Quando ser um “contrário” não é vantajoso

Até que descobrimos a independência financeira, geralmente vivemos uma vida bem padrão. Vamos para a escola, brincamos no nosso tempo livre, estudamos para o vestibular, fazemos faculdade e finalmente nos acomodamos no nosso trabalho nas próximas décadas. A partir daí, dinheiro é recurso para se divertir, comprar coisas que você não precisa, e outras das “felicidades” da vida adulta, como o happy hour, casa e carro próprio.

Em determinado momento, a educação financeira nos mostra que este modo de vida esbanjante é ineficiente, e estamos na verdade fazendo tudo errado. Aprendemos que os bancos não nos oferecem os melhores investimentos, que economizar e ser frugal não é sinônimo de deprivação ou limitação, e que o aporte constante é uma das forças mais poderosas do universo. Tendemos, então a nos tornar um termo que a finansfera gosta de jogar por aí: um contrário.

A essência do contrarianismo é que as oportunidades inexploradas se encontram além daquilo que é considerado popular, e atravessando o caminho menos explorado, podemos obter mais valor do que fazendo aquilo que é esperado da maioria.

Este mindset é rapidamente apontado como adotado por várias figuras bilionárias como Warren Buffett, Ray Dalio, que não seguem tendências de mercado, e traçam suas próprias estratégias impopulares de investimento com sucesso enorme. Empreendedores bem-sucedidos que “nadaram contra a maré das massas” em direção ao seu próprio sucesso também são apontados como contrários em seus próprios âmbitos.

Eu acredito profundamente que ser um contrário é essencial para atingir o sucesso – afinal, fazer parte da média é a antítese do sucesso. Porém, como tudo na vida, o contrarianismo deve ser balanceado dentre a vida total, e há uma hora e um contexto correto para aplicá-lo. Se abraçarmos a essência de ser um contrário em todos os momentos da vida, estaremos essencialmente nos tornando adversos e intragáveis para os grupos sociais nos quais participamos, resultando em simplesmente isolamento e oportunidades de networking perdidas.

Quais são alguns perigos de abordar o contrarianismo em todos os momentos da vida, e quais são os contextos onde ele se torna valioso?

Continuar lendo “Quando ser um “contrário” não é vantajoso”

O efeito vegano e a sua influência no FIRE

Você já deve conhecer um destes nos seus círculos sociais. Alguém que decidiu se tornar vegano um certo dia e em algumas semanas começou a postar sobre a sua decisão nas suas redes sociais. Compartilhamento de postagens de comunidades começam a aparecer. Depois vêm as fotos dos pratos que comeu no almoço ou na janta no Instagram. E de repente seu feed se torna tão saturado com estas postagens que já não é mais possível ignorá-los.

A sua reação a tal invasão de postagens desta pessoa provavelmente foi uma de duas: ou você amou e apoiou as postagens desta pessoa, ou você se sentiu incomodado, e até irritado, por ela. E é mais comum que seja esta última.

Eventualmente, seu amigo vegano começa a compartilhar desabafos sobre como a sociedade à sua volta não entende o veganismo e não está preparada para uma vida vegana, e como o mundo é difícil para ele. O mundo parece se unir contra ele.

Toda hora que alguém resolve desenvolver e melhorar sua vida pessoal e melhorar sua qualidade de vida, aparecem vários querendo contrariar suas idéias e as vezes até atacá-lo. Este acontecimento é chamado de Efeito Vegano no Podcast do BiggerPockets, e qualquer semelhança com o cotidiano da Finansfera não é coincidência.

Sem querer julgar a eficiência ou não da dieta vegana neste artigo, este mesmo efeito pode ser observado com tendências como Crossfit, Dieta Paleo, e – num ambiente muito mais próximo – na frugalidade, minimalismo. e educação financeira. Afinal, quem nunca compartilhou alguma opinião sobre reduzir o consumo, aprender a investir mais eficientemente, e recebeu uma chuva de críticas da roda da conversa.

O que o movimento FIRE pode aprender com o efeito vegano e como podemos diminuir a incidência negativa dele?

Continuar lendo “O efeito vegano e a sua influência no FIRE”