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Podcast do Pinguim – Como o controle emocional lhe traz maiores retornos

No começo dos anos 70, pesquisadores da universidade de Stanford realizaram um experimento bem peculiar. Colocaram várias crianças individualmente numa sala fechada na companhia de um solitário marshmallow num prato. A escolha dada à criança era: comer o marshmallow agora, ou esperar dez minutos para conseguir comer dois.

Na hora, o experimento apenas mediu o autocontrole das crianças, mas o maior resultado na verdade veio anos depois: os pesquisadores descobriram que as crianças que conseguiram esperar o segundo marshmallow foram muito mais bem sucedidas na vida, entrando em melhores faculdades, pegandos empregos melhores, etc.

O que esse experimento nos mostra é o poder que o autocontrole racional possui na nossa habilidade de produzir e obter sucesso. E isto se aplica diretamente nos investimentos – aqueles que controlam seu medo e ganância são recompensados com retornos muito melhores ao longo do tempo. Tanto segurar em tempos de queda quanto não comprar em tempos de alta são habilidades racionais valiosíssimas, e tornam os investidores de sucesso exceções na curva.

Veja como isso acontece neste episódio.

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Mais um emprego não vai te salvar

Quando se trata do esporte favorito de todos, reclamar deveria estar rankeado entre um dos top 5. Infelizmente, a maioria pratica este hábito destrutivo com tanta naturalidade que ne chegam a perceber que estão de fato perpetuando o hábito. Reclama-se de tudo, da vida, da cidade, da política, da família e – acima de tudo – da situação financeira atual.

Tratando do assunto das suas finanças pessoais, a maioria acredita que, não importa qual a sua situação financeira atual, tudo seria melhor se simplesmente tivessem um emprego melhor. Um chefe mais compreensivo, uma rotina menos estressante, um local de trabalho mais acessível. Ah sim, e com certeza um salário maior. Elas predicam o se sucesso financeiro (ou falta de) num único fator fora do seu controle que é o trabalho e o salário recebido. Não só esta visão de dependência completa sobre o trabalho é extremamente limitante, mas ela também se torna o fator primário pelo qual elas passam a detestar o trabalho.

O grande problema é que, ao contrário do que as gerações anteriores acreditavam e seguiam, hoje em dia apenas um emprego melhor não vai salvar a sua vida financeira. Existem muitos fatores na atualidade que jogam contra você que simplesmente não existiam nas gerações passadas, que acreditavam em salários vitalícios, empresas perenes e um Estado “coruja” capaz de sustentar a todos. Uma população cada vez mais velha, competição cada vez maior e uma cultura de crescente outsourcing significa que o conceito de salário se torna cada dia menos poderoso e mais incerto quando se olha para o futuro.

Como, num cenário incerto e caótico como este, você deve então garantir a sua segurança financeira? A resposta, novamente, é: investindo.

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Quantas aposentadorias você já gastou na vida?

Solange mistura o açúcar no café olhando para baixo. “Está ficando difícil, Pinguim,” ela diz. Do auge dos seus 36 anos de idade e uma carreira brilhante de uma próspera empresa, a gerente de operações passa uma tarde de sábado em off comigo conversando num restaurante e me contando como estão as coisas e como vai sua vida ultimamente.

Uma pessoa trabalhadora, batalhadora e – há quem diga – para quem a sorte sorriu mais de uma vez, Solange veio de uma pequena cidade do interior do Rio de Janeiro para começar a vida profissional na cidade maravilhosa. Terminada a faculdade, conseguiu um emprego rapidamente e viu sua carreira subir de forma brilhante. Tornou-se o braço direito de vários diretores da empresa e obteve um salário de cinco figuras numa rápida escala, mergulhando assim na vida dos ricos rapidamente.

Esta mudança brutal, porém, não passou despercebida: Solange ajustara seu estilo de vida quase que imediatamente para “fazer jus” ao seu novo patamar salarial. Dez mil reais ao mês e obteve um carro novo. Quinze mil ao mês, seu primeiro apartamento comprado. Vinte mil, mudou-se com o marido para o segundo, e maior, apê. Isto sem contar viagens e procedimentos que “rechearam” os gastos entre um aumento e outro.

Solange nunca foi inconsequente com seus gastos, e felizmente nunca contraiu uma dívida ou passou por apertos financeiros. Ela sempre soube da importância de poupar para satisfazer seus desejos financeiros de curto prazo, e munida de um salário a princípio infindável, conseguia facilmente atendê-los sem risco ou sacrifício algum.

Por trás desta vida a princípio perfeita, porém, haviam muitos problemas enterrados. O ambiente de trabalho era pesado. Em algum momento nos últimos cinco anos, a situação começou a afundar. O prazer em servir e ser produtiva foi se esgotando. O trabalho passou a ser mais um fardo do que uma fonte de renda, e ela se tornou cansada daquelas cobranças constantes e broncas vindas do “alto escalão” imperfurável da empresa. E mais recentemente, tornou-se saudosa, pensando na sua vida de infância e adolescência na pequena cidade de onde veio, onde tinha uma vida pacata e tranquila, e como era a vida lá sem a pressão que sofre atualmente.

“Desejo muito voltar, viver perto da minha mãe e da minha família. Mas temo que nunca mais vou conseguir encontrar um emprego com um salário destes se eu fizer isto. A verdade é que eu não posso sair deste emprego. Por isso continuo aqui, me arrastando diariamente para sobreviver.”

E com as lágrimas se formando nos seus olhos, naquela hora tive que encará-la para lhe falar uma dura lição. Uma lição que ela não queria ouvir, mas provém a dura verdade. E a verdade é que a Solange já poderia ter se aposentado e saído deste emprego há anos – mas ela optou por gastar esta liberdade comprando outras coisas que julgou mais importante.

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De quem você obtém seus conselhos financeiros?

Quando começamos a investir, é normal termos muitas dúvidas e perguntas sobre ao assunto. Para aprender mais, utilizamos do mesmo método de sempre: perguntar aos mais experientes. Porém, ao nos consultarmos, especialmente para um serviço gratuito, temos que nos atentar quanto à possibilidade daquela pessoa estar com segundas intenções por trás da aparente vontade de te ajudar. E quando se trata de auxílio financeiro, quase sempre o gerente do seu banco possui outros interesses além dos seus. Tal como influencers e outras “estrelas” das finanças.

Por que esta tendência existe? Pela mesma razão pela qual você não iria pedir a um açougueiro conselhos de dieta.

Veja a explicação em detalhes neste vídeo.

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Podcast do Pinguim: Quando estará bom para se preparar financeiramente?

“Não reze por uma chuva mais fraca; reze por um guarda-chuva mais forte” – Provérbio Inglês.

Quando se trata de planejamento financeiro, preparação é mais do que uma palavra-chave: é o fator crucial e vital que dirige o projeto inteiro. Uma pessoa bem-preparada financeiramente está sempre pronta para enfrentar qualquer crise financeira e virar o jogo, ou até mesmo aproveitar para comprar ativos em preços deprimidos.

Infelizmente, a maioria esmagadora das pessoas falha em ver a necessidade disto: elas esperam os tempos ficarem ruins para começarem a pensar no seu planejamento financeiro. Podemos ver esta tendência atualmente com o milhões dependendo do auxílio do governo para a crise do COVID-19, mas esta mesma situação se repetiu entre 2010 e 2012 quando o Brasil teve um boom econômico, e as pessoas aproveitaram para se “sentirem ricas” e acharam melhor gastarem seu dinheiro em extravagâncias ao invés de se prepararem enquanto os tempos eram bons. O período de crise entre 2014 a 2017 novamente as provou o contrário.

Você está atualmente passando por mais um teste econômico, e a lição que fica é essa: é melhor se preparar em bons tempos para passar os maus tempos com tranquilidade. Veja mais nesse episódio.

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Ouro é investimento? E prata? E o dólar? E bitcoin?

Em tempos de crise, é comum que as pessoas percam a fé nos investimentos tradicionais da bolsa como ações e fundos imobiliários e comecem a pensar em maneiras de se proteger contra oscilações “arriscadas” do mercado. Nestas horas, tornam-se populares as medidas de hedging que os grandes gestores de fundos de investimentos adquirem para “amenizar” as quedas da renda variável, mas para amaior parte dos investidores pequenos e iniciantes, seus patrimônios não possuem alavancagem o suficiente para ter um efeito significante.

É comum ouvirmos nessas horas sobre alguns ativos como ouro, prata e o dólar como “seguros” contra a crise, e que o bom investidor deve tê-las sempre com um certo peso em suas carteiras. Ao passo que estes veículos são mesmo ativos no sentido de tenderem a se valorizar com o tempo ao contrário de passivos financeiros, eu não os incluo na minha definição formal sobre o que um investimento deve ser e prover.

Isso não significa que você não deve investir em metais preciosos, commodities, moedas ou terrenos – apenas que para mim, todas estas classes não se enquadram com a minha filosofia de investimentos. Explicarei neste post o por quê.

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Qual é a diferença entre investir e poupar?

Embora muitas vezes utilizados como sinônimos, Investir e Economizar são ações diferentes com propósitos e abordagens diferentes. E, ao contrário da hype que exista no YouTube sobre como “poupar é coisa do passado, você deve investir,” ambos são igualmente necessárias para atingir uma situação financeira tranquila e próspera.

Alguns fatores como horizonte de tempo, objetivo financeiro e dinâmica de aplicação e liquidez são necessárias para decidir quando e como realizar cada um dos dois, e nestes pontos, os dois são quase opostos polares. Por isso, confundir investimento com poupança pode ser perigoso para a sua situação financeira, especialmente quando se trata de alguns imprevistos onde você pode precisar acessar o dinheiro investido mais cedo do que planejado.

Conheça as diferenças cruciais entre o investimento e a poupança neste vídeo.

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Acabe com a sua miopia financeira antes que ela acabe com o seu patrimônio

Qual é o melhor investimento para se fazer agora?
Quais investimentos posso fazer para um ou dois anos?
Existe investimento para menos de um ano?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre três pilares básicos necessários para alimentar este processo: receita, economia e investimentos. Qualquer um, independente do seu salário, consegue se tornar rico sob qualquer circunstância se simplesmente maximizar estas três variáveis. Porém, há um ingrediente comum necessário por trás de todo o processo: o tempo.

Qualquer pessoa que se aventura no mundo dos investimentos eventualmente passa a conhecer o famoso termo dos Juros Compostos, que rendem sobre o dinheiro aplicado e também sobre os juros rendidos sobre eles mesmos, numa forma de recursividade matemática. E a mágica destes novamente revolve sobre o fator do tempo, é só através do tempo que os rendimentos se acumulam de uma forma apelidada de efeito bola de neve.

Por conta desta dependência crucial sobre o tempo, é ilógico pensar em não utilizar o tempo para contribuir para o seu enriquecimento, mas a presença de perguntas como as do início deste post em vários fóruns na internet nos mostra que muitas pessoas não compreendem este aspecto dos investimentos. Elas sofrem da tão comum miopia financeira, que as força a planejar, pensar e agir a curto prazo. Se a primeira vista levar ao curto prazo é ruim para o enriquecimento, esta prática também se torna detrimental para a sua situação financeira ao longo do tempo.

Veremos neste post como esta miopia financeira pode causar mais problemas do que parece a princípio.

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Como comprar um carro de maneira inteligente

Quando se trata de passivos financeiros, sabemos que quase sempre são uma furada financeira esperando para acontecer. Passivos são tudo aquilo que não se valoriza com o tempo, possui custos adicionais de possessão, ou não produz um fluxo de caixa positivo para o investidor. Nesta categoria se enquadram sonhos de consumo comuns das pessoas como a casa própria, carro, e outros bens como eletrônicos e roupas.

Particularmente se tratando da casa e do carro, muitos possuem uma reação emocional adversa forte quando ditos que estes não são ativos financeiros, com suas depreciações, custos adicionais e impostos recorrentes. A verdade matemática, porém, não mente: o acúmulo compulsivo de passivos ao longo da vida é capaz de arruinar qualquer patrimônio, independente do salário que se recebe.

Na prática, porém, a situação nunca é tão preto-no-branco, e muitas pessoas acabam por depender de um carro particular para compensar a falta do transporte público em sua cidade ou no caso de famílias grandes que precisam de mobilidade. Portanto, mesmo que a vida sem passivos represente a perfeição teórica de uma vida financeiramente eficiente, na vida real pode ser necessário adquirir passivos ao longo da vida. Porém, a grande maioria realiza estas aquisições da maneira errada, financiando e se endividando para comprar e pagando uma quantia muito maior que o preço original no fim das contas.

Neste post, irei elaborar sobre como podemos comprar um passivo – como um carro próprio – de maneira correta, inteligente, e com o menor impacto financeiro possível.

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O primeiro passo para você se tornar realmente rico

Tornar-se rico é uma tarefa tão mental quanto prática, e muito esforço é necessário para quebrar crenças negativas quanto ao dinheiro, e implantar a idéia da riqueza na sua mente.

Porém, não importa quanto preparo mental você tenha, não é possível alcançar o estado de riqueza final sem colocar na prática um hábito crucial na sua rotina: pagar-se primeiro.

Pagar-se primeiro significa você receber e investir os frutos do seu trabalho e esforço antes de qualquer outra prioridade, seja ela as suas contas, serviços, bens ou lazeres. Se você não fizer este tipo de priorização, não irá enriquecer, pois estará tratando a sua riqueza sempre como secundária a alguma outra coisa.

Veja como você coloca este conceito fundamental para a riqueza neste vídeo.

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