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Podcast do Pinguim: a maldição do dekasegi

Existe uma grande diáspora brasileira ao redor do mundo que subsiste em empregos que pagam bem por conta da valorização cambial, mas que não o fariam de volta no Brasil. Fábricas, atendentes de supermercado ou garçom, todos estes são exemplos de trabalhos que pagam relativamente bem no exterior, e podem ser, sim, uma oportunidade para o jovem enriquecer por temporada. Afinal, o dinheiro sempre é verde, independente da origem.

No Japão, estes são conhecidos informalmente como “dekasegi” (出稼ぎ, lê-se: de-ca-ce-GUI), e comumente trabalham nas diversas indústrias existentes no interior do país. Um povo batalhador que, combinando suas longas jornadas de trabalho com custo de vida baixo ou até mesmo subsidiado pelo empregador, consegue juntar um bom pé de meia. Muitos voltam após apenas alguns anos fora, trazendo quantidades de dinheiro que nunca esperariam juntar no Brasil. Final feliz, certo?

Infelizmente, a realidade parece ser outra. Muitos dekasegis retornam bem-sucedidos, mas não conseguem se manter no Brasil por muito tempo. Falta de atualização no mercado de trabalho e custos crescentes da “nova vida” no país consomem o tesouro construído rapidamente, e quando menos esperam, estão novamente com passagem na mão para retornar ao Japão.

Veja neste episódio porque isso acontece, e como é possível evitar esta sina como um expatriado retornando ao Brasil com uma boa dose de educação financeira.

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Qual é a diferença entre a Estratégia e Tática?

Mais uma da série “palavras a princípio sinônimas, mas com implicações diferentes.” Embora tanto estratégia e tática relacionam ao planejamento e execução de qualquer projeto, as duas atingem facetas diferentes do planejamento como um todo.

Ao pensarmos estrategicamente, buscamos um alvo ao longo prazo, visando efeitos duradouros e com impacto perene, mesmo que demore mais tempo. No planejamento tático, priorizamos o que podemos realizar de imediato e no curto prazo, com foco em resultados tangíveis e agilidade.

A verdade é que nenhum planejamento está completo se desconsiderar qualquer uma destas partes, e o seu planejamento financeiro não é exceção.

Veja neste vídeo como incorporá-las corretamente para um futuro financeiro próspero.

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Estudo de caso #3 – Qual é o custo da independência?

Ganho em média 1200 reais. Devido a pequenos conflitos com minha mãe resolvi viver sozinha numa quitinete. Minha mãe irá cobrir parte dos gastos e eu irei pagar água, comida e transporte. Dá pra viver com 250 reais ao mês?

Sem dúvida, o sonho de quase todo jovem começando a trabalhar é sair debaixo da asa dos pais e morar sozinho, ou pelo menos fora da casa dos pais. Depois de anos vivendo na casa dos pais e com muita turbulência na adolescência, é normal que queremos viver nossa vida de forma independente.

A experiência não só tenha apelo emocional, mas também agregue muito no desenvolvimento individual. Mas, infelizmente, como diz o ditado: “não existe almoço grátis.” Morar sozinho, especialmente no começo da carreira profissional, traz custos altos e que podem impactar suas finanças numa hora crucial: na hora do despertar financeiro inicial.

Enquanto se tem a possibilidade de escolha, é fácil ver que morar dividindo com a família é uma boa forma para se controlar custos e ajudar no aporte, mas neste estudo de caso, surge uma outra pergunta: e se por motivo de força maior você precisasse sair de casa para viver sozinho? As vezes, o convívio dentro de casa é difícil, cheio de tumulto e conflito, e assim fica difícil para a pessoa encontrar paz para começar a se desenvolver pessoalmente.

Esta, infelizmente, é a situação do estudo de caso deste post. No caso, uma jovem – a chamaremos de Joana – fez a seguinte pergunta:

Embora o apelo emocional é grande, às vezes a procura obcecada pela independência pode mais atrapalhar do que ajudar. Que lições podemos tirar da situação da Joana?

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Abril: o mês da educação financeira

Sempre tem uma coisa especial com o mês de Abril. Quando você é criança, espera ansiosamente a Páscoa para se encher de chocolate. Tem uns feriados legais como Tiradentes e o descobrimento do Brasil. Ou então o Outono começa a trazer finalmente a brisa fresca pra finalmente poder desligar o ar condicionado. Ou, se mora no hemisfério norte, vem a Primavera florir a paisagem e derreter o gelo no chão.

Abril também significa obrigações fiscais no mundo inteiro. É engraçado, mas o mundo inteiro por algum motivo coordena a declaração de impostos ao redor deste mês, com a única diferença sendo qual dia do Mês isso ocorre. No Japão o ano fiscal começa já no dia primeiro. Nos Estados Unidos, geralmente é 15 de Abril, e no Brasil temos até o último dia pra fazer o notório IR.

Com tanto foco em finanças, proponho fazer de Abril o mês da educação financeira. Não vamos mais reclamar de Abril e os deadlines dos impostos, mas ao invés disso investir nosso tempo para aprender mais sobre finanças pessoais e aumentar nosso conhecimento.

Vamos arranjar soluções para quitar nossas dívidas, que já afetam quase 90% de todos os Brasileiros, e que nos levam a cada vez mais procurar empréstimos mais baratos ao invés de diminuir os gastos e aumentar a renda, que solucionaria o problema de uma vez por todas.

O primeiro passo para caminhar nesta direção é conhecer o assunto, mas infelizmente a maioria das pessoas (inclusive eu no passado!) ignora finanças por terem idéias pré-concebidas a respeito (dinheiro não traz felicidade, dinheiro é ganância, etc), ou por considerarem um assunto chato, sem interesse nenhum. Esta é a forma errada de pensar. Vamos fazer do desenvolvimento pessoal nossa fonte de sucesso.

Não precisa ser complicado, também. Quite suas dívidas. Junte 3 a 6 meses de custos de vida na poupança como reserva. Se chegar até aqui já está melhor que 90% da população. Aí sim comece a investir, ou nos títulos públicos ou leia mais sobre a renda variável, indo devagar e sempre, distribuindo os riscos.

E é isso aí. Durante o resto do mês, vou tentar postar mais coisas sobre este pilar crucial que é a educação financeira, então fiquem ligados

Ah, e enquanto isso, vamos tentar maneirar no ovo de páscoa? É um favor para tanto a sua saúde quanto pra sua carteira.

Abraços!