Fungibilidade e o valor relativo do dinheiro

Seres humanos têm a capacidade de criar relacionamento com quase tudo ao seu redor. Relacionar-se com outros seres humanos é uma habilidade crucial para a vida em sociedade, e com outros animais é necessário para uma vida sedentária, utilizando-os de forma produtiva à nossa vida. Alguns artistas podem até criar relacionamentos com coisas inanimadas como um pôr-do-sol bonito e inspirador, uma paisagem impressionante, ou sonhos de consumo (você já deve ter visto gente que ama seu carro, casa, etc).

Quando se trata de dinheiro, porém, a situação fica interessante: será que o dinheiro é um conceito puramente inanimado e indistinguível? Ou seria esta percepção diferente para cada orçamento ou “lacuna” para qual dedicamos o dinheiro?

Será que o dinheiro da nossa reserva de emergência é hierarquicamente igual ao que temos investido e nos gerando renda passiva? E aquele dinheiro que gastamos rotineiramente com nossos gastos essenciais como comida, moradia e saúde – mais importantes ou menos do que os gastos com nossos sonhos de consumo? É possível amar mais o dinheiro do que outras pessoas?

Quaisquer que sejam as suas respostas para tais perguntas, estas trazem à luz um viés natural do ser humano contra um conceito rígido das finanças chamado fungibilidade. Palavrinha difícil e engraçada, ela simplesmente significa a característica de algum bem possuir o mesmo valor sob qualquer circunstância, independente da sua aplicação. O dinheiro é quase que o exemplo único deste conceito, que basicamente vem a dizer que um real tem sempre o mesmo valor independente de se aplicado numa coxinha, na passagem do ônibus ou se poupado para posterioridade. Será sempre o mesmo um real.

Este conceito de fungibilidade é importantíssimo para nossas finanças, sendo a base que permite que qualquer um enriqueça independente de quão alto ou baixo seu salário seja – contando que este seja administrado da maneira correta. Mas infelizmente, muitas pessoas não enxergam o dinheiro desta forma, acreditando que o valor do dinheiro muda dependendo no que ele é gasto – o que as leva a tomar decisões financeiras ruins no processo.

Vejamos neste post como isso acontece.

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