Ganbare – até quando vale a pena?

Quando as pessoas no Japão querem motivar uns aos outros, geralmente desejam uma palavra chamada Ganbare. Este termo é frequentemente traduzido como “boa sorte,” e utilizado antes de acontecimentos como competições, apresentações e outros eventos envolvendo sorte. Porém, seu significado literal é mais próximo de “esforce-se,” dos Kanjis 頑張れ.

Esta discrepância se dá do fato de muitas pessoas confundirem a tradução, e ao fato de que os Japoneses são, de fato, uma das sociedades mais esforçadas quando se trata de algum objetio de bem comum. Isso se reflete bem no mundo corporativo, onde o Japão é um dos países com maior número de horas extras trabalhadas no mundo. Certamente, esta posição vem com um preço: o trabalho excessivo constante traz várias ocorrências do chamado karoushi, literalmente “morte por sobretrabalho”.

Os países do terceiro mundo olham para o Japão e outros países desenvolvidos como metas para o futuro, assim como nós olhamos para as pessoas bem-sucedidas como objetivos de vida. Queremos alcançar, com a IF por exemplo, um patamar de riqueza que nos permita viver com liberdade, mesmo que isto acarrete em alguns sacrifícios nos dias atuais. Porém, ao olhar para tantas fatalidades e sacrifício, não podemos deixar de nos perguntar: até quando vale a pena tal sacrifício?

O culto ao trabalho, por exemplo, custa ao Japão o desenvolvimento da sociedade como um todo por conta da repressão constante. O que, então, uma devoção demasiada para o trabalho poderia estar te custando?

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Quando o cara ensina a ganhar R$195 mil e ninguém o leva a sério

Um dos primeiros canais que comecei a assistir no YouTube assim que comecei na minha educação financeira foi o Primo Rico do Thiago Nigro. Isso era bem no comecinho, antes de perceber que a chave para ficar rico não era investir, e sim ganhar mais dinheiro. Também tinha o Bastter, Rafael Seabra, etc que eu assistia durante o meu tempo livre, almoço, etc.

Depois de um tempo, parei de assistir muitos vídeos sobre finanças e comecei a focar mais nas leituras, então parei de acompanhar os vídeos com tanta frequência. Recentemente, porém, estava vendo o canal do Primo Rico de novo e me deparei com um com um título bem desafiador, quase que clickbait: Como Juntar R$ 195 mil em 4 anos – Eu consegui, e fiz um passo-a-passo

A mensagem dele olhando hoje é quase batida já: aumente sua renda trabalhando mais, use o seu tempo disponível no fim de semana ou de noite, persista na meta, nunca será fácil, etc. Então o que mais me chamou a atenção deste vídeo não foi o conteúdo, mas sim a reação do público.

Poderíamos esperar que, pra um vídeo onde o cara acabou de explicar na lata e sem mistérios como ganhar dinheiro, a reação da platéia seria positiva e cheia de gratidão, certo? Pelo contrário, a maioria xingando o vídeo ou dizendo que não era realista o cenário.

Como é que uma pessoa te ensina a ganhar dinheiro e não é levado a sério?

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