Ganbare – até quando vale a pena?

Quando as pessoas no Japão querem motivar uns aos outros, geralmente desejam uma palavra chamada Ganbare. Este termo é frequentemente traduzido como “boa sorte,” e utilizado antes de acontecimentos como competições, apresentações e outros eventos envolvendo sorte. Porém, seu significado literal é mais próximo de “esforce-se,” dos Kanjis 頑張れ.

Esta discrepância se dá do fato de muitas pessoas confundirem a tradução, e ao fato de que os Japoneses são, de fato, uma das sociedades mais esforçadas quando se trata de algum objetio de bem comum. Isso se reflete bem no mundo corporativo, onde o Japão é um dos países com maior número de horas extras trabalhadas no mundo. Certamente, esta posição vem com um preço: o trabalho excessivo constante traz várias ocorrências do chamado karoushi, literalmente “morte por sobretrabalho”.

Os países do terceiro mundo olham para o Japão e outros países desenvolvidos como metas para o futuro, assim como nós olhamos para as pessoas bem-sucedidas como objetivos de vida. Queremos alcançar, com a IF por exemplo, um patamar de riqueza que nos permita viver com liberdade, mesmo que isto acarrete em alguns sacrifícios nos dias atuais. Porém, ao olhar para tantas fatalidades e sacrifício, não podemos deixar de nos perguntar: até quando vale a pena tal sacrifício?

O culto ao trabalho, por exemplo, custa ao Japão o desenvolvimento da sociedade como um todo por conta da repressão constante. O que, então, uma devoção demasiada para o trabalho poderia estar te custando?

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O que você tem feito pra proteger o seu tempo?

Quanto vale o seu tempo?

Não, não estou falando do seu salário atual dividido por horas trabalhadas, embora esse conceito também é interessante. Estou falando do seu tempo, o tempo sob a sua percepção. E também o seu tempo pessoal, free time, o tempo que você controla. Muitos de nós nos preocupamos com a utilização do nosso tempo no trabalho, otimizando as nossas tarefas no escritório para conseguir fazer cada vez mais coisas em menos tempo, mas quando o “dever” não nos chama, ficamos meio que à deriva, sem planejar.

Desde que comecei a me interessar na Independência Financeira e o movimento FIRE, passei a me interessar muito sobre a eficiência como um objetivo de vida, e como posso usar o meu tempo, dentro ou fora do trabalho, da melhor forma possível. Desde que me interessei no assunto, percebi que de nada adiantaria ter quantidades imensas de tempo livre em casa se este é jogado fora através de TV ou surfar aleatoriamente nas redes sociais. É necessário se policiar quanto ao uso do tempo mesmo que fora do trabalho, pois ele é o seu ativo mais importante na vida.

Este conceito começou a ficar cada vez mais claro para mim, mas como um conhecimento subentendido, algo como um hábito no background. Eventualmente, assisti um vídeo do Jeff Rose, um YouTuber que referenciei anteriormente, onde ele dá um nome diferente ao mesmo conceito: proteger o seu tempo. E, simples assim, comecei a me conscientizar ativamente quanto ao uso do meu tempo livre, a fim de protegê-lo e me tornar cada vez mais eficiente.

Aqui estão alguns hábitos que uso pra proteger meu próprio tempo.

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