O passo crucial para você começar a economizar dinheiro

Cada guru das finanças pessoais parece ter o seu próprio truque mágico, o seu golpe de mestre para fazer o que muitos consideram a parte mais difícil no processo de enriquecer: economizar dinheiro consistentemente.

Faça um orçamento. Separe o dinheiro em envelopes. Calcule uma quilometragem diária e não a ultrapasse. Pague-se primeiro. Os conselhos são inúmeros, mas todos possuem uma eficácia variável porque lidam com um conceito difícil de controlar com nossa racionalidade: a emoção humana em relação ao dinheiro.

Neste vídeo, apresento o que considero ser o primeiro – e mais importante – passo para conseguir economizar dinheiro consistentemente. E ele parte de um princípio simples, óbvio até, mas que inspirou até o economista ganhador do prêmio Nobel Richard Thaler.

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Podcast do Pinguim: Objetivos de Vida e lições do Rock

Em qualquer aspecto da vida, não há nada melhor do que sabermos as condições pela qual teremos atingido alguma forma de sucesso. Seja financeiramente falando, ou qualquer outro objetivo de vida. Saber que estamos nos aproximando dos nossos objetivos é um dos melhores motivadores que podemos ter quando executando um projeto, e se soubermos que estamos nos distanciando, podemos fazer uso desta mensagem de erro para nos corrigirmos, aprendermos e aoerfeiçoar nossa execução.

Porém, quando há indefinição sobre o que o sucesso significa, ou quando a definição do sucesso está predicada em fatores inalcançáveis ou irrealistas, nossa realização pessoal sofre. Perdemos motivação para continuar ou ao longo do tempo tendemos a desistir de perseguir horizontes que nunca tendem a chegar.

Para mim, nada ilustra melhor este conceito do que a história do guitarrista Dave Mustaine, que fundou a banda Megadeth sob a premissa que seria mais famosa que o Metallica – do qual ele foi expulso em 1983. Vejamos como a história de Mustaine e outra sobre um quase desconhecido ex-integrante dos Beatles podem nos ensinar sobre como podemos viver nossas vidas de uma forma mais bem-realizada.

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O que a NASA e a renascença me ensinaram sobre a independência financeira?

Durante os anos dourados da exploração espacial nos anos 60, o ápice da pesquisa científica e engenharia se encontrava nas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e seu rival Soviético (SSSR). Desenvolver materiais mais leves, resistentes, baratos e eficientes era uma das muitas missões que o programa espacial buscava resolver, e a cada missão completa ou falha, muitas lições eram aprendidas.

Uma das observações interessantes neste período foi que, num ambiente de microgravidade como na órbita da Terra, a tradicional caneta esferográfica tipo BIC não funciona, pois não possui o puxo da gravidade para descer a tinta até o papel. Embora uma pequena inconveniência à primeira vista, num momento de constante pesquisa não poder anotar observações durante a missão possui um impacto significante. E a NASA colocou sua engenharia para atacar o problema.

Como resultado, uma caneta especial foi desenvolvida, que poderia escrever sob qualquer condição de gravidade, pressão e temperatura, dentro ou fora da espaçonave, e em qualquer superfície e material – garantida de funcionar em qualquer missão espacial. O projeto custou alguns milhões de dólares, com a caneta saindo por algumas centenas de dólares a unidade.

Do outro lado do mundo, os soviéticos simplesmente usaram lápis.

Muitos séculos antes desta história, a Europa saía da cansada idade média com suas disputas e pandemias em direção à uma nova era – a Renascença. Desenvolvimento humano era a nova moda da vez, e se refletia na nova capacidade das cidades para produzir novas artes, música, descobertas científicas além de mudanças nos governos e na política.

Tamanho foi o desenvolvimento do potencial humano nesta época que vários nomes de engenheiros, artistas, músicos e cientistas deste período sobrevivem e são ensinados até hoje em escolas e universidades ao redor do globo – sem contar que servem de inspiração para os atuais cientistas.

Mas há uma diferença: ao passo que cientistas modernos são especialistas e focam estritamente na sua fina área de atuação, os renascentes procuravam aprender o máximo de tudo que podiam. Eram cientistas, artistas, músicos e engenheiros ao mesmo tempo, e de fato têm até um nome específico para descrevê-los: Polímata. Talvez o exemplo mais famoso deste “homem da Renascença” seja Leonardo da Vinci.

Embora estes dois universos separados no tempo aparentemente não têm muito relacionado além da ciência, ambos me apresentaram lições importantes relacionadas ao conceito de se tornar financeiramente independente. Podemos enxergar dois aspectos antigos que nos servem até hoje para nos tornarmos independentes, e realmente os mestres dos nossos destinos. Neste post, exploro estas lições e como podem lhe ajudar.

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As lições do voo moderno para o investidor fundamentalista

Aviões modernos são equipados cada vez mais com sensores e instrumentos eletrônicos e computadores de bordo que fornecem informações detalhadas sobre o status do voo e as condições dos arredores do avião. Isto é um grande contraste aos primórdios da aviação, quando estes eram máquinas primariamente mecânicas e os pilotos precisavam confiar principalmente nos seus instintos e habilidades para voá-los corretamente.

A grande dependência sobre os instrumentos de voo trouxe uma enorme vantagem aos pilotos: as informações são tão detalhadas e precisas que na maior parte das vezes eles nem precisam olhar os arredores da cabine para se orientarem – basta apenas que acompanhem seus instrumentos. Saber olhar os instrumentos e coordenar as ações rapidamente pode fazer a diferença entre a vida e a morte durante um combate aéreo.

Há uma lição grande para quem investe a longo prazo neste fato, especialmente tratando-se de renda variável. Num mundo onde medo e ganância manipulam os movimentos da bolsa e emoções tomam controle sob a razão dos investidores, é preciso ter uma forma de filtrar informações de especulações e prosseguir com o planejamento original.

Veja neste vídeo quais lições podemos aprender destes casos.

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A importância de começar – como dar o primeiro passo mesmo sem saber de tudo?

Não há dúvidas de que é necessário tomar um primeiro passo antes de concluir a jornada de milhares de quilômetros, e qualquer que seja o seu objetivo – financeiro, pessoal, etc – ele nunca será atingido de fato se você não tomar o primeiro passo para caminhar em sua direção.

Diante deste fato “óbvio,” é apenas irônico que quando olhamos ao nosso redor, são poucas as pessoas que realmente se arriscam e iniciam projetos novos em suas vidas. A maioria deseja, sonha alto até, mas suas realizações ficam apenas no papel.

Há várias razões para este comportamento: alguns vivem apenas de se manter no conteúdo motivacional, outros acreditam que não há porque perseguir uma ambição que custará tanto trabalho, mas eu acredito que a principal razão pela qual os projetos não decolam é outra: inação pela falta de conhecimento. Este é o medo que temos do desconhecido, de errar por não saber 100% o que vem pela frente, que nos impede de nem começar a tentar.

Neste episódio mostro como é possível vencer este medo e prosseguir em frente com qualquer projeto pessoal mesmo quando não se sabe de tudo 100% com uma lição emprestada do desenvolvimento de software.

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Podcast do Pinguim: Por que as “Zebras” acontecem? Evite que seu planejamento financeiro vá por água abaixo

Já vimos esta cena várias vezes: o campeão, o favorito do torneio vai para a final e a expectativa é que a partida já está no papo. Este campeão está defendendo o título pela enésima vez, e toda a preparação que teve praticamente garante que o jogo está ganho para o lado dele – o adversário não tem chance alguma. O apito dispara e a partida começa…

… e ao fim do jogo, o campeão invicto e até então indestrutível perdeu inexplicavelmente. Simplesmente sua habilidade derreteu e não conseguiram jogar direito.

No linguajar do futebol, acabou-se de se presenciar uma Zebra. Todo o expertise do treinamento e da partida de repente é perdido e o time aparenta ter voltado à época de treinamento quando não tinham aquela habilidade.

Este fenômeno cômico acontece não só no futebol e também não só com os times e jogadores de elite, mas também com nós mesmos, especialmente quando estamos sendo observados por outras pessoas. E por conta desta pressão social, podemos falhar em áreas críticas também, especialmente quando uma recompensa em dinheiro é envolvida.

Veja neste episódio como e por que este efeito acontece, e como você pode evitar que ele arruine as suas finanças no futuro.

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Será que finalmente a poupança passou a valer mais a pena que o Tesouro Selic?

A morte da taxa Selic para os míseros patamares dos 2% ao ano de atualmente (leitor do futuro: vide data de publicação!) não é nenhuma surpresa para o investidor de longo prazo: ela vem sido lentamente anunciada desde o começo de 2019. Muitos pularam o barco desde a primeira vez que ela baixou para os 6% ou até mesmo antes, alegando que a renda fixa já era a “perda fixa” desde sempre.

Cada vez que a Selic caía, era interessante ver como as opiniões reagindo às notícias se dividiam em alguns grandes grupos: de um lado, os pró-renda variável que comemorávam que seus ativos iriam subir com a nova facilidade das empresas realizarem empréstimos e financiamentos. Do outro, rentistas se desesperando ao ver sua grande promessa de retornos seguros e garantidos se esfarelando meio porcento de cada vez. E o mais curioso sem dúvida é um excêntrico terceiro grupo.

Estes são os não-investidores que nunca saíram da poupança, e que zombam de quem esteve investindo em renda fixa por esta estar igualada – senão pior! – à tradicional poupança bancária atualmente. Finalmente eles venceram! – ou pelo menos é o que acham.

Artigos comparando a poupança, tanto antiga quanto nova, com o Tesouro Selic pipocaram com as mais recentes quedas da taxa Selic, mas como o rendimento da poupança desde 2012 está atrelado e menor que a própria Selic, é um pouco estranho afirmar que a partir de um certo ponto um investimento como o Tesouro Selic “perderá” para a poupança. Ainda assim, existem taxas extras (administração, imposto de renda) que não são aplicáveis à poupança – será que com tudo considerado a poupança pode chegar a ganhar?

Neste post compartilho meus cálculos e minha conclusão para esta pergunta que não quer calar em nesta fase de 2020.

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O viés da confirmação e como ele pode arruinar as suas finanças

Alguns tratos psicológicos humanos são tão poderosos quanto antigos, e poucos deles são tão marcantes – senão perigosos – quanto o nosso próprio orgulho. O orgulho como causa da autodestruição, conhecido como Húbris na literatura, é antigo, podendo ser identificado desde os clássicos gregos como Édipo Rei de Sófocles.

E a parte interessante é que mesmo depois de quase 2500 anos de sua publicação, as pessoas continuam a cair na mesma armadilha que um orgulho demasiado e não-questionamento causam, sofrendo grandes danos morais e financeiros no caminho. E quando se trata de finanças, sem dúvida o maior cúlprito desta história é o nosso famoso viés da confirmação – a nossa tendência a pensar que estamos certos, e que aquilo que desejamos certamente se tornará a realidade.

Neste episódio compartilho a história de um imigrante Indonês chamado Rudy Kurniawan que, utilizando-se fortemente deste viés, conseguiu lucrar milhões de dólares sob enólogos e aficionados por vinhos raros na Califórnia no começo dos anos 2000. E se você pensa que isso nunca poderia acontecer com você, pense novamente – pode ser que isso já aconteceu, e certamente não foi a última vez.

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Podcast do Pinguim: Quem determina a vitória na sua vida?

Independente de se você considera a independência financeira como um fim ou um meio, é imprenscindível que você saiba quais são as condições necessárias para você alcançá-la.

Será que 1 milhão de reais é suficiente? Será que alguma fórmula mágica conseguirá me trazer a resposta?

Infelizmente, a resposta para estas perguntas é muito pessoal e ninguém irá respondê-las melhor que você mesmo – quem vier com alguma fórmula mágica para você, por sinal, provavelmente está com segundas intenções por trás. E isto é uma coisa muito boa porque liberta você de um fardo que apavora muitos outros: o medo de estar fazendo alguma coisa errada perante aos outros.

O medo do julgamento alheio e da não-aprovação são obstáculos especialmente perigosos para qualquer um. Não só eles nos paralisam de continuar a seguir nossas vidas no nosso planejamento, eles também nos impedem de começar alguma coisa nova. A boa notícia, porém, é que esse medo é quase sempre irracional, e pode ser evitado com nada mais do que a boa e velha racionalidade.

Veja neste episódio como você pode evitar de cair na armadilha do julgamento alheio e uma lição de vida inusitada, ensinada por um projeto de software pouco conhecido chamado Berkeley Software Distribution

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Os 12 tipos de atitude em relação ao dinheiro – onde você se encaixa?

Falar de dinheiro no cotidiano é um verdadeiro paradoxo. De um lado todos evitam o assunto no social, trabalho e até mesmo dentro de casa por considerá-lo um “tabu,” um tema profano que não pertence à conversa civilizada. Por outro, o dinheiro é um dos poucos assuntos que tanto envolvem, permeiam e afetam todos da sociedade igualmente, sem distinção.

Assim, embora quase todos evitam este assunto tão importante e crucial para nosso desenvolvimento adulto, todos sabemos apontar para algumas “figurinhas clássicas” dos nossos círculos sociais quanto aos seus comportamentos em relação ao dinheiro. Existe aquele “mão de vaca,” “pão duro,” “Tio Patinhas” que nunca quer abrir o bolso para nada. Ou o seu oposto diamétrico, aquele que está sempre esbanjando, mostrando ter tudo de bom e do melhor, mas (não) ironicamente sempre está reclamando que não tem dinheiro para nada. E não mencionamos ainda o amigo “pinguço” que é sempre visto marcando o ponto no bar e bebendo o seu suado aporte junto das frustrações da vida.

É claro desde cedo que, dependendo da nossa cultura, personalidade e ambiente, cada um de nós possui atitudes muito diferentes em relação ao dinheiro. E ao passo que podemos ser rápidos para determinar qual é o verdadeiro valor que o dinheiro pode nos trazer, a nossa atitude e mentalidade a respeito ao dinheiro pode ser uma coisa consideravelmente mais complicada. Mais importante, esta atitude também influencia de forma considerável o nosso enriquecimento por conta de atrelar valores emocionais ao quesito do dinheiro.

Enquanto podemos pessoalmente definir atitudes das pessoas de forma binária como “muquirana” versus “gastão,” uma pesquisa realizada nos anos 70 descobriu que este espectro na verdade é muito mais complexo. Não existem dois ou três, mas sim doze atitudes diferentes ao dinheiro conforme publicado pelos psicólogos Herb Goldberg e Robert Lewis numa pesquisa envolvendo a população dos Estados Unidos. E cada uma delas possui uma visão diferente quanto ao que significa o dinheiro e qual é a sua real utilidade.

Onde você se encaixa neste espectro do dinheiro, e o que isto significa para o seu enriquecimento? Vejamos neste post.

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