Quando ser um “contrário” não é vantajoso

Até que descobrimos a independência financeira, geralmente vivemos uma vida bem padrão. Vamos para a escola, brincamos no nosso tempo livre, estudamos para o vestibular, fazemos faculdade e finalmente nos acomodamos no nosso trabalho nas próximas décadas. A partir daí, dinheiro é recurso para se divertir, comprar coisas que você não precisa, e outras das “felicidades” da vida adulta, como o happy hour, casa e carro próprio.

Em determinado momento, a educação financeira nos mostra que este modo de vida esbanjante é ineficiente, e estamos na verdade fazendo tudo errado. Aprendemos que os bancos não nos oferecem os melhores investimentos, que economizar e ser frugal não é sinônimo de deprivação ou limitação, e que o aporte constante é uma das forças mais poderosas do universo. Tendemos, então a nos tornar um termo que a finansfera gosta de jogar por aí: um contrário.

A essência do contrarianismo é que as oportunidades inexploradas se encontram além daquilo que é considerado popular, e atravessando o caminho menos explorado, podemos obter mais valor do que fazendo aquilo que é esperado da maioria.

Este mindset é rapidamente apontado como adotado por várias figuras bilionárias como Warren Buffett, Ray Dalio, que não seguem tendências de mercado, e traçam suas próprias estratégias impopulares de investimento com sucesso enorme. Empreendedores bem-sucedidos que “nadaram contra a maré das massas” em direção ao seu próprio sucesso também são apontados como contrários em seus próprios âmbitos.

Eu acredito profundamente que ser um contrário é essencial para atingir o sucesso – afinal, fazer parte da média é a antítese do sucesso. Porém, como tudo na vida, o contrarianismo deve ser balanceado dentre a vida total, e há uma hora e um contexto correto para aplicá-lo. Se abraçarmos a essência de ser um contrário em todos os momentos da vida, estaremos essencialmente nos tornando adversos e intragáveis para os grupos sociais nos quais participamos, resultando em simplesmente isolamento e oportunidades de networking perdidas.

Quais são alguns perigos de abordar o contrarianismo em todos os momentos da vida, e quais são os contextos onde ele se torna valioso?

Continuar lendo “Quando ser um “contrário” não é vantajoso”