Taxa não ganha de tempo – mas uma outra coisa sim

É comum no mundo dos investimentos ouvirmos a máxima de “Taxa não ganha de Tempo” ou seu cognato em inglês “it’s time in the market, not market timing” sobre como o tempo funciona como um grande alavancador nos rendimentos dos seus investimentos. Em termos do Jeito Pinguim, costumo dizer que a árvore da riqueza é plantada com dinheiro e regada com tempo.

Para nós que pensamos no longo prazo e sabemos que investimentos de verdade não possuem um horizonte de prazo, o papel do tempo nas nossas carteiras de investimento é lógico e um grande aliado. Ainda assim, existe um terceiro fator além da taxa e do tempo que fica um pouco esquecido dentre a equação da riqueza.

Isto é uma pena, porque especialmente quando estamos começando a investir, ele é o fator que mais influenciará na nossa acumulação de riqueza – mais até que o próprio tempo investido.

Este fator é o aporte, e para saber como ele influencia o seu enriquecimento, assista este vídeo até o fim.

Continuar lendo “Taxa não ganha de tempo – mas uma outra coisa sim”

Cinco formas de investimentos indiretos para acelerar a sua vida financeira

Embora muitos, incluindo eu, tendem a seguir uma definição bem rígida sobre o que significa um investimento, existem casos onde uma pessoa pode se beneficiar em colocar seu dinheiro num produto além dos produtos clássicos como renda fixa, ações, fundos imobiliários ou tesouro direto.

Os chamados de “investimentos indiretos,” ou “aceleradores de riqueza” por outros, são formas de você utilizar o seu dinheiro para resolver ou acentuar determinadas características específicas da sua situação financeira de uma forma que o dinheiro lá investido lhe trará retornos indiretos maiores do que investindo de uma forma tradicional.

Será que pode se beneficiar destes investimentos indiretos também? Descubra neste episódio.

Continuar lendo “Cinco formas de investimentos indiretos para acelerar a sua vida financeira”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: “quando um não quer, dois não brigam”

Existe um ditado famoso que ouvimos desde criança que afirma que “quando um não quer, dois não brigam.” Não importa o quão enfezado alguém seja, enquanto não ouver alguém que “compre” a briga dele, ele não vai poder fazer nada. Este ditado tem muita sabedoria, e pode lhe salvar a pele, reputação e sanidade mental múltiplas vezes no decorrer da vida.

Felizmente, ele também se aplica diretamente quando se trata de nossas finanças. Ao contrário do que a mídia consumista e o keeping up with the Joneses Americano possa retratar, enriquecer e acumular riqueza é puramente uma maratona pessoal, e não uma luta de boxe. “Esbanjar riqueza” não apenas é uma tolice do ponto de vida financeiro (acaba com a pirâmide de acumulação patrimonial), pode até ser perigoso em determinadas cidades ou países para a sua própria segurança.

Como uma regra geral, portanto, para alcançar seus objetivos financeiros o mais rápido possível é necessário evitar tais “conflitos” e desejos de se exibir, e manter as suas finanças o mais para dentro possível.

Veja mais neste episódio.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: “quando um não quer, dois não brigam””

Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado”

Os livros do autor e pesquisador americano Thomas J Stanley sobre milionários nos Estados Unidos se tornaram clássicos da bibliografia FIRE mundial. Lançado em 1996, o livro O Milionário Mora ao Lado se tornou um best-seller do New York Times daquele ano, mas são poucos os que conheceram a sua sequência A Mente Milionária publicada em 2001.

Não há dúvida que o conteúdo deles e sua pesquisa foram valiosíssimas para finanças pessoais no mundo todo, começando pela sua desmistificação sobre o que é necessário para se tornar um milionário nos Estados Unidos: não é nascença, sorte, nem afiliação política, e sim uma questão simples de acumulação de patrimônio.

Dentre as inúmeras lições de Stanley publicada nesta série, três conceitos em particular são importantes para mim, e merecem um grande destaque para qualquer um que almeja enriquecer ou alcançar a independência financeira em sua vida. Neste episódio, exploro tais conceitos e os livros a fundo.

Continuar lendo “Três lições aprendidas do livro “O milionário mora ao lado””

O problema de dez reais versus problema de dez mil reais

Há um ditado na finansfera que diz que finanças pessoais não são complicadas – quem as complica somos nós*.

E realmente, não há razão para nós tornarmos complicado o processo de enriquecer: ganhe dinheiro, gaste menos que você ganha, invista as suas economias. Outras melhorias terão um efeito mínimo na sua performance fora estas três variáveis.

Ainda assim, se o processo é tão simples e descomplicado como costumo descrever, existe uma realidade paradóxica: quase ninguém consegue enriquecer consistentemente. A maioria esmagadora ainda depende dos seus empregos, acredita que o INSS irá sustentá-los até o fim da vida, e acredita que esta situação é perfeitamente normal, já que é perpetuada pela sociedade.

Existem várias causas para esta situação atual mas, recentemente, escutei no Podcast do The Minimalists uma entrevista que realizaram com o autor de finanças pessoais americano Ramit Sethi, autor do best-seller I will teach you to be Rich, onde ele averiguava uma coisa que ele chamou de “problemas de 3 dólares” versus “problemas de 30,000 dólares.” Neste episódio, Ramit argumentou que muitas pessoas acabam por confundir a necessidade de frugalidade com mesquinheza e “pão-dureza” extrema, e ao aderí-la esquecem-se dos seus problemas financeiros maiores, como quitação de um financiamento enorme da casa ou carro ou pagamento de suas dívidas.

Em outras palavras, concentrando-se num problema de dez reais (“este café de R$10 sai por R$5 lá na esquina”), elas se esquecem do problema de dez mil reais (“empurra com a barriga esse financiamento, mês que vem a gente vê de novo”) que realmente lhes assola e mantém pobres.

Ao passo que eu acredito muito no poder da frugalidade e que ela pode nos auxiliar, sim, em juntar muito dinheiro ao longo prazo, o ponto dele também é importante: afinal, de nada adianta tirar a água de dentro do navio sem antes tapar o buraco do casco que enche o convés. E assim, temos que prestar atenção para não perder o longo prazo de vista com o foco no imediatismo financeiro.

Vejamos neste post alguns exemplos de como isso pode acontecer e como evitar.

Continuar lendo “O problema de dez reais versus problema de dez mil reais”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade

Ao passo que muitos imaginam que a riqueza indefinida seja o caminho certo para a felicidade perene, são poucos os que realizam que, na verdade, o real trajeto pode ser justamente pelo caminho inverso: escolher quando dizer chega.

Ao contrário das expectativas sugeridas por vários coaches e “gurus” do desenvolvimento pessoal, ter a velha noção de “nunca estar satisfeito” pode não ser produtiva ao longo prazo, e até mesmo causar depressão no fim das contas.

Do outro lado, saber dizer chega e definir objetivos realistas e concretos nos motiva e nos traz realização em saber que conseguimos atingí-los, podendo assim decidir em seguir em frente com outras coisas. E especialmente quando se trata do FIRE, saber fincar a estaca e dizer que você conseguiu é crucial, impedindo que você fique para sempre na infâme corrida nos ratos.

Saiba mais sobre a importância desta autosuficiência mental e financeira neste episódio.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade”

Enriquecer é redundante?

Olá! Excelente post. Eu assiti alguns vídeos desse Primo Rico e até cheguei a comprar o livro dele na época. Pra ser sincero, não sei se vi os vídeos errados, ou as lives erradas dele, mas sinceramente não consegui aprender nada sobre investir ou comprar ações. Senti que ele cria conteúdo “dando voltas” no assunto e sem especificar de fato o que fazer. Tipo como muitos dizem: trabalhe, poupe e invista. Do meu ponto de vista isso é bem redundante se você não disser COMO se faz. Poderia indicar algum conteúdo dele que mudasse minha opinião? Ou de outra pessoa? Não senti confiança no Thiago Nigro, essa que é a verdade.

Quando li este comentário no meu post sobre o Primo Rico a.k.a. Thiago Nigro e seu vídeo onde ensina a obter R$195 mil de dinheiro extra ao longo de alguns anos, a primeira reação que tive foi pensar que o autor não havia entendido o sentido do post. Lendo mais aprofundadamente, porém, percebi que o ele tinha um ponto bem válido: algumas vezes, ler sobre educação financeira, especialmente para quem já possui uma noção bem avançada, pode parecer meio maçante ou até mesmo redundante.

E há, sim, uma dose de verdade nesta opinião: enriquecer, na sua melhor forma, precisa ser um processo simples. Enriquecer precisa ser simples da mesma forma que a matemática necessária para se aposentar é simples. Quanto mais simples, melhor, mas claro que isso não significa necessariamente que vai ser fácil; o seu esforço sempre será necessário, uma parte integral de todo o processo do desenvolvimento pessoal.

E esta mesma simplicidade que torna o FIRE tão poderoso pode se tornar uma pequena problemática entre os criadores de conteúdo sobre o assunto: sobre o que falar quando a sua esfera do assunto é tão, eventualmente, simples e direta? A verdade, porém é que a aparente “redundância” do assunto é uma consequência necessária. Isso porque muitos não acreditam que enriquecer pode ser um processo tão simples, e começam a procurar maneiras de “acelerar” o processo, ou “complementá-lo” por fora, e acabam sacrificando todo o seu trabalho árduo no caminho.

Quando começamos a acreditar que para enriquecer é necessário especular, acertar na mosca a próxima empresa mina de ouro, ou investir em ativos esotéricos, tornamo-nos cegos aos riscos destas promessas de enriquecimento rápido e fácil, e arriscamos perder quando na verdade, tudo o que precisávamos fazer era seguir uma estratégia mais simples.

Neste post, explico por que a estratégia simples, passiva e de longo prazo é a vencedora, e por que adicionar complicação demasiada pode ser até nocivo para o seu patrimônio.

Continuar lendo “Enriquecer é redundante?”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: o Tai Chi e o enriquecimento

Quando se trata de enriquecer e se tornar próspero, uma das melhores metáforas que encontrei para explicar a minha estratégia se encontra no Tai Chi Chuan e outras artes marciais asiáticas como Judô, Aikido ou o Jiu Jitsu: nelas, o praticante procura economizar no esforço e na energia própria e utilizar a energia do próprio adversário contra ele mesmo para vencê-lo.

Durante o meu próprio amadurecimento financeiro, eu passei a entender que este mesmo conceito é aplicável na nossa vida também: ao passo que muitos começam tentando “lutar contra o sistema” ou abominar as classes ricas “opressoras,” o verdadeiro caminho à prosperidade envolve um Jiu-jitsu financeiro aplicado ao seu favor. Não abomine os ricos – junte-se a eles. Pratique os seus hábitos que lhes tornaram ricos ao longo do tempo. Copie seus hábitos de investimento e poupança. Não reclame dos impostos e outras barreiras financeiras impostas pelos governos – aprenda a otimizá-los para o seu lado.

Esta simples mudança de mindset de como enxergar o mundo ao seu redor fará muito para o seu bem estar mental (não batendo de frente com tudo), e refletirá até na sua conta bancária. Saiba mais neste episódio.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: o Tai Chi e o enriquecimento”

Estudo de caso – virando um escravo daquilo que lhe libertaria

Consultório cheio, filas grandes e atendimento só com hora marcada.

O Dr Anderson é sem dúvida um homem muito ocupado e importante. Proprietário de um consultório de dermatologia e procedimentos estéticos servindo quase que exclusivamente grande parte da cidade, ele conseguiu estabelecer para si mesmo um negócio que muitos poderiam dizer ser financeiramente perfeito. De um lado, pacientes afluentes e que desejam realizar retoques estéticos prontamente abrem suas carteiras para receber seus renomados serviços. E do outro, pacientes com outros problemas dermatológicos fazem uso dos seus planos de saúde para serem atendidos, permitindo a Anderson lucrar das duas formas.

Combinando esta estratégia com uma demanda virtualmente infinita (notada pelas filas constantes na espera do consultório em qualquer dia do ano), o consultório de Anderson é uma verdadeira máquina de gerar dinheiro, da qual ele sem dúvida alguma conseguiu usufruir para se tornar muito rico, mesmo com o altíssimo investimento inicial para começar a exercer sua profissão. Em menos de um ano trabalhando, ele facilmente já poderia ter recebido todo o dinheiro que precisaria para se aposentar.

E mesmo assim, diante destas montanhas e rios de dinheiro, ao me consultar com Anderson, não pude deixar de notar que ele não parecia estar satisfeito com a vida. De fato, ele parece desconhecer qualquer forma de satisfação ou felicidade.

Cansado e com uma carranca visível de sobrecarga de trabalho, Anderson fala com uma voz moribunda e com um humor pesado, não querendo papo e não dando abertura para nenhum “a mais” da parte dos pacientes. Levanta a voz e demonstra irritação quando os pacientes levantam perguntas sobre os tratamentos. Mas a julgar do pseudo-monopólio que conseguiu na região, poucos procurariam uma alternativa.

Embora intragável, o constante mau-humor de Anderson tem explicação: o doutor trabalha quase que de domingo a domingo em virtude de que não possui ninguém que pode substituí-lo no consultório. Seja no atendimento, procedimento ou acompanhamento, sua secretária e assistentes não podem substituí-lo. Anderson acabou se atando às responsabilidades do seu trabalho, tornando-o de fato a sua vida.

A história de Anderson ilustra bem a antítese do estilo de vida que eu almejo viver: o do escravo altamente remunerado. É a clássica história daquele trabalhador pobre que, almejando tornar-se rico, enterra-se no trabalho e vive em prol do salário recebido, tornando-se literalmente um escravo dele. Eu acredito que trocar o seu tempo e liberdade por dinheiro é um negócio fundamentalmente perdedor, e qualquer adepto ao FIRE deveria tomar muito cuidado para não caminhar nesta direção.

Vamos ver neste post quais os perigos de se adotar um estilo de vida como tal, e quais são as alternativas inteligentes.

Continuar lendo “Estudo de caso – virando um escravo daquilo que lhe libertaria”
podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: ativos internos e a origem da riqueza

Quando se trata de enriquecer, sabemos que existe uma tríade básica necessária para evoluir financeiramente: ganhar dinheiro, poupar e investir a diferença.

Porém, quando se trata de ganhar dinheiro, qual é a origem desta riqueza, do fluxo de caixa que permite a você ou qualquer outro a ganhar dinheiro? A melhor resposta que eu já vi até agora veio de um podcast dos The Minimalists, onde eles inferem que a riqueza é o dinheiro pago a você através do valor gerado pelos seus ativos internos. Estes podem ser qualquer uma das habilidades, conhecimentos, virtudes e caracterísicas que produzem valor para a sua audiência, que em troca oferece dinheiro por este valor.

Enquanto muitos pensam em tais ativos como um diploma de faculdade ou certificado de curso técnico, a verdade é que estes ativos se estendem muito além das formalidades: pense num canal de comédia com centenas de milhares de inscritos – onde está a formalidade para trazer valor aqui?

Nesse episódio, exploro este conceito de ativos internos e como eles são a chave para produzir riqueza.

Continuar lendo “Podcast do Pinguim: ativos internos e a origem da riqueza”