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Podcast do Pinguim: Nomadismo pós-FIRE – seria esta a solução perfeita pro aposentado precoce?

A jornada FIRE pode ser vista como uma grande viagem em direção a um objetivo de vida bem-definido, acompanhado de uma história completa com início, meio e fim. Ao passo que para muitos o início já foi escrito e o meio é aquilo que estão vivendo ou enfrentando atualmente, geralmente pouco se sabe do fim que a história terá e muito menos de outra parte importante: o epílogo do livro.

A aposentadoria precoce pós-FIRE é certamente uma recompensa merecida, mas poucos pensam sobre como passarão esta fase significante de suas vidas uma vez que obtida. E bota significante nisso: se todos almejarem a cobiçada aposentadoria aos 30 ou 40 anos de idade, sobrariam facilmente outros 40 ou 50 anos de aposentadoria pela frente. Que bom que existe aquela regrinha que garante a sua tranquilidade – não é?

Como parte do controle de riscos, muitos blogueiros FIRE dos Estados Unidos e da Europa propõem uma solução que, segundo eles, mata dois coelhos com uma cajadada só: livrar-se de toda a posessão material e passar a aposentadoria viajando o mundo. Segundo eles, não só o custo de vida em passar temporadas em diversos países menos desenvolviedos é menor do que moradia fixa em seu país natal, mas também garante que você sempre irá se divertir e conhecer coisas novas para sempre. Mas será que essa realidade FIRE do primeiro mundo pode vir a se aplicar para o FIRE brasileiro?

Eu particularmente discordo deste “nomadismo perene” como uma bala de prata tanto para o FIRE ou a procura da felicidade. Veja neste episódio mais por quê.

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Seu cafezinho pode te custar R$60.000 – conheça o custo de oportunidade

Enriquecer não precisa ser complicado – basta seguirmos algumas poucas regras simples para obter um resultado significante. Gaste menos do que você ganha, invista a diferença, repita com assiduidade – pronto, você já está melhor do que 90% da população.

E quando se trata de economia, parece que todos nós já conhecemos tudo sobre isso. Afinal, é simples: evite gastar com aquilo que é supérfluo, faça um orçamento do mês, pague-se primeiro antes de qualquer outro gasto, etc. Há, porém, um aspecto sobre os gastos que é pouco falado: o custo de oportunidade.

Este é um vilão escondido que consome o seu patrimônio silenciosamente no decorrer do tempo, e que pode vir a custar uma quantia surpreendentemente alta ao fim de dez ou quinze anos – tudo em consequência da oportunidade perdida.

Veja como o custo de oportunidade funciona, e como se resguardar dele neste vídeo.

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“Não é suficiente, então não vale à pena.”

Mesmo que eu siga os seus conselhos e corte este gasto recorrente da minha vida, só estarei economizando uns R$80000 ao longo de dez anos, e isso não é suficiente para se aposentar. Portanto, pra mim não vale a pena o esforço e o sacrifício.

Quantas vezes já não tentamos convencer alguém a economizar mais e viver uma vida mais eficiente financeiramente apenas para que esta pessoa trágicamente conclua que ela não conseguirá economizar o suficiente para se tornar FIRE e, por isso, conclui que é inútil tentar.

Esta visão de curto prazo e imediatismo é a causa mais comum pela qual as pessoas não conseguem enriquecer em primeiro lugar. É uma relação direta com a mentalidade de quem não consegue economizar ou aportar a mais. O imediatismo é a razão pela qual as pessoas desistem de tentar qualquer coisa que não dê resultados em menos de um ano, ou precise sacrificar alguma coisa que não traga um retorno imediato que justifique esta “privação.”

O problema é que na mesma moeda, esta mania de ver tudo no curto prazo é a mesma razão pela qual a maioria nunca irá enriquecer. Cada vez que você se convence que R$80000 lá na frente não é o suficiente, R$40000 não é suficiente, ou até mesmo R$10000 no fim de dez anos não são suficientes, você está se colocando mais fundo numa posição de não enriquecimento, de mediocridade financeira. Isso é porque esta visão e mentalidade ignoram a capacidade que temos de combinar economias e apreciá-las de uma maneira similar aos juros compostos, e também da capacidade humana de se motivar e conseguir poupar ainda mais. Vou detalhar mais sobre esse tópico a seguir.

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Conhecer o seu dinheiro é o primeiro passo para se tornar financeiramente independente

O caminho para a independência financeira pode ser dividido em três grandes fases principais: o despertar, a acumulação e a realização. Cada uma delas representa um estágio de maturidade do investidor, e as prioridades variam entre um e outro. Como um leitor ávido de história do mundo, eu sempre tive uma admiração pela primeira fase do despertar; como as pessoas descobrem o FIRE, a educação financeira, o que abrem os olhos delas?

Na minha opinião, é nesta fase do descobrir que o resto da jornada FIRE da pessoa é traçado, pois é quando os objetivos e os drivers que motivam as pessoas são traçados e – igualmente importantíssimo – sonhados. Mas para que a jornada comece, é necessário saber onde você se encontra no caminho para começar. Quão longe você está da linha de chegada? Será que você precisa “arrumar a casa” antes de sair e pegar a estrada?

Hoje venho a compartilhar mais uma história pessoal do Pinguim Investidor e falar mais sobre o meu próprio momento de despertar do FIRE e uma lição importantíssima que eu aprendi com isso: conhecer o seu dinheiro é o primeiro passo para aprender atingir a independência financeira.

Como ter conhecimento da sua situação financeira é a melhor forma para iniciar a sua jornada para o FIRE? O que podemos aprender com isso? Vejamos a seguir.

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Automatizando as partes boas: quais os benefícios de um piloto automático financeiro?

Um conceito que tenho frisado muito nos últimos posts do site é o dos hábitos, e como a influência deles e sua utilização com consciência é a melhor combinação para obter e manter sucesso financeiro a longo prazo sem que você se desgaste emocionalmente no processo.

Como uma demonstração prática deste conceito, assisti a um vídeo do YouTuber Ryan Scribner onde ele ensina sobre cinco coisas que você deve fazer assim que você é pago. São poucos aqueles que planejam seus meses com tamanha precisão, e a disciplina dele é comendável neste assunto; a estratégia de Scribner age como um framework para uma pessoa fazer as coisas financeiramente importantes antes que se caia na tentação de gastar este dinheiro em alguma outra coisa não-produtiva.

O vídeo é direto e reto, e consegue cobrir uma quantidade grande de recomendações para serem seguidas. Quais coisas podemos fazer após o pagamento para garantir que nossos interesses financeiros sejam protegidos?

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Kakeibo revisitado – planilha prática de orçamentos

Post curto sobre um follow-up de um outro post. Há algumas semanas postei sobre um método japonês de se fazer orçamentos chamado Kakeibo, e como ele tinha o potencial de aumentar as economias em casa promovendo a visualização dos gastos e alinhamento com os valores que te trazem felicidade.

Embora o feedback deste post tenha sido extremamente positivo, mas notei que estava faltando alguma coisa pra complementar o post. A explicação via texto talvez não tenha ficado tão clara, ou talvez uma demonstração prática deixaria tudo mais claro pros leitores.

Sem problemas. Este post esclarece um pouco mais a aplicação prática do Kakeibo, e, de bônus, irei compartilhar com vocês uma planilha de Orçamentos que criei justamente baseada no Kakeibo.

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Kakeibo – o método Japonês para fazer e melhorar o orçamento doméstico

Como vai o seu orçamento? Você se orgulha dele, ou ele te traz vergonha e é melhor mudar de assunto? Acha que é um pilar importante de uma vida financeira e mentalmente saudável, ou é supérfluo, chato, e uma forma reprimida de se viver a vida?

Independente de como você vê o assunto do orçamento, pode se concluir que ele melhorá-lo é sempre beneficial. Não estou aqui para julgar ninguém, mas tenho uma crença forte que ao alinhar os seus gastos com aquilo que te traz valor, e reduzir todos aqueles outros que não trazem, você pode obter economias altíssimas sem sentir que está fazendo algum tipo de sacrifício.

Como quase tudo na vida, é muito mais fácil falar sobre isso do que fazer. Felizmente, recentemente, me deparei com uma metodologia Japonesa de fazer orçamentos chamada Kakeibo 家計簿 (às vezes escrito kakebo), que busca aumentar as economias do lar focando na conscientização dos gastos. O Kakeibo busca facilitar o jeito de como as pessoas realizam orçamentos e é ambicioso; ele promete ao praticante uma economia inicial de 35% do salário.

Vejamos como este método ambicioso e tradicional funciona, e como ele se compara com o jeito do Pinguim de fazer orçamentos.

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Camadas de segurança contra emergências financeiras

A análise de risco é essencial para se manter uma mente tranquila e evitar surpresas que venham a danificar o seu patrimônio. Aumentar a segurança financeira requer reposicionar e repensar as utilidades e liquidez de cada ativo do patrimônio, e assim tentar obter o patrimônio mais eficiente e seguro possível. O conselho que geralmente é passado é o passo a passo do: saia das dívidas, monte uma reserva de 3 a 6 meses de salário e a partir daí comece a investir.

Neste post, compartilho a estratégia que tenho utilizado para posicionar meus contingentes de emergências financeiras através do conceito de camadas, tal como utilizado no âmbito da segurança da informação.

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Orçamentos para quem não gosta de orçamentos

O orçamento é o pilar mestre da independência financeira. Sem ele, sem este primeiro passo primordial, a estrutura inteira da IF desaba, já que sem saber com o que se gasta o dinheiro, não se tem o controle sobre o dinheiro. Infelizmente, a realidade é que muitas pessoas não gostam da idéia do orçamento, que um orçamento irá limitar demais a vida, ou que irão morrer se não tiverem champagne na janta do sábado ou o happy hour de toda sexta.

Bom… cada um tem a sua cruz pra carregar!

Neste post divulgo uma dica que me ajudou muito no desenvolvimento inicial do meu próprio orçamento, e que culminou na minha estratégia de economizar até 45% do meu salário. E a maior vantagem dela a meu ver é que ela não discrimina os seus gastos como um orçamento tradicional, e embora ainda necessite de uma certa disciplina para funcionar, não requer que você consulte mensalmente o seu caixa na hora de gastar com alguma coisa. Vamos ver como funciona.

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5 coisas que aprendi anotando todos os meus gastos por 2 meses

Resolvi recentemente controlar meu orçamento para melhor anotar os aportes mensais. No primeiro mês inteiro, o estudo foi 100% passivo: simplesmente anotava os gastos e separava por data e categoria e arquivava, sem esforço nenhum para controlar. Após um mês de dados arquivados, consegui separar as categorias e tive uma base para melhor conseguir me planejar, onde reduzir, onde aumentar, onde cortar, etc. O segundo mês teve uma aplicação mais ativa, onde eu com meu orçamento em mente resolvi controlar melhor as finanças.

Aqui estão algumas coisas que aprendi neste experimento:

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