FIRE no futuro: como acertar um alvo móvel?

A matemática por trás da Independência Financeira é simples, e não requer conhecimento matemático avançado: pegue o valor do seu custo de vida total mensal, adicione uma margem de segurança, e multiplique o resultado por 300. O número que você obter é o valor do seu patrimônio mínimo necessário para obter renda passiva suficiente para cobrir seus custos sem que o patrimônio principal se derreta e com o menor risco disponível.

Simples e direta, esta fórmula é importante e prática na hora de se planejar e estabelecer metas, e eu a utilizo com frequência ao introduzir finanças pessoais para os outros, ou conversar sobre ela com a minha família. Porém, enquanto esta fórmula é manjada por todos no âmbito das finanças pessoais, há um detalhe importantíssimo que esta simples fórmula omite, até porque é fora do seu escopo prevê-la: a inflação.

Esta queridinha é importante análise do FIRE porque coloca dois fatores em campo que muitos se esquecem na ansiedade de decidir em que ponto parar: o tempo e o poder de compra do seu dinheiro. Ambos são indesejáveis, mas são necessários para fazer uma análise de risco completa – sem eles, todo o seu planejamento e execução podem ser penalizados gravemente no futuro quando você descobrir que seu dinheiro planejado tão cuidadosamente lá atrás não consegue suprir suas necessidades ou vontades.

Como você deve considerar a inflação na hora de estabelecer suas metas do FIRE? Incluindo-a como um alvo móvel no alcance da independência financeira.

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Ma looking at horizon - Freedom by Almos Bechtold on Unsplash

Quão importante é ganhar dinheiro pra você?

No fim de 2008, em meio à crise imobiliária dos EUA, Elon Musk tinha uma escolha difícil a fazer: sofrer para ganhar mais dinheiro no futuro, ou viver confortavelmente agora como mais um novo milionário Americano? Ele escolheu o dinheiro, e quase cometeu suicídio financeiro pessoal ao fazer isso.

Musk alocou o seu patrimônio completo de 180 milhões de dólares, sua maioria vindo da sua venda do PayPal, para suas novas empresas, distribuindo 5% para SolarCities e 55% para a sua já existente SpaceX, e o restante todo para a Tesla. No fim da jogada, estava tão quebrado que não possuia dinheiro nem para pagar seu próprio aluguel e teve que pedir emprestado para amigos.

A escolha de Musk foi algo que dificilmente vemos na sociedade. Poucos teriam tanta coragem para fazer um investimento de tamanho risco tão bruscamente, especialmente em áreas que ainda são tão novas e pouco conhecidas do mercado. Ainda assim, não há dúvida que a jogada foi um sucesso: no início de 2019, Musk possuía um patrimônio de 21 bilhões de dólares.

Falar de coragem e visão nesta história é comum. Porém, um lado pouco explorado desta história é a motivação de Musk: a vontade de ganhar dinheiro. No caso dele, era tão forte que ele escolheu ganhar dinheiro ao invés de ter seguramente um lugar para morar. Por que?

Porque ele sabia que ganhar dinheiro é mais importante do que ter uma casa.

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Você consegue enriquecer só com investimentos?

A procura de muitos assim que aprendem sobre a educação financeira é investir. É o passo natural de quase todo mundo já que, de acordo com o triângulo do acúmulo patrimonial, é o único pilar desconhecido depois da renda e da economia. Unido a este espírito estão as notícias e posts sensacionalistas indicando como alguns fulanos de tais conseguiram “ganhar milhões na bolsa.” Embora as boas intenções, infelizmente a perseguição por investimentos e performance começa, atrapalhando o caminho até a independência financeira – e algumas vezes traumatizando o indivíduo que “perdeu tudo.”

A minha opinião é que enriquecer somente com os investimentos – especialmente no início – é altamente arriscado e ineficiente.

Isso é porque nem sempre o investimento é a melhor escolha. Dependendo da sua situação, é melhor direcionar o foco em outros processos que lhe poderão te providenciar um retorno melhor. Um exemplo disso que indiquei no meu post anterior é a quitação das dívidas; é melhor concentrar esforços para quitar todas as dívidas que você possui antes de começar a investir. Neste post explico sobre outros exemplos para você planeje melhor o seu caminho até a IF.

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Educação Financeira #2 – Como começar a Investir?

Abril é o mês da Educação Financeira no Pinguim Investidor! Veja mais posts desta categoria aqui.


No post passado, mostrei quais são os conceitos básicos na educação financeira. Vimos o que é cash flow, como se acumula o patrimônio até chegar na renda passiva, o que pode te possibilitar a atingir a independência financeira.

O investimento é central para atingir esta meta: sem ele não é possível obter renda passiva. Por isso, muitos ao descobrirem a educação financeira começam a focar toda as suas energias para o ato de investir, procurando estudar a fundo a melhor forma de investir, os melhores produtos e rentabilidades com menor risco.

Este approach não necessariamente é ruim, mas acaba por omitir alguns passos importantes do processo, que é a preparação antes do investimento. Desta forma, a pedidos de outro leitor, escrevi este guia rápido para explicar quais cuidados e preparação você deve tomar antes de começar a entrar no mundo dos investimentos.

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Jeito Pinguim explicado #1: Risco é bom quando se entende dele

Bem vindos a mais uma série do blog onde eu explico as guidelines que utilizo para decisões financeiras e da vida em geral. Clique aqui para ver todos os posts desta categoria.


Há um ditado antigo que diz que quando dois homens olham para um mesmo copo, o otimista enxerga um copo meio cheio enquanto o pessimista enxerga o copo meio vazio. O copo em si, é o mesmo, e o que muda é a opinião do observador. Muitos conhecem este ditado, e esquecem do fato que atrás deste falso dilema ainda resta o fato de que o valor real ainda está no copo em si.

Ao trocar o copo por um investimento, e a água pela quantidade de risco, porém, a história muda. É uma história pouco contada que apresenta um lado importantíssimo do mindset do investidor, e que é um dos pilares que uso pra considerar meus investimentos.

Este conceito é a análise de risco.

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