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Podcast do Pinguim: Quem determina a vitória na sua vida?

Independente de se você considera a independência financeira como um fim ou um meio, é imprenscindível que você saiba quais são as condições necessárias para você alcançá-la.

Será que 1 milhão de reais é suficiente? Será que alguma fórmula mágica conseguirá me trazer a resposta?

Infelizmente, a resposta para estas perguntas é muito pessoal e ninguém irá respondê-las melhor que você mesmo – quem vier com alguma fórmula mágica para você, por sinal, provavelmente está com segundas intenções por trás. E isto é uma coisa muito boa porque liberta você de um fardo que apavora muitos outros: o medo de estar fazendo alguma coisa errada perante aos outros.

O medo do julgamento alheio e da não-aprovação são obstáculos especialmente perigosos para qualquer um. Não só eles nos paralisam de continuar a seguir nossas vidas no nosso planejamento, eles também nos impedem de começar alguma coisa nova. A boa notícia, porém, é que esse medo é quase sempre irracional, e pode ser evitado com nada mais do que a boa e velha racionalidade.

Veja neste episódio como você pode evitar de cair na armadilha do julgamento alheio e uma lição de vida inusitada, ensinada por um projeto de software pouco conhecido chamado Berkeley Software Distribution

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O que o iPad Pro me ensinou sobre finanças

Recentemente, surpreendi a Sra Pinguim com um presente especial para o nosso aniversário de casamento: comprei a ela um iPad Pro da Apple. Assim, indo contra todo o meu ethos hacker do Linux, me tornei um proprietário de produtos da Apple. Mas incrivelmente, não comecei imediatamente a morar no Starbucks, usar óculos de armação preta grossa, e nem usar roupas de marcas desconhecidas. Acho que sou imune ao vírus do hipster.

Após toda a hype de comprar o vangloriado produto, finalmente nos recostamos e começamos a usar o aparelho em casa. Para a grande surpresa de muitos, não fiquei nada impressionado pelo iPad e – muito pelo contrário – acabei achando ele meio esquisito de usar. Não há como acessar o filesystem por baixo dos aplicativos para buscar arquivos individuais? Todo comando “abrir com” é chamado “compartilhar?” Você precisa instalar um aplicativo para transferir arquivos entre um computador e o iPad? Me parece que várias funcionalidades básicas de um computador pessoal foram casualmente “removidas” em prol de… de que mesmo? Segurança? Simplicidade? Ou seria simplesmente “porque somos Apple e somos diferentes?” Não consigo dizer exatamente.

Talvez seja porque cresci com e vivo atualmente usando teclado e mouse, e a idéia de ficar sempre tocando na tela para fazer qualquer coisa não vai muito com a minha idéia de produtividade. Mas claro, eu não sou o usuário final do dispositivo, e para a Sra Pinguim eu tenho certeza que o iPad irá serví-la bem, já que é uma ótima plataforma para fazer arte e design.

Deixando opiniões pessoais a parte, enxerguei um paralelo claro entre a utilização do iPad Pro vs algum outro computador e a nossa forma de gerir nossas finanças. Talvez a Apple ache que retirar a capacidade de trabalhar como um computador comum traga “segurança” ao sistema por inteiro, mas custa a flexibilidade de uso por alguém experiente. Esta falta de flexibilidade e “terceirização da gestão” são coisas que os bancos também nos oferecem como um serviço de “conveniência,” para aliviar-nos do fardo de ter que aprender a investir.

Esta é uma das metáforas que existem entre os dois casos. Vejamos outras neste post.

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Sobra cognitiva e a quarentena

A quarentena global que o COVID-19 impôs à todos foi sem dúvida um efeito contra o qual quase não foi possível prever. Com milhões de pessoas confinadas às suas casas, e, subitamente com todo aquele tempo que a princípio nunca conseguiam reservar de volta às suas mãos, igualmente elas não estavam preparadas para o que aconteceria em seguida. Num ambiente estranho, um home office que cada vez mais “home” do que “office” perfeito para aumentar as distrações, e com vastas oportunidades para procrastinação facilitadas como a abertura dos canais de TV a cabo, disponibilização de programação de entretenimento gratuita, simplesmente não pudemos resistir a uma tendência natural do ser humano: a procrastinação.

Se você acha que esta tendência a procrastinar é algo moderno, fruto de um mundo repleto armadilhas de atenção – como cada um dos seus aplicativos no seu smartphone – porém, pense novamente. A verdade é que durante cada fase da evolução da sociedade humana como um todo, todas as vezes que alguma grande invenção ou descoberta é feita que libera mais tempo para as pessoas, a tendência à procrastinar imediatamente se instala. Um grande exemplo foi a crise do Gin de Londres no Século XIX, onde um país recém-transformado pela revolução industrial encontrou grande parte da população ociosa na maior parte do dia, sem mais precisar trabalhar horas por dia no arado para receber comida, por exemplo. Para “passar o tempo” antes impossível de ser obtido, as pessoas passaram a se intoxicar com álcool, especialmente o forte Gin da época.

Tendências como esta nos mostra um exemplo de sobra cognitiva, onde as pessoas recebem a oportunidade (seja em tempo, segurança ou realização fisiológica) de utilizar seu intelecto, mas acabam por disperdiçá-lo em prol do ócio ou outra atividade não-produtiva. Este termo foi criado pelo sociólogo americano Clay Shirky em seu livro Cognitive Surplus para descrever a tendência atual que, graças aos nossos dispositivos e entretenimento disponível 24 horas por dia, ignoramos nosso potencial cognitivo para “descansar a mente” com entretenimento e outros disperdícios mentais. E especialmente durante esta quarentena do COVID-19, pudemos ver a estensão que esta sobra cognitiva pode ter, começando na nossa própria rotina.

É importante observar a nossa própria sobra cognitiva como uma reflexão sobre o quanto estamos produzindo durante esta quarentena. E embora este tópico possa esbarrar na constante fala de produtividade, há um assunto mais profundo sobre o desenvolvimento pessoal que precisamos observar nestes casos: o nosso constante aprendizado.

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Como começar a usar o Linux plantou a semente do meu sucesso

Em 2010, estava voltando da faculdade para o meu quarto quando notei que meu computador estava agindo de forma estranha. A tela estava acizentada e nada que eu fizesse conseguia tirá-lo daquele estado. Tentei utilizar a solução prática e resetá-lo, mas ele nunca mais acordou. Tive que levá-lo ao suporte técnico do campus, e, como resultado, ficaria sem um computador por alguns dias.

Ficaria, pois eis que surge o meu amigo que cursava ciências da computação e me fez uma oferta que me transformou a vida.

Não tem problema, Pinguim, se você quiser, eu empresto o meu laptop secundário pra você. Mas ele roda Linux. Pode ser?

Escolhi o Linux mais por receio de não ter um computador por alguns dias, mas não pude deixar de pensar: não é aquela coisa de nerds e hackers de computador? Será que vou conseguir usar? Algumas semanas depois, o Linux se tornou o meu sistema operacional primário, e com ele, um valor importantíssimo se instalou na minha vida.

Na hora, não havia percebido isso como pertinente, mas hoje, olhando para trás, posso ver como foi importante realizar esta decisão na minha vida. E ao passo que várias melhorias – inclusive financeiras – surgiram em questão de começar a utilizar o Linux, marco um bom hábito em especial como a origem de tudo: o mindset do autodidata.

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Qual é o destino das suas coisas velhas?

Durante a minha estadia de férias, voltei e passei algumas semanas na casa dos meus pais que não via há muito tempo. Entre matar a saudade, curtir uma pequena preguicinha de filho e comida muito boa e abundante – highlight de toda visita aos pais – tomei um tempo para dar uma revirada em algumas coisas minhas que ainda ficaram por lá. Queria ver se achava alguma coisa interessante ou jogava fora coisas que já não me têm propósito útil (um ótimo exercício para o minimalismo que ainda busco alcançar).

Encontrei muita coisa interessante, coisas que me trouxeram nostalgia e fizeram rir, e roupas que me fizeram perguntar porque havia comprado em primeiro lugar. Porém, uma das coisas que mais me marcou foi a quantidade de computadores e eletrônicos velhos que haviam sido acumulados nos armários.

Estes, diferente das roupas e outras coisas, eu entendo que foram comprados com um propósito nobre em mente e tinham uma necessidade real na época da compra. Porém, não pude deixar de pensar ao mesmo tempo que eles envelheceram bem precocemente em relação às outras coisas na casa. E não estão sozinhos: no mundo de hoje cada vez mais os bens de consumo de tecnologia estão ficando descartáveis. Celulares novos com vida útil de 1 a 2 anos, computadores que ficam lento quase que da noite pro dia.

No dia da compra, o novo computador ou celular e colocado num pedestal e adorado pelo dono. Que magnífico! Com o decorrer do tempo, porém, a magia passa, a percepção também, e quando se vê, o dono nada mais quer do que substituí-lo por um novo.

Será esse o destino de todas as coisas velhas?

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Segurança Digital #3 – Como memorizar dezenas de senhas sem fazer esforço

Continuando a nossa série de segurança digital, é hora de ficar um pouco mais técnico e conversar sobre uma coisa meio sensível: senhas.

Todos nós temos que criar e gerenciar alguma senha algum dia na vida, seja na hora de criarmos nosso primeiro email ou quando o aviso do Windows no trabalho diz que sua senha já tem mais de três meses e você precisa trocá-la – o que é ridículo, por sinal.

Então hoje em dia somos treinados desde pequenos a construir senhas fortes. Os requisitos básicos a gente foi adestrado já a incluir: mais de 8 caracteres, caixa alta e baixa, incluir um ou mais caracteres alfanuméricos… regras que nem fazem a senha tão forte assim.

E infelizmente, o mais interessante é que, uma vez que passamos todos estes requisitos e decidimos uma senha, agarramo-nos à ela como se fosse nossa fonte de vida online: não queremos mudá-la de jeito algum, e somos tentados a usá-la em todos os outros lugares que precisam de uma senha. Mas será que isso é algo seguro?

Depende. Você usaria uma única chave para abrir todas as portas, gavetas e carros que possui?

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Fique rico com… o Linux?

Ultimamente o Pinguim Investidor tem falado bastante sobre a parte de investir, mas pouco da parte Pinguim. Esse post joga um pouco pro outro lado da balança, enquanto ainda se mantendo no tópico da finansfera.


O seu computador e o software que ele roda na superfície parecem indiferentes, quase imperceptíveis na vida corrida de hoje. Com a velocidade e ubiquidade do smartphone, ninguém mais tem tempo pra parar e tentar entender como funciona a tecnologia, basta apenas que ela funcione. Poderia ser que, utilizando um sistema livre, completamente aberto e modificável, e desenvolvido independentemente por milhares de voluntários ao redor do mundo, você poderia enriquecer? A incrível resposta é sim.

Eu sou um grande fã do GNU/Linux. Eu o considero um sistema estável, eficiente, leve nos recursos, e que, em retrospectiva, me ajudou a enriquecer bastante na vida, até mesmo quando eu não esperava. O enriquecimento foi imperceptível pela maior parte da minha vida porque de certa forma, o prazer de usar e aprender o Linux mascarou o processo, e quando olhei pra trás já havia acumulado um monte de coisa. Aqui estão algumas coisas que o Linux pode te ajudar em ficar rico.

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