Fechamento Julho 2020 – “now that the rain is gone…”

Virou 1º de Agosto aqui na Ásia e, com o fim de Julho, também veio o fim de uma longa temporada de chuva e monções conhecida por aqui como 梅雨 (tsuyu). Tempos melhores já chegaram, mas infelizmente com eles veio um calor infernal a-la ilha tropical que só se aquietará lá pra Outubro.

Metaforicamente falando, a virada de Julho para Agosto também marca uma virada na minha história como investidor: pela primeira vez estive com mais de 50% dos meus investimentos em renda variável. Para isso, acabei finalmente girando meu patrimônio de maneira considerável, vendendo uma parcela da minha posição da renda fixa para me posicionar de forma mais robusta a minha fonte de renda passiva.

Enquanto isso, parece que o Japão acredita que realmente conseguiu ganhar do Coronavírus, embora manter o controle em meio aos casos crescentes é o desafio até os jogos adiados até o ano que vem.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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E se tributarem os dividendos? E outros medos dos impostos

Recentemente, as redes sociais da finansfera foram atingidas por uma notícia que tremeu a fundação do movimento FIRE: o ministro da economia Paulo Guedes propôs em entrevista que dividendos e proventos de ações sejam taxados. Guedes afirmou que não acha justo que um trabalhador tenha 27% do seu salário tributado como imposto de renda enquanto um acionista consiga receber proventos, muitas vezes mensais, completamente isentos do dever fiscal, e estaria buscando uma medida para “equalizar” esta medida.

Tal notícia causou um grande alvoroço para a comunidade de investimentos, que enxergam (corretamente!) os dividendos da renda variável como uma espécie de oitava maravilha do mundo, e contam com eles para financiar seu plano de aposentadoria. Com esta proposta passando, não só não seria mais possível aproveitar da antiga alta taxa Selic para obter rendimentos passivos com a segurança da renda fixa (sonho dos rentistas), mas também quaisquer planos de criar um patrimônio de investimentos previdenciários também seria afetado significantemente.

Muitos nessas horas fazem esta primeira pergunta: e agora? Como fica o meu planejamento? É hora de parar de investir em renda variável? Estas dúvidas são naturais por conta da ameaça percebida e a falta de certeza no futuro. Porém, mais importante, elas revelam um aspecto muito mais fundamental que a população possui: o medo dos impostos.

Para ficar claro, acredito que mesmo com isto passando, não é razão para parar de acreditar no potencial e nos benefícios que o investimento em renda variável possui. Seria, porém, uma hora de você rever o impacto que os impostos (ou a sua percepção deles) tem no seu planejamento financeiro. Veja como neste artigo.

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Seu salário não vai te salvar

“Se eu tivesse um emprego melhor, tudo estaria resolvido.”
“Se meu chefe fosse outro, não teria tantos problemas”
“Se meu salário fosse maior, não estaria neste marasmo.”

Quando não se tem muita noção de educação financeira, é comum procurar um fator externo para culpar os problemas da vida, e frequentemente este se torna o salário ou o emprego atual.

Ao passo que, especialmente no começo, um salário tem muita influência na sua situação financeira, é preciso realizar que ele não irá manter você rico se você não encontrar outras formas de obter renda e fazer seu dinheiro trabalhar para você. Muito pelo contrário: se você sempre depender do seu salário, será um escravo do seu emprego para sempre.

Como você pode virar o jogo numa situação como esta? Como sempre, a resposta é investindo. Veja mais detalhes neste vídeo.

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Fechamento Junho 2020 – vai ou racha?

Primeira semana do Segundo semestre de 2020, e aparentemente grande parte do mundo continua meio que parado no tempo. Ruas vazias, países e cidades paradas, eventos grandes serialmente cancelados, mas em alguns lugares como no Japão as pessoas estão cada vez mais decididas que o COVID-19 foi “vencido” e a situação pode retornar à normalidade.

Podem aproveitar a Disney, mas fiquem separados um do outro!
Podem vir à Disney tranquilamente! Mas fiquem distantes uns dos outros, não andem juntos nos carrinhos e – mais importante – não gritem para não espalhar o vírus! Crédito da Imagem: Soranews24

Nesta briguinha do vai-não-vai, o Pinguim Investidor continuou fazendo aquilo que faz melhor: trabalhar para ganhar dinheiro, investir o capital aportado, aumentar a renda passiva e procurar fontes de renda alternativas para diversificar.

Em meio a tudo isso, deparei com a notícia que o Brasil atualmente se encontra rankeado como o pior país no tratamento do COVID-19, acirradamente disputando o título contra o USA NUMBER ONE. Não sei dizer se as notícias estão exageradas, mas desejo uma recuperação rápida e tranquila quanto à situação.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Guest post Maluzeando Lettering: Cadê o Salário que estava aqui?

As ilustrações deste post são uma cortesia da Sra. Pinguim, que posta ilustrações diversas do cotidiano feminino em seu blog Maluzeando Lettering, e também no seu Instagram.

Quem nunca passou por uma situação dessas? No dia do pagamento se sente um rei ou rainha, aproveita o breve momento de riqueza para se esbanjar em seus desejos e logo percebe que todo o dinheiro foi embora e agora se encontra na mesma situação que começou. Que mais fazer senão esperar o próximo salário cair na conta para se sentir novamente rico e empoderado para tão naturalmente cair na mesma armadilha e repetir tudo de novo?

Esta é a conhecida rotina da tão famosa corrida dos ratos, a praxe pela qual a sociedade vive de consumir e trabalhar para consumir mais, e contra qual a finansfera luta para obter uma vida verdadeiramente livre. Ainda assim, há algumas nuances nesta história tão batida que as pessoas simplesmente não enxergam por estarem tão absorvidas e acostumadas nesta “rotina,” e a má notícia é que, se não conscientizadas, podem levar qualquer um ao desastre financeiro. Vamos analisar esta história mais a fundo.

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O que dá mais felicidade: dinheiro ou liberdade?

A vida pode ser resumida como um processo de procura. Procura de comida, recursos, segurança, relacionamentos e – por que não – felicidade. Nada é estático, e nada é igual ao que passou, tornando viver um real processo de mudança constante. Não só isso significa que temos que ter flexibilidade e agilidade em nossas ações e planejamento, mas também que devemos ter nossos objetivos e horizontes bem demarcados em nossa visão quando estamos correndo na direção deles.

Alguns dizem que o dinheiro não traz felicidade, outros discordam completamente – e este assunto tão velho quanto o mundo prossegue sem uma resposta comum, provavelmente para sempre. Porém, uma visão moderna sobre este assunto, pensada pelo lado FIRE, traz um novo ponto de vista à mesa: o verdadeiro valor do dinheiro está em prover liberdade. Podemos ver o dinheiro de várias formas – um recurso escasso ou abundante, medida de poder, ganância – mas é na liberdade individual provida através da renda passiva que obtemos o melhor uso dele.

Enxergar o dinheiro como uma medida de liberdade nos auxilia a enxergar os objetivos de forma melhor, mas e se tivéssemos a possibilidade de obter puramente a liberdade independente do dinheiro – seríamos mais felizes? Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos em 2016, a resposta parece ser sim. Será que isso significa que não devemos, então, procurar por dinheiro e repensar por inteiro nossos objetivos FIRE? Não exatamente, mas os insights desta pesquisa nos agregam considerações interessantes para agregar na nossa jornada.

Vejamos mais neste post.

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Aposentadoria móvel e flexibilidade – ainda podemos confiar na regra dos 4%?

A maior fraqueza dos adeptos à filosofia FIRE (acrônimo para independência financeira, aposentadoria precoce em inglês) é a mesma coisa que os torna poderosos em primeiro lugar: os seus investimentos. Quando seguimos a filosofia à risca, buscamos acumular patrimônio investido para obter renda passiva o suficiente para cobrir todos os nossos gastos de vida – numa condição conhecida como Independência Financeira. Um conceito simples, mas que revolve em torno de uma questão de ouro: quanto, exatamente, é necessário para isso acontecer?

Como praxe, utiliza-se uma famosa guia conhecida como regra dos 4%, descoberta inicialmente pelo americano William P. Bengen em 1996. O estudo de Bengen e o Trinity Institute concluiu que, historicamente falando, recém-aposentados poderiam sacar anualmente até 4% das suas carteiras de investimento sem ficar sem dinheiro durante o resto da vida. Este número ficou tão famoso que nomeou a regra, e ficou conhecida como taxa segura de retirada (TSR).

Por trás da brilhante simplicidade desta fórmula, porém, existem vários pressupostos ocultos que, embora comuns no ambiente estudado por Bengen, podem ser longe da realidade de um FIRE brasileiro. E quando sua estratégia inteira de aposentadoria se baseia nesta única fórmula, um erro de cálculo pode se tornar um desastre no longo prazo.

Durante o começo da crise do coronavírus em 2020, muitos corretamente se questionaram sobre a validade da regra dos 4% num ambiente econômico mais volátil e menos maduro como o Brasil, culminando com o post da Yuka do Viver Sem Pressa onde ela disserta sobre a necessidade da flexibilidade numa vida pós-FIRE no Brasil. E em meio a tudo isso, com a bolsa novamente se recuperando, a velha pergunta permanece: ainda podemos confiar na regra dos 4%, afinal?

A realidade é que, embora sua aplicabilidade seja duvidosa num cenário de países em desenvolvimento, ainda podemos utilizá-la como um guia para o nosso macroplanejamento financeiro. Veja neste post como.

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Por que eu gosto tanto de Fundos Imobiliários nos meus investimentos?

Se você investigar meus posts sobre fechamento do mês, verá que eu tenho uma grande parte dos meus investimentos atrelados aos Fundos Imobiliários. Não é por menos. Eles incorporam bem a minha filosofia do Cash Cow, providenciam proventos regularmente, são menos voláteis do que ações e alguns fundos possuem um risco bem mais espalhado.

Se você gosta destas características num investimento, pode descobrir que os FIIs são uma ótima adição para uma carteira de renda variável focada em renda passiva. Infelizmente, nem tudo são rosas, e os FIIs também possuem suas desvantagens em comparação a outros investimentos similares ou complementares.

Veja neste vídeo algumas razões pela qual investir nestes ativos são interessantes ao longo prazo.

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Mais um emprego não vai te salvar

Quando se trata do esporte favorito de todos, reclamar deveria estar rankeado entre um dos top 5. Infelizmente, a maioria pratica este hábito destrutivo com tanta naturalidade que ne chegam a perceber que estão de fato perpetuando o hábito. Reclama-se de tudo, da vida, da cidade, da política, da família e – acima de tudo – da situação financeira atual.

Tratando do assunto das suas finanças pessoais, a maioria acredita que, não importa qual a sua situação financeira atual, tudo seria melhor se simplesmente tivessem um emprego melhor. Um chefe mais compreensivo, uma rotina menos estressante, um local de trabalho mais acessível. Ah sim, e com certeza um salário maior. Elas predicam o se sucesso financeiro (ou falta de) num único fator fora do seu controle que é o trabalho e o salário recebido. Não só esta visão de dependência completa sobre o trabalho é extremamente limitante, mas ela também se torna o fator primário pelo qual elas passam a detestar o trabalho.

O grande problema é que, ao contrário do que as gerações anteriores acreditavam e seguiam, hoje em dia apenas um emprego melhor não vai salvar a sua vida financeira. Existem muitos fatores na atualidade que jogam contra você que simplesmente não existiam nas gerações passadas, que acreditavam em salários vitalícios, empresas perenes e um Estado “coruja” capaz de sustentar a todos. Uma população cada vez mais velha, competição cada vez maior e uma cultura de crescente outsourcing significa que o conceito de salário se torna cada dia menos poderoso e mais incerto quando se olha para o futuro.

Como, num cenário incerto e caótico como este, você deve então garantir a sua segurança financeira? A resposta, novamente, é: investindo.

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Fechamento Maio 2020 – Groundhog Day already?

E simples assim, chegamos à metade do ano. Dá pra acreditar? Parece que semana passada estávamos falando sobre resoluções de ano novo, objetivos pra nova década e nos empanturrando de comida. Acho que o parça COVID-19 ajudou bastante a passar o tempo, já que entre trancos e barrancos, acabamos passando metade deste tempo todo em casa.

Maio foi mais um ano de castigo em casa, e embora o Governo Japonês tenha já retirado o estado de emergência do país, meu empregador me colocou de molho por pelo menos mais um mês até que a situação realmente se assente. Meus estudos, minhas finanças e a minha saúde agradecem!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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