Você consegue enriquecer só com investimentos?

A procura de muitos assim que aprendem sobre a educação financeira é investir. É o passo natural de quase todo mundo já que, de acordo com o triângulo do acúmulo patrimonial, é o único pilar desconhecido depois da renda e da economia. Unido a este espírito estão as notícias e posts sensacionalistas indicando como alguns fulanos de tais conseguiram “ganhar milhões na bolsa.” Embora as boas intenções, infelizmente a perseguição por investimentos e performance começa, atrapalhando o caminho até a independência financeira – e algumas vezes traumatizando o indivíduo que “perdeu tudo.”

A minha opinião é que enriquecer somente com os investimentos – especialmente no início – é altamente arriscado e ineficiente.

Isso é porque nem sempre o investimento é a melhor escolha. Dependendo da sua situação, é melhor direcionar o foco em outros processos que lhe poderão te providenciar um retorno melhor. Um exemplo disso que indiquei no meu post anterior é a quitação das dívidas; é melhor concentrar esforços para quitar todas as dívidas que você possui antes de começar a investir. Neste post explico sobre outros exemplos para você planeje melhor o seu caminho até a IF.

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Educação Financeira #2 – Como começar a Investir?

Abril é o mês da Educação Financeira no Pinguim Investidor! Veja mais posts desta categoria aqui.


No post passado, mostrei quais são os conceitos básicos na educação financeira. Vimos o que é cash flow, como se acumula o patrimônio até chegar na renda passiva, o que pode te possibilitar a atingir a independência financeira.

O investimento é central para atingir esta meta: sem ele não é possível obter renda passiva. Por isso, muitos ao descobrirem a educação financeira começam a focar toda as suas energias para o ato de investir, procurando estudar a fundo a melhor forma de investir, os melhores produtos e rentabilidades com menor risco.

Este approach não necessariamente é ruim, mas acaba por omitir alguns passos importantes do processo, que é a preparação antes do investimento. Desta forma, a pedidos de outro leitor, escrevi este guia rápido para explicar quais cuidados e preparação você deve tomar antes de começar a entrar no mundo dos investimentos.

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Educação Financeira #1 – O básico do básico

Abril é o mês da Educação Financeira! Seguindo o espírito, o Pinguim Investidor está voltando aos básicos e ensinando os fundamentos do caminho à independência financeira.


Um dos primeiros posts que coloquei no site é entitulado de “O que significa ficar rico, afinal?” Neste post expliquei o conceito da regra dos 4% e o que ela significa para alcançar o estado de “riqueza” mas percebi que talvez alguns fundamentos necessários para entender por completo não haviam sido esclarecidos no post. Então, a pedido de alguns leitores do blog, decidi voltar ao básico para esclarecer os conceitos básicos da independência financeira. Cada sessão desse post será expandida em um artigo dentro desta série.

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Abril: o mês da educação financeira

Sempre tem uma coisa especial com o mês de Abril. Quando você é criança, espera ansiosamente a Páscoa para se encher de chocolate. Tem uns feriados legais como Tiradentes e o descobrimento do Brasil. Ou então o Outono começa a trazer finalmente a brisa fresca pra finalmente poder desligar o ar condicionado. Ou, se mora no hemisfério norte, vem a Primavera florir a paisagem e derreter o gelo no chão.

Abril também significa obrigações fiscais no mundo inteiro. É engraçado, mas o mundo inteiro por algum motivo coordena a declaração de impostos ao redor deste mês, com a única diferença sendo qual dia do Mês isso ocorre. No Japão o ano fiscal começa já no dia primeiro. Nos Estados Unidos, geralmente é 15 de Abril, e no Brasil temos até o último dia pra fazer o notório IR.

Com tanto foco em finanças, proponho fazer de Abril o mês da educação financeira. Não vamos mais reclamar de Abril e os deadlines dos impostos, mas ao invés disso investir nosso tempo para aprender mais sobre finanças pessoais e aumentar nosso conhecimento.

Vamos arranjar soluções para quitar nossas dívidas, que já afetam quase 90% de todos os Brasileiros, e que nos levam a cada vez mais procurar empréstimos mais baratos ao invés de diminuir os gastos e aumentar a renda, que solucionaria o problema de uma vez por todas.

O primeiro passo para caminhar nesta direção é conhecer o assunto, mas infelizmente a maioria das pessoas (inclusive eu no passado!) ignora finanças por terem idéias pré-concebidas a respeito (dinheiro não traz felicidade, dinheiro é ganância, etc), ou por considerarem um assunto chato, sem interesse nenhum. Esta é a forma errada de pensar. Vamos fazer do desenvolvimento pessoal nossa fonte de sucesso.

Não precisa ser complicado, também. Quite suas dívidas. Junte 3 a 6 meses de custos de vida na poupança como reserva. Se chegar até aqui já está melhor que 90% da população. Aí sim comece a investir, ou nos títulos públicos ou leia mais sobre a renda variável, indo devagar e sempre, distribuindo os riscos.

E é isso aí. Durante o resto do mês, vou tentar postar mais coisas sobre este pilar crucial que é a educação financeira, então fiquem ligados

Ah, e enquanto isso, vamos tentar maneirar no ovo de páscoa? É um favor para tanto a sua saúde quanto pra sua carteira.

Abraços!