Fechamento Junho 2020 – vai ou racha?

Primeira semana do Segundo semestre de 2020, e aparentemente grande parte do mundo continua meio que parado no tempo. Ruas vazias, países e cidades paradas, eventos grandes serialmente cancelados, mas em alguns lugares como no Japão as pessoas estão cada vez mais decididas que o COVID-19 foi “vencido” e a situação pode retornar à normalidade.

Podem aproveitar a Disney, mas fiquem separados um do outro!
Podem vir à Disney tranquilamente! Mas fiquem distantes uns dos outros, não andem juntos nos carrinhos e – mais importante – não gritem para não espalhar o vírus! Crédito da Imagem: Soranews24

Nesta briguinha do vai-não-vai, o Pinguim Investidor continuou fazendo aquilo que faz melhor: trabalhar para ganhar dinheiro, investir o capital aportado, aumentar a renda passiva e procurar fontes de renda alternativas para diversificar.

Em meio a tudo isso, deparei com a notícia que o Brasil atualmente se encontra rankeado como o pior país no tratamento do COVID-19, acirradamente disputando o título contra o USA NUMBER ONE. Não sei dizer se as notícias estão exageradas, mas desejo uma recuperação rápida e tranquila quanto à situação.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Guest post Maluzeando Lettering: Cadê o Salário que estava aqui?

As ilustrações deste post são uma cortesia da Sra. Pinguim, que posta ilustrações diversas do cotidiano feminino em seu blog Maluzeando Lettering, e também no seu Instagram.

Quem nunca passou por uma situação dessas? No dia do pagamento se sente um rei ou rainha, aproveita o breve momento de riqueza para se esbanjar em seus desejos e logo percebe que todo o dinheiro foi embora e agora se encontra na mesma situação que começou. Que mais fazer senão esperar o próximo salário cair na conta para se sentir novamente rico e empoderado para tão naturalmente cair na mesma armadilha e repetir tudo de novo?

Esta é a conhecida rotina da tão famosa corrida dos ratos, a praxe pela qual a sociedade vive de consumir e trabalhar para consumir mais, e contra qual a finansfera luta para obter uma vida verdadeiramente livre. Ainda assim, há algumas nuances nesta história tão batida que as pessoas simplesmente não enxergam por estarem tão absorvidas e acostumadas nesta “rotina,” e a má notícia é que, se não conscientizadas, podem levar qualquer um ao desastre financeiro. Vamos analisar esta história mais a fundo.

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O que dá mais felicidade: dinheiro ou liberdade?

A vida pode ser resumida como um processo de procura. Procura de comida, recursos, segurança, relacionamentos e – por que não – felicidade. Nada é estático, e nada é igual ao que passou, tornando viver um real processo de mudança constante. Não só isso significa que temos que ter flexibilidade e agilidade em nossas ações e planejamento, mas também que devemos ter nossos objetivos e horizontes bem demarcados em nossa visão quando estamos correndo na direção deles.

Alguns dizem que o dinheiro não traz felicidade, outros discordam completamente – e este assunto tão velho quanto o mundo prossegue sem uma resposta comum, provavelmente para sempre. Porém, uma visão moderna sobre este assunto, pensada pelo lado FIRE, traz um novo ponto de vista à mesa: o verdadeiro valor do dinheiro está em prover liberdade. Podemos ver o dinheiro de várias formas – um recurso escasso ou abundante, medida de poder, ganância – mas é na liberdade individual provida através da renda passiva que obtemos o melhor uso dele.

Enxergar o dinheiro como uma medida de liberdade nos auxilia a enxergar os objetivos de forma melhor, mas e se tivéssemos a possibilidade de obter puramente a liberdade independente do dinheiro – seríamos mais felizes? Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos em 2016, a resposta parece ser sim. Será que isso significa que não devemos, então, procurar por dinheiro e repensar por inteiro nossos objetivos FIRE? Não exatamente, mas os insights desta pesquisa nos agregam considerações interessantes para agregar na nossa jornada.

Vejamos mais neste post.

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Aposentadoria móvel e flexibilidade – ainda podemos confiar na regra dos 4%?

A maior fraqueza dos adeptos à filosofia FIRE (acrônimo para independência financeira, aposentadoria precoce em inglês) é a mesma coisa que os torna poderosos em primeiro lugar: os seus investimentos. Quando seguimos a filosofia à risca, buscamos acumular patrimônio investido para obter renda passiva o suficiente para cobrir todos os nossos gastos de vida – numa condição conhecida como Independência Financeira. Um conceito simples, mas que revolve em torno de uma questão de ouro: quanto, exatamente, é necessário para isso acontecer?

Como praxe, utiliza-se uma famosa guia conhecida como regra dos 4%, descoberta inicialmente pelo americano William P. Bengen em 1996. O estudo de Bengen e o Trinity Institute concluiu que, historicamente falando, recém-aposentados poderiam sacar anualmente até 4% das suas carteiras de investimento sem ficar sem dinheiro durante o resto da vida. Este número ficou tão famoso que nomeou a regra, e ficou conhecida como taxa segura de retirada (TSR).

Por trás da brilhante simplicidade desta fórmula, porém, existem vários pressupostos ocultos que, embora comuns no ambiente estudado por Bengen, podem ser longe da realidade de um FIRE brasileiro. E quando sua estratégia inteira de aposentadoria se baseia nesta única fórmula, um erro de cálculo pode se tornar um desastre no longo prazo.

Durante o começo da crise do coronavírus em 2020, muitos corretamente se questionaram sobre a validade da regra dos 4% num ambiente econômico mais volátil e menos maduro como o Brasil, culminando com o post da Yuka do Viver Sem Pressa onde ela disserta sobre a necessidade da flexibilidade numa vida pós-FIRE no Brasil. E em meio a tudo isso, com a bolsa novamente se recuperando, a velha pergunta permanece: ainda podemos confiar na regra dos 4%, afinal?

A realidade é que, embora sua aplicabilidade seja duvidosa num cenário de países em desenvolvimento, ainda podemos utilizá-la como um guia para o nosso macroplanejamento financeiro. Veja neste post como.

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Por que eu gosto tanto de Fundos Imobiliários nos meus investimentos?

Se você investigar meus posts sobre fechamento do mês, verá que eu tenho uma grande parte dos meus investimentos atrelados aos Fundos Imobiliários. Não é por menos. Eles incorporam bem a minha filosofia do Cash Cow, providenciam proventos regularmente, são menos voláteis do que ações e alguns fundos possuem um risco bem mais espalhado.

Se você gosta destas características num investimento, pode descobrir que os FIIs são uma ótima adição para uma carteira de renda variável focada em renda passiva. Infelizmente, nem tudo são rosas, e os FIIs também possuem suas desvantagens em comparação a outros investimentos similares ou complementares.

Veja neste vídeo algumas razões pela qual investir nestes ativos são interessantes ao longo prazo.

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Mais um emprego não vai te salvar

Quando se trata do esporte favorito de todos, reclamar deveria estar rankeado entre um dos top 5. Infelizmente, a maioria pratica este hábito destrutivo com tanta naturalidade que ne chegam a perceber que estão de fato perpetuando o hábito. Reclama-se de tudo, da vida, da cidade, da política, da família e – acima de tudo – da situação financeira atual.

Tratando do assunto das suas finanças pessoais, a maioria acredita que, não importa qual a sua situação financeira atual, tudo seria melhor se simplesmente tivessem um emprego melhor. Um chefe mais compreensivo, uma rotina menos estressante, um local de trabalho mais acessível. Ah sim, e com certeza um salário maior. Elas predicam o se sucesso financeiro (ou falta de) num único fator fora do seu controle que é o trabalho e o salário recebido. Não só esta visão de dependência completa sobre o trabalho é extremamente limitante, mas ela também se torna o fator primário pelo qual elas passam a detestar o trabalho.

O grande problema é que, ao contrário do que as gerações anteriores acreditavam e seguiam, hoje em dia apenas um emprego melhor não vai salvar a sua vida financeira. Existem muitos fatores na atualidade que jogam contra você que simplesmente não existiam nas gerações passadas, que acreditavam em salários vitalícios, empresas perenes e um Estado “coruja” capaz de sustentar a todos. Uma população cada vez mais velha, competição cada vez maior e uma cultura de crescente outsourcing significa que o conceito de salário se torna cada dia menos poderoso e mais incerto quando se olha para o futuro.

Como, num cenário incerto e caótico como este, você deve então garantir a sua segurança financeira? A resposta, novamente, é: investindo.

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Fechamento Maio 2020 – Groundhog Day already?

E simples assim, chegamos à metade do ano. Dá pra acreditar? Parece que semana passada estávamos falando sobre resoluções de ano novo, objetivos pra nova década e nos empanturrando de comida. Acho que o parça COVID-19 ajudou bastante a passar o tempo, já que entre trancos e barrancos, acabamos passando metade deste tempo todo em casa.

Maio foi mais um ano de castigo em casa, e embora o Governo Japonês tenha já retirado o estado de emergência do país, meu empregador me colocou de molho por pelo menos mais um mês até que a situação realmente se assente. Meus estudos, minhas finanças e a minha saúde agradecem!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Acabe com a sua miopia financeira antes que ela acabe com o seu patrimônio

Qual é o melhor investimento para se fazer agora?
Quais investimentos posso fazer para um ou dois anos?
Existe investimento para menos de um ano?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre três pilares básicos necessários para alimentar este processo: receita, economia e investimentos. Qualquer um, independente do seu salário, consegue se tornar rico sob qualquer circunstância se simplesmente maximizar estas três variáveis. Porém, há um ingrediente comum necessário por trás de todo o processo: o tempo.

Qualquer pessoa que se aventura no mundo dos investimentos eventualmente passa a conhecer o famoso termo dos Juros Compostos, que rendem sobre o dinheiro aplicado e também sobre os juros rendidos sobre eles mesmos, numa forma de recursividade matemática. E a mágica destes novamente revolve sobre o fator do tempo, é só através do tempo que os rendimentos se acumulam de uma forma apelidada de efeito bola de neve.

Por conta desta dependência crucial sobre o tempo, é ilógico pensar em não utilizar o tempo para contribuir para o seu enriquecimento, mas a presença de perguntas como as do início deste post em vários fóruns na internet nos mostra que muitas pessoas não compreendem este aspecto dos investimentos. Elas sofrem da tão comum miopia financeira, que as força a planejar, pensar e agir a curto prazo. Se a primeira vista levar ao curto prazo é ruim para o enriquecimento, esta prática também se torna detrimental para a sua situação financeira ao longo do tempo.

Veremos neste post como esta miopia financeira pode causar mais problemas do que parece a princípio.

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Como declarar os FIIs no seu Imposto de Renda

Abril é definitivamente o Mês da Educação Financeira, e ano passado fiz a minha contribuição iniciando uma série de posts detalhando o básico da educação financeira aqui no Pinguim Investidor.

No decorrer daquele ano, muitas coisas mudaram na minha situação financeira, e tive um novo desafio na declaração do meu imposto de renda: Fundos de Investimentos Imobiliários. Com o meu desvirginamento na renda variável e começo de geração de renda passiva via FIIs, que detalhei a cada fechamento mensal, meu patrimônio financeiro se tornou mais complexo, e finalmente na virada do ano tive que finalmente declará-los no imposto de renda.

No início, eu tinha um pequeno receio de entrar na renda variável porque temia que a declaração se tornaria muito complicada, mas eventualmente percebi que era o contrário: o tornar complexo do meu patrimônio se tornou um sinal que a minha situação financeira estava evoluindo! Portanto, passei algumas semanas pesquisando e consultando com o meu contador, e ao final de tudo declarado, resolvi documentar o passo a passo aqui.

Acredito no conceito de que quem sabe, ensina, portanto novamente vim trazer mais educação financeira para mais um mês de Abril na sua vida.

Acompanhe mais neste post o passo a passo de como declarar seus FIIs – e provavelmente muito se aplica às ações também – no IRPF deste ano.

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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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