Orçamentos para quem não gosta de orçamentos

O orçamento é o pilar mestre da independência financeira. Sem ele, sem este primeiro passo primordial, a estrutura inteira da IF desaba, já que sem saber com o que se gasta o dinheiro, não se tem o controle sobre o dinheiro. Infelizmente, a realidade é que muitas pessoas não gostam da idéia do orçamento, que um orçamento irá limitar demais a vida, ou que irão morrer se não tiverem champagne na janta do sábado ou o happy hour de toda sexta.

Bom… cada um tem a sua cruz pra carregar!

Neste post divulgo uma dica que me ajudou muito no desenvolvimento inicial do meu próprio orçamento, e que culminou na minha estratégia de economizar até 45% do meu salário. E a maior vantagem dela a meu ver é que ela não discrimina os seus gastos como um orçamento tradicional, e embora ainda necessite de uma certa disciplina para funcionar, não requer que você consulte mensalmente o seu caixa na hora de gastar com alguma coisa. Vamos ver como funciona.

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Reflexões: como economizar 45% do salário

Update: novo marco de 50% do salário economizado alcançado!


Todo começo de mês é um ritual pra mim. Fecho os números dos gastos que tive no mês inteiro, analiso o que gastei, com o que gastei, e reajusto o budget para o mês seguinte com a experiência obtida. Talvez a minha estratégia de manter um orçamento seja um papo para um outro post completo, mas o que me supreendeu desta vez foi olhar o número final da planilha: 45% do salário total economizado. 45% de aporte mensal total.

Estive com a meta de economizar 40% do salário já há um tempo, e parece que desta vez a barreira foi quebrada finalmente. Não foi um acontecimento de uma hora pra outra; comecei o mês achando que seria igual aos anteriores e não bateria a meta mas lá para o final consegui ver que as contas se fechariam ao meu favor. Na última semana, tive a certeza exata que não só bateria a minha meta, mas conseguiria inclusive ultrapassar e economizar ainda mais acima dela. Aqui estão alguns insights que tive nesta aventura.

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Confrontando o cotidiano #1 – “é só vinte reais”

Estou começando uma pequena série para catalogar no blog as experiências hilárias, irônicas e frustrantes que a imersão na IF causa num mundo onde todos são programados para gastar. Espero que gostem!

Outro dia, almoçando no escritório, fui abordado por alguns colegas de trabalho sobre a minha decisão de trazer comida de casa. Quase sempre trago o almoço de casa em marmita, pois além de ser mais barato ganho a vantagem de poder comer exatamente a quantidade que quero, e saber exatamente os ingredientes que foram envolvidos. Este hábito não é exatamente incomum onde trabalho – muitos trazem de casa e passam almoçando ou na própria mesa ou no refeitório, e eu diria que a proporção dos que saem pra almoçar e os que ficam gira em torno de 60 a 40%.

Eis como a conversa fluiu, mais ou menos:

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5 coisas que aprendi anotando todos os meus gastos por 2 meses

Resolvi recentemente controlar meu orçamento para melhor anotar os aportes mensais. No primeiro mês inteiro, o estudo foi 100% passivo: simplesmente anotava os gastos e separava por data e categoria e arquivava, sem esforço nenhum para controlar. Após um mês de dados arquivados, consegui separar as categorias e tive uma base para melhor conseguir me planejar, onde reduzir, onde aumentar, onde cortar, etc. O segundo mês teve uma aplicação mais ativa, onde eu com meu orçamento em mente resolvi controlar melhor as finanças.

Aqui estão algumas coisas que aprendi neste experimento:

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