podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: Objetivos de Vida e lições do Rock

Em qualquer aspecto da vida, não há nada melhor do que sabermos as condições pela qual teremos atingido alguma forma de sucesso. Seja financeiramente falando, ou qualquer outro objetivo de vida. Saber que estamos nos aproximando dos nossos objetivos é um dos melhores motivadores que podemos ter quando executando um projeto, e se soubermos que estamos nos distanciando, podemos fazer uso desta mensagem de erro para nos corrigirmos, aprendermos e aoerfeiçoar nossa execução.

Porém, quando há indefinição sobre o que o sucesso significa, ou quando a definição do sucesso está predicada em fatores inalcançáveis ou irrealistas, nossa realização pessoal sofre. Perdemos motivação para continuar ou ao longo do tempo tendemos a desistir de perseguir horizontes que nunca tendem a chegar.

Para mim, nada ilustra melhor este conceito do que a história do guitarrista Dave Mustaine, que fundou a banda Megadeth sob a premissa que seria mais famosa que o Metallica – do qual ele foi expulso em 1983. Vejamos como a história de Mustaine e outra sobre um quase desconhecido ex-integrante dos Beatles podem nos ensinar sobre como podemos viver nossas vidas de uma forma mais bem-realizada.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: Objetivos de Vida e lições do Rock”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: Quem determina a vitória na sua vida?

Independente de se você considera a independência financeira como um fim ou um meio, é imprenscindível que você saiba quais são as condições necessárias para você alcançá-la.

Será que 1 milhão de reais é suficiente? Será que alguma fórmula mágica conseguirá me trazer a resposta?

Infelizmente, a resposta para estas perguntas é muito pessoal e ninguém irá respondê-las melhor que você mesmo – quem vier com alguma fórmula mágica para você, por sinal, provavelmente está com segundas intenções por trás. E isto é uma coisa muito boa porque liberta você de um fardo que apavora muitos outros: o medo de estar fazendo alguma coisa errada perante aos outros.

O medo do julgamento alheio e da não-aprovação são obstáculos especialmente perigosos para qualquer um. Não só eles nos paralisam de continuar a seguir nossas vidas no nosso planejamento, eles também nos impedem de começar alguma coisa nova. A boa notícia, porém, é que esse medo é quase sempre irracional, e pode ser evitado com nada mais do que a boa e velha racionalidade.

Veja neste episódio como você pode evitar de cair na armadilha do julgamento alheio e uma lição de vida inusitada, ensinada por um projeto de software pouco conhecido chamado Berkeley Software Distribution

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: Quem determina a vitória na sua vida?”

Estudo de caso – qual é o custo dos seus sonhos?

Alguns diriam que Carla representa bem a classe trabalhadora – ou deveríamos dizer “batalhadora?” – Brasileira. Esforçada, dedicada e eficiente, Carla já possuia a carteira assinada desde os seus 19 anos de idade, e já sabia o que significa “ralação” desde então. Dinheiro é bom, ela aprendeu, mas vem às custas de um esforço próprio, um salário remunerado para um bom trabalho.

Como muitos outros jovens assalariados, Carla buscava melhores oportunidades de trabalho e salários mais altos. Com isso, ao longo de sua carreira profissional, passou por vários empregos e cargos, passando por tantos momentos de abundância e escassez salarial. Infelizmente, por falta de conhecimento financeiro próprio, Carla sempre saía de cada uma dessas fases geralmente no zero-a-zero: o salário era suficiente para passar sem muito aperto, mas as economias eram apertadas, algumas vezes sem qualquer sobra no fim do mês. Situação relativamente normal, pensava, pois afinal todos que ela conhecia pareciam compartilhar a mesma rotina.

Alguns meses mais gordos, as economias eram mais fortes e, ao longo da carreira, Carla conseguiu realizar alguns dos seus desejos menores de curto prazo. Melhorias para a casa, salões e procedimentos estéticos, roupas e bens representaram algumas de suas pequenas vitórias ao longo da vida, que logo eram resumidos à rotina de voltar à caça do salário.

E assim se passaram algumas décadas, e eis que Carla fez uma retrospectiva aos seus quarenta e poucos anos, descobrindo que deveria ter alguma coisa de errado na sua vida. Como uma pessoa que trabalhou por tantos cargos e empregos na vida por algumas décadas ainda não consegue aos quarenta ter algum feito financeiro significante? Sem casa ou um carro? Nem reserva de emergência? Era preciso rever o que estava errado. Felizmente, sua história deu uma guinada neste ponto.

Numa série de estudos de material financeiro que incluíram o blog e o livro do Pinguim Investidor, Carla radicalmente transformou sua vida financeira, conseguindo – de acordo com suas próprias palavras – juntar dinheiro significante pela primeira vez na sua vida. Carla arranjou uma oportunidade de emprego extraordinária, e seu salário foi significante pela primeira vez na vida. O dinheiro fora economizado consistentemente, e investido no Tesouro Direto.

Ela saiu finalmente do seu buraco financeiro, mas ao olhar o horizonte, surgiu uma outra dúvida: o que fazer agora com todo este dinheiro? Qual seria um investimento melhor do que o Tesouro Selic?

Carla entrou em contato com o Pinguim Investidor com esta pergunta fresca, parcialmente motivada por conta da constante queda da taxa Selic que tornou o Tesouro Direto muito menos atrativo do que antes. Uma análise mais a fundo, porém, revelou outros aspectos: sentindo-se “rica” pela primeira vez na vida, Carla também gostaria de dar um outro passo e utilizar dos recursos para conseguir realizar seus outros sonhos que não conseguira realizar desde jovem.

Viagens, procedimentos, tratamentos… várias coisas que, combinadas com o avanço de sua idade, certamente não poderiam “esperar cinco anos” como rege a regra de ouro dos investimentos. Assim, sobra uma pergunta clássica, balanceando desejo e razão, orgulho e dever, ego e id: devo realizar meus sonhos ou garantir meu futuro? Existe algum investimento que poderá me ajudar neste caso?

Infelizmente, a resposta que tenho para Carla não será aquela que ela estár procurando.

Continuar lendo “Estudo de caso – qual é o custo dos seus sonhos?”

O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência

Um dos fatos menos conhecidos da vida, profissional ou pessoal, é que você tem mais escolha sobre as batalhas e partidas que você disputa do que você imagina. E como todo bom jogo, é melhor escolher aqueles que você sabe que irá ganhar.

Nas finanças não poderia ser diferente – enriquecer pode ter vários significados, mas aquele que você atrela mais valor é o que você deve escolher como objetivo. Será que 1 milhão dá? Talvez 5? Talvez menos de 1 milhão com as condições corretas? A resposta dependerá do seu conceito de suficiência e planejamento, mas felizmente existem maneiras que você pode definir este objetivo, uma das clássicas sendo a boa e velha regra dos 4%.

É importante, porém, saber que existe um objetivo definido, onde você tem uma idéia pré-concebida de como isto é. A falta deste objetivo lhe deixa vulnerável à sugestões e ganância alheia, perpetuada principalmente por conta de agências de marketing, que com muito prazer irão mostrar a você outros objetivos que os favorecem mais do a você mesmo. Novamente, saber definir sua autossuficiência e objetivos financeiros é mais importante do que vocẽ imagina.

Neste episódio, mostro algumas formas como.

Continuar lendo “O melhor jogo é aquele que você ganha – a importância da autossuficiência”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade

Ao passo que muitos imaginam que a riqueza indefinida seja o caminho certo para a felicidade perene, são poucos os que realizam que, na verdade, o real trajeto pode ser justamente pelo caminho inverso: escolher quando dizer chega.

Ao contrário das expectativas sugeridas por vários coaches e “gurus” do desenvolvimento pessoal, ter a velha noção de “nunca estar satisfeito” pode não ser produtiva ao longo prazo, e até mesmo causar depressão no fim das contas.

Do outro lado, saber dizer chega e definir objetivos realistas e concretos nos motiva e nos traz realização em saber que conseguimos atingí-los, podendo assim decidir em seguir em frente com outras coisas. E especialmente quando se trata do FIRE, saber fincar a estaca e dizer que você conseguiu é crucial, impedindo que você fique para sempre na infâme corrida nos ratos.

Saiba mais sobre a importância desta autosuficiência mental e financeira neste episódio.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade”

Um milhão de reais é o suficiente? O fetiche pelo “milhão” e seus mitos

Nada aparentemente é tão icônico, tão simbólico e tão cobiçado para o enriquecimento quanto o número mágico do um milhão.

Milionário.

Um milhão de reais.

Um milhão de dólares.

Um milhão de visualizações.

Um milhão de seguidores.

Na casa dos milhões.

A humanidade parece ter um fetiche implícito por este número de um seguido de seis zeros, algo como um misticismo indicando tanto um objetivo cobiçado mas ao mesmo tempo inalcançável aos olhos de muitos, como uma lenda.

Este número é tão cobiçado e sonhado que muitos inclusive chegam a acreditar que ele é a resposta para os problemas financeiros da vida. É só chegar até aqui e tudo se resolverá, acreditam. Não há mais necessidade de se preocupar com mais nada na vida. Tal crença, porém, não tem fundo e é perigosa de se ter como um objetivo de vida: ela pode levar você à depressão por adaptação hedônica.

É importante, portanto, saber que ao passo que o mágico milhão é uma quantia considerável de dinheiro, ele não será uma solução mágica, uma bala de prata financeira na sua vida. Utilizá-lo como um dos marcos no seu planejamento financeiro faz mais sentido, assim como ter outros objetivos. Elaboraremos a fundo neste post.

Continuar lendo “Um milhão de reais é o suficiente? O fetiche pelo “milhão” e seus mitos”

Faux-Minimalismo: quando o menos nem sempre é mais (para as finanças)

No caminho para uma vida com mais realização pessoal e sentido, muitos se viram para o minimalismo como uma filosofia de vida para se liberarem do mal do consumismo descontrolado como fonte de prazer e organizarem melhor suas vidas em torno daquilo que realmente lhes faz feliz.

Eu mesmo tenho tentado me aventurar neste mundo e me tornar mais minimalista, mas ainda existem algumas barreiras me segurando: seja algum hábito que eu tenho, gazingus pin sendo comprado por impulso, ou até mesmo por não medo de me desfazer de alguma coisa que eu possa “vir a precisar.” Acredito que tenho tido um pouco de progresso individual, mas ainda tenho muito a evoluir neste quesito.

E enquanto o movimento do Minimalismo têm ganhado força mundialmente, em parte por conta de filósofos minimalistas famosos como Josh Millburn e Ryan Nicodemus, não posso deixar de notar que uma outra parte do mundo também tem aproveitado o crescimento deste movimento para lucrar vendendo o seu complemento aos adeptos desta filosofia. Nada de novo e nem errado aqui; afinal, quando se descobre ouro em algum lugar, lucra quem vende as pás.

Design simplista? Qualidade sobre quantidade? Acumular experiências ao invés de coisas? Sim, soam todos como atitudes bem orientadas ao minimalismo, mas será que continuam orientadas ao bem-estar da sua carteira? Para mim, alguns destes conceitos formam o que vim a chamar de faux-minimalismo, uma filosofia disfarçada de minimalismo, mas com a segunda intenção de obter o seu dinheiro e tirando parte da sua liberdade financeira em troca de uma aparência de minimalista.

Quais aspectos deste falso minimalismo podem deteriorar suas finanças? Vejamos neste post.

Continuar lendo “Faux-Minimalismo: quando o menos nem sempre é mais (para as finanças)”

Qual é a diferença entre investir e poupar?

Embora muitas vezes utilizados como sinônimos, Investir e Economizar são ações diferentes com propósitos e abordagens diferentes. E, ao contrário da hype que exista no YouTube sobre como “poupar é coisa do passado, você deve investir,” ambos são igualmente necessárias para atingir uma situação financeira tranquila e próspera.

Alguns fatores como horizonte de tempo, objetivo financeiro e dinâmica de aplicação e liquidez são necessárias para decidir quando e como realizar cada um dos dois, e nestes pontos, os dois são quase opostos polares. Por isso, confundir investimento com poupança pode ser perigoso para a sua situação financeira, especialmente quando se trata de alguns imprevistos onde você pode precisar acessar o dinheiro investido mais cedo do que planejado.

Conheça as diferenças cruciais entre o investimento e a poupança neste vídeo.

Continuar lendo “Qual é a diferença entre investir e poupar?”

Quando ser um “contrário” não é vantajoso

Até que descobrimos a independência financeira, geralmente vivemos uma vida bem padrão. Vamos para a escola, brincamos no nosso tempo livre, estudamos para o vestibular, fazemos faculdade e finalmente nos acomodamos no nosso trabalho nas próximas décadas. A partir daí, dinheiro é recurso para se divertir, comprar coisas que você não precisa, e outras das “felicidades” da vida adulta, como o happy hour, casa e carro próprio.

Em determinado momento, a educação financeira nos mostra que este modo de vida esbanjante é ineficiente, e estamos na verdade fazendo tudo errado. Aprendemos que os bancos não nos oferecem os melhores investimentos, que economizar e ser frugal não é sinônimo de deprivação ou limitação, e que o aporte constante é uma das forças mais poderosas do universo. Tendemos, então a nos tornar um termo que a finansfera gosta de jogar por aí: um contrário.

A essência do contrarianismo é que as oportunidades inexploradas se encontram além daquilo que é considerado popular, e atravessando o caminho menos explorado, podemos obter mais valor do que fazendo aquilo que é esperado da maioria.

Este mindset é rapidamente apontado como adotado por várias figuras bilionárias como Warren Buffett, Ray Dalio, que não seguem tendências de mercado, e traçam suas próprias estratégias impopulares de investimento com sucesso enorme. Empreendedores bem-sucedidos que “nadaram contra a maré das massas” em direção ao seu próprio sucesso também são apontados como contrários em seus próprios âmbitos.

Eu acredito profundamente que ser um contrário é essencial para atingir o sucesso – afinal, fazer parte da média é a antítese do sucesso. Porém, como tudo na vida, o contrarianismo deve ser balanceado dentre a vida total, e há uma hora e um contexto correto para aplicá-lo. Se abraçarmos a essência de ser um contrário em todos os momentos da vida, estaremos essencialmente nos tornando adversos e intragáveis para os grupos sociais nos quais participamos, resultando em simplesmente isolamento e oportunidades de networking perdidas.

Quais são alguns perigos de abordar o contrarianismo em todos os momentos da vida, e quais são os contextos onde ele se torna valioso?

Continuar lendo “Quando ser um “contrário” não é vantajoso”

O paradigma do Taco Bell na Independência Financeira

Na indústria alimentícia um problema frequente é a gestão do estoque. Clientes devem ser servidos com os ingredientes em questão, mas se estes não forem consumidos prontamente o suficiente, há um risco da validade passar e eles serem perdidos como prejuízo. É necessário um equilíbrio precioso para conseguir atender a fome dos clientes sem falta e evitar o prejuízo com comida estragada, que os gestores de restaurantes analizam mês a mês para se aperfeiçoar.

Em meio à este precioso jogo de equilíbrio, uma rede de fast food parece ter se destacado: Taco Bell. O Taco bell possui um diverso menu de vários pratos distintos, mas todos são feitos a partir de oito ingredientes básicos. Ajustando e apresentando cada ingrediente (carne moída, queijo ralado, tortillas…) de uma certa forma específica, cria-se um prato completamente diferente do anterior. Apenas utilizando e reutilizando ingredientes que eles já possuem, a rede de fast food consegue abastecer todo o seu menu sem se preocupar muito com excesso ou falta dos ingredientes. Eles se abastecem e se sustentam com o que têm.

No âmbito da programação de computadores, este “modelo Taco Bell” é utilizado por administradores e desenvolvedores para criar soluções com apenas componentes já prontos do sistema operacional que executam tarefas simples, arranjando-os de forma a performar uma tarefa mais complexa. Conhecido também como Princípio Unix, este modelo permite que você simplifique o desenvolvimento e evite retrabalho em criar a mesma coisa duas vezes.

E, igualmente, você pode aplicar o modelo Taco Bell para a sua vida financeira também. Enquanto algumas pessoas te encorajam a começar a diversificar suas fontes de renda, investir em ativos de alto risco sem compreendê-los bem, ou abandonar o seu emprego para começar um negócio próprio, muitas vezes a sua vida atual, do jeito que está, pode ser o suficiente.

Pode ser simplesmente uma questão de arranjar os fatores da maneira certa.

Continuar lendo “O paradigma do Taco Bell na Independência Financeira”