Errando

Recentemente, errei. Novamente. Fiz uma decisão que parecia ser a coisa certa na hora, mas finalmente percebi que não era e as consequências vieram. Errei depois de ter errado várias outras vezes numa vida inteira, e provavelmente não será a última vez. Mas, ainda assim, averiguei a situação, percebi que o erro não era nada fatal, me reergui e segui em frente, com muitas novas lições aprendidas a mais no bolso.

O parágrafo acima poderia ter sido completamente omitido e esquecido em meio ao meu cotidiano, mas eu optei por escrevê-lo por possuir uma coisa que poucos param para apreciar o seu valor verdadeiro: errar. Desde pequenos, somos condicionados a temer erros quando, tal como diz o ditado, eles são naturais ao ser humano, e cruciais no nosso aprendizado diário.

Ainda assim, porém, parece que todos nós temos uma persistência em abominar erros e qualquer desvio da perfeição procurada. Aqui, somos rápidos para apontar as pessoas ao nosso redor como os culpados, como as escolas, os professores, os pais e a sociedade, por exemplo. Mas a verdade é que mais do que qualquer outro, quem abomina e pune nossos erros somos nós próprios. Aprendemos desde cedo na vida que quem erra ou pratica algo fora do aceitado como certo é punido, então desenvolvemos uma defesa própria interna para nos punir e policiar contra estes erros.

Esta manobra, porém, não é sem consequência, já que reprimir os erros significa reprimir a criatividade e o espírito de experimentar que é necessário para o desenvolvimento pessoal. E assim, limita-se a vontade de tentar novamente ou querer evoluir para melhorar e conseguir acertar.

Quais são as coisas que nossos erros podem trazer que podem nos melhorar?

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Fechamento Agosto 2019 – fight my way back

Agosto foi um mês “animado” pro Pinguim Investidor, assim como pro mercado em geral. Tiveram alguns acontecimentos interessantes, como o incidente com o meu celular, o estoicismo sendo colocado em teste diariamente no trabalho e outras situações no cotidiano que deixaram as semanas corridas e desafiantes.

Consegui um aporte melhor e mais tranquilo que o do mês passado, mas mesmo assim abaixo do orçado da faixa de 40-50% das receitas. Porém, aproveitei bastante tudo o que fiz fora do expediente, e realmente compreendi o significado de quality time no contexto das poucas horas disponíveis. Estas horas bem passadas com quem realmente importa (i.e. família) são importantíssimas. Não ignorem-as, pessoal!

Vamos aos números:

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A Selic caindo e a pedra rolante

Recentemente foi oficializado que a taxa Selic foi reduzida novamente, desta vez para 6%, com especulações que esta seja reduzida ainda mais para 5% futuramente. As massas começaram aquele movimento de pânico e especulação como não sabendo o que esperar do tesouro direto. Devo vender? O que comprar? Qual é a melhor rentabilidade a curto prazo agora?

Os mais centrados deram um momento para deixar a racionalidade tomar conta novamente e pensarem que este ciclo não é diferente da realidade da bolsa, e que juros e outras políticas monetárias são igualmente variáveis.

Um vídeo do Rafael Seabra, porém, tomou uma direção diferente à da especulação, e mostrou um caminho diferente. Inicialmente falando sobre a rentabilidade da antiga poupança vs o Tesouro Direto, ele nos informa que não há porque se afobar por causa desta mudança, ainda mais porque a poupança antiga é um investimento que nunca mais poderá ser feito.

Ainda assim, ninguém gosta de ver rentabilidade da carteira caindo. O que se pode fazer neste caso? A resposta é: continuar em movimento com a mudança.

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Estoicismo na prática: sobrevivendo a perda de um celular

Recentemente publiquei no site uma introdução sobre o Estoicismo, a filosofia dos gregos antigos que busca maximizar a felicidade através do uso extensivo da razão e lógica. Quase que como planejado, alguns dias após ter terminado de escrever o artigo, meu celular parou de funcionar sem qualquer aviso prévio.

Parecia mesmo que o universo estava testando as minhas habilidades estóicas. Se esse cara acha que sabe mesmo sobre o estoicismo, vamos ver se ele está preparado de verdade! E assim, voltando pra casa depois de um domingo longo, percebi que o telefone não ligava mais e o problema não era a bateria. Quando comecei a pesquisar sobre o problema, mais assustador ficava, e no fim da cruzada, acabei aceitando que o celular estava irrecuperável.

Durante os próximos 15 minutos ocorreu uma chuva de pensamentos na minha mente sobre o que aconteceria nos próximos dias, mas ao fim dessa novela tive sucesso ao aplicar o mindset estóico ao problema. Foi mais um dos muitos exemplos de estoicismo na prática que tenho realizado como aprendizado diário, e as lições com certeza vão se propagar. Vejamos como a situação se desenrolou.

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Resenha do Pinguim #7 – People Tools for Business de Alan C. Fox

Mais uma resenha do Pinguim saindo do forno. Desta vez faço um pequeno desvio do meu caminho de leituras sobre investimentos e empreendimentos e volto a um assunto sobre o qual escrevi as minhas primeiras resenhas: auto-ajuda.

Quando compramos algum eletrodoméstico ou dispositivo novo, ele geralmente vem com um manual do usuário, assim como o seu carro, mas na maioria das vezes não os lemos. Quando você vai fazer alguma coisa de novo, você também recebe algumas instruções e geralmente as segue (do caso contrário, pular de asa delta ou mergulhar de cilindro teriam muito mais fatalidades!)

Na vida, porém, não recebemos esse manual de como proceder, e assim temos que aprender por nós mesmo a nos virar; errando e até mesmo nos acidentando pelo caminho do aprendizado. Não seria muito mais fácil se pudéssemos ter um manual de instruções ou um guia para nos orientar como proceder em diversas situações na vida e nos negócios com outras pessoas?

Enquanto este manual não vem, o livro People Tools for Business do emprendedor, investidor imobiliário e escritor Alan C. Fox é o mais próximo que já encontrei. Parecido como um manual de instruções filosófico, o livro é estruturado na forma de 50 breves anedotas para serem utilizadas em diversos contextos e ocasiões, chamadas de people tools. Este livro é a continuação de seu livro anterior e com ênfase na parte de negócios, mas é aplicável também pra parte da convivência pessoal.

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Estoicismo: lições diárias da vida

Embora aqui no Pinguim Investidor eu tenha escrito bastante sobre desenvolvimento pessoal e frequentemente menciono o Estoicismo como um dos pilares que me baseio pra desenvolver a minha filosofia pessoal, percebi que ainda não havia escrito um post falando do Estoicismo especificamente. Já escrevi há um tempo sobre o hedonismo, que seria o extremo oposto do estoicismo por focar puramente no prazer humano, mas nunca abordei o tópico diretamente. Seria injusto eu deixar este tópico que tanto menciono no blog sem o seu próprio post, então tomei a iniciativa de dissertar ao máximo que sei sobre ele.

O estoicismo, se eu tivesse que sumarizar em algumas palavras, é uma filosofia sobre as lições diárias da vida. É sobre como você aprende a lidar com os momentos inesperados e não ser afetado tão negativamente, e melhora continuamente com cada dia que passa. Como toda habilidade humana, é necessário a prática contínua e diária para aprendermos com a experiência e melhorarmos. Não adianta simplesmente ler os textos estóicos e se achar o iluminado no assunto.

Este aprendizado constante necessário para entrar no approach estóico pode frustrar um pouco o iniciante (foi assim comigo no começo) então com este post espero conseguir clarificar um pouco sobre esta filosofia, e possivelmente, convencer alguns leitores curiosos a experimentá-la para o benefício próprio.

Vamos ver como que é.

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Comentário do Pinguim #2 – Sobre a Tributação e Independência

Mais um comentário do Pinguim para você, e desta vez trago um vídeo que apareceu no meu feed de inscrições no YouTube feito pelo Rafael Seabra. O canal dele foi um dos primeiros que eu comecei a seguir assim que comecei a me aprofundar na educação financeira, e o assisto regularmente até hoje.

Seabra postou um vídeo com um título de opinião meio forte, falando sobre os tributos absurdos pagos no Brasil sobre bens e commodities básicos em comparação a outros países desenvolvidos ou não. Eis o link do vídeo:

Embora a tributação seja um assunto delicado, que causa muitas discussões sem fim nos cantos da internet, eu acredito que o ponto do Seabra é mais interessante para quem procura se desenvolver e buscar independência financeira. A lição que o vídeo nos traz é que a sua preparação deve estar pronta para que quaisquer que sejam os problemas e decisões alheias.

Em outras palavras, o que é melhor: reclamar sobre o governo, a situação da economia ou do emprego, ou tomar as rédeas da sua vida e começar a se educar financeiramente?

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A pérola

Outro dia na rua, passei na frente de uma joalheria e vi na vitrine uma bela pérola. Uma pérola grande, com brilho misterioso, formato perfeitamente esférico, daquelas que ficamos naturalmente mesmerizados ao olhar. O preço na etiqueta eu nem me dei o trabalho de olhar, sabia que não ia me agregar valor nenhum mesmo.

Não são todos que sabem sobre a origem da pérola, de como ela é formada e de onde vem. Alguns sabem que vêm das ostras, aquelas mesmas que comemos gratinadas, ou arriscando na praia mesmo com limão e sal na hora. Iguaria deliciosa pra uns, jóia rara pra outros. Eu vejo a pérola sob outros olhos; vejo um trabalho dedicado, superação… e paciência.

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Reflexões: o que aprendi no meu ano de desempregado

Ao invés de dar conselhos práticos ou motivar você para ganhar mais dinheiro, hoje é dia de contar uma história de vida do Pinguim Investidor. Vocês podem ler num dos meus primeiros posts a história dos meus aportes e como eu cheguei até aqui de maneira bem overview, mas sem muitos detalhes.

Muitos blogueiros e outros autores focam somente nas suas histórias de sucesso e escondem o “passado negro” que tiveram. Eu, por outro lado, acho que as partes mais interessantes da vida acontecem quando temos dificuldade e somos testados pela vida. Além disso, é extremamente inspirador ler sobre como uma pessoa superou tais dificuldades.

Hoje, me aprofundo sobre um período da minha vida quando eu me vi desempregado por um longo período, e o que aprendi quando estive durante esta fase difícil. Fiquei desempregado em 2016 no fundo da crise e só fui recuperar o emprego bem depois em 2017. Como sobrevivi, e o que aprendi neste período?

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Como a Finlândia ensina a ser feliz, e o que você pode aprender com isso

Os países nórdicos são tidos por muitos como modelos ideais para uma sociedade. Desenvolvimento Humano, liberdade, baixíssima percepção de corrupção e outros valores são presentes em suas sociedades, e isso lhes traz retorno; a Finlândia, por exemplo, foi rankeada o país mais feliz do mundo pela segunda vez consecutiva em 2019.

Certamente a Finlândia soube capitalizar em cima deste fato. Há um programa de turismo promovido sob a tagline Rent a Finn, onde você pode contratar um “especialista em felicidade” como o seu guia turístico para conhecer o jeito Finlandês de ser feliz. E, há alguns meses atrás, tal programa foi viralizado quando foi anunciado que tal programa seria disponibilizado de graça para alguns poucos sortudos que fizessem os melhores vídeos explicando porque mereciam ganhar a campanha.

O deadline para esta campanha infelizmente já passou. Porém, as lições da Finlândia continuam disponíveis, de graça, para você; basta apenas que você comece a ver a vida sob os mesmos olhos que os felizes Finlandeses. Pra mim, muito do que eles praticam e ensinam reverberam com o estoicismo.

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