Como declarar os FIIs no seu Imposto de Renda

Abril é definitivamente o Mês da Educação Financeira, e ano passado fiz a minha contribuição iniciando uma série de posts detalhando o básico da educação financeira aqui no Pinguim Investidor.

No decorrer daquele ano, muitas coisas mudaram na minha situação financeira, e tive um novo desafio na declaração do meu imposto de renda: Fundos de Investimentos Imobiliários. Com o meu desvirginamento na renda variável e começo de geração de renda passiva via FIIs, que detalhei a cada fechamento mensal, meu patrimônio financeiro se tornou mais complexo, e finalmente na virada do ano tive que finalmente declará-los no imposto de renda.

No início, eu tinha um pequeno receio de entrar na renda variável porque temia que a declaração se tornaria muito complicada, mas eventualmente percebi que era o contrário: o tornar complexo do meu patrimônio se tornou um sinal que a minha situação financeira estava evoluindo! Portanto, passei algumas semanas pesquisando e consultando com o meu contador, e ao final de tudo declarado, resolvi documentar o passo a passo aqui.

Acredito no conceito de que quem sabe, ensina, portanto novamente vim trazer mais educação financeira para mais um mês de Abril na sua vida.

Acompanhe mais neste post o passo a passo de como declarar seus FIIs – e provavelmente muito se aplica às ações também – no IRPF deste ano.

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O real custo das coisas é por uso, não tempo

Quando se trata de enriquecimento, uma regra é clara: devemos economizar e concentrar nossos gastos em ativos financeiros, que se valorizam com o tempo e nos trazem dinheiro, e minimizar os gastos que temos com passivos que só tendem a depreciar e acumular custos ao longo do tempo. Neste ponto, fale a pena lembrar da frase clássica de Robert Kiyosaki, que explica que Ativos colocam dinheiro no seu bolso, passivos tiram dinheiro do seu bolso.

No meio deste caminho trilhado, várias perguntas começam a surgir na luz deste simples conceito. Existem disputas emocionais e culturais, como a questão do carro e da casa própria sendo passivos numa sociedade que os valoriza como símbolo de status social. Ou até mesmo se quando se mora em cidade pequena ou isolada é necessário ter o carro próprio. Infelizmente, para a maioria destas perguntas não há resposta comum correta, pois mesmo que fizermos um ponto racional, nossas crenças e cultura emocional nos tenta provar o contrário.

Não há como escapar de ter passivos acumulando no decorrer das nossas vidas. Afinal, ainda precisamos de roupas, comida, certos bens e meios de produção para sobreviver. E convenhamos que nunca conhecemos ninguém que fica alegre só de comprar ativos. Porém, existe ainda mais uma regra que devemos nos conscientizar toda vez que cogitamos comprar ou usar um passivo, e esta é a do custo por uso.

Simplificadamente, ela diz que o custo de cada um dos nossos passivos aumenta a cada vez que optamos por utilizá-los. Uma afirmação simples, até meio óbvia a princípio, mas que muitos se esquecem ou preferem ignorar quando um novo passivo aparece em suas vidas. Porém, se não respeitada, a regra do custo por uso pode trazer um desastre financeiro na sua vida. Vamos explorar mais as implicações deste princípio financeiro neste post.

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Sobre o Adultear

Sem dúvida um dos maiores desafios da vida é se preparar para a vida adulta. Tenho certeza que você também passou por tempos turbulentos durante a fase dos 18 aos 20 anos de idade, quando a escola estava para se acabar e as escolhas da vida adulta começaram a aparecer na sua frente, demandando ação direta: qual vestibular vai prestar? Qual faculdade você vai? Quando vai tirar a carteira de motorista? Qual carreira vai seguir no emprego?

Até então a sua vida era sempre o mesmo esquema: ir à escola, fazer o dever de casa, passar nas provas e talvez fazer os cursos extracurriculares à tarde. Todas as demais decisões eram gerenciadas por outras pessoas na sua vida, como pais, professores e diretores de escola. De repente, quando os 18 anos chegaram, você se tornou o único responsável, o piloto da sua própria vida. E você deve assumir o controle rápido porque as decisões estão só aumentando.

Entre mortos e feridos, todos nós sobrevivemos este período conturbado. Embora alguns olhem para este período com arrependimento, temos que nos lembrar que foram estas mesmas escolhas que trouxeram todas as nossas vitórias até agora. Elas são um motivo para nos orgulharmos. Porém, há de se dizer que poderia ter sido melhor. A falta de disseminação de conhecimento financeiro é um grande cúlprito entre a desinformação generalizada do período.

Nós podemos fazer da fase de “adultear” uma fase melhor para as próximas gerações, e neste post explico como isso pode ser possível se focarmos em ensinar conceitos mais práticos e sólidos. Talvez algumas das opiniões aqui soem um pouco controversas ou extremas, mas o importante é considerá-las – não necessariamente seguí-las. Se você possui filhos, este post pode lhe ajudar na hora de ver os ensinamentos que os passará quando a época chegar.

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É possível ficar rico investindo na poupança?

Seria possível ficar rico investindo apenas na poupança? Eu acredito que sim.

Será que deu a louca no Pinguim? Será que as perdas na crise causaram insanidade e regressão para os seus tempos pré-educação financeira? Será o fim da credibilidade deste site?

Muito pelo contrário. Mesmo com o medo e pânico generalizado na bolsa, estou calmo e mantendo o meu planejamento em curso. E enquanto há várias razões e casos nos quais devemos fazer uso da poupança e dos bancos durante o nosso curso até a independência financeira, acredito que a poupança não deve ser considerada uma forma sequer de investimento.

Ainda assim, concluo que é possível sim enriquecer e talvez até se tornar independente financeiramente até mesmo se o seu único investimento seja a caderneta de poupança. Como isso seria possível? A resposta envolve educação financeira e disciplina na rotina, e de longe não é a forma mais eficiente de se realizar a tarefa – mas não significa que seria impossível de realizar. O que isso prova, porém, é que enriquecer é uma questão matemática, e consequentemente possível para todos.

Vou mostrar como neste post.

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Como a Independência Financeira é possível para todos

Certa vez, estava na casa de um parente em Copacabana passando uma temporada quando seu ventilador de teto pifou de vez e parou de funcionar. Durante o verão carioca, isto pode ser afetar a sua sobrevivência num dia. Averiguando a situação, descobrimos que a infraestrutura precária e velha do prédio oferecia uma fiação precária e malfeita, e que dificultava muito a manutenção por uma pessoa leiga.

Procuramos por um eletricista que imediatamente se disponibilizou (era uma pessoa que já atendia a região) e veio averiguar o dano. Com sua experiência em atender a região, ele possuia experiência navegando a bagunça da fiação e conseguiu atender o pedido numa questão de no máximo dez minutos. Ventilador trocado e instalado, ele estendeu a mão para o pagamento: oitenta reais pelo trabalho.

No fim deste incidente, comecei a pensar comigo mesmo: como o cara consegue cobrar R$80 por um trabalho que ele mal leva dez minutos pra fazer? E enquanto eu ficava pensando sobre como ele era esperto e realmente conseguiu achar um nicho em meio às instalações malfeitas do bairro velho, outro insight me bateu: esta pessoa era a prova que qualquer um, com a devida educação financeira consegue atingir a independência financeira.

Sim, aquele faz-tudo da vizinhança que às vezes nem possuia treinamento formal como eletricista já possui um modelo operacional já poderia, com uma pitada de educação financeira, ser suficiente para garantir a sua vida futura como aposentado. E se até com estes recursos básicos é possível chegar ao FIRE, a sua situação pessoal também te torna capaz. Vejamos como neste post.

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podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: a tragédia de ganância e sardinhagem da Atlas Quantum

Em 2019, a arbitradora de criptomoedas Atlas Quantum se tornou alvo de investigação da CVM por ter sido acusada de organizar um esquema de pirâmide financeira. Investidores foram atraídos por promessas de ganhos astronômicos e, quando seus rendimentos foram caindo e se tornando prejuízo, tomaram uma grande surpresa ao ver que não poderiam resgatar seus investimentos quando mais precisavam

Podemos traçar vários erros na parte dos investidores nesta história, e o acontecimento fica de lição para futuras versões desta mesma situação: ganância, impaciência e ignorância do investidor iniciante. Saiba mais neste episódio, baseado num post que escrevi anteriormente.

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Qual é a importância do fluxo de caixa na busca do FIRE?

O objetivo máximo que buscamos quando estamos investindo e preparando nosso futuro financeiro é renda passiva. Direta ou indiretamente, todos os nossos movimentos financeiros são planejados com o objetivo de se obter renda passiva deles no futuro. Por isso, eu considero o fluxo de caixa um conceito crucial quando avaliando a sua saúde financeira.

Saber o quanto você recebe mensalmente sem precisar trabalhar é um exercício importante para rastrear o seu progresso FIRE. E no momento que todo o seu fluxo de caixa consegue cobrir suas despesas mensais, você alcança a condição conhecida como independência financeira.

É imprenscindível começar a considerar a sua renda passiva total como a medida mais próxima da sua saúde financeira.

Expliquei sobre um conceito similar anteriormente, chamado de Cash Cow.

E você, considera mais importante ter renda passiva ou valorização dos ativos quando se trata de investimentos? Escreva nos comentários.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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O paradigma do Taco Bell na Independência Financeira

Na indústria alimentícia um problema frequente é a gestão do estoque. Clientes devem ser servidos com os ingredientes em questão, mas se estes não forem consumidos prontamente o suficiente, há um risco da validade passar e eles serem perdidos como prejuízo. É necessário um equilíbrio precioso para conseguir atender a fome dos clientes sem falta e evitar o prejuízo com comida estragada, que os gestores de restaurantes analizam mês a mês para se aperfeiçoar.

Em meio à este precioso jogo de equilíbrio, uma rede de fast food parece ter se destacado: Taco Bell. O Taco bell possui um diverso menu de vários pratos distintos, mas todos são feitos a partir de oito ingredientes básicos. Ajustando e apresentando cada ingrediente (carne moída, queijo ralado, tortillas…) de uma certa forma específica, cria-se um prato completamente diferente do anterior. Apenas utilizando e reutilizando ingredientes que eles já possuem, a rede de fast food consegue abastecer todo o seu menu sem se preocupar muito com excesso ou falta dos ingredientes. Eles se abastecem e se sustentam com o que têm.

No âmbito da programação de computadores, este “modelo Taco Bell” é utilizado por administradores e desenvolvedores para criar soluções com apenas componentes já prontos do sistema operacional que executam tarefas simples, arranjando-os de forma a performar uma tarefa mais complexa. Conhecido também como Princípio Unix, este modelo permite que você simplifique o desenvolvimento e evite retrabalho em criar a mesma coisa duas vezes.

E, igualmente, você pode aplicar o modelo Taco Bell para a sua vida financeira também. Enquanto algumas pessoas te encorajam a começar a diversificar suas fontes de renda, investir em ativos de alto risco sem compreendê-los bem, ou abandonar o seu emprego para começar um negócio próprio, muitas vezes a sua vida atual, do jeito que está, pode ser o suficiente.

Pode ser simplesmente uma questão de arranjar os fatores da maneira certa.

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O açougueiro e a nutricionista

Imagine que você está procurando conselhos de uma dieta para perder peso e viver uma vida mais saudável. A sua cidade é um pouco pequena e não há muitos profissionais que podem lhe aconselhar. Felizmente, você procura e encontra duas pessoas que poderão lhe ajudar: um açougueiro e uma nutricionista.

Você se senta com a nutricionista e explica a sua situação, seus objetivos e motivação. Ela lhe recomenda uma dieta balanceada de verduras, legumes, carnes e cereais na proporção correta, mas implementá-la corretamente irá lhe custar um pouco caro. Buscando uma segunda opinião, você se encontra com o açougueiro e pergunta sua recomendação. Ele responde: “carne.” Na semana seguinte, você consulta com os dois novamente. A nutricionista revisa o seu quadro e atualiza o cardápio adequadamente. O açougueiro novamente recomenda: “carne.”

Se esta história soa meio previsível para você, por que vemos esta mesma situação se repetindo diariamente no âmbito financeiro? Pessoas buscando orientações financeiras de corretoras comissionadas, assinando recomendações pagas em vídeos de youtubers populares com seus patrocinadores no fundo, enquanto que um sistema de comissionamento cada vez mais toma conta do mundo digital.

É crucial analisar onde os interesses estão por trás de cada recomendação e decisão na vida, especialmente quando é o seu dinheiro que está envolvido. Esta foi uma lição que, felizmente, aprendi cedo na minha vida financeira, e assim pude me orientar melhor financeiramente. Vejamos mais detalhes neste post.

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Kit de Sobrevivência Japonês e o planejamento financeiro

O Japão está localizado exatamente em cima do que é conhecido geologicamente como o Círculo de Fogo do Pacífico, e com isso possui uma incidência grande de terremotos naturalmente. Além disso, está situado num corredor de tufões, onde durante o verão as águas aquecidas do Pacífico geram vários tufões todos os anos. Em meio a tantos desastres naturais, o cotidiano e estilo de vida da população não poderiam sair completamente ilesos. A preparação e as contramedidas estão construídas dentro da infraestrutura do país, nos prédios, ruas e casas.

Esta influência também leva a população a aderir à preparação como parte da sua rotina. Uma das preparações recomendadas é que cada residência mantenha um Kit de Sobrevivência pessoal, cuja função é garantir a sobrevivência dos residentes por até 72h sem assitência caso algum desastre os force a abandonar a casa. Este kit de sobrevivência é parte da cultura local, e há vários guias online com instruções de como você pode construí-lo, com quantidade variável de recursos.

Não posso deixar de enxergar a semelhança entre este kit de sobrevivência com a tradicional reserva de emergência recomendada de praxe na educação financeira. Ambas são necessárias para situações inesperadas, imprevisíveis, e existe mais de uma forma de criá-las dependendo da sua situação pessoal, e nem sempre é todo mundo que se prepara corretamente quando a tragédia bate. No ano de 2019 apenas, dois tufões (Faxai e Hagibis) causaram grandes danos em Tokyo em um espaço de tempo relativamente curto, uma ocorrência incomum na região, e que mostrou que a emergência nem sempre é uma probabilidade remota.

O que podemos aprender com o kit de emergência japonês, e como isso aplica à nossa própria preparação financeira?

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