Ouro é investimento? E prata? E o dólar? E bitcoin?

Em tempos de crise, é comum que as pessoas percam a fé nos investimentos tradicionais da bolsa como ações e fundos imobiliários e comecem a pensar em maneiras de se proteger contra oscilações “arriscadas” do mercado. Nestas horas, tornam-se populares as medidas de hedging que os grandes gestores de fundos de investimentos adquirem para “amenizar” as quedas da renda variável, mas para amaior parte dos investidores pequenos e iniciantes, seus patrimônios não possuem alavancagem o suficiente para ter um efeito significante.

É comum ouvirmos nessas horas sobre alguns ativos como ouro, prata e o dólar como “seguros” contra a crise, e que o bom investidor deve tê-las sempre com um certo peso em suas carteiras. Ao passo que estes veículos são mesmo ativos no sentido de tenderem a se valorizar com o tempo ao contrário de passivos financeiros, eu não os incluo na minha definição formal sobre o que um investimento deve ser e prover.

Isso não significa que você não deve investir em metais preciosos, commodities, moedas ou terrenos – apenas que para mim, todas estas classes não se enquadram com a minha filosofia de investimentos. Explicarei neste post o por quê.

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Confisco da Poupança? Só botando a mão no vespeiro

Em épocas de crises financeiras que prosseguem as bolhas, é comum um grande ar de pessimismo que beira um tom apocalíptico, onde muitos acreditam que a economia não irá se recuperar e será o fim do mundo como o conhecemos. Mas embora muitos vejam a bolsa caindo e as ações se desvalorizando como um mero efeito colateral sem muito impacto para eles em si (principalmente por conta deles não investirem), o verdadeiro pânico se inicia quando é mencionado um velho “fantasma” da economia brasileira: o confisco da poupança.

Leitores mais velhos podem até ter seus calafrios sobre o início do Plano Collor em 16 de março de 1990, quando a poupança foi congelada da noite para o dia numa tentativa nada delicada de conter a grande inflação monetária do país. E enquanto a eficiência desta abordagem com uma delicadeza de elefante é debatível, o trauma na população foi definitivo: até hoje, quando existem sombras de crise, as pessoas entram em pânico com a mera possibilidade disso acontecer novamente. Felizmente, porém, o cenário financeiro atual é bem diferente do anterior e algumas medidas legais e financeiras atuais tornam esta possibilidade muito mais remota.

Embora nós como investidores estejamos muito mais preocupados com o movimento da bolsa e dos nossos investimentos, um confisco ou congelamento da poupança ainda afetaria a todos. Elaborarei sobre como um cenário destes atualmente é pouco provável e como prosseguir a respeito disso neste post.

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Qual é a diferença entre investir e poupar?

Embora muitas vezes utilizados como sinônimos, Investir e Economizar são ações diferentes com propósitos e abordagens diferentes. E, ao contrário da hype que exista no YouTube sobre como “poupar é coisa do passado, você deve investir,” ambos são igualmente necessárias para atingir uma situação financeira tranquila e próspera.

Alguns fatores como horizonte de tempo, objetivo financeiro e dinâmica de aplicação e liquidez são necessárias para decidir quando e como realizar cada um dos dois, e nestes pontos, os dois são quase opostos polares. Por isso, confundir investimento com poupança pode ser perigoso para a sua situação financeira, especialmente quando se trata de alguns imprevistos onde você pode precisar acessar o dinheiro investido mais cedo do que planejado.

Conheça as diferenças cruciais entre o investimento e a poupança neste vídeo.

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Podcast do Pinguim – o custo das coisas é por uso, não tempo

Quem nunca viu algum rodízio de beira de estrada ou num lugar onde não costuma passar anunciando uma promoção imperdível: só por hoje R$30. Você mede mentalmente a sua fome, capacidade de comer contra o preço que pagaria se pedisse a mesma quantidade num restaurante a quilo e conclui: hoje vou dar prejuízo para esse local.

Sabemos como esta história termina: sensação que a barriga irá explodir, azia, sonolência e – surpresa – nenhum prejuízo para o dono do restaurante. Ele já havia considerado o custo até mesmo de casos extremos no restaurante e incluiu tudo na conta que você pagou, pois sabe que o custo das coisas é por uso, e não tempo de utilização.

Quando temos algo como um carro, ficamos tentados a pensar que uma vez que o compramos temos mais é que utilizá-lo para “recuperar o investimento.” Porém, o efeito de utilizá-lo é justamente o contrário: só irá aumentar o seu custo ao longo prazo (gasolina, pedágio, estacionamento, seguro). Se você conseguir enxergar este conceito mais vezes na sua vida, poderá reduzir significantemente seus custos corriqueiros de vida. Veja como isso acontece neste episódio.

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Acabe com a sua miopia financeira antes que ela acabe com o seu patrimônio

Qual é o melhor investimento para se fazer agora?
Quais investimentos posso fazer para um ou dois anos?
Existe investimento para menos de um ano?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre três pilares básicos necessários para alimentar este processo: receita, economia e investimentos. Qualquer um, independente do seu salário, consegue se tornar rico sob qualquer circunstância se simplesmente maximizar estas três variáveis. Porém, há um ingrediente comum necessário por trás de todo o processo: o tempo.

Qualquer pessoa que se aventura no mundo dos investimentos eventualmente passa a conhecer o famoso termo dos Juros Compostos, que rendem sobre o dinheiro aplicado e também sobre os juros rendidos sobre eles mesmos, numa forma de recursividade matemática. E a mágica destes novamente revolve sobre o fator do tempo, é só através do tempo que os rendimentos se acumulam de uma forma apelidada de efeito bola de neve.

Por conta desta dependência crucial sobre o tempo, é ilógico pensar em não utilizar o tempo para contribuir para o seu enriquecimento, mas a presença de perguntas como as do início deste post em vários fóruns na internet nos mostra que muitas pessoas não compreendem este aspecto dos investimentos. Elas sofrem da tão comum miopia financeira, que as força a planejar, pensar e agir a curto prazo. Se a primeira vista levar ao curto prazo é ruim para o enriquecimento, esta prática também se torna detrimental para a sua situação financeira ao longo do tempo.

Veremos neste post como esta miopia financeira pode causar mais problemas do que parece a princípio.

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O poder da Gratificação Atrasada para a sua vida financeira

Quando se trata de desenvolvimento pessoal e financeiro, temos algumas “super armas” que nos auxiliam para alcançarmos nossos objetivos. Uma das mais poderosas no seu arsenal é a gratificação atrasada.

De forma simples, através dela você aprende a recusar uma gratificação imediata em busca de uma recompensa maior a longo prazo. Alternativamente, é a forma de trocar uma gratificação danificante a curto prazo pelo bem maior a longo prazo.

Se você não está contente com a sua forma física atual, você poderia comer um chocolate e amenizar a dor temporariamente, sem benefícios ao longo prazo. Ou você poderia começar a se exercitar e, com o tempo, ver a sua forma melhorar.

A gratificação atrasada é poderosíssima quando utilizada como gatilho financeiro pois tem sinergia com os objetivos de longo prazo necessários para as finanças e investimentos. Utilizada da forma correta, ela pode se tornar uma grande aliada. Veja neste vídeo como.

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Podcast do Pinguim – Nunca é tarde para começar a enriquecer

“Eu deveria ter começado a investir 10 anos atrás, quando era jovem e tinha muito tempo em frente”

“Investir é coisa de jovem, que tem tempo e energia pra ganhar dinheiro. Agora eu tenho que aproveitar a vida.”

“Se eu juntar só isso de dinheiro não é suficiente, então pra quê tentar?”

Todas estas frases são sintomas que a pessoa não compreende exatamente o valor que o dinheiro possui, e como objetivos grandes são conquistados dia atrás de dia com disciplina aplicada. Infelizmente, o melhor dia para investir é ontem. Felizmente, o segundo melhor é hoje.

Ao passo que muitos seriam rápidos para desistir quando as condições são menos que ótimas, é justamente de um começo determinado com ações regulares e hábitos disciplinados que podemos construir nossa riqueza. Mostro neste episódio como é possível para todos se tornarem ricos, independente de quando começam ou com quanto.

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Como solicitar o auxílio coronavírus do Japão?

A crise do COVID-19 continua se extendendo e seus impactos se alastraram por todas as economias do globo. Seu impacto devastador vem por conta de um efeito dominó na economia. Incapacitadas de fazer negócios de forma tradicional, pequenas e médias empresas viram seu tão esperado fluxo de caixa secar, e com isso não puderam segurar muitas despesas com suas reservas de emergência, descontando o resultado despejando a maioria dos seus funcionários, resultando num desemprego múltiplo em cadeia.

Desta forma, governos ao redor do mundo acionaram pacotes emergenciais de auxílio financeiro para garantir a sobrevivência da população neste momento de desemprego – ou sub-emprego – forçado. Por exemplo, no Brasil o governo federal habilitou o Auxílio Emergencial da Caixa, consistindo de R$600 mensais por três meses para quem qualificar, e nos Estados Unidos, o congresso aprovou o CARES Act que destina um pagamento de US$1200 para cada indivíduo entre outros benefícios.

No Japão, a decisão de passar um auxílio financeiro foi debatida por um bom tempo pelo governo federal e atrasada em comparação aos demais países, mas em Abril foi aprovada uma medida de auxílio emergencial para todos os moradores do Japão. A medida é em geral bem mais generosa do que a instituída no Brasil, mas sua forma de solicitação é um pouco mais complicada. Depois de garimpar e procurar bastante sobre como a solicitação deve ser realizada, resolvi explicar aqui os passos que devem ser seguidos neste processo.

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Pinguim Investidor lança seu primeiro livro!

Hoje é um dia muito especial.

É com muito orgulho que, depois de quase dois anos de muito material de qualidade aqui no site, apresento meu primeiro livro publicado:

RICAmente: Virando o jogo financeiro da sua vida em 40 dias.

O primeiro passo para se tornar rico é mudar a sua percepção financeira e do dinheiro para enxergá-lo como uma medida de liberdade, capacidade e prosperidade – caso contrário, qualquer corrida ao dinheiro será fútil. Enriquecer começa na mente, e é isso que trabalharemos aqui: a RICA mente.

Neste livro, apresento os fundamentos da educação financeira necessários para revolucionar a sua percepção do dinheiro e sua situação financeira reunidos nos mais de 40 melhores posts do Pinguim Investidor, seguido de exercícios práticos para conseguir aplicá-los imediatamente em sua vida financeira e dissertações exclusivas, inéditas no blog.

Foram muitos meses de preparação com muito estudo providenciado de vários livros e cursos, compilados numa publicação didática e fácil de ler, disponível para o Amazon Kindle, e nos formatos PDF e EPUB (ótimo para ler no celular!).

Veja mais detalhes sobre o livro e seu conteúdo neste link.

Bônus para assinantes – desconto na compra por tempo limitado

Como assinante do site por tão longo tempo, gostaria de oferecer à você uma surpresa especial: desconto de 20% na compra deste livro na versão PDF ou EPUB.

Você me acompanha desde os primórdios e viu o blog desde o comecinho, quando nem o domínio pinguiminvestidor.com tinha ainda, quando me tornei o 9º melhor blog de finanças pessoais do Brasil, e quando comecei a expandir para outras mídias. Seus comentários me inspiram a escrever diariamente, e você merece uma recompensa especial.

Para receber o seu cupom de desconto exclusivo na compra da versão em PDF ou EPUB, entre em contato comigo aqui e me escreva pedindo o seu cupom. Irei retornar com o seu código assim que puder, assim como um ebook gratuito de amostra do conteúdo do livro. Mas aproveite: este desconto é por tempo limitado, e expirará depois de uma semana.


Agradeço novamente a você por me seguir aqui no site, e deixo uma pequena promessa: muito conteúdo de qualidade ainda está por vir nos meus diversos canais. Portanto, se você ainda não fez isso ainda, inscreva-se no meu Canal do YouTube e no meu Podcast para não perder nenhum conteúdo que publico sobre nestes canais.

E, como sempre digo,

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor

Como comprar um carro de maneira inteligente

Quando se trata de passivos financeiros, sabemos que quase sempre são uma furada financeira esperando para acontecer. Passivos são tudo aquilo que não se valoriza com o tempo, possui custos adicionais de possessão, ou não produz um fluxo de caixa positivo para o investidor. Nesta categoria se enquadram sonhos de consumo comuns das pessoas como a casa própria, carro, e outros bens como eletrônicos e roupas.

Particularmente se tratando da casa e do carro, muitos possuem uma reação emocional adversa forte quando ditos que estes não são ativos financeiros, com suas depreciações, custos adicionais e impostos recorrentes. A verdade matemática, porém, não mente: o acúmulo compulsivo de passivos ao longo da vida é capaz de arruinar qualquer patrimônio, independente do salário que se recebe.

Na prática, porém, a situação nunca é tão preto-no-branco, e muitas pessoas acabam por depender de um carro particular para compensar a falta do transporte público em sua cidade ou no caso de famílias grandes que precisam de mobilidade. Portanto, mesmo que a vida sem passivos represente a perfeição teórica de uma vida financeiramente eficiente, na vida real pode ser necessário adquirir passivos ao longo da vida. Porém, a grande maioria realiza estas aquisições da maneira errada, financiando e se endividando para comprar e pagando uma quantia muito maior que o preço original no fim das contas.

Neste post, irei elaborar sobre como podemos comprar um passivo – como um carro próprio – de maneira correta, inteligente, e com o menor impacto financeiro possível.

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