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Podcast do Pinguim: “Os Russos usaram Lápis!”

Há uma famosa história nos círculos de gestão de empresas e outros assuntos de negócios que fala da corrida espacial nos anos 60 entre os Americanos e os Soviéticos. Nela, astronautas pioneiros descobriram que na ausência de gravidade (ou melhor dizendo, Microgravidade), a caneta esferográfica não consegue escrever.

Não se intimidando por esta limitação, a NASA pôs sua engenharia para trabalhar e alguns anos (e milhões de dólares) depois, a legendária Caneta Espacial foi desenvolvida. Capaz de escrever em qualquer posição, condição de gravidade, sob temperaturas extremas e qualquer superfície (até debaixo d’água), esta fora disponibilizada a algumas centenas de dólares por unidade às seguintes missões da NASA para documentação crítica à bordo.

Enquanto isso, no outro lado do mundo, os Russos usaram lápis…

Embora esta história não seja completamente verdadeira (mais aumentada do que inventada), ela ilustra um ponto interessante sobre o nosso raciocínio de resolução de problemas – será que não já possuímos o suficiente para resolver sem precisar de apoio externo?

Conheça neste episódio esta história interessante.

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Podcast do Pinguim: “quando um não quer, dois não brigam”

Existe um ditado famoso que ouvimos desde criança que afirma que “quando um não quer, dois não brigam.” Não importa o quão enfezado alguém seja, enquanto não ouver alguém que “compre” a briga dele, ele não vai poder fazer nada. Este ditado tem muita sabedoria, e pode lhe salvar a pele, reputação e sanidade mental múltiplas vezes no decorrer da vida.

Felizmente, ele também se aplica diretamente quando se trata de nossas finanças. Ao contrário do que a mídia consumista e o keeping up with the Joneses Americano possa retratar, enriquecer e acumular riqueza é puramente uma maratona pessoal, e não uma luta de boxe. “Esbanjar riqueza” não apenas é uma tolice do ponto de vida financeiro (acaba com a pirâmide de acumulação patrimonial), pode até ser perigoso em determinadas cidades ou países para a sua própria segurança.

Como uma regra geral, portanto, para alcançar seus objetivos financeiros o mais rápido possível é necessário evitar tais “conflitos” e desejos de se exibir, e manter as suas finanças o mais para dentro possível.

Veja mais neste episódio.

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Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado”

Os livros do autor e pesquisador americano Thomas J Stanley sobre milionários nos Estados Unidos se tornaram clássicos da bibliografia FIRE mundial. Lançado em 1996, o livro O Milionário Mora ao Lado se tornou um best-seller do New York Times daquele ano, mas são poucos os que conheceram a sua sequência A Mente Milionária publicada em 2001.

Não há dúvida que o conteúdo deles e sua pesquisa foram valiosíssimas para finanças pessoais no mundo todo, começando pela sua desmistificação sobre o que é necessário para se tornar um milionário nos Estados Unidos: não é nascença, sorte, nem afiliação política, e sim uma questão simples de acumulação de patrimônio.

Dentre as inúmeras lições de Stanley publicada nesta série, três conceitos em particular são importantes para mim, e merecem um grande destaque para qualquer um que almeja enriquecer ou alcançar a independência financeira em sua vida. Neste episódio, exploro tais conceitos e os livros a fundo.

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Enriquecer é redundante?

Olá! Excelente post. Eu assiti alguns vídeos desse Primo Rico e até cheguei a comprar o livro dele na época. Pra ser sincero, não sei se vi os vídeos errados, ou as lives erradas dele, mas sinceramente não consegui aprender nada sobre investir ou comprar ações. Senti que ele cria conteúdo “dando voltas” no assunto e sem especificar de fato o que fazer. Tipo como muitos dizem: trabalhe, poupe e invista. Do meu ponto de vista isso é bem redundante se você não disser COMO se faz. Poderia indicar algum conteúdo dele que mudasse minha opinião? Ou de outra pessoa? Não senti confiança no Thiago Nigro, essa que é a verdade.

Quando li este comentário no meu post sobre o Primo Rico a.k.a. Thiago Nigro e seu vídeo onde ensina a obter R$195 mil de dinheiro extra ao longo de alguns anos, a primeira reação que tive foi pensar que o autor não havia entendido o sentido do post. Lendo mais aprofundadamente, porém, percebi que o ele tinha um ponto bem válido: algumas vezes, ler sobre educação financeira, especialmente para quem já possui uma noção bem avançada, pode parecer meio maçante ou até mesmo redundante.

E há, sim, uma dose de verdade nesta opinião: enriquecer, na sua melhor forma, precisa ser um processo simples. Enriquecer precisa ser simples da mesma forma que a matemática necessária para se aposentar é simples. Quanto mais simples, melhor, mas claro que isso não significa necessariamente que vai ser fácil; o seu esforço sempre será necessário, uma parte integral de todo o processo do desenvolvimento pessoal.

E esta mesma simplicidade que torna o FIRE tão poderoso pode se tornar uma pequena problemática entre os criadores de conteúdo sobre o assunto: sobre o que falar quando a sua esfera do assunto é tão, eventualmente, simples e direta? A verdade, porém é que a aparente “redundância” do assunto é uma consequência necessária. Isso porque muitos não acreditam que enriquecer pode ser um processo tão simples, e começam a procurar maneiras de “acelerar” o processo, ou “complementá-lo” por fora, e acabam sacrificando todo o seu trabalho árduo no caminho.

Quando começamos a acreditar que para enriquecer é necessário especular, acertar na mosca a próxima empresa mina de ouro, ou investir em ativos esotéricos, tornamo-nos cegos aos riscos destas promessas de enriquecimento rápido e fácil, e arriscamos perder quando na verdade, tudo o que precisávamos fazer era seguir uma estratégia mais simples.

Neste post, explico por que a estratégia simples, passiva e de longo prazo é a vencedora, e por que adicionar complicação demasiada pode ser até nocivo para o seu patrimônio.

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O que o iPad Pro me ensinou sobre finanças

Recentemente, surpreendi a Sra Pinguim com um presente especial para o nosso aniversário de casamento: comprei a ela um iPad Pro da Apple. Assim, indo contra todo o meu ethos hacker do Linux, me tornei um proprietário de produtos da Apple. Mas incrivelmente, não comecei imediatamente a morar no Starbucks, usar óculos de armação preta grossa, e nem usar roupas de marcas desconhecidas. Acho que sou imune ao vírus do hipster.

Após toda a hype de comprar o vangloriado produto, finalmente nos recostamos e começamos a usar o aparelho em casa. Para a grande surpresa de muitos, não fiquei nada impressionado pelo iPad e – muito pelo contrário – acabei achando ele meio esquisito de usar. Não há como acessar o filesystem por baixo dos aplicativos para buscar arquivos individuais? Todo comando “abrir com” é chamado “compartilhar?” Você precisa instalar um aplicativo para transferir arquivos entre um computador e o iPad? Me parece que várias funcionalidades básicas de um computador pessoal foram casualmente “removidas” em prol de… de que mesmo? Segurança? Simplicidade? Ou seria simplesmente “porque somos Apple e somos diferentes?” Não consigo dizer exatamente.

Talvez seja porque cresci com e vivo atualmente usando teclado e mouse, e a idéia de ficar sempre tocando na tela para fazer qualquer coisa não vai muito com a minha idéia de produtividade. Mas claro, eu não sou o usuário final do dispositivo, e para a Sra Pinguim eu tenho certeza que o iPad irá serví-la bem, já que é uma ótima plataforma para fazer arte e design.

Deixando opiniões pessoais a parte, enxerguei um paralelo claro entre a utilização do iPad Pro vs algum outro computador e a nossa forma de gerir nossas finanças. Talvez a Apple ache que retirar a capacidade de trabalhar como um computador comum traga “segurança” ao sistema por inteiro, mas custa a flexibilidade de uso por alguém experiente. Esta falta de flexibilidade e “terceirização da gestão” são coisas que os bancos também nos oferecem como um serviço de “conveniência,” para aliviar-nos do fardo de ter que aprender a investir.

Esta é uma das metáforas que existem entre os dois casos. Vejamos outras neste post.

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Como a Finlândia ensina a ser feliz, e o que você pode aprender com isso

Os países nórdicos são tidos por muitos como modelos ideais para uma sociedade. Desenvolvimento Humano, liberdade, baixíssima percepção de corrupção e outros valores são presentes em suas sociedades, e isso lhes traz retorno; a Finlândia, por exemplo, foi rankeada o país mais feliz do mundo pela segunda vez consecutiva em 2019.

Certamente a Finlândia soube capitalizar em cima deste fato. Há um programa de turismo promovido sob a tagline Rent a Finn, onde você pode contratar um “especialista em felicidade” como o seu guia turístico para conhecer o jeito Finlandês de ser feliz. E, há alguns meses atrás, tal programa foi viralizado quando foi anunciado que tal programa seria disponibilizado de graça para alguns poucos sortudos que fizessem os melhores vídeos explicando porque mereciam ganhar a campanha.

O deadline para esta campanha infelizmente já passou. Porém, as lições da Finlândia continuam disponíveis, de graça, para você; basta apenas que você comece a ver a vida sob os mesmos olhos que os felizes Finlandeses. Pra mim, muito do que eles praticam e ensinam reverberam com o estoicismo.

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