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Podcast do Pinguim: Insourcing vs Outsourcing Pessoal

A lição básica que os empreendedores aprendem sobre o gerenciamento de uma empresa crescente é que o foco da sua energia deve ser o core business do negócio – os demais serviços não críticos devem eventualmente ser terceirizados conforme o negócio cresce.

Por esta razão, há uma tendência enorme no crescimento de empresas de prestação de serviços recentemente, que se expandem desde o suporte técnico até administração virtual de empresas realizadas remotamente. O motoboy já é coisa do passado, sendo contratado independentemente via vários aplicativos de entregas. E as vezes quase que empresas inteiras são relocadas para subcontratados, como no caso de gigantes de tecnologia como a Microsoft.

E embora eficiente para o crescimento de uma empresa grande, o outsourcing desenfreado pode vir a ser danoso quando aplicado ao âmbito pessoal da nossa rotina.

Certamente existe tentação para fazê-lo: contratar uma diarista para cuidar da casa pode livrar algumas horas da semana de faxina, pedir comida online economiza horas de preparo e compras dos ingredientes no supermercado. Mas ao longo do tempo, não só sua carteira começará a sofrer, outros aspectos da sua vida também passam a se definhar.

Veja neste episódio como algumas vezes pode ser melhor realizar o insourcing das tarefas de volta para a sua vida.

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Podcast do Pinguim: Por que as “Zebras” acontecem? Evite que seu planejamento financeiro vá por água abaixo

Já vimos esta cena várias vezes: o campeão, o favorito do torneio vai para a final e a expectativa é que a partida já está no papo. Este campeão está defendendo o título pela enésima vez, e toda a preparação que teve praticamente garante que o jogo está ganho para o lado dele – o adversário não tem chance alguma. O apito dispara e a partida começa…

… e ao fim do jogo, o campeão invicto e até então indestrutível perdeu inexplicavelmente. Simplesmente sua habilidade derreteu e não conseguiram jogar direito.

No linguajar do futebol, acabou-se de se presenciar uma Zebra. Todo o expertise do treinamento e da partida de repente é perdido e o time aparenta ter voltado à época de treinamento quando não tinham aquela habilidade.

Este fenômeno cômico acontece não só no futebol e também não só com os times e jogadores de elite, mas também com nós mesmos, especialmente quando estamos sendo observados por outras pessoas. E por conta desta pressão social, podemos falhar em áreas críticas também, especialmente quando uma recompensa em dinheiro é envolvida.

Veja neste episódio como e por que este efeito acontece, e como você pode evitar que ele arruine as suas finanças no futuro.

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Os 12 tipos de atitude em relação ao dinheiro – onde você se encaixa?

Falar de dinheiro no cotidiano é um verdadeiro paradoxo. De um lado todos evitam o assunto no social, trabalho e até mesmo dentro de casa por considerá-lo um “tabu,” um tema profano que não pertence à conversa civilizada. Por outro, o dinheiro é um dos poucos assuntos que tanto envolvem, permeiam e afetam todos da sociedade igualmente, sem distinção.

Assim, embora quase todos evitam este assunto tão importante e crucial para nosso desenvolvimento adulto, todos sabemos apontar para algumas “figurinhas clássicas” dos nossos círculos sociais quanto aos seus comportamentos em relação ao dinheiro. Existe aquele “mão de vaca,” “pão duro,” “Tio Patinhas” que nunca quer abrir o bolso para nada. Ou o seu oposto diamétrico, aquele que está sempre esbanjando, mostrando ter tudo de bom e do melhor, mas (não) ironicamente sempre está reclamando que não tem dinheiro para nada. E não mencionamos ainda o amigo “pinguço” que é sempre visto marcando o ponto no bar e bebendo o seu suado aporte junto das frustrações da vida.

É claro desde cedo que, dependendo da nossa cultura, personalidade e ambiente, cada um de nós possui atitudes muito diferentes em relação ao dinheiro. E ao passo que podemos ser rápidos para determinar qual é o verdadeiro valor que o dinheiro pode nos trazer, a nossa atitude e mentalidade a respeito ao dinheiro pode ser uma coisa consideravelmente mais complicada. Mais importante, esta atitude também influencia de forma considerável o nosso enriquecimento por conta de atrelar valores emocionais ao quesito do dinheiro.

Enquanto podemos pessoalmente definir atitudes das pessoas de forma binária como “muquirana” versus “gastão,” uma pesquisa realizada nos anos 70 descobriu que este espectro na verdade é muito mais complexo. Não existem dois ou três, mas sim doze atitudes diferentes ao dinheiro conforme publicado pelos psicólogos Herb Goldberg e Robert Lewis numa pesquisa envolvendo a população dos Estados Unidos. E cada uma delas possui uma visão diferente quanto ao que significa o dinheiro e qual é a sua real utilidade.

Onde você se encaixa neste espectro do dinheiro, e o que isto significa para o seu enriquecimento? Vejamos neste post.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi porque vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Segurança demais pode ser um problema? Porque o risco também é importante

É impossível falar sobre investimentos sem mencionar a palavrinha mágica: risco. Já se fala da máxima “o retorno é proporcional ao risco” como uma medida dos investimentos, e esta é uma das maiores dificuldades para começarmos a ter o mindset correto do investidor.

Somos, por razão evolucionária, uma espécie com uma aversão ao conceito de perda, e a exposição ao risco nos apresenta um potencial para perda que normalmente preferimos evitar. Construímos toda a sociedade baseada na intenção de reduzir riscos de alguma forma de perda. De fato, estudos mostram que na média, para que alguma decisão que pode envolver alguma perda “valha a pena” psicologicamente, a recompensa a ser ganha deve ser o dobro do potencia da perda.

Com tanta orientação para evitar perdas e riscos, poderíamos pensar que evoluímos da maneira certa e que segurança nunca pode ser demais. Ou pode? Surpreendentemente, existem alguns casos onde correr risco de menos pode resultar numa perda maior do que correndo um nível de risco saudável. Embora um conceito contra-intuitivo a princípio, isto se torna compreensível quando entendemos a relação que um risco calculado possui com os retornos de alguma ventura.

Neste post iremos explorar alguns destes casos da vida real, até fora dos investimentos, através de exemplos.

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Podcast do Pinguim: o Princípio de Paretto nas Finanças

O famoso princípio de Paretto, comumente conhecido como princípio do 80-20, é uma ocorrência natural das tendências da nossa rotina. Por exemplo, 80% de toda a riqueza da sociedade é acumulada por 20% das pessoas. 80% do tempo do nosso trajeto entre casa e trabalho é perdido em apenas 20% da distância do percurso.

Enquanto suas causas são desconhecidas, os efeitos do Princípio de Paretto são reais e portanto temos que aceitá-los em nossa vida. E ao passo que a princípio ele possa parecer injusto ou desigual, a verdade é que como investidores racionais, podemos fazer uso dele para nossa própria vantagem, tornando-nos parte dos 20% ou 80% quando nos servir melhor.

Talvez o melhor exemplo disso é na nossa própria educação financeira: 80% dos conceitos que precisamos aprender para investir bem podem ser aprendidos nos primeiros 20% de tempo estudando.

Neste episódio, mostro como nós podemos utilizar o princípio de Paretto para a nossa vantagem em âmbitos financeiros, e sempre nos colocar numa posição vencedora em relação a ele.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi que vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Como a procura da felicidade difere do prazer

Quando se trata do bem-estar, talvez nenhum termo seja tão onipresente quanto a boa e velha procura da felicidade. Vemos este tema em diversos assuntos e anedotas do nosso cotidiano e nas obras de arte, onde venera-se a felicidade acima de tudo.

Quando a felicidade é confundida com prazer, porém, portas perigosas se abrem, alimentadas pela tendência natural humana à adaptação hedônica. É por esta razão, por exemplo, que as coisas novas e bonitas eventualmente se tornam chatas e batidas, assim como relacionamentos, comidas, e praticamente qualquer outra coisa na vida.

Se você quer felicidade duradoura a longo prazo na sua vida, portanto, deverá aprender a controlar esta adaptação hedônica e trocar a busca do prazer pela felicidade através de meios como o estoicismo. Veja mais sobre isso neste vídeo.

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Podcast do Pinguim – Esferas de Controle Financeiro

Na vida, há vezes que temos que nos contentar com o fato que nunca teremos controle completo sobre a maioria das coisas que acontecem conosco e ao nosso redor. Como bons estóicos, porém, aprendemos a lidar com isso montando a Dicotomia do controle, onde dividimos as coisas naquilo que podemos controlar e aquilo que não podemos – e nos preocupamos apenas com o primeiro grupo.

Financeiramente falando, o mesmo “dilema” pode vir a aparecer. Há várias condições e movimentos do mercado sobre os quais nós pequenos investidores não possuímos nenhum controle sobre a causa, mas podemos escolher como reagir e planejar nossos próximos passos sobre eles. E novamente, dividindo em esferas de controle e aplicando uma estratégia, podemos sanamente lidar com eles e até utilizá-los para a nossa vantagem. Veja neste episódio como isso é possível.

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Podcast do Pinguim – Como o controle emocional lhe traz maiores retornos

No começo dos anos 70, pesquisadores da universidade de Stanford realizaram um experimento bem peculiar. Colocaram várias crianças individualmente numa sala fechada na companhia de um solitário marshmallow num prato. A escolha dada à criança era: comer o marshmallow agora, ou esperar dez minutos para conseguir comer dois.

Na hora, o experimento apenas mediu o autocontrole das crianças, mas o maior resultado na verdade veio anos depois: os pesquisadores descobriram que as crianças que conseguiram esperar o segundo marshmallow foram muito mais bem sucedidas na vida, entrando em melhores faculdades, pegandos empregos melhores, etc.

O que esse experimento nos mostra é o poder que o autocontrole racional possui na nossa habilidade de produzir e obter sucesso. E isto se aplica diretamente nos investimentos – aqueles que controlam seu medo e ganância são recompensados com retornos muito melhores ao longo do tempo. Tanto segurar em tempos de queda quanto não comprar em tempos de alta são habilidades racionais valiosíssimas, e tornam os investidores de sucesso exceções na curva.

Veja como isso acontece neste episódio.

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