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Podcast do Pinguim: o que significa segurança ao investir?

Provavelmente o maior tabu que previne alguém de investir em primeiro lugar é o medo. Medo do desconhecido, do incerto, mas em especial, medo daquilo que é percebido como arriscado e inseguro. A bolsa, com sua movimentação essencialmente imprevisível, traz pavor para quem está acostumado com um planejamento linear e com todas as variáveis satisfeitas. É natural alguém que está começando perguntar algo como “quais são os investimentos mais seguros,” a qual a resposta tradicionalmennte envolve a renda fixa.

Ironicamente, segurança predicada na previsibilidade e oscilação de um investimento (volatilidade) é uma das maiores ilusões que se pode ter ao investir. A “linearidade” pode esconder um possível risco, mas o mais importante é o oculto vilão do planejamento financeiro: a inflação.

Veja neste episódio como os conceito comuns de segurança e risco nos investimentos são um pouco diferentes daqueles apresentados no nosso cotidiano, e como você, com a percepção correta, pode melhorar seus investimentos.

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O que faz um investimento seguro?

Qual é o segundo investimento mais seguro que existe depois do Tesouro Direto?

Calma. Releia a frase antes de tentar começar a responder. Respire. Pense com cuidado a respeito da pergunta.

Respirou? Beleza, pode responder agora.

Se você começou a pensar sobre algum CDB, LCI ou LCA por causa da garantia do FGC… pode parar. Você acabou de cair na pegadinha do óbvio-mas-não-óbvio.

Mas e aquele papo de ser um investimento seguro, afinal é renda fixa e garantida pelo FGC até R$250,000…?

Se você pensa desta forma, as chances são que você não está exatamente entendendo o que significa segurança nos investimentos. Não só esta mesma “garantia” lhe limita o horizonte de pensamento (“enquanto eu ficar abaixo dos 250 mil beleza!”), ela também nos torna cego para os riscos inerentes de qualquer investimento – incluindo a renda fixa.

Porém, há um outro quesito pouco explorado quando se trata de segurança em meio aos investimentos que até há relativamente pouco tempo era pouco considerado. Este é a proteção do poder de compra do seu dinheiro. Isso mesmo – a velha inflação que sileciosamente mas certeiramente irá reduzir o valor do seu patrimônio ao longo do tempo.

Combinando o poder corrosivo da inflação com um pavor irracional que muitos possuem quanto a imprevisibilidade da bolsa de valores no curto prazo, vemos que não começar a investir se torna o real risco de segurança financeira. Vejamos mais sobre isto, e como podemos reverter esta aversão a riscos neste post.

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FIRE no futuro: como acertar um alvo móvel?

A matemática por trás da Independência Financeira é simples, e não requer conhecimento matemático avançado: pegue o valor do seu custo de vida total mensal, adicione uma margem de segurança, e multiplique o resultado por 300. O número que você obter é o valor do seu patrimônio mínimo necessário para obter renda passiva suficiente para cobrir seus custos sem que o patrimônio principal se derreta e com o menor risco disponível.

Simples e direta, esta fórmula é importante e prática na hora de se planejar e estabelecer metas, e eu a utilizo com frequência ao introduzir finanças pessoais para os outros, ou conversar sobre ela com a minha família. Porém, enquanto esta fórmula é manjada por todos no âmbito das finanças pessoais, há um detalhe importantíssimo que esta simples fórmula omite, até porque é fora do seu escopo prevê-la: a inflação.

Esta queridinha é importante análise do FIRE porque coloca dois fatores em campo que muitos se esquecem na ansiedade de decidir em que ponto parar: o tempo e o poder de compra do seu dinheiro. Ambos são indesejáveis, mas são necessários para fazer uma análise de risco completa – sem eles, todo o seu planejamento e execução podem ser penalizados gravemente no futuro quando você descobrir que seu dinheiro planejado tão cuidadosamente lá atrás não consegue suprir suas necessidades ou vontades.

Como você deve considerar a inflação na hora de estabelecer suas metas do FIRE? Incluindo-a como um alvo móvel no alcance da independência financeira.

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