Tenchō – o poder do ownership pessoal

A sociedade Japonesa tem uma cultura hierárquica e tradicional que aloca muito valor em títulos e posições em um determinado grupo. Tradicionalismo e cultura para uns, burocracia para outros, esta realidade é um fato no cotidiano Japonês, e sentido em diversas situações e locais onde frequentamos. Em empresas, por exemplo, todos colocam seus títulos e posições nos cartões de visita, assinaturas de email e nas reuniões.

Este efeito é refletido até na própria linguagem, onde a hierarquia de tratamento modifica até as conjugações verbais e o pronome de tratamento utilizado na comunicação. O famoso sufixo “-san” do estereotipo japonês é apenas um dos vários existentes, dependendo da hierarquia da comunicação.

No topo da hierarquia, um sufixo indica a supremacia dentro da organização: ~長 (-chō, lê-se TCHÔ em Português). Literalmente significando “comprido” ou “alto,” quem recebe este sufixo possui responsabilidade completa sobre um estabelecimento ou grupo. Porém, ao passo que em alguns lugares isso poderia instigar abuso de poder ou algum início de corrupção, no Japão o efeito é diferente: aqueles que recebem tal título de -cho tomam responsabilidade pessoal sobre o estabelecimento no qual trabalham.

Seja o gerente da loja (, tencho), estação de trem (, ekicho), CEO da empresa (, shacho) ou presidente de alguma sociedade (, kaicho), a pessoa indicada acumula um grau de responsabilidade e o leva para o âmbito pessoal, onde entregar valor e excelência se tornam sua missão pessoal.

É parte por conta deste ownership pessoal que serviços e departamentos governamentais do Japão têm a curiosa característica de funcionarem, e serem até eficientes, coisa que no Brasil seria basicamente impensável. Um exemplo são os correios japoneses: eficientes, e com entregas sempre pontuais, uma verdadeira utopia em compraração com os correios do Brasil. Embora ambos sejam operacionalizados por concursados governamentais, há algo sobre este fator de ownership que faz a diferença crucial: os gerentes e responsáveis se atrelam num envolvimento mais fundo, quase que pessoal, onde gerar excelência é a norma.

Há uma grande lição que podemos tirar deste conceito de ownership pessoal tão empregado pelos japoneses: se quisermos realmente nos melhorar em algum âmbito pessoal em nossas vidas, temos que assumir por completo a responsabilidade e todos os fatores envolvidos nestes processos. Para melhorar a sua vida, você deve tomar o controle dela primeiro. Soa óbvio como uma lição, talvez, mas é impressionante como a maioria concorda na superfície, mas logo se esquiva de tomar tal responsabilidade pessoal. Ao invés de aceitar e tentar melhorar, reclamam e culpam os outros, buscando justificar a não realização.

Vejamos neste post como o ownership pessoal pode lhe ajudar a atingir excelência, e como você pode aplicá-lo em sua vida.

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O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência

Um dos fatos menos conhecidos da vida, profissional ou pessoal, é que você tem mais escolha sobre as batalhas e partidas que você disputa do que você imagina. E como todo bom jogo, é melhor escolher aqueles que você sabe que irá ganhar.

Nas finanças não poderia ser diferente – enriquecer pode ter vários significados, mas aquele que você atrela mais valor é o que você deve escolher como objetivo. Será que 1 milhão dá? Talvez 5? Talvez menos de 1 milhão com as condições corretas? A resposta dependerá do seu conceito de suficiência e planejamento, mas felizmente existem maneiras que você pode definir este objetivo, uma das clássicas sendo a boa e velha regra dos 4%.

É importante, porém, saber que existe um objetivo definido, onde você tem uma idéia pré-concebida de como isto é. A falta deste objetivo lhe deixa vulnerável à sugestões e ganância alheia, perpetuada principalmente por conta de agências de marketing, que com muito prazer irão mostrar a você outros objetivos que os favorecem mais do a você mesmo. Novamente, saber definir sua autossuficiência e objetivos financeiros é mais importante do que vocẽ imagina.

Neste episódio, mostro algumas formas como.

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Podcast do Pinguim: o poder da constância nas suas finanças

Investir e enriquecer são processos, e assim, beneficiam-se de uma rotina, hábito e disciplina. De nada, por exemplo, adiantaria economizar 80% do salário um único mês mas gastar 80% todos os outros. É a constância, primariamente auxiliada dos seus hábitos, que faz a máquina de enriquecer produzir os melhores resultados.

Nos investimentos também não é diferente: embora muitos erroneamente concluem que investir é um hábito apenas para os ricos, que possuem dinheiro para “fazer uma diferença,” não é tanto no tamanho do aporte quanto na frequência dele que a real diferença aparece. Aportar tanto em alta ou baixa é o que fará a diferença no longo prazo.

Neste episódio, exploro o poder da constância ao investir, e como poderá fazer a diferença no decorrer da vida.

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7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Como eu investiria meus primeiros 1000 reais?

Para alguém que se preparou financeiramente, fez seu dever de casa, juntou uma reserva de emergência e conseguiu identificar possíveis formas de investimento, o próximo passo é colocar a mão na massa e finalmente começar a investir.

Investir “na prática” não apenas é a única forma de se ganhar experiência com o mercado, as plataformas e suas interfaces de operação mas também o melhor jeito de perder aquele medo que as pessoas sentem quando ouvem sobre o conceito de investimentos na bolsa. Entretanto, nesta hora uma grande pergunta segura muitos: investir no quê?

Embora a resposta sempre deve ser de decisão pessoal e menos influenciada possível, alguns produtos tendem a ser menos arriscados e mais fáceis de compreender do que outros, e servem bem como uma porta de entrada para experiências no mundo dos investimentos.

Neste vídeo, explico o que eu faria se tivesse meus primeiros 1000 reais para investir.

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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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Estudo de caso: o que você faz quando a mangueira de dinheiro seca?

O ano era 2006. Sentado à frente do monitor em mais um pacato dia no escritório, Carlos recebe uma ligação que mudará a sua vida para sempre. Do outro lado da linha, um amigo empresário de muito sucesso e conexões, possui uma proposta de emprego a princípio impossível de recusar: trabalhar como contratado para a ONU. Havia apenas um pequeno porém: o local de trabalho eram bases e campos de operações próximas a diversas áreas de conflito no mundo, onde guerra, conflitos étnicos e ataques eram rampantes.

Embora qualquer um em sua sanidade mental teria recusado na hora uma proposta de emprego que envolvesse um grande risco de vida ou saúde, Carlos considerou seriamente a proposta e acabou aceitando-a por conta de um (grande) diferencial: a promessa de um salário insanamente alto.

Segundo a proposta, Carlos não apenas teria um salário mais que o três vezes maior do que o mesmo cargo em qualquer outra empresa, mas também contaria com um adicional de insalubridade,um adicional de risco trabalhista e um seguro de vida e acidentes que, embora apavorantes, tornaram a proposta melhor que qualquer outro emprego que havia trabalhado até então – e talvez até da vida. Além disso, estaria ganhando integralmente em Dólar e – provavelmente a cereja do bolo – não pagaria um sequer centavo em impostos por estar em áreas considerada “Duty free.”

Carlos quase que de imediato aceitou a proposta e seus próximos cinco anos foram de muita agitação, situações tensas e memórias para uma vida toda. E em paralelo, o salário altíssimo e sobrevalorizado jorrava dinheiro todos os meses, como uma verdadeira mangueira de dinheiro abastecendo a conta bancária aparentemente sem fim.

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Fechamento Agosto 2020 – que venham os ventos da mudança

Fechou mais um mês, e parece que foi ontem que escrevi meu último fechamento – dá pra acreditar quão rápido que foi?

Agosto foi agitado com o planejamento pessoal, e com muitas novidades e desenvolvimento pessoal. Retomei com força meu hábito de ler, adotei novas formas de exercícios, e também comecei um hobby aprofundado do Linux com um Raspberry Pi. Desenvolver aplicativos web, administrar sistemas Unix e aprender sobre redes de computador com experiência na prática voltou a ser divertido, e com a vantagem de poder também ser aplicável numa possível carreira no futuro.

Raspberry Pi 4

Os investimentos continuaram mais ou menos na mesma, e segui aportando regularmente – no news is good news – conforme planejado. O clima foi bem quente na Ásia, com o ar-condicionado trabalhando overtime e uma verdadeira sensação de forno do lado de fora. Em compensação, a mudança do mês novamente indica uma inversão no clima – começa agora a temida estação dos Tufões (台風, taifu) que devem causar algumas chuvas intensas e ventos fortes tudo de novo. Pelo menos dá aquela esfriadinha!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Cinco formas de investimentos indiretos para acelerar a sua vida financeira

Embora muitos, incluindo eu, tendem a seguir uma definição bem rígida sobre o que significa um investimento, existem casos onde uma pessoa pode se beneficiar em colocar seu dinheiro num produto além dos produtos clássicos como renda fixa, ações, fundos imobiliários ou tesouro direto.

Os chamados de “investimentos indiretos,” ou “aceleradores de riqueza” por outros, são formas de você utilizar o seu dinheiro para resolver ou acentuar determinadas características específicas da sua situação financeira de uma forma que o dinheiro lá investido lhe trará retornos indiretos maiores do que investindo de uma forma tradicional.

Será que pode se beneficiar destes investimentos indiretos também? Descubra neste episódio.

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Podcast do Pinguim: “quando um não quer, dois não brigam”

Existe um ditado famoso que ouvimos desde criança que afirma que “quando um não quer, dois não brigam.” Não importa o quão enfezado alguém seja, enquanto não ouver alguém que “compre” a briga dele, ele não vai poder fazer nada. Este ditado tem muita sabedoria, e pode lhe salvar a pele, reputação e sanidade mental múltiplas vezes no decorrer da vida.

Felizmente, ele também se aplica diretamente quando se trata de nossas finanças. Ao contrário do que a mídia consumista e o keeping up with the Joneses Americano possa retratar, enriquecer e acumular riqueza é puramente uma maratona pessoal, e não uma luta de boxe. “Esbanjar riqueza” não apenas é uma tolice do ponto de vida financeiro (acaba com a pirâmide de acumulação patrimonial), pode até ser perigoso em determinadas cidades ou países para a sua própria segurança.

Como uma regra geral, portanto, para alcançar seus objetivos financeiros o mais rápido possível é necessário evitar tais “conflitos” e desejos de se exibir, e manter as suas finanças o mais para dentro possível.

Veja mais neste episódio.

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