodiado e proventos que aumentaram a cobrança sobre o pequeno investidor. Essa notícia abalou o início de ano dos investidores com muita pedrada em vídeos e comentários na internet sobre como isso foi uma manobra para descorajar o pequeno investidor a fazer Buy and Hold, incentivo para trade e como a B3, em sua posição de monopólio de bolsas no Brasil, está desfrutando de uma posição de vantagem desigual que deveria ser acabada.

Como todo bom praticante do estoicismo, em meio à esta situação de pessimismo, podemos aproveitar para colocá-lo em prática e avaliar como podemos fazer o melhor uso desta situação em princípio aversa.

Quais lições podemos tirar destas atualizações, e como podemos melhor lidar com elas financeira e pessoalmente?

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Atlas Quantum – uma tragédia de ganância, sardinhagem, e desonestidade

Quando li esta matéria no site do Terra, comecei pensando que era cômico, quase que engraçado, mas terminei sentindo que foi uma história de terror.

No começo, parecia mais um caso de sardinhagem só; algumas pessoas investindo em criptomoedas sem entender e entrando em pânico quando a cotação caiu, e agora reclamando com a corretora por conta das perdas. Porém, ao entrar em detalhes, percebi que o buraco era um pouco mais embaixo, e a sardinhagem mais intensa: pessoas investindo o que não poderiam perder, tentando viver e se aposentar apenas de proventos de criptomoedas e não entendendo os riscos associados com este investimento. E dado o volume de pessoas afetadas, o problema parece que foi bem mais sério do que aparentava na manchete. Foi virando uma espécie de filme de terror.

Quando um grupo de pessoas especula em criptomoedas e assim que as vacas ficam magras e o desespero bate não consegue sacar o seu dinheiro, quais são as lições que podemos tirar? Eu consigo identificar pelo menos quatro erros cometidos pelos investidores nesta história triste.

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Confrontando o Cotidiano #6 – “Como isso é diferente de apostar num Jóquei?”

Numa destas tardes durante o meu horário de almoço, estava como sempre aproveitando para ganhar um pouco de tempo e acompanhar os meus estudos de finanças pessoais através de alguns vídeos do pessoal da finansfera. Eis que passa uma colega de trabalho por trás da minha tela, e fica durante um tempo tentando entender sobre o quê se trata os vídeos que estou assistindo (como sempre assisto de fone de ouvido e velocidade 2x, é difícil mesmo tentar entender do que se trata do lado de fora).

Não conseguindo controlar a curiosidade, ela chega do meu lado e me interrompe educadamente:

— Oi Pinguim, desculpa te perguntar, o que é que você está assistindo aí? Parece sério, é alguma coisa política?

Imagino que ela deve ter perguntado por conta dos gráficos que aparecem nos vídeos, que poderiam sinalizar várias coisas sem saber do contexto.

— Oi fulana. Não é nada político não. Estou assistindo alguns vídeos de investimentos.
— Ah, interessante. Que tipo de investimentos?

Geralmente tenho cautela depois deste ponto: como a maioria das pessoas têm zero conhecimento sobre investimentos em geral, tal como exemplificado nesta série de posts, geralmente fazem comentários ignorantes ou tentam desmerecer a procura da Independência Financeiras com argumentos baratos e pouco sofisticados. Felizmente, esta colega é bem simpática, e respeitou o contexto.

— Investimentos na bolsa de valores, o mercado de ações, sabe?
— Ah, nossa, parece ser complicado.
— É necessário fazer uma boa análise das empresas onde você quer investir, sim. Mas acho que as pessoas demonizam o processo mais do que ele realmente é.
— Pois é, ouvi falar de muita gente que perdeu dinheiro assim.
— Existe sempre um risco, mas com uma análise própria, podemos eliminar uma parte suficiente para conseguir investir com uma certa segurança.

E aí veio uma pergunta que eu acho que jamais vou esquecer:

Mas como isso consegue ser diferente de apostar numa corrida de jóquei?

Resumi a minha resposta à ela assim:

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