Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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Fechamento Fevereiro 2020 – apertem os cintos!

Carnaval molhado, pânico na bolsa, ameaça do coronavírus e outras emoções grandes oscilaram Fevereiro deste ano bissexto. Será que é finalmente o fim dos tempos? Será que não teremos mais bons ventos financeiros, e que finalmente acabou o grande bull run iniciado no ano passado?

Independente dos acontecidos, estou mais otimista do que nunca quanto aos investimentos. A verdade é que o pânico no fim de Fevereiro deixou muitos abalados e aterrorizados, achando que seus patrimônios estão em risco quando a causa nem endêmica ao mercado brasileiro é. Mas e o Pinguim, saiu ileso em meio à carnificina toda?

A verdade é que não: como todo mundo investido, eu tive minhas perdas também. Mas ainda assim, não deixei que estas se tornassem razões para me abalar. Não foi prazeroso, como “rei da Bolsa” Luís Barsi afirmou, mas não é motivo para cair em depressão. De fato, eu passei esse período como qualquer outro na vida.

Vamos ver como me saí finaceiramente.

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Qual é a importância do fluxo de caixa na busca do FIRE?

O objetivo máximo que buscamos quando estamos investindo e preparando nosso futuro financeiro é renda passiva. Direta ou indiretamente, todos os nossos movimentos financeiros são planejados com o objetivo de se obter renda passiva deles no futuro. Por isso, eu considero o fluxo de caixa um conceito crucial quando avaliando a sua saúde financeira.

Saber o quanto você recebe mensalmente sem precisar trabalhar é um exercício importante para rastrear o seu progresso FIRE. E no momento que todo o seu fluxo de caixa consegue cobrir suas despesas mensais, você alcança a condição conhecida como independência financeira.

É imprenscindível começar a considerar a sua renda passiva total como a medida mais próxima da sua saúde financeira.

Expliquei sobre um conceito similar anteriormente, chamado de Cash Cow.

E você, considera mais importante ter renda passiva ou valorização dos ativos quando se trata de investimentos? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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Vida móvel e liberdade: lições de Amyr Klink para a comunidade FIRE

Uma das primeiras lições que aprendemos quando nos educamos sobre a independência financeira é o conceito de ativos e passivos, e a diferença entre eles. Ironicamente, esta é também uma das mais dolorosas, pois muitas vezes estamos psicologicamente instruídos a acreditar que nossa visão de sucesso envolve acumular bens de consumo que são, essencialmente, passivos e não nos trarão riqueza. Destruir esta crença limitante que coisas como carros ou casas não são ativos e – de fato – te emprobrecem é difícil, e como evidência vemos várias histórias de como celebridades bem pagas rapidamente vão à falência.

Já escrevi em diversos posts anteriores como os passivos se tornam uma âncora pesando nas suas finanças pessoais, mas existe um outro lado menos mencionados sobre os outros malefícios associados com o acúmulo de passivos: a perda da liberdade. Este lado menos explorado da história se tornou claro para mim quando li uma entrevista com o navegador brasileiro Amyr Klink, que se tornou famoso ao cruzar o Atlântico num barco à remo nos anos 80, e circumnavegar a Antártida em 1998.

Esta entrevista me surpreendeu porque à primeira vista não reconhecia Klink como um escritor de finanças, mas posteriormente descobri que ele é formado em economia. Suas experiências vivendo no mar deram a ele alguns insights importantes a respeito de como podemos viver mais eficientes e mais ricos se simplesmente largarmos a possessão de passivos, e passássemos a alugá-los quando necessário.

Este não me é um conceito novo, mas lendo a entrevista de Klink, pude ter um novo insight sobre a não-acumulação de passivos: a mobilidade que ganhamos na vida por não ter algo que nos prenda a um certo lugar ou circunstância.

Quais lições Amyr Klink pode ensinar para a comunidade FIRE?

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FIRE no futuro: como acertar um alvo móvel?

A matemática por trás da Independência Financeira é simples, e não requer conhecimento matemático avançado: pegue o valor do seu custo de vida total mensal, adicione uma margem de segurança, e multiplique o resultado por 300. O número que você obter é o valor do seu patrimônio mínimo necessário para obter renda passiva suficiente para cobrir seus custos sem que o patrimônio principal se derreta e com o menor risco disponível.

Simples e direta, esta fórmula é importante e prática na hora de se planejar e estabelecer metas, e eu a utilizo com frequência ao introduzir finanças pessoais para os outros, ou conversar sobre ela com a minha família. Porém, enquanto esta fórmula é manjada por todos no âmbito das finanças pessoais, há um detalhe importantíssimo que esta simples fórmula omite, até porque é fora do seu escopo prevê-la: a inflação.

Esta queridinha é importante análise do FIRE porque coloca dois fatores em campo que muitos se esquecem na ansiedade de decidir em que ponto parar: o tempo e o poder de compra do seu dinheiro. Ambos são indesejáveis, mas são necessários para fazer uma análise de risco completa – sem eles, todo o seu planejamento e execução podem ser penalizados gravemente no futuro quando você descobrir que seu dinheiro planejado tão cuidadosamente lá atrás não consegue suprir suas necessidades ou vontades.

Como você deve considerar a inflação na hora de estabelecer suas metas do FIRE? Incluindo-a como um alvo móvel no alcance da independência financeira.

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Elenco do Chaves falido: Por que tantos artistas entram em falência?

Há algumas semanas saiu um artigo falando que a atriz Mexicana Maria Antonieta de las Nieves, que interpretava a personagem Chiquinha do Chaves, está com dificuldades financeiras. A notícia pode vir como uma pequena supresa, mas na verdade não é a primeira vez que o elenco do Chaves enfrenta dificuldades financeiras; Rubén Aguirre, o professor Girafales, já estava com dificuldades nos seus últimos anos de vida, e mais recentemente a Dona Florinda também revelou que passa dificuldades que a forçaram a vender a sua própria casa.

Não estou aqui para julgar a dificuldade da vida de ninguém, mas é triste que no caso da Chiquinha e do Girafales, ambos tiveram problemas financeiros por conta dos altos custos dos tratamentos de saúde. Ninguém acredita muito que os custos de vida poderão inflar com o tempo até ver um caso como esse, especialmente se os objetivos são pequenos demais, e por isso é necessário planejar a fundo várias camadas de emergências financeiras para poder acomodar tais incertezas.

O mais interessante, porém, é que este padrão não se limita ao elenco do Chaves. Se pesquisarmos sobre celebridades falidas, veremos que a mesma história se repete com vários outros artistas, cantores e atletas com cachês e salários altíssimos e que, de alguma forma, conseguem perder todo o seu patrimônio ou pior: se endividam em milhões de dólares. E todas estas histórias possuem uma causa-raíz em comum.

Qual é este elemento? Falta de ativos.

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3 Mitos da Renda Passiva explicados

A renda passiva é tida por muitos como o Santo Graal da Independência Financeira. “Se você não encontrar um jeito de ganhar dinheiro enquanto dorme, você vai trabalhar até morrer” já dizia o Warren Buffett. Robert Kiyosaki, em seu livro Rich Dad’s guide to Investing, diz que o objetivo do investidor sofisticado é converter renda salarial em renda passiva ou renda de portfólio. E nem precisamos falar dos inúmeros vídeos do YouTube mencionando jeitos de se ganhar dinheiro de forma “passiva” pela internet.

Claramente, a renda passiva é importantíssima para a saúde financeira de qualquer indivíduo e, no caso dos mais ricos, ocupa a maior parte da renda recebida por eles. Porém, assim como muitos outros termos que caíram na moda, houve uma distorção no entendimento desta expressão, e assim muitos algumas pessoas se confundem sobre o que realmente implica a renda passiva e como ela funciona de na prática. Este post irá clarificar alguns desentendimentos comuns.

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“Cash Cow” e a estruturação defensiva do patrimônio

No mundo da IF, os objetivos-base são simples. A meta é obter um patrimônio que, retirando até 4% por ano, lhe traga uma renda suficiente para cobrir suas despesas com uma margem de segurança incluída.

Embora existam várias alternativas para alcançar o objetivo, é frequentemente mais eficiente estabelecer regras simples para acumulação de patrimônio, e simplesmente aumentar a intensidade das regras seguidas enquanto evolui.

Neste post, apresento uma técnica que pode ser utilizada defensivamente para aumentar o patrimônio e também aumentar a renda passiva disponibilizada por ele. É uma técnica que apelidei de cash cow, e consiste em formar uma fonte de renda passiva defensiva e utilizar da renda desta para crescer o patrimônio.

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