O que você tem feito pra proteger o seu tempo?

Quanto vale o seu tempo?

Não, não estou falando do seu salário atual dividido por horas trabalhadas, embora esse conceito também é interessante. Estou falando do seu tempo, o tempo sob a sua percepção. E também o seu tempo pessoal, free time, o tempo que você controla. Muitos de nós nos preocupamos com a utilização do nosso tempo no trabalho, otimizando as nossas tarefas no escritório para conseguir fazer cada vez mais coisas em menos tempo, mas quando o “dever” não nos chama, ficamos meio que à deriva, sem planejar.

Desde que comecei a me interessar na Independência Financeira e o movimento FIRE, passei a me interessar muito sobre a eficiência como um objetivo de vida, e como posso usar o meu tempo, dentro ou fora do trabalho, da melhor forma possível. Desde que me interessei no assunto, percebi que de nada adiantaria ter quantidades imensas de tempo livre em casa se este é jogado fora através de TV ou surfar aleatoriamente nas redes sociais. É necessário se policiar quanto ao uso do tempo mesmo que fora do trabalho, pois ele é o seu ativo mais importante na vida.

Este conceito começou a ficar cada vez mais claro para mim, mas como um conhecimento subentendido, algo como um hábito no background. Eventualmente, assisti um vídeo do Jeff Rose, um YouTuber que referenciei anteriormente, onde ele dá um nome diferente ao mesmo conceito: proteger o seu tempo. E, simples assim, comecei a me conscientizar ativamente quanto ao uso do meu tempo livre, a fim de protegê-lo e me tornar cada vez mais eficiente.

Aqui estão alguns hábitos que uso pra proteger meu próprio tempo.

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Estoicismo: lições diárias da vida

Embora aqui no Pinguim Investidor eu tenha escrito bastante sobre desenvolvimento pessoal e frequentemente menciono o Estoicismo como um dos pilares que me baseio pra desenvolver a minha filosofia pessoal, percebi que ainda não havia escrito um post falando do Estoicismo especificamente. Já escrevi há um tempo sobre o hedonismo, que seria o extremo oposto do estoicismo por focar puramente no prazer humano, mas nunca abordei o tópico diretamente. Seria injusto eu deixar este tópico que tanto menciono no blog sem o seu próprio post, então tomei a iniciativa de dissertar ao máximo que sei sobre ele.

O estoicismo, se eu tivesse que sumarizar em algumas palavras, é uma filosofia sobre as lições diárias da vida. É sobre como você aprende a lidar com os momentos inesperados e não ser afetado tão negativamente, e melhora continuamente com cada dia que passa. Como toda habilidade humana, é necessário a prática contínua e diária para aprendermos com a experiência e melhorarmos. Não adianta simplesmente ler os textos estóicos e se achar o iluminado no assunto.

Este aprendizado constante necessário para entrar no approach estóico pode frustrar um pouco o iniciante (foi assim comigo no começo) então com este post espero conseguir clarificar um pouco sobre esta filosofia, e possivelmente, convencer alguns leitores curiosos a experimentá-la para o benefício próprio.

Vamos ver como que é.

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Elenco do Chaves falido: Por que tantos artistas entram em falência?

Há algumas semanas saiu um artigo falando que a atriz Mexicana Maria Antonieta de las Nieves, que interpretava a personagem Chiquinha do Chaves, está com dificuldades financeiras. A notícia pode vir como uma pequena supresa, mas na verdade não é a primeira vez que o elenco do Chaves enfrenta dificuldades financeiras; Rubén Aguirre, o professor Girafales, já estava com dificuldades nos seus últimos anos de vida, e mais recentemente a Dona Florinda também revelou que passa dificuldades que a forçaram a vender a sua própria casa.

Não estou aqui para julgar a dificuldade da vida de ninguém, mas é triste que no caso da Chiquinha e do Girafales, ambos tiveram problemas financeiros por conta dos altos custos dos tratamentos de saúde. Ninguém acredita muito que os custos de vida poderão inflar com o tempo até ver um caso como esse, especialmente se os objetivos são pequenos demais, e por isso é necessário planejar a fundo várias camadas de emergências financeiras para poder acomodar tais incertezas.

O mais interessante, porém, é que este padrão não se limita ao elenco do Chaves. Se pesquisarmos sobre celebridades falidas, veremos que a mesma história se repete com vários outros artistas, cantores e atletas com cachês e salários altíssimos e que, de alguma forma, conseguem perder todo o seu patrimônio ou pior: se endividam em milhões de dólares. E todas estas histórias possuem uma causa-raíz em comum.

Qual é este elemento? Falta de ativos.

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Resenha do Pinguim #6 – The 10X Rule de Grant Cardone

Hora de mais uma resenha de livro, desta vez de uma figura que alguns meses atrás mencionei rapidamente como um palestrante motivacional e que treinava equipes de vendas nos EUA: Grant Cardone. Desde então, passei a acompanhá-lo bastante em seu canal no YouTube, o suficiente para que pudesse pegar alguns de seus conceitos-base e resolver me aprofundar em um de seus livros. Os ensinamentos dele foram sólidos para firmar a filosofia sobre um conceito: sucesso.

O que é o sucesso pra você? É um destino, como a linha de chegada lá no final da corrida? Ou seria algo dinâmico, como o horizonte, que nunca se alcança, mas se transforma a cada passo que você dá? A sua percepção pessoal sobre o sucesso faz a diferença entre você alcançá-lo ou não.

No livro The 10X rule: the only difference between success or failure (versão em Português aqui), Grant explica que, quando o assunto é sucesso, a maioria das pessoas fracassam por simplesmente não pensarem e se prepararem em escalas grandes o suficiente, ou, em outras palavras, como 10X.

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Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

Mais um comentário do Pinguim para você, e desta vez trago um vídeo que apareceu no meu feed de inscrições no YouTube feito pelo Rafael Seabra. O canal dele foi um dos primeiros que eu comecei a seguir assim que comecei a me aprofundar na educação financeira, e o assisto regularmente até hoje.

Seabra postou um vídeo com um título de opinião meio forte, falando sobre os tributos absurdos pagos no Brasil sobre bens e commodities básicos em comparação a outros países desenvolvidos ou não. Eis o link do vídeo:

Embora a tributação seja um assunto delicado, que causa muitas discussões sem fim nos cantos da internet, eu acredito que o ponto do Seabra é mais interessante para quem procura se desenvolver e buscar independência financeira. A lição que o vídeo nos traz é que a sua preparação deve estar pronta para que quaisquer que sejam os problemas e decisões alheias.

Em outras palavras, o que é melhor: reclamar sobre o governo, a situação da economia ou do emprego, ou tomar as rédeas da sua vida e começar a se educar financeiramente?

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Resenha do Pinguim #5 – Série Milionários de Thomas Stanley

Depois de um grande hiato na série, o Pinguim está de volta com mais uma resenha. Desta vez, falo sobre os trabalhos do Dr Thomas J Stanley, um pesquisador Americano especialista na vida dos Milionários e High Net Worth Individuals (HNWI) dos EUA.

Provavelmente muitos da Finansfera já ouviram falar pelo menos do primeiro livro dele, The Millionaire Next Door onde ele quebra alguns mitos sobre o que significa ser milionário, mas nunca ouvi ninguém mencionando seu outro livro, follow-up do anterior, The Millionaire Mind (não confundir com o Secrets of the Millionaire Mind de T. Harv Eker, também muito bom que li, mas aborda outro contexto). Este post, assim como o anterior do Kiyosaki, irá cobrir ambos os livros.

Incidentemente, foi só depois de terminar os dois que descobri que ele havia falecido em 2015, então este post também fica como um tributo para os seus trabalhos.

Estes dois livros possuem o dom de serem altamente didáticos, com leitura fácil e simples de compreender até por um leigo, e ao mesmo tempo serem altamente técnicos com conceitos de estatística e matemática aplicada dignos de um candidato a doutorado fazendo tese. Felizmente, comparado com o Early Retirement Extreme, a leitura destes é muito mais fluida.

Stanley tem um hábito como pesquisador e acadêmico de abreviar muitos de seus termos utilizados como PAW, UAW, IA, BA, EPH, EOC, etc, e irei reproduzir alguns neste post para padronizar.

Vamos ver quais insights dos milionários podemos aprender.

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Confrontando o cotitiano 5 – a história mais triste que eu ouvi

No mês passado, um dos meus colegas de trabalho (chamarei-o de Marcos), gerente de um dos departamentos daqui, anunciou que estaria saindo do emprego em breve para retornar à sua cidade natal. Ele aproveitou o anúncio para também divulgar que, por conta do preço alto da mudança, gostaria de se desfazer da maioria dos bens que tinha na casa. Contatei ele e comecei a negociar algumas coisas interessantes pra casa. Marquei de ir buscá-las na casa dele.

Chegando próximo ao local, notei que a vizinhança era abastada, bem nobre mesmo de vista. Shoppings novos, chiques e grandes ao redor, grandes prédios residenciais de mais de 30 andares, e ruas bem-conservadas. Estava pensando comigo mesmo: “Marcos mora num lugar legal. Pena estar indo embora, mas deve ter feito um bom pé de meia neste momento.”

Encontrei com Marcos na entrada do prédio. Conversando com ele enquanto recebia as coisas, porém, descobri que a situação dele não era tão colorida quanto eu pensei. Muito pelo contrário; Marcos estava voltando para sua cidade natal porque já há anos mal conseguia se manter com o salário, gastando quase tudo o que ganhava e tendo aportes insignificantes. Nas semanas recentes, seus custos cresceram tanto que se tornaram impeditivos de continuar morando na cidade.

Comprei alguns dos móveis menores que ele estava se desfazendo e no caminho de volta não pude deixar de pensar em como esta era sem dúvida a história mais triste que eu já devo ter ouvido na vida. Um pai de família com um cargo bom sendo forçado a sair do emprego e se relocar pra uma cidade mais barata por conta dos custos insustentáveis do seu nível de vida. Como a situação de uma pessoa pode chegar a tal nível assim?

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O sucesso do Arnold Schwarzenegger explicado numa única entrevista

Eu não assisto TV e minha exposição às mídias sociais são limitadas a assuntos relacionados ao meu site e diheiro em geral. Quando eu entro no YouTube, é apenas para ver vídeos motivacionais ou aprender coisas novas em epreendimento ou investimentos. Estes são os hábitos que me diferem da média e me tornam rico, mesmo que apenas em mente. Desta forma, quando a Sra. Pinguim me chamou para assistir uma entrevista no The Noite com o Arnold Schwarzenegger, eu não dei muito valor à primeira vista.

Se este post existe agora, é porque eu fui convencido do contrário. Os vinte minutos de entrevista foram mais do que suficiente para me fazer entender por que o Arnold foi bem-sucedido na vida, e até hoje se mantém ativo e promovendo os seus empreendimentos embora os seus 71 anos de idade. Se pudéssemos sumarizar as lições de sua história em uma palavra, seria dedicação.

Certamente o Arnold aprendeu o significado da dedicação nos seus anos de juventude no fisioculturismo; a dedicação é crucial para o sucesso neste esporte como qualquer adepto e praticante irá lhe falar. Mas pra ele, a dedicação vai muito além de apenas ter ganhado o Mr Olympia múltiplas vezes nos anos 70; ele usou a dedicação aprendida para construir um verdadeiro império a partir de sua imagem, sua marca pessoal, que estendeu-se no filme, empreendedorismo, uma carreira política nos EUA e eventos de fisiculturismo que levam o seu nome até hoje.

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A pérola

Outro dia na rua, passei na frente de uma joalheria e vi na vitrine uma bela pérola. Uma pérola grande, com brilho misterioso, formato perfeitamente esférico, daquelas que ficamos naturalmente mesmerizados ao olhar. O preço na etiqueta eu nem me dei o trabalho de olhar, sabia que não ia me agregar valor nenhum mesmo.

Não são todos que sabem sobre a origem da pérola, de como ela é formada e de onde vem. Alguns sabem que vêm das ostras, aquelas mesmas que comemos gratinadas, ou arriscando na praia mesmo com limão e sal na hora. Iguaria deliciosa pra uns, jóia rara pra outros. Eu vejo a pérola sob outros olhos; vejo um trabalho dedicado, superação… e paciência.

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Fechamento Junho 2019 – vambora!

Olá Finansfera! Depois de quase um ano de existência do site, resolvi dar início a uma série de acompanhamento de fechamentos financeiros mensais do Pinguim. Woo hoo!

Esta série terá algumas regras especiais em relação aos posts do site, especialmente porque tem o intuito de compartilhar um ritual que, até então, era pessoal. Vamos às regras:

  • Posts de fechamento serão feitos todo dia 1º do mês, seguindo o meu fechamento no último dia anterior do mês, independente de outra postagem ser feita recentemente.
  • Dados incluídos serão: aporte mensal, crescimento do patrimônio, distribuição dos ativos patrimoniais, renda passiva total recebida, e um comentário qualitativo.
  • Todos os dados, exceto a renda passiva, serão apresentados em termos relativos (porcentagem) para conservar um pouco mais a privacidade do site.

Além disso, para facilitar o acompanhamento, uma página de acompanhamento mensal será criada com um resumo de cada fechamento.

Agora vamos ao fechamento do Pinguim!

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