Comentário do Pinguim #3 – Quando vai estar bom para se preparar financeiramente?

O ser humano parece que nunca está numa situação satisfeita; há sempre uma oportunidade ou outra de reclamar e se socializar com outros seres humanos reclamões, ou de culpar alguma coisa ou outra pela razão que sua vida não está 100% perfeita ou de acordo com algum padrão ditado.

Esta matéria do InfoMoney reverbera bem a mensagem, quando expõe que mais de 60% da população não consegue economizar nada no fim do mês.

Isso mesmo, mais de metade da população pesquisada tem uma taxa de aporte zerada, e isso em meio a uma situação econômica positiva, onde se canta um repertório de recuperação e reconquista econômica no país, junto ao novo governo.

Como é que tanto em meio a prosperidade econômica as pessoas ainda não conseguem se beneficiar financeiramente? A resposta pode estar na forma de como as pessoas justificam suas decisões financeiras.

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FIRE no futuro: como acertar um alvo móvel?

A matemática por trás da Independência Financeira é simples, e não requer conhecimento matemático avançado: pegue o valor do seu custo de vida total mensal, adicione uma margem de segurança, e multiplique o resultado por 300. O número que você obter é o valor do seu patrimônio mínimo necessário para obter renda passiva suficiente para cobrir seus custos sem que o patrimônio principal se derreta e com o menor risco disponível.

Simples e direta, esta fórmula é importante e prática na hora de se planejar e estabelecer metas, e eu a utilizo com frequência ao introduzir finanças pessoais para os outros, ou conversar sobre ela com a minha família. Porém, enquanto esta fórmula é manjada por todos no âmbito das finanças pessoais, há um detalhe importantíssimo que esta simples fórmula omite, até porque é fora do seu escopo prevê-la: a inflação.

Esta queridinha é importante análise do FIRE porque coloca dois fatores em campo que muitos se esquecem na ansiedade de decidir em que ponto parar: o tempo e o poder de compra do seu dinheiro. Ambos são indesejáveis, mas são necessários para fazer uma análise de risco completa – sem eles, todo o seu planejamento e execução podem ser penalizados gravemente no futuro quando você descobrir que seu dinheiro planejado tão cuidadosamente lá atrás não consegue suprir suas necessidades ou vontades.

Como você deve considerar a inflação na hora de estabelecer suas metas do FIRE? Incluindo-a como um alvo móvel no alcance da independência financeira.

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Maior que Zero

Se você quer uma lição matemática, mas não manja muito de exatas, aqui está uma bem simples e muito poderosa para você levar no seu dia: qualquer número positivo é infinitamente maior do que zero. Ou, de forma ainda mais simplificada, 0.01 > 0.

O que isso significa? Na busca do sucesso, o que conta no final é o esforço, e este esforço conta em todos os níveis – grandes e pequenos. Muitos falam sobre “dar o sangue,” trabalhar o máximo, virar noites para entregar e muito mais na hora de atingir um objetivo, mas esquecem-se que também conta o tanto quanto fazer uso daqueles 10-15 minutos que sobram quando você quando volta do almoço, ou a meia hora que têm em casa antes do café da manhã e se trocar, ou o tempo que passam no transporte público indo e vindo do trabalho.

Há muitas oportunidades para se conseguir arranjar tempo e esforço para realizar alguma tarefa ou atingir objetivo, se a motivação por trás existir. O verdadeiro esforço existe neste contexto: aproveitar os momentos disponíveis para sair do zero. É a frase que uso para me motivar: No more zero days!

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A melhor coisa que o dinheiro pode comprar: F-you Money

O caminho até a independência financeira é trilhado a partir de uma série de mudanças que desviam um indivíduo de uma vida medíocre até tomar ações que o levam para acumular capital o suficiente para viver apenas de renda passiva. O desafio maior desta mudança geralmente está no mindset da pessoa, que geralmente vem com crenças e conceitos já solidificados com experiência que precisam ser provados contra e trocados por conceitos melhores.

Durante o meu aprendizado, um dos maiores conceitos que me ajudou a me estabelecer no FIRE foi descobrir que o dinheiro, na sua forma produtiva como capital essencialmente funciona como uma fonte de liberdade individual. Quando me deparei com este conceito, minha abordagem à educação financeira mudou competamente. O aporte se tornou uma medida de libertação, e os gastos uma forma de aprisionamento.

Como podemos manter este mindset sempre em mente no dia a dia e proteger assim os aportes? Utilizando o conceito de F-you Money.

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Fechamento Agosto 2019 – fight my way back

Agosto foi um mês “animado” pro Pinguim Investidor, assim como pro mercado em geral. Tiveram alguns acontecimentos interessantes, como o incidente com o meu celular, o estoicismo sendo colocado em teste diariamente no trabalho e outras situações no cotidiano que deixaram as semanas corridas e desafiantes.

Consegui um aporte melhor e mais tranquilo que o do mês passado, mas mesmo assim abaixo do orçado da faixa de 40-50% das receitas. Porém, aproveitei bastante tudo o que fiz fora do expediente, e realmente compreendi o significado de quality time no contexto das poucas horas disponíveis. Estas horas bem passadas com quem realmente importa (i.e. família) são importantíssimas. Não ignorem-as, pessoal!

Vamos aos números:

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Estudo de caso #1 – Faca e o queijo na mão, mas ainda sem aptidão

Semana passada, tomei café com uma amiga que veio se consultar comigo depois de ter descoberto o site do Pinguim Investidor e queria alguns conselhos práticos para como dar uma arrumada na vida financeira e como se planejar para proceder no futuro.

Fernanda, 35 anos hoje, era uma das secretárias da empresa onde trabalhei em 2012, e sobre sua carreira pode se dizer que ela teve uma grande dose de sorte, beirando até a velha “peixada” corporativa. Em meio a uma economia aquecida e cheia de especulação em 2012, Fernanda começou na administração, secretareando em meio a uma empresa crescente, e com seis meses de casa, foi promovida a secretária executiva. No ano seguinte, a euforia da economia já havia passado, e as pessoas passaram a ficar apreensivas, com cortes surpresas e demissões “inesperadas” assombrando os corredores das empresas cada vez mais inseguras.

Mesmo assim, ela manteve o cargo, e, em 2014, para sua surpresa, fora convidada a se juntar a uma outra empresa, num cargo que lhe pagaria por volta de R$15000 mensais como gerente da administração. Se muitas pessoas viram seus salários caindo ou rodando nessa época, Fernanda fez o caminho contrário, e eventualmente seu salário subiu novamente para a marca dos R$20000 mensais, numa época de salários cadentes e crise econômica rampante.

De muitas formas, pode-se dizer que Fernanda se tornou bem-sucedida: carreira sólida, alto salário, e uma família sendo formada. Ou, pelo menos, é só o que sua aparência externa mostra – para minha surpresa, Fernanda desabafou para mim que em meio a tanto “sucesso,” estava na verdade se sentindo miserável com o trabalho.

Muitos vêem uma carreira suspeita para uma pessoa que simplesmente trabalhava com secretariado e cresceu tão consideravelmente, e as fofocas e boatos são constantes no trabalho. Inveja e comentários maldosos rolam soltos. Sua eficiência no serviço acabou também saindo pela culatra, pois cada vez mais outros superiores acabam demandando mais dela por não falhar em apresentar resultados.

Por fim, Fernanda revelou o seu novo objetivo de vida: ela quer se desfazer do mundo corporativo e se tornar independente financeiramente, mas embora um alto salário, padrão de vida sofisticado, e bens como casa e carro invejáveis, ainda não consegue enxergar uma saída.

Como uma pessoa que, aparentemente, tem a faca e o queijo na mão ainda assim não consegue ganhar o jogo?

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Pinguim Investidor é o 9º melhor blog de finanças pessoais do Brasil

Hora de uma postagem extra-ordinária aqui no Pinguim Investidor, além dos posts regulares de Quinta e Segunda. Há um bom motivo para isso: o Pinguim Investidor acabou de ser rankeado como o Nono melhor blog de finanças pessoais do Brasil de acordo com a listagem do nosso amigo Sou Poupador.

Essa notícia me veio até um pouco tarde (postei sobre a Segurança Digital sem saber depois dos resultados) porque estive um pouco fora da finansfera estes dias, e não consegui nem retornar alguns dos maravilhosos comentários do pessoal que compõe a minha amada audiência, e a quem tenho o maior prazer em servir conteúdo de qualidade. Tenho a agradecer o Stark por ter dado a notícia.

Primeiramente, estou honradíssimo. Entendo o valor que o Poupador nos traz por ter feito este ranking e medido a qualidade da Finansfera, mesmo que em meio a outros rankings existentes, e ter conseguido entrar na lista com menos de 1 ano de existência do Blog é inspirador para dizer o mínimo. É realmente uma honra ter sido nomeado assim, mesmo que não tenha sido top 5, e reflete mesmo todo o esforço que tenho incluído durante a vida do blog.

Segundamente, agradeço a todos vocês. Sim, vocês que leem o Pinguim Investidor toda Quinta e Segunda e já me acompanham aqui há quase um ano. Sem o feedback, comentários e interação que tenho com vocês, eu não teria a motivação e o objetivo para escrever aqui. Obrigado a todos que me acompanham por aqui.

Ok, acho que posso descer do pódio agora.

Vamos falar então sobre o que isso significa para o blog no futuro. Esta nomeação foi o último pontapé que faltava para que eu começasse um pequeno trabalho de expansão que já havia planejado para os próximos meses. Se isto parece um papo de RI para os acionistas, acho que é intencional.

A fim de proporcionar mais conteúdo de qualidade para vocês, o Pinguim Investidor tem planos de começar a expandir para alguns outros domínios digitais e experimentar com outras plataformas, sem se desfazer do site. Temos um podcast, redes sociais e outras novidades que vou explicar a seguir.

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O que você tem feito pelos seus dois melhores amigos?

Quando começamos a conhecer os investimentos, geralmente o primeiro passo é um trabalho psicológico nos provando – convencendo, até – que investir é o caminho correto para enriquecer. Para uma pessoa frugal por natureza, este passo é bem curto, talvez até desnecessário, já que os valores são alinhados naturalmente com os hábitos da pessoa. Porém, uma pessoa consumista pode perceber os hábitos de poupar e investir a diferença como perda de oportunidade, seja para fazer algum programa ou comprar algo com o dinheiro.

Neste último caso, o trabalho geralmente é mais difícil; a pessoa precisa se convencer que os ganhos trazidos de aportes regulares e investidos com sabedoria possuem valor maior que os passivos imediatistas que o dinheiro poderia comprar. Com isso, com este artifício de comparação, a pessoa pode descobrir e decidir por si mesma que vale mais a pena investir do que gastar.

Esta técnica é útil na hora de aplicar a razão diante das emoções em tomar uma decisão financeira, mas ficar fazendo estas comparações analíticas na prática é maçante e não nos lembramos de tal utilidade. Como você pode se lembrar de fazer a escolha racional e melhor para o seu futuro diariamente?

Lembrando dos seus dois melhores amigos para a vida toda: você no passado e você no futuro.

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Elenco do Chaves falido: Por que tantos artistas entram em falência?

Há algumas semanas saiu um artigo falando que a atriz Mexicana Maria Antonieta de las Nieves, que interpretava a personagem Chiquinha do Chaves, está com dificuldades financeiras. A notícia pode vir como uma pequena supresa, mas na verdade não é a primeira vez que o elenco do Chaves enfrenta dificuldades financeiras; Rubén Aguirre, o professor Girafales, já estava com dificuldades nos seus últimos anos de vida, e mais recentemente a Dona Florinda também revelou que passa dificuldades que a forçaram a vender a sua própria casa.

Não estou aqui para julgar a dificuldade da vida de ninguém, mas é triste que no caso da Chiquinha e do Girafales, ambos tiveram problemas financeiros por conta dos altos custos dos tratamentos de saúde. Ninguém acredita muito que os custos de vida poderão inflar com o tempo até ver um caso como esse, especialmente se os objetivos são pequenos demais, e por isso é necessário planejar a fundo várias camadas de emergências financeiras para poder acomodar tais incertezas.

O mais interessante, porém, é que este padrão não se limita ao elenco do Chaves. Se pesquisarmos sobre celebridades falidas, veremos que a mesma história se repete com vários outros artistas, cantores e atletas com cachês e salários altíssimos e que, de alguma forma, conseguem perder todo o seu patrimônio ou pior: se endividam em milhões de dólares. E todas estas histórias possuem uma causa-raíz em comum.

Qual é este elemento? Falta de ativos.

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Resenha do Pinguim #6 – The 10X Rule de Grant Cardone

Hora de mais uma resenha de livro, desta vez de uma figura que alguns meses atrás mencionei rapidamente como um palestrante motivacional e que treinava equipes de vendas nos EUA: Grant Cardone. Desde então, passei a acompanhá-lo bastante em seu canal no YouTube, o suficiente para que pudesse pegar alguns de seus conceitos-base e resolver me aprofundar em um de seus livros. Os ensinamentos dele foram sólidos para firmar a filosofia sobre um conceito: sucesso.

O que é o sucesso pra você? É um destino, como a linha de chegada lá no final da corrida? Ou seria algo dinâmico, como o horizonte, que nunca se alcança, mas se transforma a cada passo que você dá? A sua percepção pessoal sobre o sucesso faz a diferença entre você alcançá-lo ou não.

No livro The 10X rule: the only difference between success or failure (versão em Português aqui), Grant explica que, quando o assunto é sucesso, a maioria das pessoas fracassam por simplesmente não pensarem e se prepararem em escalas grandes o suficiente, ou, em outras palavras, como 10X.

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