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Podcast do Pinguim: Insourcing vs Outsourcing Pessoal

A lição básica que os empreendedores aprendem sobre o gerenciamento de uma empresa crescente é que o foco da sua energia deve ser o core business do negócio – os demais serviços não críticos devem eventualmente ser terceirizados conforme o negócio cresce.

Por esta razão, há uma tendência enorme no crescimento de empresas de prestação de serviços recentemente, que se expandem desde o suporte técnico até administração virtual de empresas realizadas remotamente. O motoboy já é coisa do passado, sendo contratado independentemente via vários aplicativos de entregas. E as vezes quase que empresas inteiras são relocadas para subcontratados, como no caso de gigantes de tecnologia como a Microsoft.

E embora eficiente para o crescimento de uma empresa grande, o outsourcing desenfreado pode vir a ser danoso quando aplicado ao âmbito pessoal da nossa rotina.

Certamente existe tentação para fazê-lo: contratar uma diarista para cuidar da casa pode livrar algumas horas da semana de faxina, pedir comida online economiza horas de preparo e compras dos ingredientes no supermercado. Mas ao longo do tempo, não só sua carteira começará a sofrer, outros aspectos da sua vida também passam a se definhar.

Veja neste episódio como algumas vezes pode ser melhor realizar o insourcing das tarefas de volta para a sua vida.

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A importância de começar – como dar o primeiro passo mesmo sem saber de tudo?

Não há dúvidas de que é necessário tomar um primeiro passo antes de concluir a jornada de milhares de quilômetros, e qualquer que seja o seu objetivo – financeiro, pessoal, etc – ele nunca será atingido de fato se você não tomar o primeiro passo para caminhar em sua direção.

Diante deste fato “óbvio,” é apenas irônico que quando olhamos ao nosso redor, são poucas as pessoas que realmente se arriscam e iniciam projetos novos em suas vidas. A maioria deseja, sonha alto até, mas suas realizações ficam apenas no papel.

Há várias razões para este comportamento: alguns vivem apenas de se manter no conteúdo motivacional, outros acreditam que não há porque perseguir uma ambição que custará tanto trabalho, mas eu acredito que a principal razão pela qual os projetos não decolam é outra: inação pela falta de conhecimento. Este é o medo que temos do desconhecido, de errar por não saber 100% o que vem pela frente, que nos impede de nem começar a tentar.

Neste episódio mostro como é possível vencer este medo e prosseguir em frente com qualquer projeto pessoal mesmo quando não se sabe de tudo 100% com uma lição emprestada do desenvolvimento de software.

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Podcast do Pinguim: Quem determina a vitória na sua vida?

Independente de se você considera a independência financeira como um fim ou um meio, é imprenscindível que você saiba quais são as condições necessárias para você alcançá-la.

Será que 1 milhão de reais é suficiente? Será que alguma fórmula mágica conseguirá me trazer a resposta?

Infelizmente, a resposta para estas perguntas é muito pessoal e ninguém irá respondê-las melhor que você mesmo – quem vier com alguma fórmula mágica para você, por sinal, provavelmente está com segundas intenções por trás. E isto é uma coisa muito boa porque liberta você de um fardo que apavora muitos outros: o medo de estar fazendo alguma coisa errada perante aos outros.

O medo do julgamento alheio e da não-aprovação são obstáculos especialmente perigosos para qualquer um. Não só eles nos paralisam de continuar a seguir nossas vidas no nosso planejamento, eles também nos impedem de começar alguma coisa nova. A boa notícia, porém, é que esse medo é quase sempre irracional, e pode ser evitado com nada mais do que a boa e velha racionalidade.

Veja neste episódio como você pode evitar de cair na armadilha do julgamento alheio e uma lição de vida inusitada, ensinada por um projeto de software pouco conhecido chamado Berkeley Software Distribution

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Ninguém se importa com o que você faz – e por isso, você é livre

Aqui está uma realização poderosíssima, e que poderá libertar você de quase toda a sua ansiedade: independente do que você acredite e se preocupe, na verdade, ninguém se importa com o que você escolhe fazer ou não.

Releia a frase anterior. Pronto? Releia mais uma vez. Tem certeza que você entendeu tudo o que ela significa? Então ótimo, pode fechar esta página e começar tudo aquilo que você se inibiu de fazer antes por medo do julgamento alheio. Você está livre. Vá!

Ainda por aqui? Excelente, então acho que posso elaborar um pouco mais sobre o significado desta realização nas nossas vidas.

Desde criança, aprendemos sobre o valor que aceitação coletiva possui em nossas vidas. Queremos satisfazer nossos pais sendo bons filhos, nos comportando bem, fazendo nossas tarefas e mostrando nossas conquistas da escola. Olha o que eu fiz hoje, a minha nota da prova, os resultado do jogo. Colhemos a atenção e os elogios como fonte de prazer. Mesma coisa com os nossos coleguinhas de sala, queremos pertencer ao grupo colhendo aceitação e um senso de identidade fora de nós, e predicado naquilo que os outros pensam de nós.

Dizer que isto não persiste após a adolescência é uma mentira. Como adultos, continuamos vivendo a vida olhando sempre para trás e para os lados, procurando aprovação alheia e fugindo daquilo que seria “mau-visto” pela maioria. E ao passo que muitos pensam que não há problema com isso, e que vivem simplesmente uma vida “normal,” a realidade é que silenciosamente esta forma de pensar pode estar limitando o seu potencial da pior forma possível: internamente.

Preciso fazer isso porque todo mundo no escritório está fazendo. Tenho que comer naquele restaurante caro porque é onde todo mundo também vai. Tenho que comprar um carro e uma casa, essa é a forma que posso mostrar para todos que ganhei na vida. Estas roupas não são dignas de uma pessoa do meu novo círculo social.

Realizar que o julgamento alheio é um medo irracional e que, na verdade, são pouquíssimas as pessoas que se importam com aquilo que você faz, é libertador. Esta forma de pensar é necessária para obter a vitória num âmbito como o FIRE, mas seus benefícios se transpõem além do que simplesmente as finanças.

Vejamos o poder que existe por trás desta filosofia neste post.

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Podcast do Pinguim: Autossuficiência e a felicidade

Ao passo que muitos imaginam que a riqueza indefinida seja o caminho certo para a felicidade perene, são poucos os que realizam que, na verdade, o real trajeto pode ser justamente pelo caminho inverso: escolher quando dizer chega.

Ao contrário das expectativas sugeridas por vários coaches e “gurus” do desenvolvimento pessoal, ter a velha noção de “nunca estar satisfeito” pode não ser produtiva ao longo prazo, e até mesmo causar depressão no fim das contas.

Do outro lado, saber dizer chega e definir objetivos realistas e concretos nos motiva e nos traz realização em saber que conseguimos atingí-los, podendo assim decidir em seguir em frente com outras coisas. E especialmente quando se trata do FIRE, saber fincar a estaca e dizer que você conseguiu é crucial, impedindo que você fique para sempre na infâme corrida nos ratos.

Saiba mais sobre a importância desta autosuficiência mental e financeira neste episódio.

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Podcast do Pinguim: o Tai Chi e o enriquecimento

Quando se trata de enriquecer e se tornar próspero, uma das melhores metáforas que encontrei para explicar a minha estratégia se encontra no Tai Chi Chuan e outras artes marciais asiáticas como Judô, Aikido ou o Jiu Jitsu: nelas, o praticante procura economizar no esforço e na energia própria e utilizar a energia do próprio adversário contra ele mesmo para vencê-lo.

Durante o meu próprio amadurecimento financeiro, eu passei a entender que este mesmo conceito é aplicável na nossa vida também: ao passo que muitos começam tentando “lutar contra o sistema” ou abominar as classes ricas “opressoras,” o verdadeiro caminho à prosperidade envolve um Jiu-jitsu financeiro aplicado ao seu favor. Não abomine os ricos – junte-se a eles. Pratique os seus hábitos que lhes tornaram ricos ao longo do tempo. Copie seus hábitos de investimento e poupança. Não reclame dos impostos e outras barreiras financeiras impostas pelos governos – aprenda a otimizá-los para o seu lado.

Esta simples mudança de mindset de como enxergar o mundo ao seu redor fará muito para o seu bem estar mental (não batendo de frente com tudo), e refletirá até na sua conta bancária. Saiba mais neste episódio.

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Você não precisa ser especial em tudo para vencer

“Três meses atrás, eu estava pobre e endividado. Hoje, tenho mais de um milhão de dólares e renda passiva constante graças a meus negócios online que desenvolvi com esta técnica especial, que vou compartilhar com você neste curso exclusivo!” – Algum influencer no YouTube.

Bilionários, campeões mundiais, recordistas olímpicos, experts do assunto, superlativos, número 1 de alguma coisa. Você já ouviu falar nestas pessoas ou, se procura se desenvolver com frequência, provavelmente pesquisa suas histórias regularmente. E enquanto elas podem ser um tanto inspiradoras para espelharmos nossos objetivos, se dependermos apenas desta parte da literatura para nos mentorar, acabaremos com expectativas surrealmente altas sobre o que é necessário para ter sucesso – o que é uma receita fácil para a decepção.

Ao passo que para alcançar o sucesso é necessário, sim, estar fora do conceito da média, há um desentendimento que surge quanto ao requerimentos de fato que compõem o sucesso. Tais desentendimentos são aumentados ainda mais por conta da nossa exposição constante às tais “histórias de sucesso” e outras imagens expostas de casos extraordinários de sucesso que são passadas como a única forma de suceder na vida.

Em primeiro lugar, as histórias destes superlativos são exceções dentre as exceções, e sua existência ao longo de diversas outras não tão destacadas significa que não são a única forma de se “ganhar o jogo.” Outro desentendimento é sobre o que significa ter sucesso em si. E é importante frisar o lugar destes superlativos no conceito de sucesso, pois do contrário, estaremos caindo num outro jogo nada relacionado ao nosso próprio planejamento: o do marketing.

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Sobra cognitiva e a quarentena

A quarentena global que o COVID-19 impôs à todos foi sem dúvida um efeito contra o qual quase não foi possível prever. Com milhões de pessoas confinadas às suas casas, e, subitamente com todo aquele tempo que a princípio nunca conseguiam reservar de volta às suas mãos, igualmente elas não estavam preparadas para o que aconteceria em seguida. Num ambiente estranho, um home office que cada vez mais “home” do que “office” perfeito para aumentar as distrações, e com vastas oportunidades para procrastinação facilitadas como a abertura dos canais de TV a cabo, disponibilização de programação de entretenimento gratuita, simplesmente não pudemos resistir a uma tendência natural do ser humano: a procrastinação.

Se você acha que esta tendência a procrastinar é algo moderno, fruto de um mundo repleto armadilhas de atenção – como cada um dos seus aplicativos no seu smartphone – porém, pense novamente. A verdade é que durante cada fase da evolução da sociedade humana como um todo, todas as vezes que alguma grande invenção ou descoberta é feita que libera mais tempo para as pessoas, a tendência à procrastinar imediatamente se instala. Um grande exemplo foi a crise do Gin de Londres no Século XIX, onde um país recém-transformado pela revolução industrial encontrou grande parte da população ociosa na maior parte do dia, sem mais precisar trabalhar horas por dia no arado para receber comida, por exemplo. Para “passar o tempo” antes impossível de ser obtido, as pessoas passaram a se intoxicar com álcool, especialmente o forte Gin da época.

Tendências como esta nos mostra um exemplo de sobra cognitiva, onde as pessoas recebem a oportunidade (seja em tempo, segurança ou realização fisiológica) de utilizar seu intelecto, mas acabam por disperdiçá-lo em prol do ócio ou outra atividade não-produtiva. Este termo foi criado pelo sociólogo americano Clay Shirky em seu livro Cognitive Surplus para descrever a tendência atual que, graças aos nossos dispositivos e entretenimento disponível 24 horas por dia, ignoramos nosso potencial cognitivo para “descansar a mente” com entretenimento e outros disperdícios mentais. E especialmente durante esta quarentena do COVID-19, pudemos ver a estensão que esta sobra cognitiva pode ter, começando na nossa própria rotina.

É importante observar a nossa própria sobra cognitiva como uma reflexão sobre o quanto estamos produzindo durante esta quarentena. E embora este tópico possa esbarrar na constante fala de produtividade, há um assunto mais profundo sobre o desenvolvimento pessoal que precisamos observar nestes casos: o nosso constante aprendizado.

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Como chegar ao TOP 5 de qualquer coisa?

Todos queremos alcançar o topo de alguma coisa na vida. Ser um dos melhores em alguma coisa é um requerimento fixo para qualquer forma de sucesso. Pertencer à média não lhe pagará o sucesso devido. Porém, a maioria das pessoas se desencoraja e prefere não seguir este caminho justamente por conta do trabalho necessário para atingir este desejado patamar.

A verdade, porém, é que atingir o sucesso não precisa ser uma coisa extremamente trabalhosa. Isso é porque o sucesso largamente depende da sua percepção e do grau de engajamento da sua competição. É difícil, por exemplo, se tornar o melhor jogador de futebol do mundo por conta da enorme competição, engajadíssima para tomar esta posição. Porém, obter sucesso em algum outro âmbito pessoal ou menos procurado pode ser surpreendentemente simples. A regra que existe aqui é simples: para atingir o TOP 5%, você precisa fazer mais que os outros 95%.

O segredo? Escolher qual o âmbito do TOP 5% que você deseja se tornar. TOP 5% de horas de TV assistidas? TOP 5% em horas de sono? TOP 5% de procrastinação? Ao tomar atitudes pequenas mas poderosas (como hábitos), você irá se afastar destes âmbitos danificantes, e se aproximará de outros mais construtivos. Que tal TOP 5% de salário economizado? TOP 5% de maiores aportes mensais? De horas exercitadas durante a semana? É na prática dos objetivos certos que você consegue atingir a excelência.

Veja neste episódio como você pode escolher e tornar o jogo ganhável para o seu lado.

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O poder da Gratificação Atrasada para a sua vida financeira

Quando se trata de desenvolvimento pessoal e financeiro, temos algumas “super armas” que nos auxiliam para alcançarmos nossos objetivos. Uma das mais poderosas no seu arsenal é a gratificação atrasada.

De forma simples, através dela você aprende a recusar uma gratificação imediata em busca de uma recompensa maior a longo prazo. Alternativamente, é a forma de trocar uma gratificação danificante a curto prazo pelo bem maior a longo prazo.

Se você não está contente com a sua forma física atual, você poderia comer um chocolate e amenizar a dor temporariamente, sem benefícios ao longo prazo. Ou você poderia começar a se exercitar e, com o tempo, ver a sua forma melhorar.

A gratificação atrasada é poderosíssima quando utilizada como gatilho financeiro pois tem sinergia com os objetivos de longo prazo necessários para as finanças e investimentos. Utilizada da forma correta, ela pode se tornar uma grande aliada. Veja neste vídeo como.

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