O passo crucial para você começar a economizar dinheiro

Cada guru das finanças pessoais parece ter o seu próprio truque mágico, o seu golpe de mestre para fazer o que muitos consideram a parte mais difícil no processo de enriquecer: economizar dinheiro consistentemente.

Faça um orçamento. Separe o dinheiro em envelopes. Calcule uma quilometragem diária e não a ultrapasse. Pague-se primeiro. Os conselhos são inúmeros, mas todos possuem uma eficácia variável porque lidam com um conceito difícil de controlar com nossa racionalidade: a emoção humana em relação ao dinheiro.

Neste vídeo, apresento o que considero ser o primeiro – e mais importante – passo para conseguir economizar dinheiro consistentemente. E ele parte de um princípio simples, óbvio até, mas que inspirou até o economista ganhador do prêmio Nobel Richard Thaler.

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As lições do voo moderno para o investidor fundamentalista

Aviões modernos são equipados cada vez mais com sensores e instrumentos eletrônicos e computadores de bordo que fornecem informações detalhadas sobre o status do voo e as condições dos arredores do avião. Isto é um grande contraste aos primórdios da aviação, quando estes eram máquinas primariamente mecânicas e os pilotos precisavam confiar principalmente nos seus instintos e habilidades para voá-los corretamente.

A grande dependência sobre os instrumentos de voo trouxe uma enorme vantagem aos pilotos: as informações são tão detalhadas e precisas que na maior parte das vezes eles nem precisam olhar os arredores da cabine para se orientarem – basta apenas que acompanhem seus instrumentos. Saber olhar os instrumentos e coordenar as ações rapidamente pode fazer a diferença entre a vida e a morte durante um combate aéreo.

Há uma lição grande para quem investe a longo prazo neste fato, especialmente tratando-se de renda variável. Num mundo onde medo e ganância manipulam os movimentos da bolsa e emoções tomam controle sob a razão dos investidores, é preciso ter uma forma de filtrar informações de especulações e prosseguir com o planejamento original.

Veja neste vídeo quais lições podemos aprender destes casos.

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Será que finalmente a poupança passou a valer mais a pena que o Tesouro Selic?

A morte da taxa Selic para os míseros patamares dos 2% ao ano de atualmente (leitor do futuro: vide data de publicação!) não é nenhuma surpresa para o investidor de longo prazo: ela vem sido lentamente anunciada desde o começo de 2019. Muitos pularam o barco desde a primeira vez que ela baixou para os 6% ou até mesmo antes, alegando que a renda fixa já era a “perda fixa” desde sempre.

Cada vez que a Selic caía, era interessante ver como as opiniões reagindo às notícias se dividiam em alguns grandes grupos: de um lado, os pró-renda variável que comemorávam que seus ativos iriam subir com a nova facilidade das empresas realizarem empréstimos e financiamentos. Do outro, rentistas se desesperando ao ver sua grande promessa de retornos seguros e garantidos se esfarelando meio porcento de cada vez. E o mais curioso sem dúvida é um excêntrico terceiro grupo.

Estes são os não-investidores que nunca saíram da poupança, e que zombam de quem esteve investindo em renda fixa por esta estar igualada – senão pior! – à tradicional poupança bancária atualmente. Finalmente eles venceram! – ou pelo menos é o que acham.

Artigos comparando a poupança, tanto antiga quanto nova, com o Tesouro Selic pipocaram com as mais recentes quedas da taxa Selic, mas como o rendimento da poupança desde 2012 está atrelado e menor que a própria Selic, é um pouco estranho afirmar que a partir de um certo ponto um investimento como o Tesouro Selic “perderá” para a poupança. Ainda assim, existem taxas extras (administração, imposto de renda) que não são aplicáveis à poupança – será que com tudo considerado a poupança pode chegar a ganhar?

Neste post compartilho meus cálculos e minha conclusão para esta pergunta que não quer calar em nesta fase de 2020.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi porque vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Investir não vai te deixar rico – o que te enriquece é outra coisa…

Existe uma grande correlação entre investir e enriquecer, com uma famosa frase afirmando que “você não precisa ser rico para investir, mas precisa investir para ser rico.” E ao passo que não há qualquer dúvida que esta afirmação é correta, algumas vezes acontece uma misconcepção sobre qual é o papel do investimento no processo abrangente do enriquecimento.

Estes desentendimentos acontecem principalmente por conta das histórias surpreendentes de traders bem-sucedidos, com ganhos diários de milhares de reais, ou de grandes investidores já bem-conceituados que recebem ganhos enormes por conta do seu capital investido. Para estes, realmente os investimentos são tudo o que eles têm.

A verdade é que especialmente no começo, o seu investimento, independente de quão boa a sua estratégia, não será o fator que definirá a sua riqueza. Veja neste vídeo quais fatores têm mais peso nesta fase crucial.

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Podcast do Pinguim: o que significa segurança ao investir?

Provavelmente o maior tabu que previne alguém de investir em primeiro lugar é o medo. Medo do desconhecido, do incerto, mas em especial, medo daquilo que é percebido como arriscado e inseguro. A bolsa, com sua movimentação essencialmente imprevisível, traz pavor para quem está acostumado com um planejamento linear e com todas as variáveis satisfeitas. É natural alguém que está começando perguntar algo como “quais são os investimentos mais seguros,” a qual a resposta tradicionalmennte envolve a renda fixa.

Ironicamente, segurança predicada na previsibilidade e oscilação de um investimento (volatilidade) é uma das maiores ilusões que se pode ter ao investir. A “linearidade” pode esconder um possível risco, mas o mais importante é o oculto vilão do planejamento financeiro: a inflação.

Veja neste episódio como os conceito comuns de segurança e risco nos investimentos são um pouco diferentes daqueles apresentados no nosso cotidiano, e como você, com a percepção correta, pode melhorar seus investimentos.

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O conceito da segurança dos investimentos pode não ser o que aparenta…

A relação risco / retorno é crucial para averiguar a viabilidade de qualquer investimento. De maneira crua, o retorno esperado deve ser superior ao esforço / capital / tempo / vida investida em determinada ventura, senão o risco será corrido à toa.

A regra genérica indica que o retorno é proporcional ao risco corrido, o que explica entre outras coisas porque o mercado de ações tende a ter valorização muito maior que a renda fixa ou os fundos imobiliários. Estendendo este princípio para o lado oposto, porém, surge uma pergunta interessante: é possível sofrer por correr risco de menos? A resposta, surpreendentemente, é sim.

Veja como correr risco de menos pode ser tão danoso quanto correr risco demais, e como você pode evitar esta situação.

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Segurança demais pode ser um problema? Porque o risco também é importante

É impossível falar sobre investimentos sem mencionar a palavrinha mágica: risco. Já se fala da máxima “o retorno é proporcional ao risco” como uma medida dos investimentos, e esta é uma das maiores dificuldades para começarmos a ter o mindset correto do investidor.

Somos, por razão evolucionária, uma espécie com uma aversão ao conceito de perda, e a exposição ao risco nos apresenta um potencial para perda que normalmente preferimos evitar. Construímos toda a sociedade baseada na intenção de reduzir riscos de alguma forma de perda. De fato, estudos mostram que na média, para que alguma decisão que pode envolver alguma perda “valha a pena” psicologicamente, a recompensa a ser ganha deve ser o dobro do potencia da perda.

Com tanta orientação para evitar perdas e riscos, poderíamos pensar que evoluímos da maneira certa e que segurança nunca pode ser demais. Ou pode? Surpreendentemente, existem alguns casos onde correr risco de menos pode resultar numa perda maior do que correndo um nível de risco saudável. Embora um conceito contra-intuitivo a princípio, isto se torna compreensível quando entendemos a relação que um risco calculado possui com os retornos de alguma ventura.

Neste post iremos explorar alguns destes casos da vida real, até fora dos investimentos, através de exemplos.

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Podcast do Pinguim: Qual é o propósito dos investimentos?

Mas vale mesmo a pena deixar de trabalhar e ter mais preocupação que nao vai ter dinheiro o suficiente e ainda ter que passar o resto da vida na chata tarefa de administrar investimento e dinheiro? Pra mim acho que não.

Henry

Este comentário foi postado por um leitor num episódio anterior, O poder da constância nas suas finanças. E embora reconheço que a percepção de valor dos investimentos é subjetiva e varia bastante, acredito que neste caso houve um desentendimento sobre qual é o real propósito dos investimentos na vida.

Se você ama o seu trabalho, isto é ótimo. É uma coisa que poucos genuinamente conseguem afirmar, e na maioria das vezes não dura para sempre. Há um problema, porém, em depender do trabalho e do salário. Não só esta dependência é a razão pela qual muitos acabam por odiá-lo, ela também abre espaço para um desastre caso uma interrupção do salário ocorra, e você se encontre sem receita durante algum tempo.

Há maneiras de mitigar, e até evitar, estes efeitos da dependência do trabalho, e sem dúvida a mais simples é através de investimentos. Veja porque, e outras formas, neste episódio.

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Seria o Value Investing a bala de prata financeira?

Quando estamos aprendendo alguma coisa nova, é comum deixarmos que alguma forma de autoridade do conhecimento guie nossos estudos e decisões na fase inicial por conta de falta de conhecimento melhor. Afinal, estamos apenas aprendendo, precisamos de alguma entidade com conhecimento para nos guiar melhor, e quem melhor do que os mestres para nos auxiliar nestes casos?

No caso dos investimentos, não há dúvida que a melhor abordagem que podemos adotar é o clássico buy & hold a longo prazo. Há vários estudos publicados que documentam o espetacular retorno que esta estratégia possui ao longo prazo, mesmo com os altos e baixos que a bolsa experiencia. E, central ao conceito do buy & hold, há um outro pilar importantíssimo, necessário para um investimento sensato: o value investing.

Venerado como a escolha primária de investidores famosos e bem-sucedidos como o Warren Buffett e Charlie Munger, value investing com certeza possui um nome bem estabelecido entre os círculos de investimentos. Por outro lado, outros o consideram uma teoria ultrapassada, pois a eficiência do mercado eventualmente consegue nivelar diferenças na precificação ao curto prazo, e que um hábito de pequenos investimentos regulares é mais fácil e eficiente do que “acertar o fundo” do mercado.

Felizmente, não precisamos adotar monoliticamente o Value Investing para conseguir investir, mas adicionar partes dos seus conceitos pode melhorar incrivelmente a sua performance de investimentos. Neste post, explico como funciona o Value Investing, e como você pode começar a integrá-lo na sua própria estratégia.

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