Estudo de caso #2: presentes de grego financeiros

Dando continuidade a uma série antiga, tenho hoje mais um estudo de caso para compartilhar aqui. Enquanto estive de férias visitando minha cidade natal, tive a chance de colocar a conversa em dia com um amigo. Num café, Diego comentou que descobriu o Pinguim Investidor e parabenizou pelo conteúdo, embora não quis fazer uma consultoria informal. Ele comentou porém, sobre um fato lamentável que acontecia em sua família, onde um hábito difundido internamente causava um rombo nas finanças da casa.

Diego comentara que sua mãe e irmã, a fim de tentar melhorar os relacionamentos que se estressam com frequência, adotaram um hábito de presentear uma a outra com supresas. Embora a intenção genuína, infelizmente – por ser surpresa – elas tentam adivinhar os gostos umas das outras e acabam fazendo uma compra que a outra não se interessa, e muitas vezes o presente acaba sendo esquecido.

Para piorar a situação, a irmã não tem uma renda muito bem consolidada e então – tal como a mãe dependente – torna a usar o cartão concedido pelo pai para bancar o financiamento destes presentes. Este é o último a saber, geralmente através do extrato do cartão no fim do mês, quando já não pode mais fazer nada para impedir a tragédia.

Independente se a família de Diego tenha um bom relacionamento ou não, esta história mostra um grande erro financeiro que infelizmente existe em inúmeras famílias e relacionamentos: a cultura de presentear materialmente. A sociedade, por força cultural ou mesmo de hábito, dita que só é possível celebrar nossas relações através do materialismo culminando nos presentes. Vê-se isso predominantemente no natal e aniversários, mas a tendência é que mais e mais dias e pseudoferiados sejam criados para que mais bens materiais sejam trocados. Esta tendência tem duas vítimas: as suas finanças e seus relacionamentos.

Não há ninguém sano que não goste de receber presentes, e presentear alguém querido é uma forma genuína de demonstrar afeto. Mas a verdade é que um hábito destes, se não pensado corretamente pode prejudicar o patrimônio. Como o hábito de presentear, ainda que bem intencionado, destrói as suas finanças e dos seus entes queridos?

Qual é o problema oculto em presentear?

O dilema passado pela família do Diego não é incomum entre as famílias: é o ato de presentear como uma obrigação ou etiqueta de relacionamento familiar. O que se inicia como uma troca de gentileza, logo se torna uma troca de favores, etiqueta, e – quando menos se espera – uma tradição inquebrável familiar.

Como muitas das coisas envolvendo orçamentos e compras, o custo do hábito de se presentear vai além do preço que aparece na etiqueta do pacote. Isso porque apenas considerando os presentes, o hábito já é muito caro mundialmente: em 2018, segundo uma pesquisa nos EUA, o gasto médio dos americanos com presentes de natal foi de 794 dólares por pessoa.

Essa estatística é assustadora, e revela o quão irracional pode se tornar uma simples “tradição” familiar. Nos EUA, mesmo com um salário médio líquido de US$3700, as pessoas decidiram que era aceitável gastar 21% dos seus salários em presentes materiais simplesmente porque é o que eles fizeram nos anos anteriores.

Isso sem considerar que o Natal sozinho não é o único período onde se criou o hábito de trocar presentes; há dia dos namorados, dia das mães, das crianças, e até mesmo o infame dia onde se compra coisas para si mesmo sem propósito algum e nem mesmo descontos reais. E com a mídia moderna berrando na orelha de todos a “necessidade” de se ter não só os melhores presentes, mas a melhor comemoração, viagem, apresentação, refeição, vinho e local, não é surpresa que todo o dinheiro se vai rápido.

Mas não há benefício em culpar apenas as figuras gastas: a cauza-raíz por trás disso está no fato que se estabeleceu a cultura de presentear como uma substituição à troca de consideração e afeto.

A obrigação de presentear danifica todos os envolvidos

Para a família de Diego, mais custa a sensação de obrigação do que o presente em si. Isso é porque para ela, presentear se tornou um equivalente a tanto um pedido de desculpas quanto uma forma de melhorar relacionamentos. Embora não há nada de errado em mostrar consideração aos outros, o fazer isto através materialismo apresenta dois grandes problemas:

  1. O preço envolvido da demonstração causa atrito e danifica o orçamento de todos os envolvidos. Especialmente se as ocorrências forem constantes.
  2. Ao utilizar um bem material como lastro, invariavelmente passamos a atrelar o valor agregado na demonstração no preço do bem. Para piorar, frequentemente entramos numa corrida armamentista querendo gratificar o próximo, e os preços dos bens trocados apenas sobem.

Para se ter uma idéia sobre o quanto este hábito é destrutivo, vamos usar a conta do custo de oportunidade, que apresentei num post anterior. Vamos supor que a mãe e a filha trocam em média um presente a cada mês, oriundo a uma discussão, briga ou até mesmo um acesso de generosidade. Se elas gastam cada uma R$70 em média por presente dado, temos um custo total de oportunidade de 70 * 173 = 12110 reais cada uma ao longo de dez anos.

São doze mil reais que poderiam ter sido investidos para gerar retorno ou renda passiva, ou até mesmo usados em investimentos indiretos, como pagando uma faculdade ou curso especializante. Mas são torrados, e pior: literalmente jogados fora neste hábito destrutivo como me explicado por Diego.

Segundo ele, por serem a maioria roupas ou acessórios, frequentemente uma não acerta no gosto da outra, o que causa os presentes finalmente perder seu valor e acumular no canto dos guarda-roupas – um fim próprio para um hábito tão destrutivo.

E ainda que nem tocamos no fato de que é o pai dele quem acaba bancando tudo isso no final…

Declare a sua política de exclusão de bens materiais

Como poderia Diego e sua família virar o jogo e eliminar este hábito tão destrutivo? O primeiro passo seria estabelecer em tom alto e claro que não se trocarão mais presentes dentro de casa. Colocando-se uma política dessa bem clara e com o aceite de todos, livra-se a obrigação implícita de sempre precisar se presentear um ao outro.

Hoje percebo que foi uma política dessas que indiretamente me levou a perceber o valor do dinheiro, elaborada quando parei de receber presentes da minha família ainda criança. Presentes não são infinitos, e para ganhar coisas, é necessário investir o trabalho requerido – eis a lição que aprendi.

Sem dúvidas, o grande perdedor desta história acaba sendo o pai do Diego que arca com todas as despesas colaterais. Para ele, o meu conselho seria: cortar o cartão “corporativo” familiar para despesas não-essenciais. Se alguém ainda quiser dar presentes, terá de fazer do próprio bolso.

Essa vai ser provavelmente a discussão mais difícil, mas igualmente a mais importante de todas: ao fazer esta limitação, Diego estará conscientizando a família sobre o valor do dinheiro. E eles irão aprender que o dinheiro não é uma fonte de afeto ou consideração, mas sim de liberdade. Quando esta lição mais crucial e mais polêmica de todas for aprendida, tenho certeza que a família de Diego estará num rumo financeiro melhor.

Educação financeira transforma vidas

Todos nós já fomos a família do Diego algum dia, e evoluímos deste patamar com nosso aprendizado. Essa é a beleza da educação financeira, e uma das muitas razões pela qual devemos compartilhá-la mais e mais.

Como lição, deixo à família do Diego que repense o que significa o afeto e consideração, e como eles podem tirar o elemento do dinheiro destes conceitos. Poderiam ter mais diálogos ao invés de perdão? Claro. Poderiam valorizar o dinheiro como fator habilitador, ou fonte de liberdade? Com certeza. Poderiam continuar a se presentear com coisas materiais, mas apenas quando for uma ocasião realmente especial e única? Absolutamente.

Qualquer que seja a decisão tomada agora, sei que consegui mostrar a Diego um lado novo e mais iluminado da jornada. E nisso, meu dever está feito.


Você conhece alguém cujos hábitos generosos de presentear os outros estão prejudicando sua vida financeira? Quais conselhos lhe daria? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor

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Dependências cumulativas irão te levar à desgraça

No fim de semana passado, fui a um shopping perto de casa e tive uma visão assustadora.

Ao passar do lado da entrada do estacionamento, me deparei com uma fila enorme do lado de fora contornando o quarteirão composta apenas por carros que queriam entrar para ainda estacionar dentro dele. Embora esta pode ser um acontecimento comum, ou até mesmo uma ótima notícia para o administrador do shopping ou quem investe nele, o que me assustou foi a realização de quanto essas pessoas se tornaram dependentes dos seus carros.

Essas pessoas cobriram a real necessidade de ir ao shopping com esta dependência, tendo, assim, que ter um carro em primeiro lugar, gastar gasolina para levá-lo até o shopping, morgar na fila imensa fora do shopping, procurar vagas dentro dele, pagar o estacionamento caríssimo, arriscar ter que pagar valet se as vagas comuns acabarem para depois, sim, conseguirem entrar e fazer o que precisam no estabelecimento.

Você vê alguma coisa errada aqui? Muitas? Eu vejo, essencialmente, apenas uma: dependência cumulativa. O carro, uma vez tido como um bem supérfluo hoje foi condicionado à ser uma dependência da qual o cidadão não consegue mais viver sem na vida moderna.

Infelizmente, o carro é apenas uma das muitas outras dependências que a sociedade cultiva atualmente por conta da influência da tecnologia. Porém ao passo que podemos ver claramente os benefícios trazidos por tais tecnologias, as consequências não-intendidas que se acumulam são muitas vezes desastrosas. No caso dos carros, temos experiência disso primeira mão: congestionamentos diários dominam nossa jornada ao trabalho, e a escassez de vagas infla os preços dos estacionamentos nas cidades.

No âmbito pessoal, também temos dependências cumulativas oriundas de fatores externos e internos. Ao analisarmos nossa rotina diária, podemos ver várias destas impregnando silenciosamente nossas vidas: a máquina de espresso cara de cápsula exclusiva que sobrepõe o café barato de filtro, ler as notícias num tablet que toma o lugar de apreciar o café da manhã de maneira própria, etc.

Se continuada sem limitações, nos tornamos escravos de tais dependências e perdemos nossa adaptabilidade, sem contar no desastre que acontece em nossas finanças. Como podemos então evitar que as dependências cumulativas tomem conta de nossas vidas?

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Estoicismo: lições diárias da vida

Embora aqui no Pinguim Investidor eu tenha escrito bastante sobre desenvolvimento pessoal e frequentemente menciono o Estoicismo como um dos pilares que me baseio pra desenvolver a minha filosofia pessoal, percebi que ainda não havia escrito um post falando do Estoicismo especificamente. Já escrevi há um tempo sobre o hedonismo, que seria o extremo oposto do estoicismo por focar puramente no prazer humano, mas nunca abordei o tópico diretamente. Seria injusto eu deixar este tópico que tanto menciono no blog sem o seu próprio post, então tomei a iniciativa de dissertar ao máximo que sei sobre ele.

O estoicismo, se eu tivesse que sumarizar em algumas palavras, é uma filosofia sobre as lições diárias da vida. É sobre como você aprende a lidar com os momentos inesperados e não ser afetado tão negativamente, e melhora continuamente com cada dia que passa. Como toda habilidade humana, é necessário a prática contínua e diária para aprendermos com a experiência e melhorarmos. Não adianta simplesmente ler os textos estóicos e se achar o iluminado no assunto.

Este aprendizado constante necessário para entrar no approach estóico pode frustrar um pouco o iniciante (foi assim comigo no começo) então com este post espero conseguir clarificar um pouco sobre esta filosofia, e possivelmente, convencer alguns leitores curiosos a experimentá-la para o benefício próprio.

Vamos ver como que é.

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Como a Finlândia ensina a ser feliz, e o que você pode aprender com isso

Os países nórdicos são tidos por muitos como modelos ideais para uma sociedade. Desenvolvimento Humano, liberdade, baixíssima percepção de corrupção e outros valores são presentes em suas sociedades, e isso lhes traz retorno; a Finlândia, por exemplo, foi rankeada o país mais feliz do mundo pela segunda vez consecutiva em 2019.

Certamente a Finlândia soube capitalizar em cima deste fato. Há um programa de turismo promovido sob a tagline Rent a Finn, onde você pode contratar um “especialista em felicidade” como o seu guia turístico para conhecer o jeito Finlandês de ser feliz. E, há alguns meses atrás, tal programa foi viralizado quando foi anunciado que tal programa seria disponibilizado de graça para alguns poucos sortudos que fizessem os melhores vídeos explicando porque mereciam ganhar a campanha.

O deadline para esta campanha infelizmente já passou. Porém, as lições da Finlândia continuam disponíveis, de graça, para você; basta apenas que você comece a ver a vida sob os mesmos olhos que os felizes Finlandeses. Pra mim, muito do que eles praticam e ensinam reverberam com o estoicismo.

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Marshmallow by Jessica Ruscello on Unsplash

O que um Marshmallow pode dizer sobre o seu sucesso

Você é criança e está na sala de uma casa de um amigo dos seus pais. Os adultos estão lá, jogando conversa fora sobre assuntos de gente grande, enquanto você não consegue tirar os olhos do que, no momento, parece ser o Santo Graal. Há uma doceira cheia de marshmallows na mesinha de centro da sala.

Conversa vai e conversa vem, o amigo dos seus pais percebe você vidrado na doceira e finalmente se posiciona: “ô, fulaninho, que é que tanto você olha pro vidro? Você gosta de marshmallow, é?

Você simplesmente balança a cabeça timidamente. “Ah, que bonitinho! Por que não tinha me falado isso antes?” A vitória parece certeira para você quando ele se movimenta para abrir a doceira e liberar o acesso quando sua mãe, para o seu sofrimento, interrompe:

“Péraê… alto lá, fulaninho, é quase hora do almoço já. Se você comer doce agora não vai almoçar!”

Droga! Estávamos tão perto! Mas tudo não está perdido ainda. Seu pai tenta apaziguar o conflito aproximando todos de uma solução comum:

“Calma gente, por que a gente não faz o seguinte: como está quase na hora do almoço, o fulaninho pode comer um só marshmallow nesse momento. Mas, se ele esperar o almoço, poderá comer quantos marshmallows tiverem aí na doceira.” Sua mãe concorda.

O que você faz? Come um marshmallow agora ou espera para poder comer mais depois?

Incrivelmente, a sua resposta como criança para esta situação pode ditar o seu sucesso na vida, como demonstrado num experimento psicológico em Stanford.

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Atenção: Hedonismo mata (e te empobrece no processo)

Em Junho deste ano, a designer de moda Kate Spade, fundadora da marca de bolsas femininas que carrega seu próprio nome cometeu suicídio em Nova Iorque aos 55 anos de idade. Spade, que na época morava em Manhattan, comandava desde 1993 uma empresa com mais de 175 lojas mundialmente e possuía mais de 200 milhões de dólares em patrimônio pessoal, batalhava a depressão já há algum tempo, que culminou no suicídio em questão – completo inclusive com um bilhete final endereçado à filha.

Resumidamente, foram 25 anos de trabalho e 200 milhões de dólares para… literalmente nada.

O ditado “dinheiro não traz felicidade” é das antigas, mas nas décadas recentes caiu no esquecimento quase que total em parte por causa da necessidade de ostentação compulsiva na sociedade contemporânea. São necessárias notícias como essa para relembrar o pessoal quão frágil é o estilo de vida centrado ao consumismo, mas um lado que não é mostrado por estas é a razão pela qual o ditado é verdadeiro: a adaptação hedônica.

A procura infinita da felicidade

O Hedonismo é a filosofia que prega a procura dos prazeres da vida. Segundo os hedonistas, se existem momentos bons e ruins na vida, nós devemos maximizar o tempo passado com os bons e minimizar os ruins. Isso soa como uma boa estratégia, até o momento de traduzí-la para o contexto atual.

Seriam os tais prazeres da vida fazer um piquenique simples no parque na beira do lago com a família? Não no século 21. Que tal uma casa pequena e confortável numa cidade pacata e tranquila? Os 30-e-poucos com carreira crescente de hoje discordam. Frutas frescas pra comer? Só se forem orgânicas vindas do Hortifruti. Tranquilidade mental? É melhor ter 1000 likes na rede social.

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O maior perigo, porém, não é o hedonismo em si, mas a sua combinação com a natureza humana de se adaptar às condições que nos cercam. Essencialmente, como a sociedade igualou felicidade com demonstrações materiais de riqueza, acabamos sempre querendo, ou até precisando de mais. Assim, o feijão com arroz e ovo que enchiam a barriga perfeitamente há alguns anos atrás hoje não te apetecem mais – você quer salmão defumado e bifes suculentos. O carro de 5 anos atrás, que para qualquer propósito no ponto de vista prático está em perfeitas condições, não te presta mais e você está olhando um novo. A casa que te aconchegou e protegeu desde criança não conforma mais ao seu estilo de vida “superior.”

Mas esta insaciação não é boa para o seu crescimento e desenvolvimento pessoal? Absolutamente. Para o seu padrão de vida financeiro? Um veneno lento que te levará ao túmulo, one step at a time.

Enquanto as vacas parecem gordas e, pior, eternas, a pessoa não vê nenhum problema com a filosofia. Quais são as piores coisas que poderão acontecer com este estilo de vida?

A primeira, e mais fácil de acontecer, é as finanças não acompanharem os desejos, causando uma dívida eterna e inalcançável.

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A famosa “rat race” dos anglofônicos

A segunda, se sua vida financeira “der certo,” é seguir os passos da Kate Spade e se afogar numa vida transbordando de grana graças ao veneno do hedonismo.

Existe alguma alternativa?

O estoicismo é uma das filosofias de vida que combate a adaptação hedônica. Em suma, prega o seguinte: aprenda a apreciar o que você tem através da consideração que tudo isso pode a qualquer momento ser perdido. Desta forma, sua felicidade é lastreada no que você já possui, e você não no que você deseja.

O praticante do estoicismo não enxerga o copo meio vazio, nem meio cheio; ele simplesmente enxerga… um copo!

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Credit: SachaChua.com – ps: blog excelente!

Enxergando as coisas atuais que se possui no momento e como elas poderiam ter sido muito piores se algo tivesse dado errado ou alguma circunstância fosse diferente no passado causa o praticante a ser muito mais agradecido pela vida que possui e, conversamente, mais feliz.

Não digo que o estoicismo é a filosofia de vida perfeita, nem que é a mais apropriada para você. Na minha própria experiência, envolve realizar amadurecimento psicológico e uma disciplina intensa que muitos não estão dispostos a praticar. Mas pelo menos, neste quesito, oferece uma alternativa que não depende de consumo compulsivo e descontrolado como uma droga para receber felicidade.

Abraços!