O princípio Charlie Chaplin na sua vida financeira

Por que você fala tanto só de dinheiro e não vai viver a vida ao invés disso?

Você está se privando em achar que deve apenas ganhar dinheiro, aportar e reinvestir os ganhos.

O fulaninho do Instagram está lá vivendo a vida e ostentando, como deve ser feito. E você?

Atire a primeira pedra quem vive a filosofia do FIRE e nunca ouviu alguma variante do conteúdo acima em algum comentário bem ou mal-intencionado. Tal como muitos grupos de minoria que pregam um conceito pouco popular, nós do FIRE frequentemente nos tornamos alvos de tal críticas por possivelmente representar uma ameaça ao “padrão” alheio.

Se nos deixarmos levar pela correnteza, e sermos empurrados por aquilo que é considerável aceitável, teremos apenas um destino em nossas vidas: mediocridade. Desviar desta corrente e pular as barreiras tem um custo de esforço e até talvez algum sacrifício, mas traz recompensas enormes para quem se manteve fiel. Assim, muito da jornada até a sonhada independência financeira acaba sendo um jogo mental de resistência, onde nosso objetivo é nos mantermos focados e motivados até que nossos objetivos financeiros sejam alcançados.

Para auxiliar nesta jornada, vários artefatos psicológicos podem ser utilizados, como o clássico Pacto de Ulysses que nos segura as tentações. Neste post, introduzo um outro artifício ainda mais simples, e que se estende além do âmbito financeiro para a sua vida pessoal em geral. Embora eu desconheça um nome formal para isto, tornei a chamá-lo de Princípio Charlie Chaplin graças à uma famosa anedota do ator,

Vejamos mais a respeito deste conceito a seguir.

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Podcast do Pinguim: Por que as “Zebras” acontecem? Evite que seu planejamento financeiro vá por água abaixo

Já vimos esta cena várias vezes: o campeão, o favorito do torneio vai para a final e a expectativa é que a partida já está no papo. Este campeão está defendendo o título pela enésima vez, e toda a preparação que teve praticamente garante que o jogo está ganho para o lado dele – o adversário não tem chance alguma. O apito dispara e a partida começa…

… e ao fim do jogo, o campeão invicto e até então indestrutível perdeu inexplicavelmente. Simplesmente sua habilidade derreteu e não conseguiram jogar direito.

No linguajar do futebol, acabou-se de se presenciar uma Zebra. Todo o expertise do treinamento e da partida de repente é perdido e o time aparenta ter voltado à época de treinamento quando não tinham aquela habilidade.

Este fenômeno cômico acontece não só no futebol e também não só com os times e jogadores de elite, mas também com nós mesmos, especialmente quando estamos sendo observados por outras pessoas. E por conta desta pressão social, podemos falhar em áreas críticas também, especialmente quando uma recompensa em dinheiro é envolvida.

Veja neste episódio como e por que este efeito acontece, e como você pode evitar que ele arruine as suas finanças no futuro.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi porque vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Podcast do Pinguim: o Fly-by-wire e os investimentos

Na aviação moderna, os pilotos são treinados a, especialmente sob condições ruins de tempo ou durante combate, esquecer as janelas e seus sensos e confiar apenas naquilo que seus instrumentos de voo lhe trazem de informação. Aviões são complexos e grandes, portanto este grande número de instrumentos sempre trará informações mais precisas do que o instinto do piloto poderá prever.

É por isso que, por exemplo, as aeronaves passam por uma checagem extensa em solo antes de decolar para garantir que todos os instrumentos estejam calibrados, e falhas em tais sistemas tendem a ser fatais para o voo.

Nos investimentos, acontece algo parecido: enquanto muitos tentam “medir a temperatura” do mercado através de variáveis como tendências históricas e preço dos ativos, o verdadeiro controle e informações valiosas estão em outras variáveis que o mercado não mostra: P/L, margens operacionais, histórico de lucro e dívida, etc. E tal como nos voos, quem pilota seus investimentos sem confiar nestes instrumentos frequentemente acaba na miséria.

Veja mais neste episódio.

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Podcast do Pinguim – Como o controle emocional lhe traz maiores retornos

No começo dos anos 70, pesquisadores da universidade de Stanford realizaram um experimento bem peculiar. Colocaram várias crianças individualmente numa sala fechada na companhia de um solitário marshmallow num prato. A escolha dada à criança era: comer o marshmallow agora, ou esperar dez minutos para conseguir comer dois.

Na hora, o experimento apenas mediu o autocontrole das crianças, mas o maior resultado na verdade veio anos depois: os pesquisadores descobriram que as crianças que conseguiram esperar o segundo marshmallow foram muito mais bem sucedidas na vida, entrando em melhores faculdades, pegandos empregos melhores, etc.

O que esse experimento nos mostra é o poder que o autocontrole racional possui na nossa habilidade de produzir e obter sucesso. E isto se aplica diretamente nos investimentos – aqueles que controlam seu medo e ganância são recompensados com retornos muito melhores ao longo do tempo. Tanto segurar em tempos de queda quanto não comprar em tempos de alta são habilidades racionais valiosíssimas, e tornam os investidores de sucesso exceções na curva.

Veja como isso acontece neste episódio.

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Confisco da Poupança? Só botando a mão no vespeiro

Em épocas de crises financeiras que prosseguem as bolhas, é comum um grande ar de pessimismo que beira um tom apocalíptico, onde muitos acreditam que a economia não irá se recuperar e será o fim do mundo como o conhecemos. Mas embora muitos vejam a bolsa caindo e as ações se desvalorizando como um mero efeito colateral sem muito impacto para eles em si (principalmente por conta deles não investirem), o verdadeiro pânico se inicia quando é mencionado um velho “fantasma” da economia brasileira: o confisco da poupança.

Leitores mais velhos podem até ter seus calafrios sobre o início do Plano Collor em 16 de março de 1990, quando a poupança foi congelada da noite para o dia numa tentativa nada delicada de conter a grande inflação monetária do país. E enquanto a eficiência desta abordagem com uma delicadeza de elefante é debatível, o trauma na população foi definitivo: até hoje, quando existem sombras de crise, as pessoas entram em pânico com a mera possibilidade disso acontecer novamente. Felizmente, porém, o cenário financeiro atual é bem diferente do anterior e algumas medidas legais e financeiras atuais tornam esta possibilidade muito mais remota.

Embora nós como investidores estejamos muito mais preocupados com o movimento da bolsa e dos nossos investimentos, um confisco ou congelamento da poupança ainda afetaria a todos. Elaborarei sobre como um cenário destes atualmente é pouco provável e como prosseguir a respeito disso neste post.

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O dinheiro como uma ilusão do valor: como encarar o dinheiro para usufruir dele ao máximo?

Quando ouço frases como “Não quero investir em ações porque é arriscado,” “a bolsa está caindo, não é uma boa hora para investir,” entendo que quem fala não compreende qual é o verdadeiro valor do dinheiro.

A verdadeira percepção de risco está naquilo que você entende ou não. Frequentemente quem não entende o funcionamento do mercado, suas oscilações e ciclos é o primeiro a chamá-lo de arriscado, quando existem outras formas de investimentos com riscos muito maiores e disfarçados. Saber tratar o dinheiro como uma ilusão auxilia na hora de lidar com a psicologia de investir. E, em casos de percepção de pânico na bolsa como o cenário atual com o coronavírus em fundo, ter esta percepção correta é mais importante do que nunca.

Mencionei este conceito anteriormente num outro post, onde abordei o conceito de volatilidade vs risco, e me aprofundo mais neste vídeo.


Como você faz para lidar com o impacto psicológico de investir? Já chegou a considerar o dinheiro como uma ilusão? Escreva nos comentários!

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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Você deixa o medo de influenciar?

É natural sentirmos medo ao tentarmos alguma coisa nova, ou lidar com alguma situação desconhecida. Porém, devemos nos relembrar que este medo não deve influenciar nas nossas decisões racionais de vida. Devemos sentir o medo mas não deixar que ele nos controle.

Recentemente, com o espalhar do Coronavírus e as notícias se alastrando ainda mais, precisamos mais do que nunca nos lembrar deste conceito que, se não considerado, poderá até nos prejudicar financeiramente.

Como devemos lidar com o medo para nos proteger mentalmente e financeiramente? Veja neste vídeo até o fim.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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Resolvendo a curto e longo prazo

No decorrer da rotina diária da cidade, temos aquela impressão que sempre estamos na correria. Não tenho tempo para isso, não vai dar para fazer aquilo. Estou ocupado, me desculpe. Quem tem tempo para cuidar disso, diante da correria da vida moderna? Desculpa, não tive tempo para ver isso.

Quem nunca viveu por estas situações desde adulto? Enquanto nossa percepção é relativa, e muitas vezes a falta de tempo é simplesmente a vontade de fazer coisas demais, ela nos leva a acreditar que temos que resolver nossos problemas da maneira mais rápida possível a fim de nos economizar tempo para outras tarefas importantes.

Infelizmente, este mindset de operar sempre no ambiente mais próximo pode ser exatamente a razão pela qual os problemas diários se tornam recorrentes. Essencialmente, ao optar por uma solução a curto prazo, frequentemente estamos sacrificando uma solução definitiva eficiente por uma paliativa que nos custa menos tempo ou esforço.

Ao pensarmos sempre no imediatismo, naquilo que nos facilitará imediatamente, estamos simplesmente resolvendo uma ocorrência a curto prazo, mas deixando de solucionar a causa do problema maior ao longo prazo. Ao fazer isto, uma pessoa essencialmente tenta tapar o sol com a peneira, porque o tempo que ela passará resolvendo o mesmo problema corriqueiramente seria o tempo que ela poderia ter utilizado para resolver a causa-raíz do problema de uma vez para sempre.

Esta dualidade infelizmente também se reflete no âmbito financeiro. O imediatismo nos causa a “apagar nossos incêndios” financeiros com soluções paliativas que muitas vezes se tornam problemas consequentes em si mesmas – pense nas consequências que um empréstimo não pago pode ter. Como, então, podemos nos resguardar destas situações perigosas e sermos mais eficientes com nossas soluções ao longo prazo? Vejamos neste post.

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FOMO: provavelmente a sigla mais destrutiva da sua vida

Você está sozinho de noite, fazendo alguma coisa produtiva que planejou anteriormente para desenvolver alguma das suas habilidades, e vê no seu celular o seu timeline: pessoas “se divertindo” de inúmeras formas que você não poderia ter imaginado. Selfies com sorrisos, língua de fora, copos e taças brilhantes com bebidas e ambientes luxuosos.

Neste momento, aquele sentimento ataca. Aquele que cria uma ansiedade e faz uma insegurança começar a borbulhar por dentro de você. Aquele que faz você se preocupar com e questionar a sua escolha para hoje à noite. Aquele que te deixa deprimido por achar que todos ao seu redor estão vivendo um momento melhor do que o seu. E, se deixado crescer descontroladamente, poderá acabar com a sua saúde mental.

Você pode conhecer este sentimento por vários nomes, mas eu me refiro a ele por FOMO, significando Fear Of Missing Out en Inglês.

Ao passo que FOMO pode ser inicialmente dispensado como uma coisa insignificante, como uma coisa de adolescentes tentando se tornar popular na escola, mas graças à onipresença das mídias sociais e propaganda nos dias atuais, tal tendência se espalhou para quase todas as nossas premissas atuais. Happy hours do trabalho, noitadas em bares e boates, e férias paradisíacas invadem nossos espaços mais frequentemente do que imaginamos. E nós mesmos, na nossa curiosidade humana, sabotamos nossa sanidade querendo saber mais, numa manobra com um pequeno toque masoquista.

O efeito “oposto” ao FOMO também existe. Não tenho um nome para ele, mas você também conhece: é aquela aversão em “perder qualquer oportunidade” que leva a pessoa a tentar estar em mais lugares e fazer a maior quantidade de coisas possíveis. Os efeitos de uma vida hedonística como esta são desastrosos: exaustão, depressão quando não conseguem honrar suas próprias expectativas e um rombo enorme no bolso.

É quase impossível achar alguém que consiga se livrar 100% do FOMO, e eu mesmo sou “vítima” dele frequentemente. Porém, com uma aplicação de racionalidade e disciplina, junto a um planejamento consciente, consegui reverter muitos dos efeitos que o FOMO costumava ter na minha vida. Neste post vou compartilhar algumas técnicas que me ajudaram neste caminho.

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