Onde você lastreou sua felicidade?

O que guia a sua vida diariamente? O que faz você Seria um objetivo, um plano, um conceito, um sonho?

Qualquer que seja o seu guia, essencialmente ele age como um lastro da sua felicidade. Por trás de todas as camadas de abstração, o que queremos é simplesmente estar felizes, independente de como manifestamos este objetivo. O sentido da vida e a felicidade são assuntos que cobrem centenas de livros e outras publicações, e deram origem à escolas de filosofias inteiras. Este assunto é central para a vida humana, mas mesmo assim, não paramos para refletir em quão importante é esta questão nas nossas vidas e, como consequência, seguimos cegamente o caminho que nos aparece, sem questionar ou tentar mudá-lo para melhor.

Conscientemente ou não, todos nós deixamos nossa felicidade lastreada em alguma coisa, e dependendo da natureza dela, podemos acabar sofrendo ao buscá-la, seja por ser uma busca infinita impossível de ser saciada, ou pior: se essa coisa for finita e um dia acabar.

Este dilema é especialmente importante para nós, que buscamos a independência financeira, pois se trata de um objetivo relativamente fixo e muitas vezes com uma data marcada. Enquanto não a atingimos, temos todos os horizontes bem-definidos: orçamentos futuros planejados, montante de capital necessário para renda passiva calculado e investimentos em dia. A IF age como um guia diário, o nosso lastro diário de vida onde comemoramos cada passo à frente – mas pouco foco é dedicado à vida pós-IF.

O que você faria se, da noite para o dia, tudo o que você sempre sonhou finalmente se materializasse em sua possessão? Certamente, durante as primeiras semanas e talvez meses seriam só festa.

Mas e depois?

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O dinheiro é igualmente verde para todos

Os livros da série dos Milionários de Thomas Stanley são uma leitura duplamente construtiva: não só servem como um guia prático sobre o que a riqueza realmente é, como também servem como uma inspiração importante para quem está na buscando enriquecer e alcançar a independência financeira.

Uma das partes mais inspiradoras é que Stanley explica como pessoas com origens humildes, ou até mesmo miseráveis, conseguiram eventualmente “virar o jogo” e enriquecer – e muito! – no decorrer de suas vidas. Por exemplo, Stanley descreve um HNWI dos EUA que era um motorista de ônibus escolar que aprendeu a investir por conta de querer trazer um futuro melhor para o filho. Seus retornos foram tão altos e complexos que ele não só ficou milionário, como entrou para o ranking de multi-milionário.

Muitas lições podem ser tiradas destas histórias: aporte mais e gaste menos, esteja sempre aprendendo coisas novas, persistência ganha de perfeição, etc. Mas a lição central mais comum e poderosa é outra: o dinheiro não discrimina a ninguém.

Pense naquela pessoa que enriqueceu catando lixo, pegando coisas usadas, restaurando e revendendo, mas hoje comanda uma rede de varejo nacional. Se esta pessoa tivesse parado para pensar que estava revirando lixo para se sustentar e deixasse o seu orgulho tomar conta, com certeza não estaria na posição de poder de hoje. Mas esta pessoa não julgou a fonte de renda que tinha e acreditou – e o retorno contou.

E mesmo assim, vejo que muitos, no escritório e à parte na vida, ainda discriminam o dinheiro de forma brutal.

Todos conhecemos alguém assim. Alguém que aceita trabalhar de supervisor técnico de operações de gerenciamento do departamento de organização da divisão XYZ, ganhando R$3200 ao mês, mas descarta qualquer idéia de ganhar a mesma coisa mas trabalhar a metade do tempo revendendo coisas usadas ou atacado online pois “não estudou pra fazer este tipo de coisa.”

Ou aquela que se mata de trabalhar como secretária 12 horas por dia atendendo a uma diretoria selvagem que não está nem aí para a situação dela, mas despreza os amigos que se aventuraram abrindo uma franquia, pois “é arriscado demais, e com a crise temos mais é que procurar segurança.”

E que tal aquele outro zomba do colega que tirou o Sábado para dar aulas particulares de Inglês e Matemática e tirar R$500 a mais enquanto ele mesmo passou o dia bebendo num bar encarecido e reclamando que nunca sobra dinheiro no fim do mês.

Eu não sei o que foi que o dinheiro fez pra eles, mas deve ter sido feio para eles estarem julgando o dinheiro assim, tão fortemente. Se eles apenas soubessem que o dinheiro nunca os julgaria de volta, talvez suas situações financeiras estivessem melhores.

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Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

Mais um comentário do Pinguim para você, e desta vez trago um vídeo que apareceu no meu feed de inscrições no YouTube feito pelo Rafael Seabra. O canal dele foi um dos primeiros que eu comecei a seguir assim que comecei a me aprofundar na educação financeira, e o assisto regularmente até hoje.

Seabra postou um vídeo com um título de opinião meio forte, falando sobre os tributos absurdos pagos no Brasil sobre bens e commodities básicos em comparação a outros países desenvolvidos ou não. Eis o link do vídeo:

Embora a tributação seja um assunto delicado, que causa muitas discussões sem fim nos cantos da internet, eu acredito que o ponto do Seabra é mais interessante para quem procura se desenvolver e buscar independência financeira. A lição que o vídeo nos traz é que a sua preparação deve estar pronta para que quaisquer que sejam os problemas e decisões alheias.

Em outras palavras, o que é melhor: reclamar sobre o governo, a situação da economia ou do emprego, ou tomar as rédeas da sua vida e começar a se educar financeiramente?

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Photo by Suhyeon Choi on Unsplash

Reflexões: lições após 1 ano de aprendizado financeiro

O post de hoje é muito especial para mim. Ele é especial porque representa um marco na minha vida: há um ano, em Maio de 2018, comecei a minha jornada em busca da Independência Financeira.

Eu já possuia algumas tendências frugais antes disso (às vezes me chamavam de Tio Patinhas), mas na verdade nunca havia prestado muita atenção às minhas finanças, e muito menos me atentado ao potencial de maximizar os benefícios combinando-as com investimentos.

Ano passado isso mudou. E a minha vida mudou completamente em consequência disto.

Um dos primeiros posts que publiquei aqui conta a minha história e evolução de mindset que tive desde que comecei a vida adulta. Aqui compartilho alguns insights que tive nesta jornada de um ano atrás até hoje.

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Educação Financeira #1 – O básico do básico

Abril é o mês da Educação Financeira! Seguindo o espírito, o Pinguim Investidor está voltando aos básicos e ensinando os fundamentos do caminho à independência financeira.


Um dos primeiros posts que coloquei no site é entitulado de “O que significa ficar rico, afinal?” Neste post expliquei o conceito da regra dos 4% e o que ela significa para alcançar o estado de “riqueza” mas percebi que talvez alguns fundamentos necessários para entender por completo não haviam sido esclarecidos no post. Então, a pedido de alguns leitores do blog, decidi voltar ao básico para esclarecer os conceitos básicos da independência financeira. Cada sessão desse post será expandida em um artigo dentro desta série.

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