A armadilha da classe média

Sonho de muitos cidadãos no país, durante muito tempo a classe média foi e continua sendo vista como um padrão ideal de vida equilibrando prosperidade e humildade. Com um pouco de educação financeira aplicada, porém, conseguimos descobrir que ela não passa de uma armadilha bem disfarçada que impede que você enriqueça e se torne próspero de verdade.

Ter a classe média como um objetivo e fazer as coisas que são consideradas de classe média hoje simplesmente irá impedir que você acumule seu patrimônio e enriqueça – e deixe de alcançar a verdadeira prosperidade e riqueza que é mais do que seu direito. Graças à propaganda alheia, porém, esta verdade se encontra casualmente disfarçada, tornando ser classe média (e não enriquecer) um padrão aceitável.

Veja mais sobre por que isso acontece neste vídeo.

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Podcast do Pinguim: o Tai Chi e o enriquecimento

Quando se trata de enriquecer e se tornar próspero, uma das melhores metáforas que encontrei para explicar a minha estratégia se encontra no Tai Chi Chuan e outras artes marciais asiáticas como Judô, Aikido ou o Jiu Jitsu: nelas, o praticante procura economizar no esforço e na energia própria e utilizar a energia do próprio adversário contra ele mesmo para vencê-lo.

Durante o meu próprio amadurecimento financeiro, eu passei a entender que este mesmo conceito é aplicável na nossa vida também: ao passo que muitos começam tentando “lutar contra o sistema” ou abominar as classes ricas “opressoras,” o verdadeiro caminho à prosperidade envolve um Jiu-jitsu financeiro aplicado ao seu favor. Não abomine os ricos – junte-se a eles. Pratique os seus hábitos que lhes tornaram ricos ao longo do tempo. Copie seus hábitos de investimento e poupança. Não reclame dos impostos e outras barreiras financeiras impostas pelos governos – aprenda a otimizá-los para o seu lado.

Esta simples mudança de mindset de como enxergar o mundo ao seu redor fará muito para o seu bem estar mental (não batendo de frente com tudo), e refletirá até na sua conta bancária. Saiba mais neste episódio.

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Estudo de caso – virando um escravo daquilo que lhe libertaria

Consultório cheio, filas grandes e atendimento só com hora marcada.

O Dr Anderson é sem dúvida um homem muito ocupado e importante. Proprietário de um consultório de dermatologia e procedimentos estéticos servindo quase que exclusivamente grande parte da cidade, ele conseguiu estabelecer para si mesmo um negócio que muitos poderiam dizer ser financeiramente perfeito. De um lado, pacientes afluentes e que desejam realizar retoques estéticos prontamente abrem suas carteiras para receber seus renomados serviços. E do outro, pacientes com outros problemas dermatológicos fazem uso dos seus planos de saúde para serem atendidos, permitindo a Anderson lucrar das duas formas.

Combinando esta estratégia com uma demanda virtualmente infinita (notada pelas filas constantes na espera do consultório em qualquer dia do ano), o consultório de Anderson é uma verdadeira máquina de gerar dinheiro, da qual ele sem dúvida alguma conseguiu usufruir para se tornar muito rico, mesmo com o altíssimo investimento inicial para começar a exercer sua profissão. Em menos de um ano trabalhando, ele facilmente já poderia ter recebido todo o dinheiro que precisaria para se aposentar.

E mesmo assim, diante destas montanhas e rios de dinheiro, ao me consultar com Anderson, não pude deixar de notar que ele não parecia estar satisfeito com a vida. De fato, ele parece desconhecer qualquer forma de satisfação ou felicidade.

Cansado e com uma carranca visível de sobrecarga de trabalho, Anderson fala com uma voz moribunda e com um humor pesado, não querendo papo e não dando abertura para nenhum “a mais” da parte dos pacientes. Levanta a voz e demonstra irritação quando os pacientes levantam perguntas sobre os tratamentos. Mas a julgar do pseudo-monopólio que conseguiu na região, poucos procurariam uma alternativa.

Embora intragável, o constante mau-humor de Anderson tem explicação: o doutor trabalha quase que de domingo a domingo em virtude de que não possui ninguém que pode substituí-lo no consultório. Seja no atendimento, procedimento ou acompanhamento, sua secretária e assistentes não podem substituí-lo. Anderson acabou se atando às responsabilidades do seu trabalho, tornando-o de fato a sua vida.

A história de Anderson ilustra bem a antítese do estilo de vida que eu almejo viver: o do escravo altamente remunerado. É a clássica história daquele trabalhador pobre que, almejando tornar-se rico, enterra-se no trabalho e vive em prol do salário recebido, tornando-se literalmente um escravo dele. Eu acredito que trocar o seu tempo e liberdade por dinheiro é um negócio fundamentalmente perdedor, e qualquer adepto ao FIRE deveria tomar muito cuidado para não caminhar nesta direção.

Vamos ver neste post quais os perigos de se adotar um estilo de vida como tal, e quais são as alternativas inteligentes.

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Como a procura da felicidade difere do prazer

Quando se trata do bem-estar, talvez nenhum termo seja tão onipresente quanto a boa e velha procura da felicidade. Vemos este tema em diversos assuntos e anedotas do nosso cotidiano e nas obras de arte, onde venera-se a felicidade acima de tudo.

Quando a felicidade é confundida com prazer, porém, portas perigosas se abrem, alimentadas pela tendência natural humana à adaptação hedônica. É por esta razão, por exemplo, que as coisas novas e bonitas eventualmente se tornam chatas e batidas, assim como relacionamentos, comidas, e praticamente qualquer outra coisa na vida.

Se você quer felicidade duradoura a longo prazo na sua vida, portanto, deverá aprender a controlar esta adaptação hedônica e trocar a busca do prazer pela felicidade através de meios como o estoicismo. Veja mais sobre isso neste vídeo.

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Podcast do Pinguim: ativos internos e a origem da riqueza

Quando se trata de enriquecer, sabemos que existe uma tríade básica necessária para evoluir financeiramente: ganhar dinheiro, poupar e investir a diferença.

Porém, quando se trata de ganhar dinheiro, qual é a origem desta riqueza, do fluxo de caixa que permite a você ou qualquer outro a ganhar dinheiro? A melhor resposta que eu já vi até agora veio de um podcast dos The Minimalists, onde eles inferem que a riqueza é o dinheiro pago a você através do valor gerado pelos seus ativos internos. Estes podem ser qualquer uma das habilidades, conhecimentos, virtudes e caracterísicas que produzem valor para a sua audiência, que em troca oferece dinheiro por este valor.

Enquanto muitos pensam em tais ativos como um diploma de faculdade ou certificado de curso técnico, a verdade é que estes ativos se estendem muito além das formalidades: pense num canal de comédia com centenas de milhares de inscritos – onde está a formalidade para trazer valor aqui?

Nesse episódio, exploro este conceito de ativos internos e como eles são a chave para produzir riqueza.

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Um milhão de reais é o suficiente? O fetiche pelo “milhão” e seus mitos

Nada aparentemente é tão icônico, tão simbólico e tão cobiçado para o enriquecimento quanto o número mágico do um milhão.

Milionário.

Um milhão de reais.

Um milhão de dólares.

Um milhão de visualizações.

Um milhão de seguidores.

Na casa dos milhões.

A humanidade parece ter um fetiche implícito por este número de um seguido de seis zeros, algo como um misticismo indicando tanto um objetivo cobiçado mas ao mesmo tempo inalcançável aos olhos de muitos, como uma lenda.

Este número é tão cobiçado e sonhado que muitos inclusive chegam a acreditar que ele é a resposta para os problemas financeiros da vida. É só chegar até aqui e tudo se resolverá, acreditam. Não há mais necessidade de se preocupar com mais nada na vida. Tal crença, porém, não tem fundo e é perigosa de se ter como um objetivo de vida: ela pode levar você à depressão por adaptação hedônica.

É importante, portanto, saber que ao passo que o mágico milhão é uma quantia considerável de dinheiro, ele não será uma solução mágica, uma bala de prata financeira na sua vida. Utilizá-lo como um dos marcos no seu planejamento financeiro faz mais sentido, assim como ter outros objetivos. Elaboraremos a fundo neste post.

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A renda fixa está morta? É facil? Não tem risco?

Quando começamos a investir, sem dúvida consideramos a renda fixa como um bom ponto de partida. É frequentemente advertida como segura, simples e fácil para o investidor iniciante entender e aplicar. Ativos de renda variável, como ações e fundos imobiliários, são entendidos como mais complicados e mais arriscados por conta da variação imprevisível do preço dos ativos.

Embora esta visão oferece uma explicação simplista e fácil de ser seguida, algumas pessoas recebem o entendimento errôneo que a renda fixa, por não possuir esta variação de mercado, acaba sendo sinônimo de ausente de riscos. Esta concepção ingênua é oriunda principalmente por conta da falta (percebida) de variação na rentabilidade, e é perigosa para o investidor que assim associa sua percepção de risco.

A verdade é que não existe investimento livre de risco, e aqueles que assim se ofertam ou estão mascarando o risco principal por trás de alguma outra coisa. Um instrumento financeiro sem risco poderia ser colocar o dinheiro debaixo do colchão, mas mesmo neste caso há o risco do dinheiro ser fisicamente destruído por algum motivo – até mesmo corroído com o tempo.

Neste post, explico quais são os riscos que existem na renda fixa, e – ao contrário da maioria esmagadora na finansfera – indico como você poderia incluí-la na sua carteira total.

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Nunca pense no curto prazo ao investir!

Quando investimos, compramos ativos que nos trarão dividendos e proventos regularmente para nós até o fim de nossas vidas. Desta forma, não há por que especular sobre prazo quando se trata de investimentos – isso simplesmente não faz sentido. Datas encontradas em produtos de renda fixa trazem uma ilusão de prazo através de um “vencimento” que pode nos levar a crer que existe como investir a curto prazo, mas isto não faz sentido quando pensamos na independência financeira e como nossos investimentos nos suportarão. Há uma razão pela qual investimentos em ações ou fundos imobiliários não possuem “vencimento.”

Se você precisa de dinheiro a curto prazo, você não vai investir, você vai poupar, e vai fazer isso o mais rápido possível. Ao investir, você abre uma fonte de renda extra que deve lhe suprir pelo resto da sua vida. Seu prazo de investir deve ser: “para sempre.

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Podcast do Pinguim: Longo prazo ou eterno?

Quando investimos, temos que pensar sempre num horizonte de prazo longo, onde, ao invés de nos preocuparmos com a liquidez e os prazos dos nossos investimentos, pensamos em fatores mais relevantes como a renda passiva obtida deles e a construção do patrimônio em preparação à sonhada indendência financeira.

Porém, a verdade é que quando falamos sobre “longo prazo,” o que realmente precisamos considerar é um prazo infinito, idealmente sem prazo de expiração, onde nosso patrimônio investido e conferido estará sempre nos provendo dividendos e outros proventos até o fim da nossa vida, tal como numa aposentadoria previdenciária. Há uma diferença na forma de se pensar entre um prazo “longo” e “infinito”, especialmente se o seu objetivo é a independência financeira, que você deve treinar desde o começo para construir um patrimônio previdenciário com o mindset correto.

Este é o assunto do episódio de hoje.

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Faux-Minimalismo: quando o menos nem sempre é mais (para as finanças)

No caminho para uma vida com mais realização pessoal e sentido, muitos se viram para o minimalismo como uma filosofia de vida para se liberarem do mal do consumismo descontrolado como fonte de prazer e organizarem melhor suas vidas em torno daquilo que realmente lhes faz feliz.

Eu mesmo tenho tentado me aventurar neste mundo e me tornar mais minimalista, mas ainda existem algumas barreiras me segurando: seja algum hábito que eu tenho, gazingus pin sendo comprado por impulso, ou até mesmo por não medo de me desfazer de alguma coisa que eu possa “vir a precisar.” Acredito que tenho tido um pouco de progresso individual, mas ainda tenho muito a evoluir neste quesito.

E enquanto o movimento do Minimalismo têm ganhado força mundialmente, em parte por conta de filósofos minimalistas famosos como Josh Millburn e Ryan Nicodemus, não posso deixar de notar que uma outra parte do mundo também tem aproveitado o crescimento deste movimento para lucrar vendendo o seu complemento aos adeptos desta filosofia. Nada de novo e nem errado aqui; afinal, quando se descobre ouro em algum lugar, lucra quem vende as pás.

Design simplista? Qualidade sobre quantidade? Acumular experiências ao invés de coisas? Sim, soam todos como atitudes bem orientadas ao minimalismo, mas será que continuam orientadas ao bem-estar da sua carteira? Para mim, alguns destes conceitos formam o que vim a chamar de faux-minimalismo, uma filosofia disfarçada de minimalismo, mas com a segunda intenção de obter o seu dinheiro e tirando parte da sua liberdade financeira em troca de uma aparência de minimalista.

Quais aspectos deste falso minimalismo podem deteriorar suas finanças? Vejamos neste post.

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