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Podcast do Pinguim: o Ingrediente Secreto dos Mestres

Não podemos deixar de nos impressionar pelos famosos “superlativos” do mundo. A pessoa mais rica do mundo. O homem mais rápido. O melhor jogador. A pessoa mais inteligente. São fontes de inspiração que podemos nos espelhar para conseguir alcançar nossos objetivos ao longo do prazo.

Tais inspirações, porém, frequentemente não nos revelam o outro lado da moeda: o processo de como tais indivíduos conseguiram chegar até tais patamares de excelência em uma certa habilidade. Muitos os enxergam apenas como uma mágica que de repente conseguiram chegar até lá.

A verdade, porém, é que todos estes mestres conseguiram desenvolver suas habilidades partindo de um ponto comum: a prática aplicada intensamente. Intensidade e dedicação aplicadas e repetidas constantemente. Esta é a arma secreta dos mestres. Nas palavras do coach Jim Rohn: “repetição é a mãe de toda habilidade.”

Veja neste episódio como isto se aplica no nosso “mundo real” das finanças e habilidades pessoais, e como você também pode se aferir o nível de mestre.

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Tenchō – o poder do ownership pessoal

A sociedade Japonesa tem uma cultura hierárquica e tradicional que aloca muito valor em títulos e posições em um determinado grupo. Tradicionalismo e cultura para uns, burocracia para outros, esta realidade é um fato no cotidiano Japonês, e sentido em diversas situações e locais onde frequentamos. Em empresas, por exemplo, todos colocam seus títulos e posições nos cartões de visita, assinaturas de email e nas reuniões.

Este efeito é refletido até na própria linguagem, onde a hierarquia de tratamento modifica até as conjugações verbais e o pronome de tratamento utilizado na comunicação. O famoso sufixo “-san” do estereotipo japonês é apenas um dos vários existentes, dependendo da hierarquia da comunicação.

No topo da hierarquia, um sufixo indica a supremacia dentro da organização: ~長 (-chō, lê-se TCHÔ em Português). Literalmente significando “comprido” ou “alto,” quem recebe este sufixo possui responsabilidade completa sobre um estabelecimento ou grupo. Porém, ao passo que em alguns lugares isso poderia instigar abuso de poder ou algum início de corrupção, no Japão o efeito é diferente: aqueles que recebem tal título de -cho tomam responsabilidade pessoal sobre o estabelecimento no qual trabalham.

Seja o gerente da loja (, tencho), estação de trem (, ekicho), CEO da empresa (, shacho) ou presidente de alguma sociedade (, kaicho), a pessoa indicada acumula um grau de responsabilidade e o leva para o âmbito pessoal, onde entregar valor e excelência se tornam sua missão pessoal.

É parte por conta deste ownership pessoal que serviços e departamentos governamentais do Japão têm a curiosa característica de funcionarem, e serem até eficientes, coisa que no Brasil seria basicamente impensável. Um exemplo são os correios japoneses: eficientes, e com entregas sempre pontuais, uma verdadeira utopia em compraração com os correios do Brasil. Embora ambos sejam operacionalizados por concursados governamentais, há algo sobre este fator de ownership que faz a diferença crucial: os gerentes e responsáveis se atrelam num envolvimento mais fundo, quase que pessoal, onde gerar excelência é a norma.

Há uma grande lição que podemos tirar deste conceito de ownership pessoal tão empregado pelos japoneses: se quisermos realmente nos melhorar em algum âmbito pessoal em nossas vidas, temos que assumir por completo a responsabilidade e todos os fatores envolvidos nestes processos. Para melhorar a sua vida, você deve tomar o controle dela primeiro. Soa óbvio como uma lição, talvez, mas é impressionante como a maioria concorda na superfície, mas logo se esquiva de tomar tal responsabilidade pessoal. Ao invés de aceitar e tentar melhorar, reclamam e culpam os outros, buscando justificar a não realização.

Vejamos neste post como o ownership pessoal pode lhe ajudar a atingir excelência, e como você pode aplicá-lo em sua vida.

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