O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência

Um dos fatos menos conhecidos da vida, profissional ou pessoal, é que você tem mais escolha sobre as batalhas e partidas que você disputa do que você imagina. E como todo bom jogo, é melhor escolher aqueles que você sabe que irá ganhar.

Nas finanças não poderia ser diferente – enriquecer pode ter vários significados, mas aquele que você atrela mais valor é o que você deve escolher como objetivo. Será que 1 milhão dá? Talvez 5? Talvez menos de 1 milhão com as condições corretas? A resposta dependerá do seu conceito de suficiência e planejamento, mas felizmente existem maneiras que você pode definir este objetivo, uma das clássicas sendo a boa e velha regra dos 4%.

É importante, porém, saber que existe um objetivo definido, onde você tem uma idéia pré-concebida de como isto é. A falta deste objetivo lhe deixa vulnerável à sugestões e ganância alheia, perpetuada principalmente por conta de agências de marketing, que com muito prazer irão mostrar a você outros objetivos que os favorecem mais do a você mesmo. Novamente, saber definir sua autossuficiência e objetivos financeiros é mais importante do que vocẽ imagina.

Neste episódio, mostro algumas formas como.

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Podcast do Pinguim: o poder da constância nas suas finanças

Investir e enriquecer são processos, e assim, beneficiam-se de uma rotina, hábito e disciplina. De nada, por exemplo, adiantaria economizar 80% do salário um único mês mas gastar 80% todos os outros. É a constância, primariamente auxiliada dos seus hábitos, que faz a máquina de enriquecer produzir os melhores resultados.

Nos investimentos também não é diferente: embora muitos erroneamente concluem que investir é um hábito apenas para os ricos, que possuem dinheiro para “fazer uma diferença,” não é tanto no tamanho do aporte quanto na frequência dele que a real diferença aparece. Aportar tanto em alta ou baixa é o que fará a diferença no longo prazo.

Neste episódio, exploro o poder da constância ao investir, e como poderá fazer a diferença no decorrer da vida.

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7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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Estudo de caso: o que você faz quando a mangueira de dinheiro seca?

O ano era 2006. Sentado à frente do monitor em mais um pacato dia no escritório, Carlos recebe uma ligação que mudará a sua vida para sempre. Do outro lado da linha, um amigo empresário de muito sucesso e conexões, possui uma proposta de emprego a princípio impossível de recusar: trabalhar como contratado para a ONU. Havia apenas um pequeno porém: o local de trabalho eram bases e campos de operações próximas a diversas áreas de conflito no mundo, onde guerra, conflitos étnicos e ataques eram rampantes.

Embora qualquer um em sua sanidade mental teria recusado na hora uma proposta de emprego que envolvesse um grande risco de vida ou saúde, Carlos considerou seriamente a proposta e acabou aceitando-a por conta de um (grande) diferencial: a promessa de um salário insanamente alto.

Segundo a proposta, Carlos não apenas teria um salário mais que o três vezes maior do que o mesmo cargo em qualquer outra empresa, mas também contaria com um adicional de insalubridade,um adicional de risco trabalhista e um seguro de vida e acidentes que, embora apavorantes, tornaram a proposta melhor que qualquer outro emprego que havia trabalhado até então – e talvez até da vida. Além disso, estaria ganhando integralmente em Dólar e – provavelmente a cereja do bolo – não pagaria um sequer centavo em impostos por estar em áreas considerada “Duty free.”

Carlos quase que de imediato aceitou a proposta e seus próximos cinco anos foram de muita agitação, situações tensas e memórias para uma vida toda. E em paralelo, o salário altíssimo e sobrevalorizado jorrava dinheiro todos os meses, como uma verdadeira mangueira de dinheiro abastecendo a conta bancária aparentemente sem fim.

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Fechamento Agosto 2020 – que venham os ventos da mudança

Fechou mais um mês, e parece que foi ontem que escrevi meu último fechamento – dá pra acreditar quão rápido que foi?

Agosto foi agitado com o planejamento pessoal, e com muitas novidades e desenvolvimento pessoal. Retomei com força meu hábito de ler, adotei novas formas de exercícios, e também comecei um hobby aprofundado do Linux com um Raspberry Pi. Desenvolver aplicativos web, administrar sistemas Unix e aprender sobre redes de computador com experiência na prática voltou a ser divertido, e com a vantagem de poder também ser aplicável numa possível carreira no futuro.

Raspberry Pi 4

Os investimentos continuaram mais ou menos na mesma, e segui aportando regularmente – no news is good news – conforme planejado. O clima foi bem quente na Ásia, com o ar-condicionado trabalhando overtime e uma verdadeira sensação de forno do lado de fora. Em compensação, a mudança do mês novamente indica uma inversão no clima – começa agora a temida estação dos Tufões (台風, taifu) que devem causar algumas chuvas intensas e ventos fortes tudo de novo. Pelo menos dá aquela esfriadinha!

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Podcast do Pinguim: “quando um não quer, dois não brigam”

Existe um ditado famoso que ouvimos desde criança que afirma que “quando um não quer, dois não brigam.” Não importa o quão enfezado alguém seja, enquanto não ouver alguém que “compre” a briga dele, ele não vai poder fazer nada. Este ditado tem muita sabedoria, e pode lhe salvar a pele, reputação e sanidade mental múltiplas vezes no decorrer da vida.

Felizmente, ele também se aplica diretamente quando se trata de nossas finanças. Ao contrário do que a mídia consumista e o keeping up with the Joneses Americano possa retratar, enriquecer e acumular riqueza é puramente uma maratona pessoal, e não uma luta de boxe. “Esbanjar riqueza” não apenas é uma tolice do ponto de vida financeiro (acaba com a pirâmide de acumulação patrimonial), pode até ser perigoso em determinadas cidades ou países para a sua própria segurança.

Como uma regra geral, portanto, para alcançar seus objetivos financeiros o mais rápido possível é necessário evitar tais “conflitos” e desejos de se exibir, e manter as suas finanças o mais para dentro possível.

Veja mais neste episódio.

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Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado”

Os livros do autor e pesquisador americano Thomas J Stanley sobre milionários nos Estados Unidos se tornaram clássicos da bibliografia FIRE mundial. Lançado em 1996, o livro O Milionário Mora ao Lado se tornou um best-seller do New York Times daquele ano, mas são poucos os que conheceram a sua sequência A Mente Milionária publicada em 2001.

Não há dúvida que o conteúdo deles e sua pesquisa foram valiosíssimas para finanças pessoais no mundo todo, começando pela sua desmistificação sobre o que é necessário para se tornar um milionário nos Estados Unidos: não é nascença, sorte, nem afiliação política, e sim uma questão simples de acumulação de patrimônio.

Dentre as inúmeras lições de Stanley publicada nesta série, três conceitos em particular são importantes para mim, e merecem um grande destaque para qualquer um que almeja enriquecer ou alcançar a independência financeira em sua vida. Neste episódio, exploro tais conceitos e os livros a fundo.

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Você vive pra apagar incêndios nas suas finanças?

Existe uma anedota bem conhecida sobre gerenciamento de processos sobre o ovo e a galinha: qual dos dois veio primeiro? Logicamente, não há uma resposta coerente para esta pergunta, e tentar resolvê-la simplesmente irá gerar um loop infinito, onde afirmar que foi um simplesmente levanta a pergunta “ok, mas quem o gerou não foi o outro?”

Esta situação engraçadinha e à primeira vista inofensiva pode ter um efeito devastador quando considerado ao longo de processos ocorrendo simultaneamente, tal como em programas de computador onde é conhecida como condição de corrida. Esta, por sinal, frequentemente é a razão pela qual o seu computador ou eletrônico travam.

A forma mais sensata de se resolver o problema do ovo e da galinha, ironicamente, é simplesmente não criando o problema em primeiro lugar. Você não precisa se preocupar se foi o ovo ou a galinha que veio primeiro se nunca precisar fazer esta pergunta. Pode parecer óbvio, mas por falta de visão ou pensar criativamente, muitas pessoas acabam caindo neste dilema em diversas partes do seu cotidiano sem nem suspeitar.

Se você não acha que pode cair no problema ovo-galinha se tratando de finanças, está enganado. Enriquecer também é um processo, e determinadas partes dele também podem cair numa espécie de loop infinito e insaciável. A manifestação mais clara (e perigosa) do problema do ovo e da galinha nas finanças pessoais na minha opinião é a síndrome do constante incêndio financeiro.

Esta situação é bem comum hoje em dia, por conta da precária educação financeira da população, e se manifesta por constantes reclamações sobre a própria situação financeira e dizer que o indivíduo nunca tem dinheiro para nada.

“Não tenho dinheiro no fim do mês porque não consigo economizar; não consigo economizar porque tenho que pagar todas estas contas; não consigo pagar estas contas porque não tenho dinheiro”

Soa familiar?

Tentar resolver esta situação de maneira bruta é equivalente a tentar descobrir se foi o ovo ou a galinha que veio primeiro. Infelizmente, na maioria dos casos a pessoa já se encontra dentro do problema quando se depara que deve resolvê-lo, então evitá-lo não é mais possível. Por outro lado, é possível quebrar este ciclo se simplesmente seu esforço for concentrado e direcionado da maneira certa. Neste post, iremos explorar como.

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Podcast do Pinguim: velejar e a reserva de emergência

Existem coisas que são chamadas de pré-requisitos dentro de alguns processos, e têm este nome por uma boa causa: os processos inteiros podem falhar quando elas não são cumpridas.

Apagar a luz antes de trocar a lâmpada, desligar o motor antes de abrir o capô, ejetar um disco do computador antes de formatá-lo, verificar se o elevador realmente chegou antes de embarcar, checar o pára-quedas antes de saltar… estes são apenas alguns exemplos de tais pré-requisitos simples que poderiam resultar em desastres caso não cumpridos.

E nas finanças não é diferente: temos pré-requisitos ao processo de investir que precisam ser cumpridos e controlados para não causar desastre nas futuras finanças. Quitar dívidas e ter reserva de emergência são alguns deles. Neste episódio, apresento uma anedota que um amigo de infância me contou sobre suas experiências velejando, e como suas lições se aplicam ao processo de investir.

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