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Podcast do Pinguim: Qual é o propósito dos investimentos?

Mas vale mesmo a pena deixar de trabalhar e ter mais preocupação que nao vai ter dinheiro o suficiente e ainda ter que passar o resto da vida na chata tarefa de administrar investimento e dinheiro? Pra mim acho que não.

Henry

Este comentário foi postado por um leitor num episódio anterior, O poder da constância nas suas finanças. E embora reconheço que a percepção de valor dos investimentos é subjetiva e varia bastante, acredito que neste caso houve um desentendimento sobre qual é o real propósito dos investimentos na vida.

Se você ama o seu trabalho, isto é ótimo. É uma coisa que poucos genuinamente conseguem afirmar, e na maioria das vezes não dura para sempre. Há um problema, porém, em depender do trabalho e do salário. Não só esta dependência é a razão pela qual muitos acabam por odiá-lo, ela também abre espaço para um desastre caso uma interrupção do salário ocorra, e você se encontre sem receita durante algum tempo.

Há maneiras de mitigar, e até evitar, estes efeitos da dependência do trabalho, e sem dúvida a mais simples é através de investimentos. Veja porque, e outras formas, neste episódio.

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Seu salário não vai te salvar

“Se eu tivesse um emprego melhor, tudo estaria resolvido.”
“Se meu chefe fosse outro, não teria tantos problemas”
“Se meu salário fosse maior, não estaria neste marasmo.”

Quando não se tem muita noção de educação financeira, é comum procurar um fator externo para culpar os problemas da vida, e frequentemente este se torna o salário ou o emprego atual.

Ao passo que, especialmente no começo, um salário tem muita influência na sua situação financeira, é preciso realizar que ele não irá manter você rico se você não encontrar outras formas de obter renda e fazer seu dinheiro trabalhar para você. Muito pelo contrário: se você sempre depender do seu salário, será um escravo do seu emprego para sempre.

Como você pode virar o jogo numa situação como esta? Como sempre, a resposta é investindo. Veja mais detalhes neste vídeo.

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Aposentadoria móvel e flexibilidade – ainda podemos confiar na regra dos 4%?

A maior fraqueza dos adeptos à filosofia FIRE (acrônimo para independência financeira, aposentadoria precoce em inglês) é a mesma coisa que os torna poderosos em primeiro lugar: os seus investimentos. Quando seguimos a filosofia à risca, buscamos acumular patrimônio investido para obter renda passiva o suficiente para cobrir todos os nossos gastos de vida – numa condição conhecida como Independência Financeira. Um conceito simples, mas que revolve em torno de uma questão de ouro: quanto, exatamente, é necessário para isso acontecer?

Como praxe, utiliza-se uma famosa guia conhecida como regra dos 4%, descoberta inicialmente pelo americano William P. Bengen em 1996. O estudo de Bengen e o Trinity Institute concluiu que, historicamente falando, recém-aposentados poderiam sacar anualmente até 4% das suas carteiras de investimento sem ficar sem dinheiro durante o resto da vida. Este número ficou tão famoso que nomeou a regra, e ficou conhecida como taxa segura de retirada (TSR).

Por trás da brilhante simplicidade desta fórmula, porém, existem vários pressupostos ocultos que, embora comuns no ambiente estudado por Bengen, podem ser longe da realidade de um FIRE brasileiro. E quando sua estratégia inteira de aposentadoria se baseia nesta única fórmula, um erro de cálculo pode se tornar um desastre no longo prazo.

Durante o começo da crise do coronavírus em 2020, muitos corretamente se questionaram sobre a validade da regra dos 4% num ambiente econômico mais volátil e menos maduro como o Brasil, culminando com o post da Yuka do Viver Sem Pressa onde ela disserta sobre a necessidade da flexibilidade numa vida pós-FIRE no Brasil. E em meio a tudo isso, com a bolsa novamente se recuperando, a velha pergunta permanece: ainda podemos confiar na regra dos 4%, afinal?

A realidade é que, embora sua aplicabilidade seja duvidosa num cenário de países em desenvolvimento, ainda podemos utilizá-la como um guia para o nosso macroplanejamento financeiro. Veja neste post como.

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Podcast do Pinguim – É possível enriquecer apenas com a poupança?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre que pensar no triângulo de acumulação patrimonial, que indica os três pilares que impulsionam nossas finanças para frente: renda, economia e investimentos.

Cada um deles é mais relevante às nossas finanças dependendo da nossa situação atual; nos primeiros estágios, quando estamos com pouco capital acumulado, dependemos largamente da nossa renda total e nossa capacidade de economizar para enriquecer, com os investimentos tendo uma influência relativamente menor.

Com isso, aparece a seguinte pergunta: é possível enriquecer e atingir a independência financeira somente utilizando o poder do aporte (renda menos economia) e a poupança? A verdade é surpreendentemente sim, embora esta seja uma das formas menos eficientes que existem.

Veja como isto é possível neste episódio.

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Podcast do Pinguim – Dinheiro e Liberdade Pessoal

Se existe um único conceito que todos deveriam aprender quando se trata da educação financeira, este é a relação entre o dinheiro e a liberdade pessoal.

Os ricos não perseguem o dinheiro simplesmente para cegamente acumulá-lo; eles possuem um propósito maior para acumular esse dinheiro. E a verdade é que, gostando ou não, o dinheiro se tornou a medida mais próxima de liberdade que possuímos na vida moderna.

Pense nisso: você poderia ir para uma casa de praia passar uma temporada se quisessse? Provavelmente não, e a razão principal não deve ser a falta de dinheiro, mas sim a falta de tempo e permissão. Você está atado ao seu emprego atual, o que lhe limita a liberdade de ir onde você quer e quando você quer.

Colocando o dinheiro em abundância nesta equação, duas coisas acontecem: você passa a não se preocupar tanto com o seu emprego atual (afinal, você não depende mais do salário), e você passa não se preocupar com o tempo que estaria improdutivo, sem render um salário. E quando você atinge a independência financeira, é exatamente isso que acontece.

Neste episódio, exploro como a procura por riqueza é – no final das contas – sempre em relação à liberdade, e como suas decisões financeiras podem te aproximar ou afastar deste destino tão sonhado.

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É possível ficar rico investindo na poupança?

Seria possível ficar rico investindo apenas na poupança? Eu acredito que sim.

Será que deu a louca no Pinguim? Será que as perdas na crise causaram insanidade e regressão para os seus tempos pré-educação financeira? Será o fim da credibilidade deste site?

Muito pelo contrário. Mesmo com o medo e pânico generalizado na bolsa, estou calmo e mantendo o meu planejamento em curso. E enquanto há várias razões e casos nos quais devemos fazer uso da poupança e dos bancos durante o nosso curso até a independência financeira, acredito que a poupança não deve ser considerada uma forma sequer de investimento.

Ainda assim, concluo que é possível sim enriquecer e talvez até se tornar independente financeiramente até mesmo se o seu único investimento seja a caderneta de poupança. Como isso seria possível? A resposta envolve educação financeira e disciplina na rotina, e de longe não é a forma mais eficiente de se realizar a tarefa – mas não significa que seria impossível de realizar. O que isso prova, porém, é que enriquecer é uma questão matemática, e consequentemente possível para todos.

Vou mostrar como neste post.

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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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O paradigma do Taco Bell na Independência Financeira

Na indústria alimentícia um problema frequente é a gestão do estoque. Clientes devem ser servidos com os ingredientes em questão, mas se estes não forem consumidos prontamente o suficiente, há um risco da validade passar e eles serem perdidos como prejuízo. É necessário um equilíbrio precioso para conseguir atender a fome dos clientes sem falta e evitar o prejuízo com comida estragada, que os gestores de restaurantes analizam mês a mês para se aperfeiçoar.

Em meio à este precioso jogo de equilíbrio, uma rede de fast food parece ter se destacado: Taco Bell. O Taco bell possui um diverso menu de vários pratos distintos, mas todos são feitos a partir de oito ingredientes básicos. Ajustando e apresentando cada ingrediente (carne moída, queijo ralado, tortillas…) de uma certa forma específica, cria-se um prato completamente diferente do anterior. Apenas utilizando e reutilizando ingredientes que eles já possuem, a rede de fast food consegue abastecer todo o seu menu sem se preocupar muito com excesso ou falta dos ingredientes. Eles se abastecem e se sustentam com o que têm.

No âmbito da programação de computadores, este “modelo Taco Bell” é utilizado por administradores e desenvolvedores para criar soluções com apenas componentes já prontos do sistema operacional que executam tarefas simples, arranjando-os de forma a performar uma tarefa mais complexa. Conhecido também como Princípio Unix, este modelo permite que você simplifique o desenvolvimento e evite retrabalho em criar a mesma coisa duas vezes.

E, igualmente, você pode aplicar o modelo Taco Bell para a sua vida financeira também. Enquanto algumas pessoas te encorajam a começar a diversificar suas fontes de renda, investir em ativos de alto risco sem compreendê-los bem, ou abandonar o seu emprego para começar um negócio próprio, muitas vezes a sua vida atual, do jeito que está, pode ser o suficiente.

Pode ser simplesmente uma questão de arranjar os fatores da maneira certa.

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A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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Onde você lastreou sua felicidade?

O que guia a sua vida diariamente? O que faz você Seria um objetivo, um plano, um conceito, um sonho?

Qualquer que seja o seu guia, essencialmente ele age como um lastro da sua felicidade. Por trás de todas as camadas de abstração, o que queremos é simplesmente estar felizes, independente de como manifestamos este objetivo. O sentido da vida e a felicidade são assuntos que cobrem centenas de livros e outras publicações, e deram origem à escolas de filosofias inteiras. Este assunto é central para a vida humana, mas mesmo assim, não paramos para refletir em quão importante é esta questão nas nossas vidas e, como consequência, seguimos cegamente o caminho que nos aparece, sem questionar ou tentar mudá-lo para melhor.

Conscientemente ou não, todos nós deixamos nossa felicidade lastreada em alguma coisa, e dependendo da natureza dela, podemos acabar sofrendo ao buscá-la, seja por ser uma busca infinita impossível de ser saciada, ou pior: se essa coisa for finita e um dia acabar.

Este dilema é especialmente importante para nós, que buscamos a independência financeira, pois se trata de um objetivo relativamente fixo e muitas vezes com uma data marcada. Enquanto não a atingimos, temos todos os horizontes bem-definidos: orçamentos futuros planejados, montante de capital necessário para renda passiva calculado e investimentos em dia. A IF age como um guia diário, o nosso lastro diário de vida onde comemoramos cada passo à frente – mas pouco foco é dedicado à vida pós-IF.

O que você faria se, da noite para o dia, tudo o que você sempre sonhou finalmente se materializasse em sua possessão? Certamente, durante as primeiras semanas e talvez meses seriam só festa.

Mas e depois?

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