Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

Mais um comentário do Pinguim para você, e desta vez trago um vídeo que apareceu no meu feed de inscrições no YouTube feito pelo Rafael Seabra. O canal dele foi um dos primeiros que eu comecei a seguir assim que comecei a me aprofundar na educação financeira, e o assisto regularmente até hoje.

Seabra postou um vídeo com um título de opinião meio forte, falando sobre os tributos absurdos pagos no Brasil sobre bens e commodities básicos em comparação a outros países desenvolvidos ou não. Eis o link do vídeo:

Embora a tributação seja um assunto delicado, que causa muitas discussões sem fim nos cantos da internet, eu acredito que o ponto do Seabra é mais interessante para quem procura se desenvolver e buscar independência financeira. A lição que o vídeo nos traz é que a sua preparação deve estar pronta para que quaisquer que sejam os problemas e decisões alheias.

Em outras palavras, o que é melhor: reclamar sobre o governo, a situação da economia ou do emprego, ou tomar as rédeas da sua vida e começar a se educar financeiramente?

Na dúvida, é melhor ser independente

Seabra abre o vídeo dando um exemplo de como anteriormente a população já se revoltou com algumas medidas do governo, citando a Inconfidência Mineira como uma reação à tributagem extensiva de Portugal sobre o Brasil quando ainda era colônia. Ele podia ter pego um outro exemplo de um outro país; a festa do chá de Boston realizada nos EUA por um propósito parecido.

O que este ponto prova é que nós, seres humanos, somos os melhores na hora de acharmos alguma coisa para reclamar, mas faltosos para entrar em ação e fazer alguma coisa para melhorar a situação. Seabra continua então para falar sobre como pode ser mais efetivo tentar se resguardar contra a situação de forma independente do que remar contra uma maré tão grande quanto o governo.

Esta idéia reverberou em mim, pois é na minha opinião o pilar central do movimento FIRE: independência financeira significa primeiramente proteger a si mesmo e não depender de nenhuma entidade externa para providenciar segurança financeira para você.

Quando falamos sobre IF, geralmente pensamos mais no quesito de renda passiva e não depender do trabalho para manter o padrão de vida, mas este modo de pensar omite a face importante da segurança contra desastres e outras ameaças ao seu patrimônio.

Assim, ao invés de se preocupar com coisas que não estão sob o seu controle direto, é melhor escolher a solução que te torne indepedente do problema e da causa.

Menos chuva ou um guarda-chuva melhor?

Seabra nos aconselha sobre algumas coisas que podemos começar desde já a fazer para nos resguardar contra a tributação atual ou uma mudança para pior desta, como:

Estes conselhos promovem um certo nível de independência e promovem um pensamento preparativo visando a proteção contra emergências financeiras. Da mesma forma que o estoicismo nos ensina que o desconforto voluntário é a melhor forma de se obter conforto ao longo prazo, nos preparar assim é a melhor maneira de se preparar pro futuro.

Nesta mesma forma de pensar, não precisaríamos nos preocupar (tanto) sobre a reforma da previdência, ou se as leis trabalhistas mudarem demais, pois estaremos preparados. Esperando por imprevistos e outros desafios, já teremos uma reserva de emergência criada, capital acumulado e fontes de renda passiva que irão nos sustentar o tempo que precisarmos. E além disso, sabemos que a nossa frugalidade é o nosso mecanismo que nos permite estender nossa sobrevivência em períodos mais difíceis.

Isso me lembra um ditado em inglês que afirma:

Don’t pray for milder rain; pray for a stronger umbrella.

Life doesn't get easier. You Just get stronger.

E assim, fica mais uma lição do Pinguim: na dúvida, é melhor se preparar independentemente.

E vocês, como fazem para se prepararem diante da incerteza e desafios do futuro?

Abraços e seguimos em frente!

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2 comentários sobre “Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

  1. Cara, eu vi uma frase muito boa outro dia e era mais ou menos assim. “Quando tem um guerra você não deixa pra se preparar em campo de batalha mas sim antes”. Ou seja, se planejar.
    As pessoas tão vendo as coisas acontecendo e umas decidem parar e ficar olhando enquanto outras decidem se movimentar. O negócio é estar preparado e tentar melhorar, tem coisas que não podemos mudar.
    Abraço

    Curtido por 1 pessoa

    1. É assim mesmo, DividendoUFRJ.

      Eu acho que isso foi uma parafraseada de um ditado do Sun Tzu que era mais ou menos: “Victorious warriors win first and then go to war, while defeated warriors go to war first and then seek to win.”

      Mas o significado continua o mesmo; quem não se prepara, na hora dança mesmo. E note que não me refiro ao planejamento, e sim o preparo.

      Abraços e seguimos em frente!

      Curtir

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