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Podcast do Pinguim – Esferas de Controle Financeiro

Na vida, há vezes que temos que nos contentar com o fato que nunca teremos controle completo sobre a maioria das coisas que acontecem conosco e ao nosso redor. Como bons estóicos, porém, aprendemos a lidar com isso montando a Dicotomia do controle, onde dividimos as coisas naquilo que podemos controlar e aquilo que não podemos – e nos preocupamos apenas com o primeiro grupo.

Financeiramente falando, o mesmo “dilema” pode vir a aparecer. Há várias condições e movimentos do mercado sobre os quais nós pequenos investidores não possuímos nenhum controle sobre a causa, mas podemos escolher como reagir e planejar nossos próximos passos sobre eles. E novamente, dividindo em esferas de controle e aplicando uma estratégia, podemos sanamente lidar com eles e até utilizá-los para a nossa vantagem. Veja neste episódio como isso é possível.

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Podcast do Pinguim – Como o controle emocional lhe traz maiores retornos

No começo dos anos 70, pesquisadores da universidade de Stanford realizaram um experimento bem peculiar. Colocaram várias crianças individualmente numa sala fechada na companhia de um solitário marshmallow num prato. A escolha dada à criança era: comer o marshmallow agora, ou esperar dez minutos para conseguir comer dois.

Na hora, o experimento apenas mediu o autocontrole das crianças, mas o maior resultado na verdade veio anos depois: os pesquisadores descobriram que as crianças que conseguiram esperar o segundo marshmallow foram muito mais bem sucedidas na vida, entrando em melhores faculdades, pegandos empregos melhores, etc.

O que esse experimento nos mostra é o poder que o autocontrole racional possui na nossa habilidade de produzir e obter sucesso. E isto se aplica diretamente nos investimentos – aqueles que controlam seu medo e ganância são recompensados com retornos muito melhores ao longo do tempo. Tanto segurar em tempos de queda quanto não comprar em tempos de alta são habilidades racionais valiosíssimas, e tornam os investidores de sucesso exceções na curva.

Veja como isso acontece neste episódio.

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O poder da Gratificação Atrasada para a sua vida financeira

Quando se trata de desenvolvimento pessoal e financeiro, temos algumas “super armas” que nos auxiliam para alcançarmos nossos objetivos. Uma das mais poderosas no seu arsenal é a gratificação atrasada.

De forma simples, através dela você aprende a recusar uma gratificação imediata em busca de uma recompensa maior a longo prazo. Alternativamente, é a forma de trocar uma gratificação danificante a curto prazo pelo bem maior a longo prazo.

Se você não está contente com a sua forma física atual, você poderia comer um chocolate e amenizar a dor temporariamente, sem benefícios ao longo prazo. Ou você poderia começar a se exercitar e, com o tempo, ver a sua forma melhorar.

A gratificação atrasada é poderosíssima quando utilizada como gatilho financeiro pois tem sinergia com os objetivos de longo prazo necessários para as finanças e investimentos. Utilizada da forma correta, ela pode se tornar uma grande aliada. Veja neste vídeo como.

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Adaptação Hedônica: a razão pela qual você desmerece a sua vida

Já sentiu aquele “cheirinho de carro novo?” Ele se desfaz depois de alguns meses de uso. Seu computador que antes era o top de linha hoje parece um grande inútil. Seu restaurante favorito se torna batido quando você almoça lá muitas vezes. Por que o ser humano é tão difícil de saciar?

A resposta está na nossa tendência natural de adaptação hedônica. Ela é a nossa tendência natural a se acostumar às mudanças com o tempo, e com isso, desejar mais também.

Ao passo que a adaptação hedônica foi crucial em nossa evolução (nos dá resistência e resiliência para viver a vida), se não a mantermos em cheque, ela pode arruinar nossa felicidade a longo prazo. Por isso, é necessário saber buscar felicidade de outras formas. O estoicismo, por exemplo, procura combater nossa adaptação hedônica através da racionalidade e procura interna da felicidade.

Neste vídeo, mostro como você pode aplicar estes conceitos também na sua vida, e impedir que a adaptação hedônica acabe com a sua vida financeira.

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Lidando com os efeitos dos cisnes negros

O período da quarentena em meio ao Coronavírus continua se arrastando, e cada vez mais as previsões sobre estabilização, controle e resolução se tornam menos claras. Os otimistas dizem que tempos melhores estão para vir, os pessimistas apontam que estas eram as mesmas previsões de um ou dois meses atrás. O resto acompanha tudo à distância, grudados às suas fontes de notícias.

Hoje, não há dúvidas que a pandemia do Coronavírus é um Cisne Negro, um evento de probabilidade baixíssima mas com efeitos catastróficos tal como classificado pelo estatístico Nicholas Taleb. Ninguém poderia ter previsto no seu início em Dezembro as proporções que poderia ter atingido, e hoje as suas consequências vão se alinhando como troféis fúnebres.

Lançamentos de filmes sendo cancelados. Ultra Music Festival e outros festivais de músicas foram cancelados. A NBA nos Estados Unidos foi cancelada, assim como a Eurocopa da UEFA de 2020. E a cereja do bolo não veio muito depois: em 24 de Março, os Jogos Olímpicos de Tokyo 2020 foram atrasados para 2021.

Os efeitos deste Cisne Negro foram avassaladores – e evoluíram mais rapidamente do que poderíamos ter esperado. Foram pouquíssimos os que realmente puderam se preparar; a maioria simplesmente de repente se encontrou numa condição de quarentena forçada. Tais acontecimentos são úteis para nos lembrarem de como podemos mentalizar e nos preparar para Cisnes Negros, e se sé realmente possível se preparar.

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As cinco dimensões da riqueza

Quando se trata do seu objetivo de vida, muitos preferem escolher âmbitos e metas que tentam mais refletir um bom estilo de vida e tranquilidade com paz de espírito. Gostaria de viajar pelo mundo, dizem. Quero uma casa no campo e uma vida tranquila. Ter tempo para a minha família todos os dias. Ter a liberdade para fazer tudo aquilo que eu quiser sem precisar correr riscos ou fazer algum sacrifício. Quem pensa em dinheiro ou ser rico como objetivo de vida é tido como ganancioso ou mesquinho.

O que não fica explícito, porém, é que cada um destes objetivos precisa de dinheiro para acontecer. Nenhum deles poderia acontecer sem a pessoa necessariamente estar numa condição de Independência Financeira para realizá-los. E assim, revela-se a necessidade de ter riqueza como condição primária para a sua liberdade básica, mas esta liberdade não está simplesmente apenas no quesito financeiro.

Existem cinco dimensões distintas da riqueza que você precisa dominar para se tornar uma pessoa bem-sucedida e realmente conseguir alcançar seus objetivos de vida, quaisquer que estes sejam. Quando apenas algumas destas dimensões são cumpridas, o resultado é uma vida desbalanceada, onde o foco se encontra apenas em ganhar dinheiro e esquecer o resto da vida e não se atribui sentido no processo. O resultado é uma tendência a ser desencorajado e a depressão. Portanto, é importante manter sempre em mente estas dimensões quando falamos de riqueza. Ao invés de tratar o dinheiro como a coisa mais importante do mundo, as pessoas ricas entendem cada uma das dimensões da riqueza e as incorporam em suas vidas.

Explicarei mais sobre estas dimensões da riqueza neste post.

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“Não é suficiente, então não vale à pena.”

Mesmo que eu siga os seus conselhos e corte este gasto recorrente da minha vida, só estarei economizando uns R$80000 ao longo de dez anos, e isso não é suficiente para se aposentar. Portanto, pra mim não vale a pena o esforço e o sacrifício.

Quantas vezes já não tentamos convencer alguém a economizar mais e viver uma vida mais eficiente financeiramente apenas para que esta pessoa trágicamente conclua que ela não conseguirá economizar o suficiente para se tornar FIRE e, por isso, conclui que é inútil tentar.

Esta visão de curto prazo e imediatismo é a causa mais comum pela qual as pessoas não conseguem enriquecer em primeiro lugar. É uma relação direta com a mentalidade de quem não consegue economizar ou aportar a mais. O imediatismo é a razão pela qual as pessoas desistem de tentar qualquer coisa que não dê resultados em menos de um ano, ou precise sacrificar alguma coisa que não traga um retorno imediato que justifique esta “privação.”

O problema é que na mesma moeda, esta mania de ver tudo no curto prazo é a mesma razão pela qual a maioria nunca irá enriquecer. Cada vez que você se convence que R$80000 lá na frente não é o suficiente, R$40000 não é suficiente, ou até mesmo R$10000 no fim de dez anos não são suficientes, você está se colocando mais fundo numa posição de não enriquecimento, de mediocridade financeira. Isso é porque esta visão e mentalidade ignoram a capacidade que temos de combinar economias e apreciá-las de uma maneira similar aos juros compostos, e também da capacidade humana de se motivar e conseguir poupar ainda mais. Vou detalhar mais sobre esse tópico a seguir.

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Você deixa o medo de influenciar?

É natural sentirmos medo ao tentarmos alguma coisa nova, ou lidar com alguma situação desconhecida. Porém, devemos nos relembrar que este medo não deve influenciar nas nossas decisões racionais de vida. Devemos sentir o medo mas não deixar que ele nos controle.

Recentemente, com o espalhar do Coronavírus e as notícias se alastrando ainda mais, precisamos mais do que nunca nos lembrar deste conceito que, se não considerado, poderá até nos prejudicar financeiramente.

Como devemos lidar com o medo para nos proteger mentalmente e financeiramente? Veja neste vídeo até o fim.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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Novas taxas da B3: como me impactam?

No primeiro dia útil de 2020, a B3 anunciou a operacionalização de novas taxas sobre o capital custodiado e proventos que aumentaram a cobrança sobre o pequeno investidor. Essa notícia abalou o início de ano dos investidores com muita pedrada em vídeos e comentários na internet sobre como isso foi uma manobra para descorajar o pequeno investidor a fazer Buy and Hold, incentivo para trade e como a B3, em sua posição de monopólio de bolsas no Brasil, está desfrutando de uma posição de vantagem desigual que deveria ser acabada.

Como todo bom praticante do estoicismo, em meio à esta situação de pessimismo, podemos aproveitar para colocá-lo em prática e avaliar como podemos fazer o melhor uso desta situação em princípio aversa.

Quais lições podemos tirar destas atualizações, e como podemos melhor lidar com elas financeira e pessoalmente?

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A percepção relativa humana e seus impactos nas finanças

Responda rápido, sem procurar no Google: qual é o peso médio de um elefante africano adulto? Você tem dez segundos para responder. Valendo!

Seu tempo está esgotado. Quanto você acha que é? Uma tonelada? Dez toneladas? Vinte?

Procurar uma resposta sensata para esta pergunta foi provavelmente bem difícil. Mas antes de mostrar a resposta, vamos tentar uma pergunta alternativa: quantos rinocerontes pesa um elefante?

A resposta para esta pergunta se torna mais fácil por simplesmente ter se tornado uma questão de comparação entre duas coisas já de certa forma conhecidas.

Quem já passou por um processo seletivo de contratação com certeza já viu as perguntas mais bizarras que os recrutadores fazem ao grupo. Uma das clássicas é: quantas bolas de golfe cabem num Boeing 747? E aqui nem o Google pode te ajudar se é para ser resposta objetiva. Como no exemplo dos elefantes, uma “cola” de comparação poderia lhe ajudar aqui também, mas não se preocupe, não é a resposta objetiva que eles estão procurando.

Perguntas inesperadas à parte, a nossa dificuldade em estimar grandezas como essas do zero se dá em parte porque o cérebro humano é incapaz de processar grandezas absolutas, apenas relativas. Em outras palavras, só conseguimos completamente entender alguma coisa quando colocamos outra coisa familiar ao lado para comparar.

Podemos, por exemplo, fazer o mesmo tipo de pergunta acima para o número de estrelas no céu, quantidade de grãos de areia numa praia, população de um determinado bairro, etc. Mesmo que saiba o número exato, você só irá realmente compreender sua magnitude se compará-lo com outra coisa que realmente entende. E a mesma coisa acontece com os sentimentos: frequentemente nos comparamos com os outros nos quesitos de felicidade e sucesso.

Este fato felizmente (ou não) se derivou da nossa evolução como seres humanos, e tem profundos impactos na nossa psicologia, percepção das coisas e – finalmente – até nas nossas finanças pessoais.

Como a “relatividade humana” pode ter impactos positivos e negativos na suas finanças, e como você pode arranjá-la de modo a ter os melhores resultados desta consequência evolucionária tão naturalmente humana?

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