Até quando você será útil para os outros? O que acontece depois?

No fim dos anos 90, a trilogia Matrix revolucionou tudo que o conceito de cinema apresentava para nós. A partir de 1997 quase todos os filmes de ação começaram a colocar câmera lenta em suas cenas de armas de fogo, Kung-Fu virou o modo de combate principal dos protagonistas, e roupas escuras se tornaram a vestimenta de escolha para o protagonista cool.

E em paralelo ao enredo poderoso de efeitos especiais e estilização, a filosofia e a história dos filmes também foram responsáveis por cativar milhões de fãs pela série, incluindo várias referências de trabalhos históricos, como a Alegoria da Caverna descrita por Platão na antiguidade e provavelmente apenas conhecida em massa hoje por conta deste filme.

Em meio a tantos temas interessantes e outros highlights de uma série literalmente revolucionária, há uma cena em particular que me chama atenção do ponto de vista FIRE e da minha filosofia de vida pessoal que desenvolvi ao longo da minha jornada pela educação financeira. Nela, debate-se um dos pontos cruciais sobre o sentido da vida: até que ponto você é útil para a sociedade? Talvez mais importante é a pergunta que segue: o que acontece quando você passa a não ser mais útil?

A verdade é que, quanto mais cedo você obter uma resposta para estas duas perguntas, mais preparado estará para enfrentar uma situação adversa que venha a envolver o seu salário, e mais apto estará a levar a vida nos seus próprios termos. Vejamos porque interpretar estas perguntas é tão crucial ao nosso planejamento pessoal, e o que pode acontecer com quem ignora ou posterga esta decisão.

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Podcast do Pinguim – Dinheiro e Liberdade Pessoal

Se existe um único conceito que todos deveriam aprender quando se trata da educação financeira, este é a relação entre o dinheiro e a liberdade pessoal.

Os ricos não perseguem o dinheiro simplesmente para cegamente acumulá-lo; eles possuem um propósito maior para acumular esse dinheiro. E a verdade é que, gostando ou não, o dinheiro se tornou a medida mais próxima de liberdade que possuímos na vida moderna.

Pense nisso: você poderia ir para uma casa de praia passar uma temporada se quisessse? Provavelmente não, e a razão principal não deve ser a falta de dinheiro, mas sim a falta de tempo e permissão. Você está atado ao seu emprego atual, o que lhe limita a liberdade de ir onde você quer e quando você quer.

Colocando o dinheiro em abundância nesta equação, duas coisas acontecem: você passa a não se preocupar tanto com o seu emprego atual (afinal, você não depende mais do salário), e você passa não se preocupar com o tempo que estaria improdutivo, sem render um salário. E quando você atinge a independência financeira, é exatamente isso que acontece.

Neste episódio, exploro como a procura por riqueza é – no final das contas – sempre em relação à liberdade, e como suas decisões financeiras podem te aproximar ou afastar deste destino tão sonhado.

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A verdadeira razão pela qual você odeia o seu trabalho

A relação de amor e ódio que temos com nosso emprego primário é interessante: vemos vários livros de auto-ajuda e palestras motivacionais dizendo que “temos que amar aquilo que fazemos,” e que “se você encontrar um emprego que ama, nunca terá que ir trabalhar um dia da sua vida,” mas colocar isto na prática todos os dias é um desafio muito maior que as palavras bonitas nos livros e infográficos postados no Instagram.

Não há dúvidas que trabalhar com aquilo que lhe satisfaz é uma fórmula mágica para ter realização pessoal e felicidade ao longo prazo, mas assim como uma fórmula mágica, possuí-la em sua rotina é extremamente difícil. Uma coisa é certa: aqueles que dizem amar seu trabalho e empregador completamente durante todos os dias estão simplesmente desiludidos. E a razão para isto não tem a ver com o tipo de emprego que você tem, ou o se chefe, ou a sua empresa ou a economia como um todo.

A razão por trás da sua oscilação de amor e ódio pelo se trabalho é porque acima de tudo dependemos do trabalho como nossa fonte de renda e, conversamente, de sobrevivência. Nossa relação com nosso empregador não é simétrica, é ele que detém o poder. Por isso acabamos tendo que aceitar e beijar a mão que nos alimenta, e é extremamente difícil conseguir aproveitar 100% da relação desta forma. Então quem acredita que consegue aproveitar e amar o trabalho 100% está, no fim das contas, vivendo uma ilusão.

Qual é a forma de estabilizar esta relação de amor e ódio pelo trabalho, e começar a aproveitá-lo mais? Além de um trabalho psicológico e desenvolvimento no seu ambiente de trabalho há um outro lado igualmente importante que precisa ser trabalhado: reduzir a sua dependência sobre o seu empregador. No fim das contas, é esta dependência que estabelece este conflito de interesse no seu trabalho, e enquanto você se colocar como um dependente, sempre terá que voltar para beijar a mão que lhe alimenta.

Como você pode reduzir a sua dependência do seu emprego e também melhorar a sua percepção do trabalho principal?

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A melhor coisa que o dinheiro pode comprar: F-you Money

O caminho até a independência financeira é trilhado a partir de uma série de mudanças que desviam um indivíduo de uma vida medíocre até tomar ações que o levam para acumular capital o suficiente para viver apenas de renda passiva. O desafio maior desta mudança geralmente está no mindset da pessoa, que geralmente vem com crenças e conceitos já solidificados com experiência que precisam ser provados contra e trocados por conceitos melhores.

Durante o meu aprendizado, um dos maiores conceitos que me ajudou a me estabelecer no FIRE foi descobrir que o dinheiro, na sua forma produtiva como capital essencialmente funciona como uma fonte de liberdade individual. Quando me deparei com este conceito, minha abordagem à educação financeira mudou competamente. O aporte se tornou uma medida de libertação, e os gastos uma forma de aprisionamento.

Como podemos manter este mindset sempre em mente no dia a dia e proteger assim os aportes? Utilizando o conceito de F-you Money.

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