O Robin Hood da vida real não se deu bem no final

No começo deste mês, um engenheiro de testes ex-contratado Ucraniano da Microsoft fez a capa de vários jornais e veículos de notícias online com uma manchete que parecia ser tanto assunto de filme policial quanto um conto do Robin Hood na vida real: Volodymyr Kvashuk roubara do seu empregador mais de 10 milhões de dólares durante o curso de dois anos lá trabalhando.

Várias perguntas vêm à mente ao ler uma manchete como estas: como uma empresa de tal porte não detectou um desvio tão grande de dinheiro? Como uma pessoa conseguiu desviar tanto dinheiro por tanto tempo sem ser detectada? Como conseguiu declarar licitamente tanto dinheiro, ou explicar as compras luxuosas que resultaram deste dinheiro?

Uma coisa é certa: não há como simpatizar com o lado do contratado neste caso, nem quando se gosta tanto do Software Livre. A atitude dele foi desonesta e completamente egoísta, buscando nada além do seu ganho próprio e um dinheiro rápido e fácil. Felizmente, a justiça foi feita, mesmo se tardia, e ao fim das contas Kvashuk servirá nove anos de prisão pelos seus atos, seguindo de uma provável deportação dos Estados Unidos.

Ainda assim, o caso traz algumas considerações sobre todo o acontecido e a quantia monstruosa de dinheiro envolvida, que para muitos de nós será mais do que poderíamos pensar em ganhar durante nossas vidas. O que seria possível realizar caso este dinheiro fosse lícito? Qual o padrão de vida que poderia ser comprado? Seria possível se aposentar em qualquer lugar do mundo com esta quantia no bolso?

Vejamos mais sobre este curioso caso neste post.

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Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado”

Os livros do autor e pesquisador americano Thomas J Stanley sobre milionários nos Estados Unidos se tornaram clássicos da bibliografia FIRE mundial. Lançado em 1996, o livro O Milionário Mora ao Lado se tornou um best-seller do New York Times daquele ano, mas são poucos os que conheceram a sua sequência A Mente Milionária publicada em 2001.

Não há dúvida que o conteúdo deles e sua pesquisa foram valiosíssimas para finanças pessoais no mundo todo, começando pela sua desmistificação sobre o que é necessário para se tornar um milionário nos Estados Unidos: não é nascença, sorte, nem afiliação política, e sim uma questão simples de acumulação de patrimônio.

Dentre as inúmeras lições de Stanley publicada nesta série, três conceitos em particular são importantes para mim, e merecem um grande destaque para qualquer um que almeja enriquecer ou alcançar a independência financeira em sua vida. Neste episódio, exploro tais conceitos e os livros a fundo.

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Resenha do Pinguim #5 – Série Milionários de Thomas Stanley

Depois de um grande hiato na série, o Pinguim está de volta com mais uma resenha. Desta vez, falo sobre os trabalhos do Dr Thomas J Stanley, um pesquisador Americano especialista na vida dos Milionários e High Net Worth Individuals (HNWI) dos EUA.

Provavelmente muitos da Finansfera já ouviram falar pelo menos do primeiro livro dele, The Millionaire Next Door onde ele quebra alguns mitos sobre o que significa ser milionário, mas nunca ouvi ninguém mencionando seu outro livro, follow-up do anterior, The Millionaire Mind (não confundir com o Secrets of the Millionaire Mind de T. Harv Eker, também muito bom que li, mas aborda outro contexto). Este post, assim como o anterior do Kiyosaki, irá cobrir ambos os livros.

Incidentemente, foi só depois de terminar os dois que descobri que ele havia falecido em 2015, então este post também fica como um tributo para os seus trabalhos.

Estes dois livros possuem o dom de serem altamente didáticos, com leitura fácil e simples de compreender até por um leigo, e ao mesmo tempo serem altamente técnicos com conceitos de estatística e matemática aplicada dignos de um candidato a doutorado fazendo tese. Felizmente, comparado com o Early Retirement Extreme, a leitura destes é muito mais fluida.

Stanley tem um hábito como pesquisador e acadêmico de abreviar muitos de seus termos utilizados como PAW, UAW, IA, BA, EPH, EOC, etc, e irei reproduzir alguns neste post para padronizar.

Vamos ver quais insights dos milionários podemos aprender.

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