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Podcast do Pinguim: o açougueiro e a nutricionista

A anedota do Açougueiro e a Nutricionista é uma das melhores formas que encontrei de explicar para leigos a importância de um ceticismo com pessoas que nos oferecem conselhos e promessas financeiras gratuitamente, mas que possuem segundas intenções e agendas escondidas por trás.

Se você já conversou com o gerente do seu banco sobre algo além de uma reclamação, provavelmente já foi vítima deste caso (como eu fui no começo da minha jornada financeira). E infelizmente, com a popularidade de mídias sociais e outros veículos de comunicação, esta pegadinha pode estar presente em mais outros lugares do que você pode perceber. Por outro lado, é possível reconhecer estes casos e se resguardar fazendo um questionamento simples.

Veja neste episódio como você pode se proteger.

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Ninguém se importa com o que você faz – e por isso, você é livre

Aqui está uma realização poderosíssima, e que poderá libertar você de quase toda a sua ansiedade: independente do que você acredite e se preocupe, na verdade, ninguém se importa com o que você escolhe fazer ou não.

Releia a frase anterior. Pronto? Releia mais uma vez. Tem certeza que você entendeu tudo o que ela significa? Então ótimo, pode fechar esta página e começar tudo aquilo que você se inibiu de fazer antes por medo do julgamento alheio. Você está livre. Vá!

Ainda por aqui? Excelente, então acho que posso elaborar um pouco mais sobre o significado desta realização nas nossas vidas.

Desde criança, aprendemos sobre o valor que aceitação coletiva possui em nossas vidas. Queremos satisfazer nossos pais sendo bons filhos, nos comportando bem, fazendo nossas tarefas e mostrando nossas conquistas da escola. Olha o que eu fiz hoje, a minha nota da prova, os resultado do jogo. Colhemos a atenção e os elogios como fonte de prazer. Mesma coisa com os nossos coleguinhas de sala, queremos pertencer ao grupo colhendo aceitação e um senso de identidade fora de nós, e predicado naquilo que os outros pensam de nós.

Dizer que isto não persiste após a adolescência é uma mentira. Como adultos, continuamos vivendo a vida olhando sempre para trás e para os lados, procurando aprovação alheia e fugindo daquilo que seria “mau-visto” pela maioria. E ao passo que muitos pensam que não há problema com isso, e que vivem simplesmente uma vida “normal,” a realidade é que silenciosamente esta forma de pensar pode estar limitando o seu potencial da pior forma possível: internamente.

Preciso fazer isso porque todo mundo no escritório está fazendo. Tenho que comer naquele restaurante caro porque é onde todo mundo também vai. Tenho que comprar um carro e uma casa, essa é a forma que posso mostrar para todos que ganhei na vida. Estas roupas não são dignas de uma pessoa do meu novo círculo social.

Realizar que o julgamento alheio é um medo irracional e que, na verdade, são pouquíssimas as pessoas que se importam com aquilo que você faz, é libertador. Esta forma de pensar é necessária para obter a vitória num âmbito como o FIRE, mas seus benefícios se transpõem além do que simplesmente as finanças.

Vejamos o poder que existe por trás desta filosofia neste post.

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Carro próprio é o pior investimento que você pode fazer

Se eu tivesse que nomear o infâme pódio dos piores investimentos do mundo, rankeado em primeiro lugar não estaria o COE, os produtos bancários, e nem mesmo a poupança. Quem levaria o troféu – de lavada – seria o bom e velho carro próprio, que tantos insistem em chamar de “investimento” embora zilhões de motivos indicando o contrário.

Não há dúvida que o carro é uma ótima invenção, conveniente para alguns e crucial para outros, e para determinadas famílias ou pessoas morando em lugares remotos, pode ser um bem necessário. Mas nada disso muda o fato que ele é um passivo financeiro, e nunca irá trazer mais dinheiro para você do que ele lhe custa.

Quer um investimento de verdade? Compre ativos.

Aprenda mais sobre isso neste episódio.

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Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade

Ao passo que muitos imaginam que a riqueza indefinida seja o caminho certo para a felicidade perene, são poucos os que realizam que, na verdade, o real trajeto pode ser justamente pelo caminho inverso: escolher quando dizer chega.

Ao contrário das expectativas sugeridas por vários coaches e “gurus” do desenvolvimento pessoal, ter a velha noção de “nunca estar satisfeito” pode não ser produtiva ao longo prazo, e até mesmo causar depressão no fim das contas.

Do outro lado, saber dizer chega e definir objetivos realistas e concretos nos motiva e nos traz realização em saber que conseguimos atingí-los, podendo assim decidir em seguir em frente com outras coisas. E especialmente quando se trata do FIRE, saber fincar a estaca e dizer que você conseguiu é crucial, impedindo que você fique para sempre na infâme corrida nos ratos.

Saiba mais sobre a importância desta autosuficiência mental e financeira neste episódio.

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Fechamento Julho 2020 – “now that the rain is gone…”

Virou 1º de Agosto aqui na Ásia e, com o fim de Julho, também veio o fim de uma longa temporada de chuva e monções conhecida por aqui como 梅雨 (tsuyu). Tempos melhores já chegaram, mas infelizmente com eles veio um calor infernal a-la ilha tropical que só se aquietará lá pra Outubro.

Metaforicamente falando, a virada de Julho para Agosto também marca uma virada na minha história como investidor: pela primeira vez estive com mais de 50% dos meus investimentos em renda variável. Para isso, acabei finalmente girando meu patrimônio de maneira considerável, vendendo uma parcela da minha posição da renda fixa para me posicionar de forma mais robusta a minha fonte de renda passiva.

Enquanto isso, parece que o Japão acredita que realmente conseguiu ganhar do Coronavírus, embora manter o controle em meio aos casos crescentes é o desafio até os jogos adiados até o ano que vem.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Enriquecer é redundante?

Olá! Excelente post. Eu assiti alguns vídeos desse Primo Rico e até cheguei a comprar o livro dele na época. Pra ser sincero, não sei se vi os vídeos errados, ou as lives erradas dele, mas sinceramente não consegui aprender nada sobre investir ou comprar ações. Senti que ele cria conteúdo “dando voltas” no assunto e sem especificar de fato o que fazer. Tipo como muitos dizem: trabalhe, poupe e invista. Do meu ponto de vista isso é bem redundante se você não disser COMO se faz. Poderia indicar algum conteúdo dele que mudasse minha opinião? Ou de outra pessoa? Não senti confiança no Thiago Nigro, essa que é a verdade.

Quando li este comentário no meu post sobre o Primo Rico a.k.a. Thiago Nigro e seu vídeo onde ensina a obter R$195 mil de dinheiro extra ao longo de alguns anos, a primeira reação que tive foi pensar que o autor não havia entendido o sentido do post. Lendo mais aprofundadamente, porém, percebi que o ele tinha um ponto bem válido: algumas vezes, ler sobre educação financeira, especialmente para quem já possui uma noção bem avançada, pode parecer meio maçante ou até mesmo redundante.

E há, sim, uma dose de verdade nesta opinião: enriquecer, na sua melhor forma, precisa ser um processo simples. Enriquecer precisa ser simples da mesma forma que a matemática necessária para se aposentar é simples. Quanto mais simples, melhor, mas claro que isso não significa necessariamente que vai ser fácil; o seu esforço sempre será necessário, uma parte integral de todo o processo do desenvolvimento pessoal.

E esta mesma simplicidade que torna o FIRE tão poderoso pode se tornar uma pequena problemática entre os criadores de conteúdo sobre o assunto: sobre o que falar quando a sua esfera do assunto é tão, eventualmente, simples e direta? A verdade, porém é que a aparente “redundância” do assunto é uma consequência necessária. Isso porque muitos não acreditam que enriquecer pode ser um processo tão simples, e começam a procurar maneiras de “acelerar” o processo, ou “complementá-lo” por fora, e acabam sacrificando todo o seu trabalho árduo no caminho.

Quando começamos a acreditar que para enriquecer é necessário especular, acertar na mosca a próxima empresa mina de ouro, ou investir em ativos esotéricos, tornamo-nos cegos aos riscos destas promessas de enriquecimento rápido e fácil, e arriscamos perder quando na verdade, tudo o que precisávamos fazer era seguir uma estratégia mais simples.

Neste post, explico por que a estratégia simples, passiva e de longo prazo é a vencedora, e por que adicionar complicação demasiada pode ser até nocivo para o seu patrimônio.

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