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Podcast do Pinguim – o custo das coisas é por uso, não tempo

Quem nunca viu algum rodízio de beira de estrada ou num lugar onde não costuma passar anunciando uma promoção imperdível: só por hoje R$30. Você mede mentalmente a sua fome, capacidade de comer contra o preço que pagaria se pedisse a mesma quantidade num restaurante a quilo e conclui: hoje vou dar prejuízo para esse local.

Sabemos como esta história termina: sensação que a barriga irá explodir, azia, sonolência e – surpresa – nenhum prejuízo para o dono do restaurante. Ele já havia considerado o custo até mesmo de casos extremos no restaurante e incluiu tudo na conta que você pagou, pois sabe que o custo das coisas é por uso, e não tempo de utilização.

Quando temos algo como um carro, ficamos tentados a pensar que uma vez que o compramos temos mais é que utilizá-lo para “recuperar o investimento.” Porém, o efeito de utilizá-lo é justamente o contrário: só irá aumentar o seu custo ao longo prazo (gasolina, pedágio, estacionamento, seguro). Se você conseguir enxergar este conceito mais vezes na sua vida, poderá reduzir significantemente seus custos corriqueiros de vida. Veja como isso acontece neste episódio.

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O real custo das coisas é por uso, não tempo

Quando se trata de enriquecimento, uma regra é clara: devemos economizar e concentrar nossos gastos em ativos financeiros, que se valorizam com o tempo e nos trazem dinheiro, e minimizar os gastos que temos com passivos que só tendem a depreciar e acumular custos ao longo do tempo. Neste ponto, fale a pena lembrar da frase clássica de Robert Kiyosaki, que explica que Ativos colocam dinheiro no seu bolso, passivos tiram dinheiro do seu bolso.

No meio deste caminho trilhado, várias perguntas começam a surgir na luz deste simples conceito. Existem disputas emocionais e culturais, como a questão do carro e da casa própria sendo passivos numa sociedade que os valoriza como símbolo de status social. Ou até mesmo se quando se mora em cidade pequena ou isolada é necessário ter o carro próprio. Infelizmente, para a maioria destas perguntas não há resposta comum correta, pois mesmo que fizermos um ponto racional, nossas crenças e cultura emocional nos tenta provar o contrário.

Não há como escapar de ter passivos acumulando no decorrer das nossas vidas. Afinal, ainda precisamos de roupas, comida, certos bens e meios de produção para sobreviver. E convenhamos que nunca conhecemos ninguém que fica alegre só de comprar ativos. Porém, existe ainda mais uma regra que devemos nos conscientizar toda vez que cogitamos comprar ou usar um passivo, e esta é a do custo por uso.

Simplificadamente, ela diz que o custo de cada um dos nossos passivos aumenta a cada vez que optamos por utilizá-los. Uma afirmação simples, até meio óbvia a princípio, mas que muitos se esquecem ou preferem ignorar quando um novo passivo aparece em suas vidas. Porém, se não respeitada, a regra do custo por uso pode trazer um desastre financeiro na sua vida. Vamos explorar mais as implicações deste princípio financeiro neste post.

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