A história do Pinguim Investidor

Olá amigos,

Após a criação do blog, decidi dar um pouco mais de background sobre o autor deste blog. Quem é o Pinguim, afinal? De onde ele vem, e quais são seus objetivos?

Puxe uma cadeira e pegue um café que é hora da minha história.

Época de Pinguinzinho

Fui frugal desde cedo, desde muito antes de descobrir o que esta palavra significava. Desde criança pegava a mesadinha dos pais e guardava com carinho num cofre guardado em segredo no quarto. Na época eram 20 reais mensais e, uau, como rendia! Como não tinha despesas nenhumas salvo comprar brinquedos que desejasse e, de vez em quando, sair com os coleguinhas, o dinheiro acumulava legal, e me dava gosto de ver a pilha do dinheiro crescendo no cofrinho.

family

Ganhei desde esses tempos um apelido de “pão duro,” “tio patinhas,” pois o dinheiro no meu cofre só entrava, e basicamente nunca saía. Eventualmente via algum LEGO que gostava numa loja, contemplava bastante, e só depois de muita pesquisa interna de trade-offs, comprava. Naqueles tempos, eu não tinha sonhos de consumo ou de carreira ou vida – simplesmente gostava de ver o cofrinho engordando e alimentava meu prazer de saber que “tinha” dinheiro.

Aportes totais: uns R$200, eu acho.

Tentações da adolescência

school

Com a adolescência vindo, começaram a vir algumas despesas a mais em prol da “necessidade” (read: pressão) da vida social com os colegas de escola. Começava a minha época de fraqueza. No começo era básico: Cinema, McDonalds depois da aula, shopping… E foi aumentando com isso. Até os meus 18 e poucos anos, os gastos só aumentavam, pois o resto da sociedade na escola ditava que tinha-se que ir pra balada, ficar na moda, sair com a namorada pra lugares maneiros e postar nas redes sociais, e com isso o aporte que vinha acumulado sobre os anos da infância iam pelo ralo.

Assim, experienciei mais ou menos o que depois fui descobrir que era participar da sociedade” – vivendo de esperar a próxima mesada, e seguindo o que mandavam os caciques da sala. Afinal, eu era adolescente e queria simplesmente fazer parte da turma.

Aportes totais: R$0

Indo contra a Matrix

Graduando da escola, comecei a faculdade e a partir daí passei a “acordar” da ilusão da sociedade. Vinham-se então os anos rebeldes.

Passei a questionar tudo que sociedade impunha; pra quê festas ostentantes, sair todo dia pra beber, fumar, comprar roupas de moda pra impressionar, etc. O que não me fazia sentido lógico, eu cortava e rejeitava como filosofia de vida. Apoiava movimentos alternativos, libertarianismo, e nesta época descobri o Linux e a comunidade do software livre. Esta última foi um legado que continua em mim até hoje, que pode ser visto no meu avatar e tema do blog hehe. Comecei então a fazer exercícios físicos em volume brutal, e criei outro hábito do qual nunca mais me separei.

Durante esta fase, o dinheiro foi literalmente esquecido por mim. Não me importava com ele porque até onde eu entendia não precisava dele, nem desejava-o para viver além do básico. Mas, com esta atitude drástica, tive a vantagem de continuar meu legado de frugalidade consegui aportar consideravelmente mais dinheiro que antes, mesmo que ainda não tivesse um plano sobre o que fazer com ele.

Aportes totais: se foi mais de R$1000 foi muito.

Ingresso na corrida dos ratos

Depois do canudo começou a vida séria para mim. Entrei num emprego, abri conta corrente e comecei a receber salário. Sentia-me melhor por fazer parte de uma empresa e “contribuir” como gente grande, mas infelizmente o meu mindset de dinheiro que tive na faculdade continuou comigo. Então mesmo recebendo salário e “aportando” grande por ter custos baixos e morar com os pais, tratava o dinheiro que recebia com indiferença.

dive.jpg

Segui assim durante um bom tempo, tendo vários altos e baixos mas com um aporte mensal médio constante. Às vezes me esforçava um pouco para blend in com o resto da equipe no escritório e saía para alguns happy hours e participava de outros eventinhos, mas nada que abrisse um rombo nos aportes. Em compensação, também não acompanhava a minha conta bancária, e não tinha um objetivo de vida com os aportes. Simplesmente continuava agnóstico ao dinheiro por não valorizá-lo tanto quanto a outros interesses meus. As únicas horas em que checava minha conta bancária eram quando tinha que acessar o site do banco pagar umas contas, momentos em quais eu olhava o saldo e ia embora.

Cheguei a trocar de emprego algumas vezes nesse período, com alguns aumentos que não considerei muito relevantes por falta de interesse. Prossegui assim até juntar acho que uns R$40k (sinceramente não me lembro por não ter interesse em saber naquela época). Sem rumo, sem objetivos, sem nada em mente.

Aportes totais: mais ou menos R$40000

Encruzilhadas

Em 2017 um incidente aconteceu que mudou pra sempre o meu jeito de pensar sobre o dinheiro. Recebi um provento inesperado que elevou a minha conta bancária além dos seis dígitos e, pela primeira vez em muito tempo, meus olhos se voltaram ao dinheiro novamente. Olhando minha conta, os seis dígitos brilhando na tela do computador, me dei conta de uma coisa: pela primeira vez me sentia rico na vida.

Naquele momento, percebi que teria que fazer alguma coisa com essa nova realidade. Graças a deus meu legado de frugalidade e juntar dinheiro falou mais alto na época e não me permitiram torrar as reservas de forma alguma. Muito pelo contrário, comecei a querer saber sobre esse tal de investimentos que todo mundo falava. Afinal, agora eu era um pinguim rico! Tinha que começar a atuar como um deles.

Infelizmente cometia aí uma das minhas primeiras burradas financeiras: caí no conto do banco e resolvi investir numa previdência, feliz da vida, achando que tinha feito o melhor negócio da história. Afinal, estava nos melhores interesses ambos de mim e do banco investir, certo? O que poderia dar errado?

Aportes totais: R$100000

Iluminação

No começo de 2018, comecei a ler em massa sobre finanças pessoais. Começou por acidente, quase; estava procurando por maneiras baratas de me exercitar sem gastar dinheiro e descobri o blog de um cara autoentitulado Mr Money Mustache. A partir daí, vi que meu legado frugal realmente pagou, e que ter economizado não era acidente nenhum, pois na verdade eram ambos fundamentos para o meu propósito, meu novo objetivo de vida: a Independência Financeira.

Aprendi que o “jogo da vida” tem um objetivo, e é possível sim, ganhá-lo. Não somente é possível, mas a regra é estupidamente simples: juntar uma quantidade de dinheiro grande o suficiente que você possa viver de 3 a 4% dele ao ano sem precisar, nunca mais, trabalhar.

E claro, para dar mais segurança a essa “vitória,” você pode acrescentar algumas margens como renda passiva, investimentos diversos, proventos de ações, etc. Mas o conceito continua muito simples.

Eventualmente descobri a enorme burrada que fiz, graças as comunidades de finanças online, e atualmente tenho como missão reverter os danos e investir direito para atingir o meu objetivo, que atualmente calculo como R$2.6M.

Atualmente possuo entre 5 a 10% deste objetivo, e através deste blog vou reportar o meu progresso, meus aportes e minhas experiências investindo.

Ainda lendo? Então até os próximos posts, e as minhas aventuras no investimento!

Abraços!

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13 comentários sobre “A história do Pinguim Investidor

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    1. Olá, QVV!

      Pois é, frequentemente olho pra trás e fico pensando “como é que eu conseguia viver naquela época?” Nunca cheguei a amaldiçoar o dinheiro como “dinheiro não traz felicidade!” mas hoje meu pensamento é exatamente o oposto: dinheiro é tudo!

      Abraços e seguimos em frente!

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  4. Pingback: Estudo de caso #1 – Faca e o queijo na mão, mas ainda sem aptidão – Pinguim Investidor

  5. kspov

    “Recebi um provento inesperado que elevou a minha conta bancária além dos seis dígitos”

    Ou seja, além dos 6 digitos já começou com mais de R$ 999.999.

    Isso aí, é seguir firme que a bolada só tende a crescer!!

    Abs e bons investimentos

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi kspov, obrigado pelo comentário.

      Acho que o que escrevi foi um pouco confuso: quis na verdade dizer que passou dos R$100000 (dos 5 dígitos pra 6).

      Mas quando chegar aos 7 dígitos eu atualizo todo mundo aqui de novo.

      Abraços e seguimos em frente!

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  6. Pingback: Qual é o destino das suas coisas velhas? – Pinguim Investidor

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