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Podcast do Pinguim: o poder da constância nas suas finanças

Investir e enriquecer são processos, e assim, beneficiam-se de uma rotina, hábito e disciplina. De nada, por exemplo, adiantaria economizar 80% do salário um único mês mas gastar 80% todos os outros. É a constância, primariamente auxiliada dos seus hábitos, que faz a máquina de enriquecer produzir os melhores resultados.

Nos investimentos também não é diferente: embora muitos erroneamente concluem que investir é um hábito apenas para os ricos, que possuem dinheiro para “fazer uma diferença,” não é tanto no tamanho do aporte quanto na frequência dele que a real diferença aparece. Aportar tanto em alta ou baixa é o que fará a diferença no longo prazo.

Neste episódio, exploro o poder da constância ao investir, e como poderá fazer a diferença no decorrer da vida.

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7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Como eu investiria meus primeiros 1000 reais?

Para alguém que se preparou financeiramente, fez seu dever de casa, juntou uma reserva de emergência e conseguiu identificar possíveis formas de investimento, o próximo passo é colocar a mão na massa e finalmente começar a investir.

Investir “na prática” não apenas é a única forma de se ganhar experiência com o mercado, as plataformas e suas interfaces de operação mas também o melhor jeito de perder aquele medo que as pessoas sentem quando ouvem sobre o conceito de investimentos na bolsa. Entretanto, nesta hora uma grande pergunta segura muitos: investir no quê?

Embora a resposta sempre deve ser de decisão pessoal e menos influenciada possível, alguns produtos tendem a ser menos arriscados e mais fáceis de compreender do que outros, e servem bem como uma porta de entrada para experiências no mundo dos investimentos.

Neste vídeo, explico o que eu faria se tivesse meus primeiros 1000 reais para investir.

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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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Estudo de caso: o que você faz quando a mangueira de dinheiro seca?

O ano era 2006. Sentado à frente do monitor em mais um pacato dia no escritório, Carlos recebe uma ligação que mudará a sua vida para sempre. Do outro lado da linha, um amigo empresário de muito sucesso e conexões, possui uma proposta de emprego a princípio impossível de recusar: trabalhar como contratado para a ONU. Havia apenas um pequeno porém: o local de trabalho eram bases e campos de operações próximas a diversas áreas de conflito no mundo, onde guerra, conflitos étnicos e ataques eram rampantes.

Embora qualquer um em sua sanidade mental teria recusado na hora uma proposta de emprego que envolvesse um grande risco de vida ou saúde, Carlos considerou seriamente a proposta e acabou aceitando-a por conta de um (grande) diferencial: a promessa de um salário insanamente alto.

Segundo a proposta, Carlos não apenas teria um salário mais que o três vezes maior do que o mesmo cargo em qualquer outra empresa, mas também contaria com um adicional de insalubridade,um adicional de risco trabalhista e um seguro de vida e acidentes que, embora apavorantes, tornaram a proposta melhor que qualquer outro emprego que havia trabalhado até então – e talvez até da vida. Além disso, estaria ganhando integralmente em Dólar e – provavelmente a cereja do bolo – não pagaria um sequer centavo em impostos por estar em áreas considerada “Duty free.”

Carlos quase que de imediato aceitou a proposta e seus próximos cinco anos foram de muita agitação, situações tensas e memórias para uma vida toda. E em paralelo, o salário altíssimo e sobrevalorizado jorrava dinheiro todos os meses, como uma verdadeira mangueira de dinheiro abastecendo a conta bancária aparentemente sem fim.

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E se o tempo fosse literalmente dinheiro? Reflexões sobre “In Time”

Existe uma regra de ouro clássica no mundo das finanças pessoais que afirma que “tempo é dinheiro.”

Esta afirmação é verdade em vários sentidos, um deles com relação diretamente aos investimentos – juros compostos simplesmente não funcionam sem que tempo suficiente seja alocado para trazer resultados. No ramo do empreendedorismo, o tempo permite você realizar mais contatos com seus clientes e mais vendas. A relação entre o tempo e o dinheiro é clara sob esta luz, e muitos os veem como intercambiáveis.

Porém, e se o tempo e o dinheiro fossem literalmente a mesma coisa? Ou, mais interessante, e se o dinheiro equivalesse a sua vida, conforme o título do famoso livro de Vicki Robin?

Estes são os temas centrais de um filme menos conhecido lançado em 2011 chamado In Time, onde no futuro não existe mais o conceito de “dinheiro:” as pessoas trabalham para ganhar tempo, e morrem uma vez que seu tempo disponível se esgota.

Ficção a parte, o tema deste filme levanta a discussão antiga entre o desejo da humanidade pelo dinheiro versus o real valor e aplicabilidade dele: muitos seriam rápidos para afirmar que o dinheiro não traz felicidade, por exemplo, mas uma vez que este é igualado ao seu tempo de vida restante, as implicações são alteradas dramaticamente. Não só mais dinheiro = tempo, dinheiro também se iguala à sua vida restante. E de certa forma, partes dos conceitos deste filme já são realidade hoje mesmo.

Vejamos alguns insights que podemos tirar destra obra de ficção para nossa realidade.

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Podcast do Pinguim: quando se perde ou ganha dinheiro na bolsa?

É comum vermos publicações durante tempos de crise na bolsa que afirmam que milhões e milhões de reais foram “perdidos” durante a movimentação do mercado e que milhares de investidores “perderam” dinheiro nos seus trades. Para os inexperientes, tais matérias e notícias soam amedrontadoras, e eu também não pude deixar de sentir um aperto durante a recente queda do começo de 2020.

Em horas como estas, porém, é importante relembrar sobre o que realmente se traduz nos investimentos como perda ou ganho – o momento da venda. Se a história de que “enquanto alguns choram, outros vendem os lenços” é verdade, igualmente se aplica ao investir, particularmente na renda variável.

Embora demore um pouco para se acostumar com o conceito, ativos de boa qualidade com preços temporariamente reduzidos significam oportunidade para compra e formação de patrimônio. É por estas razões que muitos afirmam que “volatilidade é vida.”

Entenda como você pode utilizar deste conceito de materialização de ganho ou perda para a sua vantagem neste episódio.

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Podcast do Pinguim: velejar e a reserva de emergência

Existem coisas que são chamadas de pré-requisitos dentro de alguns processos, e têm este nome por uma boa causa: os processos inteiros podem falhar quando elas não são cumpridas.

Apagar a luz antes de trocar a lâmpada, desligar o motor antes de abrir o capô, ejetar um disco do computador antes de formatá-lo, verificar se o elevador realmente chegou antes de embarcar, checar o pára-quedas antes de saltar… estes são apenas alguns exemplos de tais pré-requisitos simples que poderiam resultar em desastres caso não cumpridos.

E nas finanças não é diferente: temos pré-requisitos ao processo de investir que precisam ser cumpridos e controlados para não causar desastre nas futuras finanças. Quitar dívidas e ter reserva de emergência são alguns deles. Neste episódio, apresento uma anedota que um amigo de infância me contou sobre suas experiências velejando, e como suas lições se aplicam ao processo de investir.

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Qual é o papel do hedging nos investimentos? Você deve se preocupar com isso?

Durante tempos de crise e oscilações negativas da bolsa, fala-se muito no termo hedging, e como os grandes investidores e gestores de fundos o utilizam para “proteger” seus patrimônios. Na sua simplicidade, um hedging nada mais é do que algum ativo que se valoriza com a desvalorização de outro da carteira, tornando assim um contrapeso na carteira de investimentos.

Na prática, porém, acredito que não vale a pena fazer hedging na carteira do pequeno investidor individual (i.e. menos de alguns milhões de patrimônio), pois os resultados são mínimos (pouca alavancagem), e o foco é diferente – o pequeno investidor busca acumular patrimônio, o grande proteger seu patrimônio.

Neste vídeo, explico como o hedging funciona e qual é, na minha opinião, a alternativa melhor a ele que o pequeno investidor deveria seguir.

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Podcast do Pinguim: o açougueiro e a nutricionista

A anedota do Açougueiro e a Nutricionista é uma das melhores formas que encontrei de explicar para leigos a importância de um ceticismo com pessoas que nos oferecem conselhos e promessas financeiras gratuitamente, mas que possuem segundas intenções e agendas escondidas por trás.

Se você já conversou com o gerente do seu banco sobre algo além de uma reclamação, provavelmente já foi vítima deste caso (como eu fui no começo da minha jornada financeira). E infelizmente, com a popularidade de mídias sociais e outros veículos de comunicação, esta pegadinha pode estar presente em mais outros lugares do que você pode perceber. Por outro lado, é possível reconhecer estes casos e se resguardar fazendo um questionamento simples.

Veja neste episódio como você pode se proteger.

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