Um hábito que mudou a minha perspectiva de vida

Imagine um hábito que poderá revolucionar a forma que você aprende coisas novas na vida, despertar a sua curiosidade, melhorar o seu humor, te motivar a sempre se desenvolver mais e que tem um custo bem baixo.

Meditação? Terapia? Focus Groups? Mentores no ambiente de trabalho? Nada. Estou me referindo ao hábito da leitura.

Se eu tivesse que me referir a um único hábito que mais conseguiu transformar a minha vida, sem dúvida alguma este seria a leitura. Olhando para trás, posso identificar na leitura a minha razão para ter me desenvolvido pessoalmente, enriquecido, e ter instituído para sempre uma mentalidade de crescimento constante. E tudo isso numa época em que eu acreditava ser impossível avançar na vida, e até quando eu nunca havia lido um livro voluntariamente.

Se você já estudou sobre os milionários e os casos de sucesso do mundo, provavelmente já notou que eles também foram pessoas que leram muito no decorrer de suas vidas, com alguns exemplos mais destacados como Bill Gates, que lê um livro por semana, ou Warren Buffett, que lê 500 páginas de conteúdo financeiro diariamente. A correlação não é mera coincidência: o hábito de leitura, a capacidade de absorver conhecimento a mais do que a média é um dos fatores de sucesso.

Muitos são rápidos para dispensar a leitura como uma possível fonte de sucesso por ser aparentemente uma tarefa passiva, e que não é possível conseguir obter sucesso apenas capturando informação e conhecimento. Porém, esta opinião sobre a leitura é miópica, e falha ao compreender a parte mais poderosa do hábito de ler: a sinergia desenvolvida entre a leitura e o desenvolvimento pessoal.

Como simplesmente começar a ler conseguiu transformar a minha vida? Vejamos neste post.

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Resolvendo a curto e longo prazo

No decorrer da rotina diária da cidade, temos aquela impressão que sempre estamos na correria. Não tenho tempo para isso, não vai dar para fazer aquilo. Estou ocupado, me desculpe. Quem tem tempo para cuidar disso, diante da correria da vida moderna? Desculpa, não tive tempo para ver isso.

Quem nunca viveu por estas situações desde adulto? Enquanto nossa percepção é relativa, e muitas vezes a falta de tempo é simplesmente a vontade de fazer coisas demais, ela nos leva a acreditar que temos que resolver nossos problemas da maneira mais rápida possível a fim de nos economizar tempo para outras tarefas importantes.

Infelizmente, este mindset de operar sempre no ambiente mais próximo pode ser exatamente a razão pela qual os problemas diários se tornam recorrentes. Essencialmente, ao optar por uma solução a curto prazo, frequentemente estamos sacrificando uma solução definitiva eficiente por uma paliativa que nos custa menos tempo ou esforço.

Ao pensarmos sempre no imediatismo, naquilo que nos facilitará imediatamente, estamos simplesmente resolvendo uma ocorrência a curto prazo, mas deixando de solucionar a causa do problema maior ao longo prazo. Ao fazer isto, uma pessoa essencialmente tenta tapar o sol com a peneira, porque o tempo que ela passará resolvendo o mesmo problema corriqueiramente seria o tempo que ela poderia ter utilizado para resolver a causa-raíz do problema de uma vez para sempre.

Esta dualidade infelizmente também se reflete no âmbito financeiro. O imediatismo nos causa a “apagar nossos incêndios” financeiros com soluções paliativas que muitas vezes se tornam problemas consequentes em si mesmas – pense nas consequências que um empréstimo não pago pode ter. Como, então, podemos nos resguardar destas situações perigosas e sermos mais eficientes com nossas soluções ao longo prazo? Vejamos neste post.

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O paradigma do Taco Bell na Independência Financeira

Na indústria alimentícia um problema frequente é a gestão do estoque. Clientes devem ser servidos com os ingredientes em questão, mas se estes não forem consumidos prontamente o suficiente, há um risco da validade passar e eles serem perdidos como prejuízo. É necessário um equilíbrio precioso para conseguir atender a fome dos clientes sem falta e evitar o prejuízo com comida estragada, que os gestores de restaurantes analizam mês a mês para se aperfeiçoar.

Em meio à este precioso jogo de equilíbrio, uma rede de fast food parece ter se destacado: Taco Bell. O Taco bell possui um diverso menu de vários pratos distintos, mas todos são feitos a partir de oito ingredientes básicos. Ajustando e apresentando cada ingrediente (carne moída, queijo ralado, tortillas…) de uma certa forma específica, cria-se um prato completamente diferente do anterior. Apenas utilizando e reutilizando ingredientes que eles já possuem, a rede de fast food consegue abastecer todo o seu menu sem se preocupar muito com excesso ou falta dos ingredientes. Eles se abastecem e se sustentam com o que têm.

No âmbito da programação de computadores, este “modelo Taco Bell” é utilizado por administradores e desenvolvedores para criar soluções com apenas componentes já prontos do sistema operacional que executam tarefas simples, arranjando-os de forma a performar uma tarefa mais complexa. Conhecido também como Princípio Unix, este modelo permite que você simplifique o desenvolvimento e evite retrabalho em criar a mesma coisa duas vezes.

E, igualmente, você pode aplicar o modelo Taco Bell para a sua vida financeira também. Enquanto algumas pessoas te encorajam a começar a diversificar suas fontes de renda, investir em ativos de alto risco sem compreendê-los bem, ou abandonar o seu emprego para começar um negócio próprio, muitas vezes a sua vida atual, do jeito que está, pode ser o suficiente.

Pode ser simplesmente uma questão de arranjar os fatores da maneira certa.

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Você tem medo de aprender?

Há uma razão pela qual a maioria dos blogs de finanças pessoais incluem seções sobre o desenvolvimento pessoal. O próprio Pinguim Investidor é assim. E esta é que para a pessoa ter seu despertar da educação financeira, ela precisa de um conceito central que inicia o processo: o desejo de aprender.

Podemos ver que todos inovadores, empreendedores e outras pessoas bem-sucedidas possuem este traço comum de personalidade, e assim conseguem prosseguem se aperfeiçoando a cada dia para um sucesso constante. As formas disponíveis para aperfeiçoar são várias, e hoje são muito mais diversificadas e disponíveis do que nunca: conteúdo gratuito na internet, cursos online, seminários, livros e ebooks, etc. Porém, existe um elemento comum por trás de todas as formas disponíveis de aprendizado: uma pessoa mais experiente que compartilha o seu conhecimento.

Quando se fala de investimentos, existe uma curiosidade enorme para aprender, mas recursos didáticos nem sempre conseguem atender à demanda das pessoas, especialmente quando hoje muitas pessoas começaram a investir com a alta da bolsa.

Infelizmente, por ser um nicho tão específico e tradicionalmente fechado, muitos iniciantes com perguntas naturalmente ingênuas acabam recebendo atravessadas ou as vezes até como piada. E quando este é o caso, nosso espírito natural de querer aprender é desencorajado, e algumas vezes se apaga nos fazendo desistir.

Se você teve alguma experiência ruim ao tentar aprender uma coisa nova, leia este artigo até o final.

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Efeitos do FIRE: 30 coisas que eu não compro ou faço mais

Certo dia, quando voltei pra casa, percebi o caderno da Sra. Pinguim aberto numa página interessante, onde ela havia feito alguma forma de lista. Haviam várias coisas escritas, como “TV a cabo,” “Netflix,” “salão de beleza” que nem ela ou eu fazemos ou queremos fazer. Na hora, me deu um pequeno pânico: será que, finalmente, desalinhamos nossos valores e ela quer se desfazer da vida frugal?

Para meu alívio, ela logo veio me explicar. Não era nada de desejo, era simplesmente uma lista que ela conjurou durante a tarde pensando em como a nossa vida frugal evoluiu junto: tudo o que estava listado lá era alguma coisa que ela já fez como hábito anteriormente, mas não pratica mais, graças à mudança de mindset que tivemos.

Só de ver a lista dela, percebi que a evolução que tivemos era enorme. Gostei tanto da idéia que resolvi acrescentar algumas outras observações minhas e a lista cresceu ainda mais. Este post é uma listagem de todas estas observações, com alguns comentários sobre a minha opinião atual da coisa ou hábito.

O que eu constumava comprar ou fazer que hoje, como frugal, não faço mais?

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Qual é a cara que o sucesso tem para você?

Nós adeptos do FIRE estamos acostumados a ter planejamento, metas e objetivos bem-calculados que utilizamos para focar nossos esforços e nos guiar durante a execução. Ter estes objetivos financeiros nos auxilia e nos motiva a continuar no caminho quando temos dificuldade ou nos falta motivação. Começando do despertar financeiro e amadurecendo nossa educação financeira, temos um plano e objetivo financeiro bem definido, nos guiando como um farol no horizonte.

Para muitos, porém, esta certeza e constância pode não ser tão exata quanto os números de patrimônio que obtemos através da Regra dos 4%. Muitos ainda estão condicionados através de seus arredores e a sociedade para seguir algum tipo de modelo pré-fabricado de vida: estudar, fazer faculdade, arranjar um trabalho no nível mais baixo, trabalhar e subir na hierarquia gradativamente, criar uma família, se aposentar como diretor e se aposentar na velhice. Ou entram na onda do materialismo e assim que o primeiro salário cai, a corrida de gastos começa: comprar o primeiro carro, financiar a primeira casa, trocar de carro assim que a primeira promoção acontece, reformar e/ou trocar de casa, enquanto usam cada lacuna de folga para participar de viagens para longe e de duração curtíssima apenas para produzir fotos bonitas para o Instagram. Tudo isso enquanto suas finanças derretem.

Não podemos apontar dedos para quem segue estes “roteiros” cegamente porque, de uma forma ou de outra, até quem é FIRE regrado não tem seus objetivos de vida 100% definidos. Ao passo que muitos se esquivam da velha pergunta sobre “o que é o sentido da vida,” é prudente fazer este questionamento conosco mesmos de vez em quando. Além de nos trazer uma boa oportunidade para trazer consciência em nossas vidas, a verdade é que se você não descobrir qual é a sua própria definição de sucesso, outra pessoa irá definí-lo por você – e usar isso para te vender seus produtos.

E embora não queremos mergulhar em filosofia teórica eterna, temos que pensar nesta definição com uma certa regularidade. E isso pode ser feito respondendo uma pergunta simples: qual é a cara do sucesso para você?

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A pessoa mais rica do cemitério

Há algumas semanas, recebi a notícia que uma pessoa com quem trabalhei num projeto passado havia falecido. Ela não era muito próxima de mim, mas havia trabalhado com ela por um tempo e pude evidenciar que ela era muito querida entre as pessoas do seu time, e rapidamente as condolências foram aparecendo pelas redes sociais e grupos de WhatsApp. Uma mulher com uma carreira de sucesso, trabalhando em vários países e com vasta experiência e vários contatos.

O fator que mais chocou a desta notícia foi que ela não tinha muita idade, nem problema de saúde qualquer aparente. Tinha provavelmente em volta dos seus 40 e poucos, e se foi da noite pro dia – sem adoecimento e sem acidente. E sem um plano sobre para onde iriam seus bens e ativos.

Este acontecimento me lembrou de uma frase que li a um tempo atrás sobre como, independente dos seus objetivos financeiros e de vida, você não deve querer ser a pessoa mais rica do cemitério. O dinheiro tem os seus usos, e cada um deve utilizá-lo conforme suas prioridades e percepção de valores. Porém, se você prioriza o dinheiro apenas para ter dinheiro, você está num caminho perdedor.

Viver a vida significa aproveitá-la, mas também significa fazer a manutenção dela, cuidando para que você possa aproveitá-la durante o maior tempo possível com recursos e saúde abundantes. Como você pode fazer uma conciliação entre estes dois extremos desta forma?

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Hábitos formam ou destroem você – quais você irá adotar hoje?

Você ouve o despertador tocar e aperta o botão para silenciá-lo. Levanta meio grogue, caminha até o banheiro. Prossegue para a cozinha, prepara aquela comida de sempre para o café da manhã. Pega o celular e começa a ver quais notificações recebeu na noite anterior e perde alguns minutos surfando nas redes sociais enquanto come.

Sai para ir trabalhar, pega o ônibus ou metrô, segue aquele caminho tão batido que às vezes faz enquanto está olhando no celular, chega ao trabalho. Passado um tempo levanta para o café, faz o caminho à cafeteira e quando menos espera lá está botando o cafezinho. Volta pra casa vendo o celular na mão a viagem toda, e quando chega lá está de TV ligada novamente enquanto janta.

Enfim, se eu fosse descrever um dia típico de um trabalhador num post, ele seria uma bíblia. Fazemos uma quantidade enorme de tarefas durante o tempo de um dia apenas, mas não sentimos passar: este é o poder que um hábito instalado tem na sua rotina.

Há muito tempo comento sobre hábitos no blog, mas nunca cheguei a elaborar com mais detalhes a respeito dos seus efeitos em nossas vidas em geral. Embora muitos não percebam, são seus hábitos que controlam a maior parte da sua vida, deixando em “background” tudo aquilo que você não tem consciência direta sobre. Sem esses hábitos, seria impossível conseguir fazer tantas coisas num dia. Mas enquanto isso traz um alívio de energia mental para nós, se não observado com consciência, podem trazer vícios e outras consequências ruins para a vida.

Quais são os pontos fortes e fracos dos hábitos e como devemos nos policiar a respeito deles?

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A importância de estar consciente

Em 2016 arranjei um ingresso para assistir uma competição de Taekwondo no Parque Olímpico do Rio de Janeiro. Era uma das mais acessíveis, já que não é tão popular. Chegando lá, ao entrar no estádio, fui comprar uma água para tomar, e vi uma cena que nunca mais me esqueci.

As bebidas estavam sendo vendidas nas barraquinhas em copos plásticos decorados à moda do Rio 2016, e eram recebidas com a compra de uma bebida alcóolica, como cerveja, para não se ter o problema de latas e garrafas de vidro sendo jogadas ao redor dos estádios. Com isso, recebia-se um copo por cerveja comprada. Um indivíduo na fila havia acabado de comprar mais uma cerveja quando percebi que ele passou do meu lado carregando uma pequena “torre” de nada menos que uns vinte e quatro copos, montados um dentro do outro. Sim, esta pessoa deveria ter bebido no mínimo umas vinte e poucas cervejas durante o seu dia no Parque Olímpico, e ainda voltava para pegar mais.

Meu pensamento na hora foi: esse cara pensa que está num churrasco na casa dele? Pra quê beber tanto ao invés de aproveitar esse momento único da vida, quando os Jogos Olímpicos estão na sua cidade, acessíveis pra você pela primeira vez? Uma pessoa que bebeu tanto assim não pode ter tido memórias sóbrias e sólidas de como foi a experiência Olímpica no Brasil; deve ter sido nada mais do que apenas mais um outro dia ocioso onde se bebeu a tarde toda.

Como já mencionei antes, embora eu não beba mais, não tenho problemas com a bebida, ou quem bebe. Mas esta história revela uma coisa importantíssima que aprendi no decorrer do meu aprendizado financeiro e pessoal: independente do que você faz no seu dia, deve ter sempre a consciência das suas ações, tanto sobre o quê está fazendo quanto no que tal ato acarretará como consequência.

Esta consciência é fundamentalmente diferente daquela “força do hábito” onde sua mente entra em piloto automático e você não questiona se está fazendo da maneira certa ou melhor. Muito pelo contrário: esta é a consciência onde você consegue abstrair da ação, averiguar a situação, se conscientizar de como esta ação afeta você ou seu ambiente e como você pode mudar ou melhorá-la.

A falta desta consciência possui consequências graves, e pode levar a formação de hábitos nocivos às suas finanças e vida pessoal. Se você já sofreu algum dia de procrastinação, por exemplo, é provável que a causa esteja relacionada à não-consciência de algum hábito seu.

Como funciona este fator crucial de estar consciente, e como ele contribui para o seu crescimento? Vejamos a seguir.

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Maior que Zero

Se você quer uma lição matemática, mas não manja muito de exatas, aqui está uma bem simples e muito poderosa para você levar no seu dia: qualquer número positivo é infinitamente maior do que zero. Ou, de forma ainda mais simplificada, 0.01 > 0.

O que isso significa? Na busca do sucesso, o que conta no final é o esforço, e este esforço conta em todos os níveis – grandes e pequenos. Muitos falam sobre “dar o sangue,” trabalhar o máximo, virar noites para entregar e muito mais na hora de atingir um objetivo, mas esquecem-se que também conta o tanto quanto fazer uso daqueles 10-15 minutos que sobram quando você quando volta do almoço, ou a meia hora que têm em casa antes do café da manhã e se trocar, ou o tempo que passam no transporte público indo e vindo do trabalho.

Há muitas oportunidades para se conseguir arranjar tempo e esforço para realizar alguma tarefa ou atingir objetivo, se a motivação por trás existir. O verdadeiro esforço existe neste contexto: aproveitar os momentos disponíveis para sair do zero. É a frase que uso para me motivar: No more zero days!

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