O Robin Hood da vida real não se deu bem no final

No começo deste mês, um engenheiro de testes ex-contratado Ucraniano da Microsoft fez a capa de vários jornais e veículos de notícias online com uma manchete que parecia ser tanto assunto de filme policial quanto um conto do Robin Hood na vida real: Volodymyr Kvashuk roubara do seu empregador mais de 10 milhões de dólares durante o curso de dois anos lá trabalhando.

Várias perguntas vêm à mente ao ler uma manchete como estas: como uma empresa de tal porte não detectou um desvio tão grande de dinheiro? Como uma pessoa conseguiu desviar tanto dinheiro por tanto tempo sem ser detectada? Como conseguiu declarar licitamente tanto dinheiro, ou explicar as compras luxuosas que resultaram deste dinheiro?

Uma coisa é certa: não há como simpatizar com o lado do contratado neste caso, nem quando se gosta tanto do Software Livre. A atitude dele foi desonesta e completamente egoísta, buscando nada além do seu ganho próprio e um dinheiro rápido e fácil. Felizmente, a justiça foi feita, mesmo se tardia, e ao fim das contas Kvashuk servirá nove anos de prisão pelos seus atos, seguindo de uma provável deportação dos Estados Unidos.

Ainda assim, o caso traz algumas considerações sobre todo o acontecido e a quantia monstruosa de dinheiro envolvida, que para muitos de nós será mais do que poderíamos pensar em ganhar durante nossas vidas. O que seria possível realizar caso este dinheiro fosse lícito? Qual o padrão de vida que poderia ser comprado? Seria possível se aposentar em qualquer lugar do mundo com esta quantia no bolso?

Vejamos mais sobre este curioso caso neste post.

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O viés da confirmação e como ele pode arruinar as suas finanças

Alguns tratos psicológicos humanos são tão poderosos quanto antigos, e poucos deles são tão marcantes – senão perigosos – quanto o nosso próprio orgulho. O orgulho como causa da autodestruição, conhecido como Húbris na literatura, é antigo, podendo ser identificado desde os clássicos gregos como Édipo Rei de Sófocles.

E a parte interessante é que mesmo depois de quase 2500 anos de sua publicação, as pessoas continuam a cair na mesma armadilha que um orgulho demasiado e não-questionamento causam, sofrendo grandes danos morais e financeiros no caminho. E quando se trata de finanças, sem dúvida o maior cúlprito desta história é o nosso famoso viés da confirmação – a nossa tendência a pensar que estamos certos, e que aquilo que desejamos certamente se tornará a realidade.

Neste episódio compartilho a história de um imigrante Indonês chamado Rudy Kurniawan que, utilizando-se fortemente deste viés, conseguiu lucrar milhões de dólares sob enólogos e aficionados por vinhos raros na Califórnia no começo dos anos 2000. E se você pensa que isso nunca poderia acontecer com você, pense novamente – pode ser que isso já aconteceu, e certamente não foi a última vez.

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