O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência

Um dos fatos menos conhecidos da vida, profissional ou pessoal, é que você tem mais escolha sobre as batalhas e partidas que você disputa do que você imagina. E como todo bom jogo, é melhor escolher aqueles que você sabe que irá ganhar.

Nas finanças não poderia ser diferente – enriquecer pode ter vários significados, mas aquele que você atrela mais valor é o que você deve escolher como objetivo. Será que 1 milhão dá? Talvez 5? Talvez menos de 1 milhão com as condições corretas? A resposta dependerá do seu conceito de suficiência e planejamento, mas felizmente existem maneiras que você pode definir este objetivo, uma das clássicas sendo a boa e velha regra dos 4%.

É importante, porém, saber que existe um objetivo definido, onde você tem uma idéia pré-concebida de como isto é. A falta deste objetivo lhe deixa vulnerável à sugestões e ganância alheia, perpetuada principalmente por conta de agências de marketing, que com muito prazer irão mostrar a você outros objetivos que os favorecem mais do a você mesmo. Novamente, saber definir sua autossuficiência e objetivos financeiros é mais importante do que vocẽ imagina.

Neste episódio, mostro algumas formas como.

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Aposentadoria móvel e flexibilidade – ainda podemos confiar na regra dos 4%?

A maior fraqueza dos adeptos à filosofia FIRE (acrônimo para independência financeira, aposentadoria precoce em inglês) é a mesma coisa que os torna poderosos em primeiro lugar: os seus investimentos. Quando seguimos a filosofia à risca, buscamos acumular patrimônio investido para obter renda passiva o suficiente para cobrir todos os nossos gastos de vida – numa condição conhecida como Independência Financeira. Um conceito simples, mas que revolve em torno de uma questão de ouro: quanto, exatamente, é necessário para isso acontecer?

Como praxe, utiliza-se uma famosa guia conhecida como regra dos 4%, descoberta inicialmente pelo americano William P. Bengen em 1996. O estudo de Bengen e o Trinity Institute concluiu que, historicamente falando, recém-aposentados poderiam sacar anualmente até 4% das suas carteiras de investimento sem ficar sem dinheiro durante o resto da vida. Este número ficou tão famoso que nomeou a regra, e ficou conhecida como taxa segura de retirada (TSR).

Por trás da brilhante simplicidade desta fórmula, porém, existem vários pressupostos ocultos que, embora comuns no ambiente estudado por Bengen, podem ser longe da realidade de um FIRE brasileiro. E quando sua estratégia inteira de aposentadoria se baseia nesta única fórmula, um erro de cálculo pode se tornar um desastre no longo prazo.

Durante o começo da crise do coronavírus em 2020, muitos corretamente se questionaram sobre a validade da regra dos 4% num ambiente econômico mais volátil e menos maduro como o Brasil, culminando com o post da Yuka do Viver Sem Pressa onde ela disserta sobre a necessidade da flexibilidade numa vida pós-FIRE no Brasil. E em meio a tudo isso, com a bolsa novamente se recuperando, a velha pergunta permanece: ainda podemos confiar na regra dos 4%, afinal?

A realidade é que, embora sua aplicabilidade seja duvidosa num cenário de países em desenvolvimento, ainda podemos utilizá-la como um guia para o nosso macroplanejamento financeiro. Veja neste post como.

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