Segurança Digital #3 – Como memorizar dezenas de senhas sem fazer esforço

Continuando a nossa série de segurança digital, é hora de ficar um pouco mais técnico e conversar sobre uma coisa meio sensível: senhas.

Todos nós temos que criar e gerenciar alguma senha algum dia na vida, seja na hora de criarmos nosso primeiro email ou quando o aviso do Windows no trabalho diz que sua senha já tem mais de três meses e você precisa trocá-la – o que é ridículo, por sinal.

Então hoje em dia somos treinados desde pequenos a construir senhas fortes. Os requisitos básicos a gente foi adestrado já a incluir: mais de 8 caracteres, caixa alta e baixa, incluir um ou mais caracteres alfanuméricos… regras que nem fazem a senha tão forte assim.

E infelizmente, o mais interessante é que, uma vez que passamos todos estes requisitos e decidimos uma senha, agarramo-nos à ela como se fosse nossa fonte de vida online: não queremos mudá-la de jeito algum, e somos tentados a usá-la em todos os outros lugares que precisam de uma senha. Mas será que isso é algo seguro?

Depende. Você usaria uma única chave para abrir todas as portas, gavetas e carros que possui?

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Estudo de caso #1 – Faca e o queijo na mão, mas ainda sem aptidão

Semana passada, tomei café com uma amiga que veio se consultar comigo depois de ter descoberto o site do Pinguim Investidor e queria alguns conselhos práticos para como dar uma arrumada na vida financeira e como se planejar para proceder no futuro.

Fernanda, 35 anos hoje, era uma das secretárias da empresa onde trabalhei em 2012, e sobre sua carreira pode se dizer que ela teve uma grande dose de sorte, beirando até a velha “peixada” corporativa. Em meio a uma economia aquecida e cheia de especulação em 2012, Fernanda começou na administração, secretareando em meio a uma empresa crescente, e com seis meses de casa, foi promovida a secretária executiva. No ano seguinte, a euforia da economia já havia passado, e as pessoas passaram a ficar apreensivas, com cortes surpresas e demissões “inesperadas” assombrando os corredores das empresas cada vez mais inseguras.

Mesmo assim, ela manteve o cargo, e, em 2014, para sua surpresa, fora convidada a se juntar a uma outra empresa, num cargo que lhe pagaria por volta de R$15000 mensais como gerente da administração. Se muitas pessoas viram seus salários caindo ou rodando nessa época, Fernanda fez o caminho contrário, e eventualmente seu salário subiu novamente para a marca dos R$20000 mensais, numa época de salários cadentes e crise econômica rampante.

De muitas formas, pode-se dizer que Fernanda se tornou bem-sucedida: carreira sólida, alto salário, e uma família sendo formada. Ou, pelo menos, é só o que sua aparência externa mostra – para minha surpresa, Fernanda desabafou para mim que em meio a tanto “sucesso,” estava na verdade se sentindo miserável com o trabalho.

Muitos vêem uma carreira suspeita para uma pessoa que simplesmente trabalhava com secretariado e cresceu tão consideravelmente, e as fofocas e boatos são constantes no trabalho. Inveja e comentários maldosos rolam soltos. Sua eficiência no serviço acabou também saindo pela culatra, pois cada vez mais outros superiores acabam demandando mais dela por não falhar em apresentar resultados.

Por fim, Fernanda revelou o seu novo objetivo de vida: ela quer se desfazer do mundo corporativo e se tornar independente financeiramente, mas embora um alto salário, padrão de vida sofisticado, e bens como casa e carro invejáveis, ainda não consegue enxergar uma saída.

Como uma pessoa que, aparentemente, tem a faca e o queijo na mão ainda assim não consegue ganhar o jogo?

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Segurança Digital #2 – Phishing: o problema de segurança que simplesmente não morre

Não adianta o quão segura é a fechadura da porta de casa quando você convida o ladrão a entrar.

Resumido numa frase, é assim que funciona uma das técnicas mais antigas utilizadas por criminosos para obter informações de acesso a serviços críticos, como bancos e redes sociais: o Phishing.

Todos nós já recebemos alguma mensagem suspeita alguma vez e, depois de quase 30 anos de existência da internet, a maioria de nós já aprendeu a identificar o que é um email fraudoso de um email real. Porém, o phishing continua um problema ainda hoje e, como é baseado na psicologia humana, podem-se passar outros 100 anos que o problema simplesmente não irá sumir.

Portanto, nunca se pode tomar cuidado demais contra o phishing, e aqui compartilho algumas dicas simples que podem te proteger de formas comuns do Phishing.

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Pinguim Investidor é o 9º melhor blog de finanças pessoais do Brasil

Hora de uma postagem extra-ordinária aqui no Pinguim Investidor, além dos posts regulares de Quinta e Segunda. Há um bom motivo para isso: o Pinguim Investidor acabou de ser rankeado como o Nono melhor blog de finanças pessoais do Brasil de acordo com a listagem do nosso amigo Sou Poupador.

Essa notícia me veio até um pouco tarde (postei sobre a Segurança Digital sem saber depois dos resultados) porque estive um pouco fora da finansfera estes dias, e não consegui nem retornar alguns dos maravilhosos comentários do pessoal que compõe a minha amada audiência, e a quem tenho o maior prazer em servir conteúdo de qualidade. Tenho a agradecer o Stark por ter dado a notícia.

Primeiramente, estou honradíssimo. Entendo o valor que o Poupador nos traz por ter feito este ranking e medido a qualidade da Finansfera, mesmo que em meio a outros rankings existentes, e ter conseguido entrar na lista com menos de 1 ano de existência do Blog é inspirador para dizer o mínimo. É realmente uma honra ter sido nomeado assim, mesmo que não tenha sido top 5, e reflete mesmo todo o esforço que tenho incluído durante a vida do blog.

Segundamente, agradeço a todos vocês. Sim, vocês que leem o Pinguim Investidor toda Quinta e Segunda e já me acompanham aqui há quase um ano. Sem o feedback, comentários e interação que tenho com vocês, eu não teria a motivação e o objetivo para escrever aqui. Obrigado a todos que me acompanham por aqui.

Ok, acho que posso descer do pódio agora.

Vamos falar então sobre o que isso significa para o blog no futuro. Esta nomeação foi o último pontapé que faltava para que eu começasse um pequeno trabalho de expansão que já havia planejado para os próximos meses. Se isto parece um papo de RI para os acionistas, acho que é intencional.

A fim de proporcionar mais conteúdo de qualidade para vocês, o Pinguim Investidor tem planos de começar a expandir para alguns outros domínios digitais e experimentar com outras plataformas, sem se desfazer do site. Temos um podcast, redes sociais e outras novidades que vou explicar a seguir.

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Segurança Digital #1 – Como Investir na sua Segurança Digital

Tenho notado que a maioria dos meus posts aqui no Pinguim Investidor têm sido sobre Investimentos, mas têm faltado “pinguim” por aqui. Por isso, hoje vou fazer uma pequena mudança e falar um pouco mais sobre o alguns aspectos da TI que também podem fazer diferença na sua vida financeira. Esta série irá abrangir a sua segurança digital.


Quanto vale a sua segurança digital?

Poucos param pra pensar sobre este assunto com a correria do dia-a-dia, ou não pensam que vale a pena aprender sobre isso por achar que é um assunto complexo, difícil, ou reservado para especialistas e hackers e “terceirizado” da sua vida. A verdade não poderia ser mais longe do que essa expectativa.

Segurança digital (pelo menos num âmbito pessoal) não precisa ser difícil, complicada, e nem cara. Hoje em dia, software está tão ágil e acessível que ataques e invasões pessoais se tornaram mais complicados, mas isso não é razão para relaxar e ignorar o assunto.
Mesmo que os nossos dispositivos pessoais se tornem mais seguros, nós também cada vez menos armazenamos dados neles e dependemos cada vez mais de serviços online para armazenar nossos arquivos e dados pessoais.

Terceirizar a segurança só funciona até um ponto, porque o elo mais fraco deste sistema geralmente é justamente o usuário – você mesmo. Assim, vou descrever neste post algumas medidas simples e rápidas que você pode tomar para tornar a sua vida digital mais segura e tranquila sem precisar ser tornar um expert no assunto.

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O que você tem feito pelos seus dois melhores amigos?

Quando começamos a conhecer os investimentos, geralmente o primeiro passo é um trabalho psicológico nos provando – convencendo, até – que investir é o caminho correto para enriquecer. Para uma pessoa frugal por natureza, este passo é bem curto, talvez até desnecessário, já que os valores são alinhados naturalmente com os hábitos da pessoa. Porém, uma pessoa consumista pode perceber os hábitos de poupar e investir a diferença como perda de oportunidade, seja para fazer algum programa ou comprar algo com o dinheiro.

Neste último caso, o trabalho geralmente é mais difícil; a pessoa precisa se convencer que os ganhos trazidos de aportes regulares e investidos com sabedoria possuem valor maior que os passivos imediatistas que o dinheiro poderia comprar. Com isso, com este artifício de comparação, a pessoa pode descobrir e decidir por si mesma que vale mais a pena investir do que gastar.

Esta técnica é útil na hora de aplicar a razão diante das emoções em tomar uma decisão financeira, mas ficar fazendo estas comparações analíticas na prática é maçante e não nos lembramos de tal utilidade. Como você pode se lembrar de fazer a escolha racional e melhor para o seu futuro diariamente?

Lembrando dos seus dois melhores amigos para a vida toda: você no passado e você no futuro.

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A Selic caindo e a pedra rolante

Recentemente foi oficializado que a taxa Selic foi reduzida novamente, desta vez para 6%, com especulações que esta seja reduzida ainda mais para 5% futuramente. As massas começaram aquele movimento de pânico e especulação como não sabendo o que esperar do tesouro direto. Devo vender? O que comprar? Qual é a melhor rentabilidade a curto prazo agora?

Os mais centrados deram um momento para deixar a racionalidade tomar conta novamente e pensarem que este ciclo não é diferente da realidade da bolsa, e que juros e outras políticas monetárias são igualmente variáveis.

Um vídeo do Rafael Seabra, porém, tomou uma direção diferente à da especulação, e mostrou um caminho diferente. Inicialmente falando sobre a rentabilidade da antiga poupança vs o Tesouro Direto, ele nos informa que não há porque se afobar por causa desta mudança, ainda mais porque a poupança antiga é um investimento que nunca mais poderá ser feito.

Ainda assim, ninguém gosta de ver rentabilidade da carteira caindo. O que se pode fazer neste caso? A resposta é: continuar em movimento com a mudança.

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Estoicismo na prática: sobrevivendo a perda de um celular

Recentemente publiquei no site uma introdução sobre o Estoicismo, a filosofia dos gregos antigos que busca maximizar a felicidade através do uso extensivo da razão e lógica. Quase que como planejado, alguns dias após ter terminado de escrever o artigo, meu celular parou de funcionar sem qualquer aviso prévio.

Parecia mesmo que o universo estava testando as minhas habilidades estóicas. Se esse cara acha que sabe mesmo sobre o estoicismo, vamos ver se ele está preparado de verdade! E assim, voltando pra casa depois de um domingo longo, percebi que o telefone não ligava mais e o problema não era a bateria. Quando comecei a pesquisar sobre o problema, mais assustador ficava, e no fim da cruzada, acabei aceitando que o celular estava irrecuperável.

Durante os próximos 15 minutos ocorreu uma chuva de pensamentos na minha mente sobre o que aconteceria nos próximos dias, mas ao fim dessa novela tive sucesso ao aplicar o mindset estóico ao problema. Foi mais um dos muitos exemplos de estoicismo na prática que tenho realizado como aprendizado diário, e as lições com certeza vão se propagar. Vejamos como a situação se desenrolou.

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Resenha do Pinguim #7 – People Tools for Business de Alan C. Fox

Mais uma resenha do Pinguim saindo do forno. Desta vez faço um pequeno desvio do meu caminho de leituras sobre investimentos e empreendimentos e volto a um assunto sobre o qual escrevi as minhas primeiras resenhas: auto-ajuda.

Quando compramos algum eletrodoméstico ou dispositivo novo, ele geralmente vem com um manual do usuário, assim como o seu carro, mas na maioria das vezes não os lemos. Quando você vai fazer alguma coisa de novo, você também recebe algumas instruções e geralmente as segue (do caso contrário, pular de asa delta ou mergulhar de cilindro teriam muito mais fatalidades!)

Na vida, porém, não recebemos esse manual de como proceder, e assim temos que aprender por nós mesmo a nos virar; errando e até mesmo nos acidentando pelo caminho do aprendizado. Não seria muito mais fácil se pudéssemos ter um manual de instruções ou um guia para nos orientar como proceder em diversas situações na vida e nos negócios com outras pessoas?

Enquanto este manual não vem, o livro People Tools for Business do emprendedor, investidor imobiliário e escritor Alan C. Fox é o mais próximo que já encontrei. Parecido como um manual de instruções filosófico, o livro é estruturado na forma de 50 breves anedotas para serem utilizadas em diversos contextos e ocasiões, chamadas de people tools. Este livro é a continuação de seu livro anterior e com ênfase na parte de negócios, mas é aplicável também pra parte da convivência pessoal.

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Fechamento Julho 2019 – ouch!

Julho foi um mês de sentimentos mistos pro Pinguim Investidor. Por um lado, recebi uma bonificação salarial extra que me permitiu aportar bastante, especialmente em RV, o que foi ótimo. Porém, ao mesmo tempo foi um mês de gastos altos, que me limitará os aportes do mês seguinte. Pelo bem ou mal, sobrevivi.

Vamos aos números:

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