FOMO: provavelmente a sigla mais destrutiva da sua vida

Você está sozinho de noite, fazendo alguma coisa produtiva que planejou anteriormente para desenvolver alguma das suas habilidades, e vê no seu celular o seu timeline: pessoas “se divertindo” de inúmeras formas que você não poderia ter imaginado. Selfies com sorrisos, língua de fora, copos e taças brilhantes com bebidas e ambientes luxuosos.

Neste momento, aquele sentimento ataca. Aquele que cria uma ansiedade e faz uma insegurança começar a borbulhar por dentro de você. Aquele que faz você se preocupar com e questionar a sua escolha para hoje à noite. Aquele que te deixa deprimido por achar que todos ao seu redor estão vivendo um momento melhor do que o seu. E, se deixado crescer descontroladamente, poderá acabar com a sua saúde mental.

Você pode conhecer este sentimento por vários nomes, mas eu me refiro a ele por FOMO, significando Fear Of Missing Out en Inglês.

Ao passo que FOMO pode ser inicialmente dispensado como uma coisa insignificante, como uma coisa de adolescentes tentando se tornar popular na escola, mas graças à onipresença das mídias sociais e propaganda nos dias atuais, tal tendência se espalhou para quase todas as nossas premissas atuais. Happy hours do trabalho, noitadas em bares e boates, e férias paradisíacas invadem nossos espaços mais frequentemente do que imaginamos. E nós mesmos, na nossa curiosidade humana, sabotamos nossa sanidade querendo saber mais, numa manobra com um pequeno toque masoquista.

O efeito “oposto” ao FOMO também existe. Não tenho um nome para ele, mas você também conhece: é aquela aversão em “perder qualquer oportunidade” que leva a pessoa a tentar estar em mais lugares e fazer a maior quantidade de coisas possíveis. Os efeitos de uma vida hedonística como esta são desastrosos: exaustão, depressão quando não conseguem honrar suas próprias expectativas e um rombo enorme no bolso.

É quase impossível achar alguém que consiga se livrar 100% do FOMO, e eu mesmo sou “vítima” dele frequentemente. Porém, com uma aplicação de racionalidade e disciplina, junto a um planejamento consciente, consegui reverter muitos dos efeitos que o FOMO costumava ter na minha vida. Neste post vou compartilhar algumas técnicas que me ajudaram neste caminho.

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Educação Financeira #4 – o feedback positivo e a origem das bolhas

História era uma das minhas matérias favoritas na escola. Sempre tive uma certa fascinação por eventos determinantes da história humana. Era fascinado pelos grandes eventos que causavam mudanças astronômicas nos destinos das nações, como guerras, batalhas, sucessões de governos, mudanças climáticas e crises econômicas.

E assim, desde que estudei o crash da bolsa de Nova Iorque em 1929, fiquei interessado em aprender mais sobre as causas e efeitos das crises econômicas na geopolítica mundial. Como é que pequenas mudanças encadeadas, pequenos erros acumulados ao longo do tempo podem mudar a rota da civilização do mundo? Estes estudos me fascinaram.

Avançando para o mundo presente, me tornei investidor e me encontrei numa posição onde estava exposto aos riscos diretamente, e poderia sentir em primeira mão os efeitos da economia nas minhas finanças. Lendo bastante sobre o assunto, me deparei com o livro A Random Walk down Wall Street do economista Burton G Malkiel onde ele dedica o primeiro capítulo do livro para explicar sobre bolhas econômicas na história da humanidade, indo desde a primeira bolha recordada na história – a mania das tulipas na Holanda no século 17 – até as bolhas recentes dos anos 2000.

Malkiel sumariza em sua explicação que todas as bolhas financeiras podem ter suas origens traçadas de volta à uma aplicação de um feedback positivo errático e recorrente, que ilude os envolvidos a acreditarem que aquilo no que estão investindo e apostando é realmente o correto a se fazer.

Como este ciclo funciona e consegue carregar uma bolha para frente? E, talvez mais importante, como você entender a causa das bolhas e se preparar para não ser impactado por elas?

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