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Podcast do Pinguim: o Princípio de Paretto nas Finanças

O famoso princípio de Paretto, comumente conhecido como princípio do 80-20, é uma ocorrência natural das tendências da nossa rotina. Por exemplo, 80% de toda a riqueza da sociedade é acumulada por 20% das pessoas. 80% do tempo do nosso trajeto entre casa e trabalho é perdido em apenas 20% da distância do percurso.

Enquanto suas causas são desconhecidas, os efeitos do Princípio de Paretto são reais e portanto temos que aceitá-los em nossa vida. E ao passo que a princípio ele possa parecer injusto ou desigual, a verdade é que como investidores racionais, podemos fazer uso dele para nossa própria vantagem, tornando-nos parte dos 20% ou 80% quando nos servir melhor.

Talvez o melhor exemplo disso é na nossa própria educação financeira: 80% dos conceitos que precisamos aprender para investir bem podem ser aprendidos nos primeiros 20% de tempo estudando.

Neste episódio, mostro como nós podemos utilizar o princípio de Paretto para a nossa vantagem em âmbitos financeiros, e sempre nos colocar numa posição vencedora em relação a ele.

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O que faz um investimento seguro?

Qual é o segundo investimento mais seguro que existe depois do Tesouro Direto?

Calma. Releia a frase antes de tentar começar a responder. Respire. Pense com cuidado a respeito da pergunta.

Respirou? Beleza, pode responder agora.

Se você começou a pensar sobre algum CDB, LCI ou LCA por causa da garantia do FGC… pode parar. Você acabou de cair na pegadinha do óbvio-mas-não-óbvio.

Mas e aquele papo de ser um investimento seguro, afinal é renda fixa e garantida pelo FGC até R$250,000…?

Se você pensa desta forma, as chances são que você não está exatamente entendendo o que significa segurança nos investimentos. Não só esta mesma “garantia” lhe limita o horizonte de pensamento (“enquanto eu ficar abaixo dos 250 mil beleza!”), ela também nos torna cego para os riscos inerentes de qualquer investimento – incluindo a renda fixa.

Porém, há um outro quesito pouco explorado quando se trata de segurança em meio aos investimentos que até há relativamente pouco tempo era pouco considerado. Este é a proteção do poder de compra do seu dinheiro. Isso mesmo – a velha inflação que sileciosamente mas certeiramente irá reduzir o valor do seu patrimônio ao longo do tempo.

Combinando o poder corrosivo da inflação com um pavor irracional que muitos possuem quanto a imprevisibilidade da bolsa de valores no curto prazo, vemos que não começar a investir se torna o real risco de segurança financeira. Vejamos mais sobre isto, e como podemos reverter esta aversão a riscos neste post.

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Taxa não ganha de tempo – mas uma outra coisa sim

É comum no mundo dos investimentos ouvirmos a máxima de “Taxa não ganha de Tempo” ou seu cognato em inglês “it’s time in the market, not market timing” sobre como o tempo funciona como um grande alavancador nos rendimentos dos seus investimentos. Em termos do Jeito Pinguim, costumo dizer que a árvore da riqueza é plantada com dinheiro e regada com tempo.

Para nós que pensamos no longo prazo e sabemos que investimentos de verdade não possuem um horizonte de prazo, o papel do tempo nas nossas carteiras de investimento é lógico e um grande aliado. Ainda assim, existe um terceiro fator além da taxa e do tempo que fica um pouco esquecido dentre a equação da riqueza.

Isto é uma pena, porque especialmente quando estamos começando a investir, ele é o fator que mais influenciará na nossa acumulação de riqueza – mais até que o próprio tempo investido.

Este fator é o aporte, e para saber como ele influencia o seu enriquecimento, assista este vídeo até o fim.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi que vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Tenchō – o poder do ownership pessoal

A sociedade Japonesa tem uma cultura hierárquica e tradicional que aloca muito valor em títulos e posições em um determinado grupo. Tradicionalismo e cultura para uns, burocracia para outros, esta realidade é um fato no cotidiano Japonês, e sentido em diversas situações e locais onde frequentamos. Em empresas, por exemplo, todos colocam seus títulos e posições nos cartões de visita, assinaturas de email e nas reuniões.

Este efeito é refletido até na própria linguagem, onde a hierarquia de tratamento modifica até as conjugações verbais e o pronome de tratamento utilizado na comunicação. O famoso sufixo “-san” do estereotipo japonês é apenas um dos vários existentes, dependendo da hierarquia da comunicação.

No topo da hierarquia, um sufixo indica a supremacia dentro da organização: ~長 (-chō, lê-se TCHÔ em Português). Literalmente significando “comprido” ou “alto,” quem recebe este sufixo possui responsabilidade completa sobre um estabelecimento ou grupo. Porém, ao passo que em alguns lugares isso poderia instigar abuso de poder ou algum início de corrupção, no Japão o efeito é diferente: aqueles que recebem tal título de -cho tomam responsabilidade pessoal sobre o estabelecimento no qual trabalham.

Seja o gerente da loja (, tencho), estação de trem (, ekicho), CEO da empresa (, shacho) ou presidente de alguma sociedade (, kaicho), a pessoa indicada acumula um grau de responsabilidade e o leva para o âmbito pessoal, onde entregar valor e excelência se tornam sua missão pessoal.

É parte por conta deste ownership pessoal que serviços e departamentos governamentais do Japão têm a curiosa característica de funcionarem, e serem até eficientes, coisa que no Brasil seria basicamente impensável. Um exemplo são os correios japoneses: eficientes, e com entregas sempre pontuais, uma verdadeira utopia em compraração com os correios do Brasil. Embora ambos sejam operacionalizados por concursados governamentais, há algo sobre este fator de ownership que faz a diferença crucial: os gerentes e responsáveis se atrelam num envolvimento mais fundo, quase que pessoal, onde gerar excelência é a norma.

Há uma grande lição que podemos tirar deste conceito de ownership pessoal tão empregado pelos japoneses: se quisermos realmente nos melhorar em algum âmbito pessoal em nossas vidas, temos que assumir por completo a responsabilidade e todos os fatores envolvidos nestes processos. Para melhorar a sua vida, você deve tomar o controle dela primeiro. Soa óbvio como uma lição, talvez, mas é impressionante como a maioria concorda na superfície, mas logo se esquiva de tomar tal responsabilidade pessoal. Ao invés de aceitar e tentar melhorar, reclamam e culpam os outros, buscando justificar a não realização.

Vejamos neste post como o ownership pessoal pode lhe ajudar a atingir excelência, e como você pode aplicá-lo em sua vida.

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O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência

Um dos fatos menos conhecidos da vida, profissional ou pessoal, é que você tem mais escolha sobre as batalhas e partidas que você disputa do que você imagina. E como todo bom jogo, é melhor escolher aqueles que você sabe que irá ganhar.

Nas finanças não poderia ser diferente – enriquecer pode ter vários significados, mas aquele que você atrela mais valor é o que você deve escolher como objetivo. Será que 1 milhão dá? Talvez 5? Talvez menos de 1 milhão com as condições corretas? A resposta dependerá do seu conceito de suficiência e planejamento, mas felizmente existem maneiras que você pode definir este objetivo, uma das clássicas sendo a boa e velha regra dos 4%.

É importante, porém, saber que existe um objetivo definido, onde você tem uma idéia pré-concebida de como isto é. A falta deste objetivo lhe deixa vulnerável à sugestões e ganância alheia, perpetuada principalmente por conta de agências de marketing, que com muito prazer irão mostrar a você outros objetivos que os favorecem mais do a você mesmo. Novamente, saber definir sua autossuficiência e objetivos financeiros é mais importante do que vocẽ imagina.

Neste episódio, mostro algumas formas como.

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Podcast do Pinguim: o poder da constância nas suas finanças

Investir e enriquecer são processos, e assim, beneficiam-se de uma rotina, hábito e disciplina. De nada, por exemplo, adiantaria economizar 80% do salário um único mês mas gastar 80% todos os outros. É a constância, primariamente auxiliada dos seus hábitos, que faz a máquina de enriquecer produzir os melhores resultados.

Nos investimentos também não é diferente: embora muitos erroneamente concluem que investir é um hábito apenas para os ricos, que possuem dinheiro para “fazer uma diferença,” não é tanto no tamanho do aporte quanto na frequência dele que a real diferença aparece. Aportar tanto em alta ou baixa é o que fará a diferença no longo prazo.

Neste episódio, exploro o poder da constância ao investir, e como poderá fazer a diferença no decorrer da vida.

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7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Como eu investiria meus primeiros 1000 reais?

Para alguém que se preparou financeiramente, fez seu dever de casa, juntou uma reserva de emergência e conseguiu identificar possíveis formas de investimento, o próximo passo é colocar a mão na massa e finalmente começar a investir.

Investir “na prática” não apenas é a única forma de se ganhar experiência com o mercado, as plataformas e suas interfaces de operação mas também o melhor jeito de perder aquele medo que as pessoas sentem quando ouvem sobre o conceito de investimentos na bolsa. Entretanto, nesta hora uma grande pergunta segura muitos: investir no quê?

Embora a resposta sempre deve ser de decisão pessoal e menos influenciada possível, alguns produtos tendem a ser menos arriscados e mais fáceis de compreender do que outros, e servem bem como uma porta de entrada para experiências no mundo dos investimentos.

Neste vídeo, explico o que eu faria se tivesse meus primeiros 1000 reais para investir.

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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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