7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado”

Os livros do autor e pesquisador americano Thomas J Stanley sobre milionários nos Estados Unidos se tornaram clássicos da bibliografia FIRE mundial. Lançado em 1996, o livro O Milionário Mora ao Lado se tornou um best-seller do New York Times daquele ano, mas são poucos os que conheceram a sua sequência A Mente Milionária publicada em 2001.

Não há dúvida que o conteúdo deles e sua pesquisa foram valiosíssimas para finanças pessoais no mundo todo, começando pela sua desmistificação sobre o que é necessário para se tornar um milionário nos Estados Unidos: não é nascença, sorte, nem afiliação política, e sim uma questão simples de acumulação de patrimônio.

Dentre as inúmeras lições de Stanley publicada nesta série, três conceitos em particular são importantes para mim, e merecem um grande destaque para qualquer um que almeja enriquecer ou alcançar a independência financeira em sua vida. Neste episódio, exploro tais conceitos e os livros a fundo.

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Enriquecer é redundante?

Olá! Excelente post. Eu assiti alguns vídeos desse Primo Rico e até cheguei a comprar o livro dele na época. Pra ser sincero, não sei se vi os vídeos errados, ou as lives erradas dele, mas sinceramente não consegui aprender nada sobre investir ou comprar ações. Senti que ele cria conteúdo “dando voltas” no assunto e sem especificar de fato o que fazer. Tipo como muitos dizem: trabalhe, poupe e invista. Do meu ponto de vista isso é bem redundante se você não disser COMO se faz. Poderia indicar algum conteúdo dele que mudasse minha opinião? Ou de outra pessoa? Não senti confiança no Thiago Nigro, essa que é a verdade.

Quando li este comentário no meu post sobre o Primo Rico a.k.a. Thiago Nigro e seu vídeo onde ensina a obter R$195 mil de dinheiro extra ao longo de alguns anos, a primeira reação que tive foi pensar que o autor não havia entendido o sentido do post. Lendo mais aprofundadamente, porém, percebi que o ele tinha um ponto bem válido: algumas vezes, ler sobre educação financeira, especialmente para quem já possui uma noção bem avançada, pode parecer meio maçante ou até mesmo redundante.

E há, sim, uma dose de verdade nesta opinião: enriquecer, na sua melhor forma, precisa ser um processo simples. Enriquecer precisa ser simples da mesma forma que a matemática necessária para se aposentar é simples. Quanto mais simples, melhor, mas claro que isso não significa necessariamente que vai ser fácil; o seu esforço sempre será necessário, uma parte integral de todo o processo do desenvolvimento pessoal.

E esta mesma simplicidade que torna o FIRE tão poderoso pode se tornar uma pequena problemática entre os criadores de conteúdo sobre o assunto: sobre o que falar quando a sua esfera do assunto é tão, eventualmente, simples e direta? A verdade, porém é que a aparente “redundância” do assunto é uma consequência necessária. Isso porque muitos não acreditam que enriquecer pode ser um processo tão simples, e começam a procurar maneiras de “acelerar” o processo, ou “complementá-lo” por fora, e acabam sacrificando todo o seu trabalho árduo no caminho.

Quando começamos a acreditar que para enriquecer é necessário especular, acertar na mosca a próxima empresa mina de ouro, ou investir em ativos esotéricos, tornamo-nos cegos aos riscos destas promessas de enriquecimento rápido e fácil, e arriscamos perder quando na verdade, tudo o que precisávamos fazer era seguir uma estratégia mais simples.

Neste post, explico por que a estratégia simples, passiva e de longo prazo é a vencedora, e por que adicionar complicação demasiada pode ser até nocivo para o seu patrimônio.

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Nunca pense no curto prazo ao investir!

Quando investimos, compramos ativos que nos trarão dividendos e proventos regularmente para nós até o fim de nossas vidas. Desta forma, não há por que especular sobre prazo quando se trata de investimentos – isso simplesmente não faz sentido. Datas encontradas em produtos de renda fixa trazem uma ilusão de prazo através de um “vencimento” que pode nos levar a crer que existe como investir a curto prazo, mas isto não faz sentido quando pensamos na independência financeira e como nossos investimentos nos suportarão. Há uma razão pela qual investimentos em ações ou fundos imobiliários não possuem “vencimento.”

Se você precisa de dinheiro a curto prazo, você não vai investir, você vai poupar, e vai fazer isso o mais rápido possível. Ao investir, você abre uma fonte de renda extra que deve lhe suprir pelo resto da sua vida. Seu prazo de investir deve ser: “para sempre.

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Podcast do Pinguim: Longo prazo ou eterno?

Quando investimos, temos que pensar sempre num horizonte de prazo longo, onde, ao invés de nos preocuparmos com a liquidez e os prazos dos nossos investimentos, pensamos em fatores mais relevantes como a renda passiva obtida deles e a construção do patrimônio em preparação à sonhada indendência financeira.

Porém, a verdade é que quando falamos sobre “longo prazo,” o que realmente precisamos considerar é um prazo infinito, idealmente sem prazo de expiração, onde nosso patrimônio investido e conferido estará sempre nos provendo dividendos e outros proventos até o fim da nossa vida, tal como numa aposentadoria previdenciária. Há uma diferença na forma de se pensar entre um prazo “longo” e “infinito”, especialmente se o seu objetivo é a independência financeira, que você deve treinar desde o começo para construir um patrimônio previdenciário com o mindset correto.

Este é o assunto do episódio de hoje.

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E se tributarem os dividendos? E outros medos dos impostos

Recentemente, as redes sociais da finansfera foram atingidas por uma notícia que tremeu a fundação do movimento FIRE: o ministro da economia Paulo Guedes propôs em entrevista que dividendos e proventos de ações sejam taxados. Guedes afirmou que não acha justo que um trabalhador tenha 27% do seu salário tributado como imposto de renda enquanto um acionista consiga receber proventos, muitas vezes mensais, completamente isentos do dever fiscal, e estaria buscando uma medida para “equalizar” esta medida.

Tal notícia causou um grande alvoroço para a comunidade de investimentos, que enxergam (corretamente!) os dividendos da renda variável como uma espécie de oitava maravilha do mundo, e contam com eles para financiar seu plano de aposentadoria. Com esta proposta passando, não só não seria mais possível aproveitar da antiga alta taxa Selic para obter rendimentos passivos com a segurança da renda fixa (sonho dos rentistas), mas também quaisquer planos de criar um patrimônio de investimentos previdenciários também seria afetado significantemente.

Muitos nessas horas fazem esta primeira pergunta: e agora? Como fica o meu planejamento? É hora de parar de investir em renda variável? Estas dúvidas são naturais por conta da ameaça percebida e a falta de certeza no futuro. Porém, mais importante, elas revelam um aspecto muito mais fundamental que a população possui: o medo dos impostos.

Para ficar claro, acredito que mesmo com isto passando, não é razão para parar de acreditar no potencial e nos benefícios que o investimento em renda variável possui. Seria, porém, uma hora de você rever o impacto que os impostos (ou a sua percepção deles) tem no seu planejamento financeiro. Veja como neste artigo.

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Podcast do Pinguim: o Fly-by-wire e os investimentos

Na aviação moderna, os pilotos são treinados a, especialmente sob condições ruins de tempo ou durante combate, esquecer as janelas e seus sensos e confiar apenas naquilo que seus instrumentos de voo lhe trazem de informação. Aviões são complexos e grandes, portanto este grande número de instrumentos sempre trará informações mais precisas do que o instinto do piloto poderá prever.

É por isso que, por exemplo, as aeronaves passam por uma checagem extensa em solo antes de decolar para garantir que todos os instrumentos estejam calibrados, e falhas em tais sistemas tendem a ser fatais para o voo.

Nos investimentos, acontece algo parecido: enquanto muitos tentam “medir a temperatura” do mercado através de variáveis como tendências históricas e preço dos ativos, o verdadeiro controle e informações valiosas estão em outras variáveis que o mercado não mostra: P/L, margens operacionais, histórico de lucro e dívida, etc. E tal como nos voos, quem pilota seus investimentos sem confiar nestes instrumentos frequentemente acaba na miséria.

Veja mais neste episódio.

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Como funciona a margem de segurança nos investimentos?

The three most important words in investing: Margin of Safety. – Warren Buffett.

Se você já leu alguma literatura sobre o Warren Buffett, é provável que já tenha ouvido falar do termo margem de segurança, um conceito tão fundamental sobre o jeito dele investir e uma estratégia crucial em diversos outros conceitos da vida. Desde o gerenciamento de riscos, planejamento financeiro pensando em reserva de emergência, e na sua própria alocação de ativos compondo sua carteira de investimentos, sempre há o conceito da margem de segurança por trás da sua estratégia, silenciosa mas certamente garantindo que você estará resguardado no caso do pior acontecer.

Buffett é provavelmente a figura mais famosa a referenciar tanto este conceito da margem de segurança, mas a verdade é que não foi ele o autor original desta idéia. Como quase tudo na história das coisas de sucesso, Buffett adaptou a idéia original criada pelo seu mentor Benjamin Graham, que teve que aprendê-la na marra após ver quase todo seu patrimônio derreter no Crash de 1929.

Lastreando-se em alguns conceitos simples, Graham e Buffett desenvolveram uma estratégia que ao longo do tempo se tornou extremamente eficiente para produzir retornos aos investidores, sendo provada novamente geração atrás de geração – inclusive até pela estrela do crash do Subprime Americano de 2008, Michael J Burry.

Como uma estratégia tão simples e tão antiga consegue até hoje trazer tantos retornos ao investidor? Como ela funciona? Vejamos neste artigo.

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A Selic caiu novamente – como ficam os investimentos?

Na semana passada, o COPOM se reuniu novamente e reduziu a taxa Selic para (outra) nova mínima histórica – 2.25% ao ano.

Como sempre, decisões como esta causam um alvoroço na comunidade de investimentos, tanto por parte dos antigos rentistas (investidores da renda fixa) que lamentam pelos dias da alta Selic e o 1% ao mês garantido do passado, e por quem investe em renda variável também (seria hora de aportar mais? Matar o caixa em CDB ou tesouro?)

No caso de uma taxa baixíssima assim, também há o medo de perder dinheiro por conta da inflação próxima, senão maior, que a rentabilidade da Selic. Estaria o seu dinheiro em risco aplicado no Tesouro Direto agora? Veja mais neste vídeo.

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Podcast do Pinguim – Esferas de Controle Financeiro

Na vida, há vezes que temos que nos contentar com o fato que nunca teremos controle completo sobre a maioria das coisas que acontecem conosco e ao nosso redor. Como bons estóicos, porém, aprendemos a lidar com isso montando a Dicotomia do controle, onde dividimos as coisas naquilo que podemos controlar e aquilo que não podemos – e nos preocupamos apenas com o primeiro grupo.

Financeiramente falando, o mesmo “dilema” pode vir a aparecer. Há várias condições e movimentos do mercado sobre os quais nós pequenos investidores não possuímos nenhum controle sobre a causa, mas podemos escolher como reagir e planejar nossos próximos passos sobre eles. E novamente, dividindo em esferas de controle e aplicando uma estratégia, podemos sanamente lidar com eles e até utilizá-los para a nossa vantagem. Veja neste episódio como isso é possível.

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