Por que eu gosto tanto de Fundos Imobiliários nos meus investimentos?

Se você investigar meus posts sobre fechamento do mês, verá que eu tenho uma grande parte dos meus investimentos atrelados aos Fundos Imobiliários. Não é por menos. Eles incorporam bem a minha filosofia do Cash Cow, providenciam proventos regularmente, são menos voláteis do que ações e alguns fundos possuem um risco bem mais espalhado.

Se você gosta destas características num investimento, pode descobrir que os FIIs são uma ótima adição para uma carteira de renda variável focada em renda passiva. Infelizmente, nem tudo são rosas, e os FIIs também possuem suas desvantagens em comparação a outros investimentos similares ou complementares.

Veja neste vídeo algumas razões pela qual investir nestes ativos são interessantes ao longo prazo.

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Mais um emprego não vai te salvar

Quando se trata do esporte favorito de todos, reclamar deveria estar rankeado entre um dos top 5. Infelizmente, a maioria pratica este hábito destrutivo com tanta naturalidade que ne chegam a perceber que estão de fato perpetuando o hábito. Reclama-se de tudo, da vida, da cidade, da política, da família e – acima de tudo – da situação financeira atual.

Tratando do assunto das suas finanças pessoais, a maioria acredita que, não importa qual a sua situação financeira atual, tudo seria melhor se simplesmente tivessem um emprego melhor. Um chefe mais compreensivo, uma rotina menos estressante, um local de trabalho mais acessível. Ah sim, e com certeza um salário maior. Elas predicam o se sucesso financeiro (ou falta de) num único fator fora do seu controle que é o trabalho e o salário recebido. Não só esta visão de dependência completa sobre o trabalho é extremamente limitante, mas ela também se torna o fator primário pelo qual elas passam a detestar o trabalho.

O grande problema é que, ao contrário do que as gerações anteriores acreditavam e seguiam, hoje em dia apenas um emprego melhor não vai salvar a sua vida financeira. Existem muitos fatores na atualidade que jogam contra você que simplesmente não existiam nas gerações passadas, que acreditavam em salários vitalícios, empresas perenes e um Estado “coruja” capaz de sustentar a todos. Uma população cada vez mais velha, competição cada vez maior e uma cultura de crescente outsourcing significa que o conceito de salário se torna cada dia menos poderoso e mais incerto quando se olha para o futuro.

Como, num cenário incerto e caótico como este, você deve então garantir a sua segurança financeira? A resposta, novamente, é: investindo.

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Fechamento Maio 2020 – Groundhog Day already?

E simples assim, chegamos à metade do ano. Dá pra acreditar? Parece que semana passada estávamos falando sobre resoluções de ano novo, objetivos pra nova década e nos empanturrando de comida. Acho que o parça COVID-19 ajudou bastante a passar o tempo, já que entre trancos e barrancos, acabamos passando metade deste tempo todo em casa.

Maio foi mais um ano de castigo em casa, e embora o Governo Japonês tenha já retirado o estado de emergência do país, meu empregador me colocou de molho por pelo menos mais um mês até que a situação realmente se assente. Meus estudos, minhas finanças e a minha saúde agradecem!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Acabe com a sua miopia financeira antes que ela acabe com o seu patrimônio

Qual é o melhor investimento para se fazer agora?
Quais investimentos posso fazer para um ou dois anos?
Existe investimento para menos de um ano?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre três pilares básicos necessários para alimentar este processo: receita, economia e investimentos. Qualquer um, independente do seu salário, consegue se tornar rico sob qualquer circunstância se simplesmente maximizar estas três variáveis. Porém, há um ingrediente comum necessário por trás de todo o processo: o tempo.

Qualquer pessoa que se aventura no mundo dos investimentos eventualmente passa a conhecer o famoso termo dos Juros Compostos, que rendem sobre o dinheiro aplicado e também sobre os juros rendidos sobre eles mesmos, numa forma de recursividade matemática. E a mágica destes novamente revolve sobre o fator do tempo, é só através do tempo que os rendimentos se acumulam de uma forma apelidada de efeito bola de neve.

Por conta desta dependência crucial sobre o tempo, é ilógico pensar em não utilizar o tempo para contribuir para o seu enriquecimento, mas a presença de perguntas como as do início deste post em vários fóruns na internet nos mostra que muitas pessoas não compreendem este aspecto dos investimentos. Elas sofrem da tão comum miopia financeira, que as força a planejar, pensar e agir a curto prazo. Se a primeira vista levar ao curto prazo é ruim para o enriquecimento, esta prática também se torna detrimental para a sua situação financeira ao longo do tempo.

Veremos neste post como esta miopia financeira pode causar mais problemas do que parece a princípio.

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Como declarar os FIIs no seu Imposto de Renda

Abril é definitivamente o Mês da Educação Financeira, e ano passado fiz a minha contribuição iniciando uma série de posts detalhando o básico da educação financeira aqui no Pinguim Investidor.

No decorrer daquele ano, muitas coisas mudaram na minha situação financeira, e tive um novo desafio na declaração do meu imposto de renda: Fundos de Investimentos Imobiliários. Com o meu desvirginamento na renda variável e começo de geração de renda passiva via FIIs, que detalhei a cada fechamento mensal, meu patrimônio financeiro se tornou mais complexo, e finalmente na virada do ano tive que finalmente declará-los no imposto de renda.

No início, eu tinha um pequeno receio de entrar na renda variável porque temia que a declaração se tornaria muito complicada, mas eventualmente percebi que era o contrário: o tornar complexo do meu patrimônio se tornou um sinal que a minha situação financeira estava evoluindo! Portanto, passei algumas semanas pesquisando e consultando com o meu contador, e ao final de tudo declarado, resolvi documentar o passo a passo aqui.

Acredito no conceito de que quem sabe, ensina, portanto novamente vim trazer mais educação financeira para mais um mês de Abril na sua vida.

Acompanhe mais neste post o passo a passo de como declarar seus FIIs – e provavelmente muito se aplica às ações também – no IRPF deste ano.

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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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Fechamento Fevereiro 2020 – apertem os cintos!

Carnaval molhado, pânico na bolsa, ameaça do coronavírus e outras emoções grandes oscilaram Fevereiro deste ano bissexto. Será que é finalmente o fim dos tempos? Será que não teremos mais bons ventos financeiros, e que finalmente acabou o grande bull run iniciado no ano passado?

Independente dos acontecidos, estou mais otimista do que nunca quanto aos investimentos. A verdade é que o pânico no fim de Fevereiro deixou muitos abalados e aterrorizados, achando que seus patrimônios estão em risco quando a causa nem endêmica ao mercado brasileiro é. Mas e o Pinguim, saiu ileso em meio à carnificina toda?

A verdade é que não: como todo mundo investido, eu tive minhas perdas também. Mas ainda assim, não deixei que estas se tornassem razões para me abalar. Não foi prazeroso, como “rei da Bolsa” Luís Barsi afirmou, mas não é motivo para cair em depressão. De fato, eu passei esse período como qualquer outro na vida.

Vamos ver como me saí finaceiramente.

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Qual é a importância do fluxo de caixa na busca do FIRE?

O objetivo máximo que buscamos quando estamos investindo e preparando nosso futuro financeiro é renda passiva. Direta ou indiretamente, todos os nossos movimentos financeiros são planejados com o objetivo de se obter renda passiva deles no futuro. Por isso, eu considero o fluxo de caixa um conceito crucial quando avaliando a sua saúde financeira.

Saber o quanto você recebe mensalmente sem precisar trabalhar é um exercício importante para rastrear o seu progresso FIRE. E no momento que todo o seu fluxo de caixa consegue cobrir suas despesas mensais, você alcança a condição conhecida como independência financeira.

É imprenscindível começar a considerar a sua renda passiva total como a medida mais próxima da sua saúde financeira.

Expliquei sobre um conceito similar anteriormente, chamado de Cash Cow.

E você, considera mais importante ter renda passiva ou valorização dos ativos quando se trata de investimentos? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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Vida móvel e liberdade: lições de Amyr Klink para a comunidade FIRE

Uma das primeiras lições que aprendemos quando nos educamos sobre a independência financeira é o conceito de ativos e passivos, e a diferença entre eles. Ironicamente, esta é também uma das mais dolorosas, pois muitas vezes estamos psicologicamente instruídos a acreditar que nossa visão de sucesso envolve acumular bens de consumo que são, essencialmente, passivos e não nos trarão riqueza. Destruir esta crença limitante que coisas como carros ou casas não são ativos e – de fato – te emprobrecem é difícil, e como evidência vemos várias histórias de como celebridades bem pagas rapidamente vão à falência.

Já escrevi em diversos posts anteriores como os passivos se tornam uma âncora pesando nas suas finanças pessoais, mas existe um outro lado menos mencionados sobre os outros malefícios associados com o acúmulo de passivos: a perda da liberdade. Este lado menos explorado da história se tornou claro para mim quando li uma entrevista com o navegador brasileiro Amyr Klink, que se tornou famoso ao cruzar o Atlântico num barco à remo nos anos 80, e circumnavegar a Antártida em 1998.

Esta entrevista me surpreendeu porque à primeira vista não reconhecia Klink como um escritor de finanças, mas posteriormente descobri que ele é formado em economia. Suas experiências vivendo no mar deram a ele alguns insights importantes a respeito de como podemos viver mais eficientes e mais ricos se simplesmente largarmos a possessão de passivos, e passássemos a alugá-los quando necessário.

Este não me é um conceito novo, mas lendo a entrevista de Klink, pude ter um novo insight sobre a não-acumulação de passivos: a mobilidade que ganhamos na vida por não ter algo que nos prenda a um certo lugar ou circunstância.

Quais lições Amyr Klink pode ensinar para a comunidade FIRE?

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