A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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Comentário do Pinguim #4 – Investimentos Indiretos, riscos e Desterceirização

Como devo investir meus primeiros mil reais?
Qual é a melhor forma de começar a investir?
Qual é o melhor produto pra se investir quando se tem pouco dinheiro?

Estas são algumas das perguntas clássicas de quem começa a investir, e refletem uma insegurança que todos nós temos ou já tivemos como iniciantes nas finanças pessoais. Atire a primeira pedra quem nunca fez essa pergunta para algum mentor ou procurou no Google ou algum fórum da internet sobre o assunto.

O grande problema por trás deste tipo de pergunta é que ela esconde um outro problema que a pessoa não quer tratar no momento, mas que é fundamental para ela começar e continuar a ter prosperidade financeira na vida: ela não entende os fundamentos de como funcionam os investimentos. Esta falta de educação financeira é a maior razão pela qual tantos iniciantes desistem depois de da euforia inicial de investir, pois o investimento não foi com a expectativa que tinham de enriquecer rapidamente.

Recentemente assisti alguns vídeos do YouTuber Jeff Rose, sobre quem escrevi anteriormente num outro post sobre motivação, onde ele reverbera a minha opinião sobre estas perguntas de quem inicia: no começo, o melhor investimento que você pode fazer é em você mesmo, na forma de conhecimento. Estes investimentos, chamados de Income Accelerators por Rose, são investimentos não-tradicionais que oferecem a você a oportunidade de aprender a ganhar mais dinheiro por você mesmo e desterceirizando o processo.

Medir o retorno destes investimentos é complicado, pois não há o conceito de ROE tradicional, mas eles podem ser os primeiros passos que um investidor pode tomar para iniciar uma carreira com o pé direito. Vamos ver como eles funcionam.

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Quando o cara ensina a ganhar R$195 mil e ninguém o leva a sério

Um dos primeiros canais que comecei a assistir no YouTube assim que comecei na minha educação financeira foi o Primo Rico do Thiago Nigro. Isso era bem no comecinho, antes de perceber que a chave para ficar rico não era investir, e sim ganhar mais dinheiro. Também tinha o Bastter, Rafael Seabra, etc que eu assistia durante o meu tempo livre, almoço, etc.

Depois de um tempo, parei de assistir muitos vídeos sobre finanças e comecei a focar mais nas leituras, então parei de acompanhar os vídeos com tanta frequência. Recentemente, porém, estava vendo o canal do Primo Rico de novo e me deparei com um com um título bem desafiador, quase que clickbait: Como Juntar R$ 195 mil em 4 anos – Eu consegui, e fiz um passo-a-passo

A mensagem dele olhando hoje é quase batida já: aumente sua renda trabalhando mais, use o seu tempo disponível no fim de semana ou de noite, persista na meta, nunca será fácil, etc. Então o que mais me chamou a atenção deste vídeo não foi o conteúdo, mas sim a reação do público.

Poderíamos esperar que, pra um vídeo onde o cara acabou de explicar na lata e sem mistérios como ganhar dinheiro, a reação da platéia seria positiva e cheia de gratidão, certo? Pelo contrário, a maioria xingando o vídeo ou dizendo que não era realista o cenário.

Como é que uma pessoa te ensina a ganhar dinheiro e não é levado a sério?

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