Fechamento Dezembro 2019 – Que a década do sucesso venha com tudo!

Ué? Já não é quase Fevereiro de 2020? Que atraso é esse, senhor Pinguim?

Pois é! Antes tarde do que nunca! Início de ano – e década! – conturbado, especialmente no trabalho, o que me segurou legal no fechamento do mês passado, e até mesmo nas postagens de Janeiro… terei muito o que alcançar até chegar numa reserva de posts novamente para manter o site nos trilhos.

Felizmente, com um bônus salarial de fim de ano (100% investido) e disciplina financeira para não oferecer materialismo para quem não genuinamente me valoriza, o mês foi fechado de forma ótima, e é neste espírito de melhorias que pretendo continuar nos anos 20.

Vamos ver como me saí finaceiramente.

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Estratégia versus Execução: porque as idéias originais nem sempre são as que vingam?

Quem inventou a lâmpada?

Embora muitos apontem o empreendedor e inventor americano Thomas Edison como o pai da lâmpada elétrica moderna, e pioneiro da indústria elétrica moderna, a resposta completa não é tão simples assim. Edison não inventou a lâmpada “do zero.” Ele pegou uma idéia existente desde pelo menos 1841 de um cientista britânico e a aperfeiçoou, contando com a ajuda até de seu futuro rival Nikola Tesla. Porém, eventualmente com muita pesquisa e promoção, o produto se tornou tão popular que foi o suficiente para que ele se consolidasse como o “pai da lâmpada” e da eletricidade em meados dos anos 1880.

A história da invenção da lâmpada é um clássico exemplo da diferença entre a estratégia e a execução na hora de se lançar uma nova idéia no mercado. Em vários casos na história, inovações bem-sucedidas não foram à primeira vista um sucesso, precisando de uma segunda ou terceira proposta para conseguir conquistar o público. A tela sensível ao toque, popularizada pela Apple por seu lançamento do iPhone em 2007, existe desde os anos 80. Carros elétricos parecem hoje ser invenção da Tesla Motors, mas igualmente existem desde o fim do século 19, quando eram tão populares quanto os de gasolina. Até o empreendedor João Gurgel em 1974 apresentou seu primeiro carro elétrico comercial, época quando Elon Musk ainda era um bebê, e nem sonhava com qualquer possibilidade de criar a Tesla.

Por que, se estes pioneiros tiveram tanta genialidade há tanto tempo, eles não conseguiram obter o sucesso dos seus sucessores? Parte da resposta se dá por conta da importância que a execução, não apenas concepção, da idéia tem. A idéia, a estratégia, sem uma execução forte e definitiva não produz sucesso. Esta dualidade de design, pesquisa versus a promoção e execução está presente em quase todos os elementos do nosso cotidiano, e neste post vamos ver como este conceito pode fazer a diferença quando você quiser empreender.

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O dinheiro não compra felicidade, mas…

Dinheiro não traz felicidade!
O dinheiro corrompe as pessoas! Ele não vai te trazer sentimentos genuínos e significantes!
Você não vai poder levar o dinheiro consigo depois da morte.

Atire a primeira pedra quem nunca ouviu alguma coisa do gênero. Crenças limitantes e destrutivas do dinheiro, idéias que mentalmente limitam a sua capacidade de enriquecer são basicamente parte do cotidiano daqueles que não conhecem o verdadeiro valor do dinheiro em trazer liberdade. Ao mesmo tempo, temos uma reação defensiva de deboche quando confrontados com uma situação envolvendo muito dinheiro, como bilionários velhos se casando com pessoas jovens de origens humildes.

Embora precisemos policiar nossas percepções para não limitarem quanto aquilo que acreditamos ser possível, temos que admitir que ainda assim existem coisas abstratas que o dinheiro não consegue comprar diretamente: felicidade e amor, por exemplo. Alguns componentes cruciais da felicidade humana não estão à venda, e esta pode ser a explicação por trás das várias histórias de milionários que caem em depressão ou até se suicidam. O dinheiro, por mais que um superpoder, ainda não é onipotente.

Ainda assim, uma proposta que parece desafiar este conceito recentemente chocou a internet: um bilionário japonês chamado Yusaku Maeda lançou em Janeiro deste ano um concurso mundial para escolher sua parceira para juntar-se a ele no primeiro voo interplanetário comercial da história. Maeda está tão confiante no potencial deste concurso para encontrar-lhe o par perfeito que colocou condições específicas e datas limites em cada parte do processo seletivo; as vagas para aplicação inclusive já se fecharam no dia 17 de Janeiro. E ele tem pressa: ao final de Março 2020 já podemos esperar que a felizarda seja escolhida.

Será que o dinheiro se tornou capaz de comprar até isso, o amor? Só a história entre os dois pombinhos dirá. Enquanto isso, a maioria de nós pode abstrair de casos excepcionais como o de Maeda, e focar ao invés disso em outra coisa muito mais realista que o dinheiro pode trazer para você, eu e todos: capacidade.

Qual é o papel do dinheiro utilizado, e por que casos como o de Maeda possuem tanto apelo emocional para as pessoas?

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Kit de Sobrevivência Japonês e o planejamento financeiro

O Japão está localizado exatamente em cima do que é conhecido geologicamente como o Círculo de Fogo do Pacífico, e com isso possui uma incidência grande de terremotos naturalmente. Além disso, está situado num corredor de tufões, onde durante o verão as águas aquecidas do Pacífico geram vários tufões todos os anos. Em meio a tantos desastres naturais, o cotidiano e estilo de vida da população não poderiam sair completamente ilesos. A preparação e as contramedidas estão construídas dentro da infraestrutura do país, nos prédios, ruas e casas.

Esta influência também leva a população a aderir à preparação como parte da sua rotina. Uma das preparações recomendadas é que cada residência mantenha um Kit de Sobrevivência pessoal, cuja função é garantir a sobrevivência dos residentes por até 72h sem assitência caso algum desastre os force a abandonar a casa. Este kit de sobrevivência é parte da cultura local, e há vários guias online com instruções de como você pode construí-lo, com quantidade variável de recursos.

Não posso deixar de enxergar a semelhança entre este kit de sobrevivência com a tradicional reserva de emergência recomendada de praxe na educação financeira. Ambas são necessárias para situações inesperadas, imprevisíveis, e existe mais de uma forma de criá-las dependendo da sua situação pessoal, e nem sempre é todo mundo que se prepara corretamente quando a tragédia bate. No ano de 2019 apenas, dois tufões (Faxai e Hagibis) causaram grandes danos em Tokyo em um espaço de tempo relativamente curto, uma ocorrência incomum na região, e que mostrou que a emergência nem sempre é uma probabilidade remota.

O que podemos aprender com o kit de emergência japonês, e como isso aplica à nossa própria preparação financeira?

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Educação Financeira #5 – o Dinheiro e a ilusão do valor

“Eu não invisto na bolsa porque não quero perder dinheiro quando o mercado cair.”

No caminho da educação financeira, muitos mitos são destruídos e novos conceitos aprendidos. Alguns são simples e fáceis de serem absorvidos, mas outros são contra-intuitivos ao conhecimento financeiro e levam mais tempo para serem realmente compreendidos. Crenças financeiras, por exemplo as que “o dinheiro é a raíz de todos os males,” ou que “o dinheiro corrompe as pessoas,” são parte de nossa educação desde pequenos e levam tempo para serem desfeitas. Igualmente, compreender que o ato de investir para independência financeira não tem um prazo estipulado também não é rapidamente aceitável em nossa sociedade imediatista.

Um conceito que inicialmente foi difícil de compreender, mas a cada dia que passa se torna mais verdadeiro é o seguinte: o dinheiro é mais ilusão do que real. Li sobre este conceito pela primeira vez no livro Pai Rico, Pai Pobre do Robert Kiyosaki, onde ele menciona que uma das diferenças entre os ricos e os pobres é que Os ricos sabem que o dinheiro é uma ilusão.

No livro, Kiyosaki usa como exemplo deste conceito o fato que ele conseguiu comprar e vender um imóvel por um grande lucro usando apenas um empréstimo bancário e seus contatos de negócios, nunca vendo o dinheiro em si durante a transação, mas eu acredito que o conceito é vai além disso. Enxergar o dinheiro não como dinheiro em si, mas como uma forma de obter liberdade, por exemplo, é uma forma poderosíssima de treinar a sua mente para enriquecer e obter segurança e independência financeira.

Além disso, nossa percepção de risco, valor e utilidade do dinheiro é um diferencial enorme na hora de saber utilizá-lo ou se preparar contra as oscilações da bolsa e outras coisas situações adversas na sua vida.

Como ver o dinheiro como uma ilusão pode te ajudar a investir melhor?

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Novas taxas da B3: como me impactam?

No primeiro dia útil de 2020, a B3 anunciou a operacionalização de novas taxas sobre o capital custodiado e proventos que aumentaram a cobrança sobre o pequeno investidor. Essa notícia abalou o início de ano dos investidores com muita pedrada em vídeos e comentários na internet sobre como isso foi uma manobra para descorajar o pequeno investidor a fazer Buy and Hold, incentivo para trade e como a B3, em sua posição de monopólio de bolsas no Brasil, está desfrutando de uma posição de vantagem desigual que deveria ser acabada.

Como todo bom praticante do estoicismo, em meio à esta situação de pessimismo, podemos aproveitar para colocá-lo em prática e avaliar como podemos fazer o melhor uso desta situação em princípio aversa.

Quais lições podemos tirar destas atualizações, e como podemos melhor lidar com elas financeira e pessoalmente?

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Efeitos do FIRE: 30 coisas que eu não compro ou faço mais

Certo dia, quando voltei pra casa, percebi o caderno da Sra. Pinguim aberto numa página interessante, onde ela havia feito alguma forma de lista. Haviam várias coisas escritas, como “TV a cabo,” “Netflix,” “salão de beleza” que nem ela ou eu fazemos ou queremos fazer. Na hora, me deu um pequeno pânico: será que, finalmente, desalinhamos nossos valores e ela quer se desfazer da vida frugal?

Para meu alívio, ela logo veio me explicar. Não era nada de desejo, era simplesmente uma lista que ela conjurou durante a tarde pensando em como a nossa vida frugal evoluiu junto: tudo o que estava listado lá era alguma coisa que ela já fez como hábito anteriormente, mas não pratica mais, graças à mudança de mindset que tivemos.

Só de ver a lista dela, percebi que a evolução que tivemos era enorme. Gostei tanto da idéia que resolvi acrescentar algumas outras observações minhas e a lista cresceu ainda mais. Este post é uma listagem de todas estas observações, com alguns comentários sobre a minha opinião atual da coisa ou hábito.

O que eu constumava comprar ou fazer que hoje, como frugal, não faço mais?

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Qual é a cara que o sucesso tem para você?

Nós adeptos do FIRE estamos acostumados a ter planejamento, metas e objetivos bem-calculados que utilizamos para focar nossos esforços e nos guiar durante a execução. Ter estes objetivos financeiros nos auxilia e nos motiva a continuar no caminho quando temos dificuldade ou nos falta motivação. Começando do despertar financeiro e amadurecendo nossa educação financeira, temos um plano e objetivo financeiro bem definido, nos guiando como um farol no horizonte.

Para muitos, porém, esta certeza e constância pode não ser tão exata quanto os números de patrimônio que obtemos através da Regra dos 4%. Muitos ainda estão condicionados através de seus arredores e a sociedade para seguir algum tipo de modelo pré-fabricado de vida: estudar, fazer faculdade, arranjar um trabalho no nível mais baixo, trabalhar e subir na hierarquia gradativamente, criar uma família, se aposentar como diretor e se aposentar na velhice. Ou entram na onda do materialismo e assim que o primeiro salário cai, a corrida de gastos começa: comprar o primeiro carro, financiar a primeira casa, trocar de carro assim que a primeira promoção acontece, reformar e/ou trocar de casa, enquanto usam cada lacuna de folga para participar de viagens para longe e de duração curtíssima apenas para produzir fotos bonitas para o Instagram. Tudo isso enquanto suas finanças derretem.

Não podemos apontar dedos para quem segue estes “roteiros” cegamente porque, de uma forma ou de outra, até quem é FIRE regrado não tem seus objetivos de vida 100% definidos. Ao passo que muitos se esquivam da velha pergunta sobre “o que é o sentido da vida,” é prudente fazer este questionamento conosco mesmos de vez em quando. Além de nos trazer uma boa oportunidade para trazer consciência em nossas vidas, a verdade é que se você não descobrir qual é a sua própria definição de sucesso, outra pessoa irá definí-lo por você – e usar isso para te vender seus produtos.

E embora não queremos mergulhar em filosofia teórica eterna, temos que pensar nesta definição com uma certa regularidade. E isso pode ser feito respondendo uma pergunta simples: qual é a cara do sucesso para você?

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A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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Dez anos depois: por que é tão difícil associar mudanças pequenas com grandes resultados?

Diz a história que quando Galileu Galilei tentou provar à sociedade italiana do século 16 que a terra girava em torno do Sol, os céticos retrucaram o argumento olhando as gaiolas de passarinhos da praça. Se a terra gira em torno do Sol como ele dizia, por que os pássaros da praça não caem das suas gaiolas?

O resto, como dizem, é história, mas desde aqueles tempos podemos ver que a mente humana não consegue visualizar mudanças sutis, surpreendendo-se apenas com uma mudança enorme ao longo do tempo.

Podemos ver este efeito em ação toda vez que alguém nas redes sociais posta alguma transformação antes e depois, ou algum throwback da vida; só percebemos os resultados quando eles têm uma transformação significante. Por isso nos impressionamos quando vemos fotos antes e depois da academia, prédios depois de completos vs durante o terreno baldio, e milionários que aparecem “da noite para o dia” sem ninguém ter acompanhado os anos de trabalho duro que eles tiveram que passar.

Para nós do FIRE esta realidade é rotina, pois sabemos que nosso projeto é para o longo prazo, e conversamente não podemos esperar mudanças grandes rápidas. Porém, alguns aspirantes e observadores do movimento FIRE e educação financeira se decepcionam com este fato; eles não veem o poder que pequenas mudanças – mas mudanças-chave – podem causar ao longo de uma grande jornada.

Este pode acabar sendo o maior tesouro do movimento FIRE: são aqueles menores hábitos, como escolher a fazer seu próprio café ao invés de comprar pronto todo dia, utilizar as lacunas de tempo que existem no seu dia, e simplesmente encontrar felicidade e conhecimento na rotina da sua vida que lhe levará à independência financeira ao longo da viagem.

Como as mudanças grandes se tornam resultado direto das nossas mudanças pequenas cruciais?

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