Reclamar não vai te levar a nenhum lugar.

Pergunta rápida: qual é o esporte nacional?

Tirando o futebol, eu diria que, julgando somente pela popularidade, o hábito mais comum do Brasileiro (ou até mesmo do homo sapiens) é reclamar. Pense nisso por um momento. Você reclama, sua mãe reclama, sua namorada reclama, seus colegas no escritório reclamam, o pessoal militante político de cantos obscuros da sua rede social reclamam do governo atual, ou do próximo… e ainda assim, dia vem e dia vai, ninguém muda, pois ninguém faz nada. Por que será?

Reclamar é barato. Quase não tem custo pra fazer, e a oportunidade de ganhar suporte e compaixão alheia é grade. Afinal, quem não concordaria com aquelas frasesinhas do tipo aahh que droga, odeio ter que acordar cedo pra ir trabalhar e pegar um trânsito fudido / metrô cheio / ônibus fedorento e ter que falar com meu chefe babaca / fulaninha fofoqueira / ter que fazer sala pro time aah buáaa como minha vida é ruim

unhappy
Oh! Como sou infeliz!

Se fosse investimento, até soaria atrativo. Gaste pouca energia e ganhe bastante suporte alheio… Mas infelizmente, na última vez que olhei, compaixão de terceiros ainda não era aceitada como forma de pagamento das minhas contas.

Claro que existe uma necessidade psicológica para que você desestresse e se alivie do que te têm pressionado. Todo mundo precisa disso pra manter a sanidade. Mas aqui está o pulo do gato: exceto se você fizer alguma coisa em cima da sua reclamação, nada vai mudar e você nunca vai melhorar de vida. Você simplesmente vai gastar sua energia à toa.

complaining

Lição óbvia, certo? Aparentemente não, visto que a maioria das pessoas com quem convivo continua reclamando, e sequer faz alguma coisa para resolver a situação. E pior: ainda esperam que eu concorde com qualquer que seja a reclamação sob a pena de me tornar o babaca canalha insensível que obviamente não entende a dura realidade que eles estão sofrendo.

Se ao invés disso fizessem a coisa inteligente, pensassem no assunto e trabalhassem na solução, talvez não precisariam gastar tanta energia emocional mais na vida. Porém, por alguma misteriosa razão eles nunca fazem isso. Seria porque…

  • … analisar, estudar, achar a causa-raíz do problema requerem esforço?

  • … quem analisa a situação não recebe a tão desejada compaixão dos colegas por tentar sair do buraco sozinho e abandonar a manada?

  • … é muito mais fácil só ficar sentado e jogando complementos vazios (“é, é isso mesmo,” “foda né?” “que bosta, eu também”) ao invés de prover uma solução?

  • … jogar a culpa nos outros e nas circunstâncias remotas que não estão no nosso alcance direto é mais fácil do que tentar mudar as coisas?

Essa última apresenta uma questão interessante – se você tem um problema com alguma coisa, você muda a coisa em si ou muda você mesmo? Isso daria um bom tópico em si pra descobrir, mas por agora vamos dizer que eu descobri que mudar a sua percepção e (mais importante) a sua reação às coisas da vida é muito mais fácil e eficiente (stoic alert).

Novamente, fica a lição pra todo mundo: sem uma ação, não haverão resultados. Pra qualquer coisa! Olhar pra frente, ser ativo e procurar sempre a melhoria é o único caminho.

Mas por favor, não pensem que “tomar ação” inclui beber no bar com os colegas enquanto vocês descascam fulano ou sicrano que te desagradou, ou chapar em casa com vodka canalha e sprite enquanto assiste Netflix até 2 da manhã. Isso é passar metiolate num joelho que você rala todo dia – por que você não para de ralá-lo em primeiro lugar?

Finalmente, pode parecer que eu mesmo estou entrando no jogo e reclamando ao escrever este post. Talvez seja o caso, sim, afinal não sou de ferro. Mas pelo menos joguei algumas propostas de soluções no decorrer do post, então é meio caminho andado.

Abraços e até a próxima!

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O jeito Pinguim de investir – minhas guidelines

Olá, pessoal,

Como estou sempre aprendendo mais todo dia neste bravo mundo dos investimentos, tenho elaborado minha estratégia formal de investimentos. Isso não significa, porém, que não tenho um framework elaborado que utilizo para basear as minhas decisões.

Apresento aqui então algumas guidelines, ordenadas levemente do mais pro menos importante, sobre as quais eu baseio minhas decisões financeiras:

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A história do Pinguim Investidor

Olá amigos,

Após a criação do blog, decidi dar um pouco mais de background sobre o autor deste blog. Quem é o Pinguim, afinal? De onde ele vem, e quais são seus objetivos?

Puxe uma cadeira e pegue um café que é hora da minha história.

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Bem vindo ao Blog!

Olá! Bem vindo ao blog do Investidor Pinguim!

Iniciei este Blog em Outubro 2018 depois de ter lido e acompanhado a “Finansfera” (rede de blogs de finanças pessoais) do Brasil durante alguns meses e me inspirar a criar meu próprio.

Meus objetivos neste blog são traçar e acompanhar meu patrimônio financeiro, compartilhar dicas de frugalidade e economia, e filosofar sobre a vida boa sem um custo alto. E muitas outras coisas que vierem a me interessar.

Vejo vocês no meu próximo post.

Abraços!