Enriquecer precisa ser um Sacrifício?

Quando investimos, sem dúvida nosso maior inimigo é nós mesmos, especificamente nossas emoções – que jogam contra nós quando precisamos ser racionais e tomar decisões calculadas.

Muitas vezes, elas nos impedem até mesmo de começar a investir por medo ou a sensação que estamos “deixando de aproveitar” ao investir o dinheiro ao invés de gastá-lo.

Na realidade, porém, nada poderia ser mais distante da verdade. Investir nunca deve significar sacrifício.

As sensações de segurança, prosperidade e conforto que provém de um portfólio avançado de investimentos são razão mais do que suficiente para “acalmar” qualquer um destes pensamentos de medo que podem surgir. E na prática, você não está se privando da oportunidade de gastar e aproveitar – você pode separar os horizontes e escopos dos investimentos que faz. Um exemplo seria aportar 50% para longo prazo (aposentadoria, etc), e 50% para curto prazo (viagens, uma compra grande, faculdade ou curso, etc).

Descubra neste vídeo como você se prepara mentalmente para lidar com estas tentações emocionais sobre investir e poupar.

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Sobre o Adultear

Sem dúvida um dos maiores desafios da vida é se preparar para a vida adulta. Tenho certeza que você também passou por tempos turbulentos durante a fase dos 18 aos 20 anos de idade, quando a escola estava para se acabar e as escolhas da vida adulta começaram a aparecer na sua frente, demandando ação direta: qual vestibular vai prestar? Qual faculdade você vai? Quando vai tirar a carteira de motorista? Qual carreira vai seguir no emprego?

Até então a sua vida era sempre o mesmo esquema: ir à escola, fazer o dever de casa, passar nas provas e talvez fazer os cursos extracurriculares à tarde. Todas as demais decisões eram gerenciadas por outras pessoas na sua vida, como pais, professores e diretores de escola. De repente, quando os 18 anos chegaram, você se tornou o único responsável, o piloto da sua própria vida. E você deve assumir o controle rápido porque as decisões estão só aumentando.

Entre mortos e feridos, todos nós sobrevivemos este período conturbado. Embora alguns olhem para este período com arrependimento, temos que nos lembrar que foram estas mesmas escolhas que trouxeram todas as nossas vitórias até agora. Elas são um motivo para nos orgulharmos. Porém, há de se dizer que poderia ter sido melhor. A falta de disseminação de conhecimento financeiro é um grande cúlprito entre a desinformação generalizada do período.

Nós podemos fazer da fase de “adultear” uma fase melhor para as próximas gerações, e neste post explico como isso pode ser possível se focarmos em ensinar conceitos mais práticos e sólidos. Talvez algumas das opiniões aqui soem um pouco controversas ou extremas, mas o importante é considerá-las – não necessariamente seguí-las. Se você possui filhos, este post pode lhe ajudar na hora de ver os ensinamentos que os passará quando a época chegar.

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Quando ser um “contrário” não é vantajoso

Até que descobrimos a independência financeira, geralmente vivemos uma vida bem padrão. Vamos para a escola, brincamos no nosso tempo livre, estudamos para o vestibular, fazemos faculdade e finalmente nos acomodamos no nosso trabalho nas próximas décadas. A partir daí, dinheiro é recurso para se divertir, comprar coisas que você não precisa, e outras das “felicidades” da vida adulta, como o happy hour, casa e carro próprio.

Em determinado momento, a educação financeira nos mostra que este modo de vida esbanjante é ineficiente, e estamos na verdade fazendo tudo errado. Aprendemos que os bancos não nos oferecem os melhores investimentos, que economizar e ser frugal não é sinônimo de deprivação ou limitação, e que o aporte constante é uma das forças mais poderosas do universo. Tendemos, então a nos tornar um termo que a finansfera gosta de jogar por aí: um contrário.

A essência do contrarianismo é que as oportunidades inexploradas se encontram além daquilo que é considerado popular, e atravessando o caminho menos explorado, podemos obter mais valor do que fazendo aquilo que é esperado da maioria.

Este mindset é rapidamente apontado como adotado por várias figuras bilionárias como Warren Buffett, Ray Dalio, que não seguem tendências de mercado, e traçam suas próprias estratégias impopulares de investimento com sucesso enorme. Empreendedores bem-sucedidos que “nadaram contra a maré das massas” em direção ao seu próprio sucesso também são apontados como contrários em seus próprios âmbitos.

Eu acredito profundamente que ser um contrário é essencial para atingir o sucesso – afinal, fazer parte da média é a antítese do sucesso. Porém, como tudo na vida, o contrarianismo deve ser balanceado dentre a vida total, e há uma hora e um contexto correto para aplicá-lo. Se abraçarmos a essência de ser um contrário em todos os momentos da vida, estaremos essencialmente nos tornando adversos e intragáveis para os grupos sociais nos quais participamos, resultando em simplesmente isolamento e oportunidades de networking perdidas.

Quais são alguns perigos de abordar o contrarianismo em todos os momentos da vida, e quais são os contextos onde ele se torna valioso?

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podcast do pinguim

Podcast do Pinguim – Proteja seu tempo

Qual é a importância que você dá para o seu tempo? Você acha que é possível “fazer mais tempo” em meio à sua rotina atual, ou você está saturado completamente?

A verdade é que mesmo em meio a muitas tarefas, é possível descobrir lacunas de tempo oriundas justamente da nossa ineficiência. Quando passamos tempo sem consciência em nossas ações, tendemos a perder mais tempo do que necessário. É por isso que quando dividimos e alocamos nosso tempo por lacunas (ex: de 1h ou 30min) tendemos a produzir mais.

Eu particularmente acredito que sempre é possível “resgatar” um pouco mais de tempo dos nossos dias, especialmente se considerarmos algumas partes comuns onde perdemos muito tempo, como o horário de almoço e o ir e vir do trabalho. Adicionalmente, tempo pode ser feito em casa se simplesmente optarmos por acordar um pouco mais cedo que de costume.

Neste episódio mostro como é possível recuperar parte do seu tempo diariamente simplesmente aplicando a consciência do tempo utilizado, e como isso pode fazer a diferença ao redor dos meses e anos acumulados.

Veja mais sobre a importância desta aplicação neste post.


O que você faz para viver uma vida mais consciente no dia a dia? Toma algum cuidado para proteger o seu tempo? Escreva nos comentários!

Se você ainda não fez, aproveite para se inscrever no meu podcast na Anchor.FM ou Spotify onde posto semanalmente um novo episódio.

Abraços e seguimos em frente!

É possível ficar rico investindo na poupança?

Seria possível ficar rico investindo apenas na poupança? Eu acredito que sim.

Será que deu a louca no Pinguim? Será que as perdas na crise causaram insanidade e regressão para os seus tempos pré-educação financeira? Será o fim da credibilidade deste site?

Muito pelo contrário. Mesmo com o medo e pânico generalizado na bolsa, estou calmo e mantendo o meu planejamento em curso. E enquanto há várias razões e casos nos quais devemos fazer uso da poupança e dos bancos durante o nosso curso até a independência financeira, acredito que a poupança não deve ser considerada uma forma sequer de investimento.

Ainda assim, concluo que é possível sim enriquecer e talvez até se tornar independente financeiramente até mesmo se o seu único investimento seja a caderneta de poupança. Como isso seria possível? A resposta envolve educação financeira e disciplina na rotina, e de longe não é a forma mais eficiente de se realizar a tarefa – mas não significa que seria impossível de realizar. O que isso prova, porém, é que enriquecer é uma questão matemática, e consequentemente possível para todos.

Vou mostrar como neste post.

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Como está sendo a minha primeira crise na bolsa de valores?

Já estamos há alguns meses vendo uma tendência de queda grande na bolsa de valores que muitos estão chegando a classificar como uma crise generalizada por conta de ambos o Coronavírus e a queda do preço do barril de petróleo.

Assim, junto de muitos outros que começaram recentemente, estou passando pela minha primeira experiência de crise na bolsa. Como estou sobrevivendo em meio a esta fase de “fim dos tempos” financeiros? Entrei em pânico e vendi tudo?

Nada, não sou sardinha para isso. Mas também não posso fingir ser o homem de ferro e dizer que não estou nem um pouco abalado com o derreter da renda variável.

A verdade é que a minha distância geográfica da bolsa me ajudou a manter a calma, e a minha disciplina foi responsável a manter em curso o meu plano de investimentos principal: investir regularmente e acumular capital de renda passiva a longo prazo. E quando tenho esta dose extra de receio, gosto de me relembrar da importância de manter a disciplina para fazer aquilo que é sensato mesmo em tempos de medo.

Em tempos como estes, suas melhores armas são exatamente estas: DCA (dollar-cost averaging) e cash cow (renda passiva constante e previsível). Veja mais sobre o meu planejamento e opinião perante a esta crise neste vídeo.

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Bancos: ruim com eles, pior sem.

O despertar da educação financeira é um processo interessante. Primeiro vem a fase da feliz ignorância: dinheiro é um “a mais” na vida, você poupa o que consegue, e gasta a diferença em passivos e outras coisas supérfluas. Reserva de emergência é aquilo que tem em conta corrente, reze para que nunca seja necessário utlizá-la. Investimento é coisa de gente rica e sabe-se lá o que se passa por trás dos bastidores.

Em seguida, a pessoa acorda e descobre que existe mais para a vida do que ficar cegamente ganhando e torrando dinheiro. Eventualmente ela descobre que o banco na verdade não é o seu amigo ou uma entidade prestativa – muito pelo contrário, ele mais parece um vilão, o seu maior inimigo financeiro. Durante esta fase, abomina-se o banco e busca-se todas as alternativas de investimentos que não o envolve. Corretoras independentes, fintechs e o Tesouro Direto se tornam os novos campeões do recém-chegado ao mundo dos investimentos. Poupança e previdência nunca mais!

Esta a situação que a maioria dos iniciados na educação financeira se encontra. Com o passar do tempo, porém, uma coisa engraçada acontece: ao amadurecermos financeiramente e ganharmos experiência e visão de longo prazo, o banco volta a se tornar um companheiro e possível auxiliador das nossas finanças pessoais. Este ponto contraditório se torna claro quando começamos a enxergar o banco como simplesmente uma ferramenta que deve ser usada da maneira certa.

Sim, você ainda precisa usar o banco para determinadas situações, mesmo sendo indocrinado a nunca utilizá-lo como diz a maior parte da educação financeira.

Como você pode utilizar o banco como uma ferramenta para o seu próprio benefício, e como combiná-lo com as outras entidades do seu arsenal financeiro? Vejamos neste post.

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Como o mindset de abundância faz a diferença entre ficar rico ou pobre na vida

Você enxerga a vida como uma batalha por recursos escassos ou um oceano de abundância esperando apenas que alguém o extraia? Se você respondeu escasso, tenho más notícias para você.

O Mindset de Abundância é crucial para empreendedores e investidores porque é o requerimento para não só acreditar que enriquecer é possível, mas também enxergar oportunidades para enriquecer ao redor da vida.

A música de Frank Sinatra “Pennies from Heaven” ilustra bem este ponto quando ela diz:

You’ll find your fortune
Fallin’ all over town
Be sure that your umbrella is upside down

Como você enxerga a abundância na sua vida? Você acha que dinheiro é um recurso escasso ou que pode ter um fluxo virtualmente infinito se simplesmente tomar as decisões corretas? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!


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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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Fechamento Fevereiro 2020 – apertem os cintos!

Carnaval molhado, pânico na bolsa, ameaça do coronavírus e outras emoções grandes oscilaram Fevereiro deste ano bissexto. Será que é finalmente o fim dos tempos? Será que não teremos mais bons ventos financeiros, e que finalmente acabou o grande bull run iniciado no ano passado?

Independente dos acontecidos, estou mais otimista do que nunca quanto aos investimentos. A verdade é que o pânico no fim de Fevereiro deixou muitos abalados e aterrorizados, achando que seus patrimônios estão em risco quando a causa nem endêmica ao mercado brasileiro é. Mas e o Pinguim, saiu ileso em meio à carnificina toda?

A verdade é que não: como todo mundo investido, eu tive minhas perdas também. Mas ainda assim, não deixei que estas se tornassem razões para me abalar. Não foi prazeroso, como “rei da Bolsa” Luís Barsi afirmou, mas não é motivo para cair em depressão. De fato, eu passei esse período como qualquer outro na vida.

Vamos ver como me saí finaceiramente.

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