Como parar de beber transformou minha vida

Em 2014, descobri com alguns colegas de trabalho a presença de um bar perto do escritório onde trabalhava, em que a cerveja era bem barata e ainda tinha o transporte por perto para voltar para casa. Depois de algumas cantadas e convites, fui convencido a participar de um Happy Hour lá, e a partir desse dia onde se iniciou um hábito a princípio inofensivo, mas a longo prazo extremamente danificante: a bebida alcóolica.

Felizmente, esta história não é uma de superação alcóolatra, e tem um final feliz: desde o final de 2016, efetivamente consegui eliminar o hábito da bebida e com isso minha vida teve uma melhoria palpável. Inicialmente, não me dei conta de como esta melhoria havia se instalado, mas com o passar dos anos, me dei conta que esta sutil mudança conseguiu ter um impacto enorme na minha vida hoje. Isso é porque o hábito de beber acarretava custos além daquilo que aparecia na conta: acarretava em custos da minha saúde e do meu tempo também.

Outro fato interessante é que, ao contrário de muitas histórias de rehabilitação de substâncias, esta mudança não me foi um pingo dolorosa, em grande parte porque tive um grande apoio positivo para seguir este caminho.

O que mudou para melhor desde que terminei de vez este hábito? Hora de mais uma história de vida do Pinguim.

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Quebrando a barreira dos 50%

Na foto de capa: Bell X-1, avião experimental movido por motor de foguetes que foi o primeiro a quebrar a barreira do som em 1948.


Como anoto os meus gastos todos os dias, tenho ciência total sobre o que gasto e no que eu gasto. Esta mudança sutil de hábito me levou a descobrir alguns insights interessantes sobre os meus próprios hábitos que documentei num post anterior. Na época, havia comemorado quando vi que pela primeira vez na vida documentada, havia conseguido economizar mais do que 40% do salário líquido, então minha meta mensal, o que me parecia extremamente ambicioso na época.

Avançando alguns meses após esse marco, fechei o relatório de Abril e tive mais uma outra elegante surpresa: 55% do salário mensal aportado para investimentos. Não consegui acreditar meus próprios olhos no começo, mas logo entendi o que se passava: quebrei a barreira dos 50% pela primeira vez, e meu aporte foi finalmente maior do que os meus gastos.

Todos os meus gastos (aluguel, condomínio, e contas inclusas) < 50% do meu salário.

Awesome! Como descrito por Jacob L Fisker em seu livro, eu tecnicamente não precisaria trabalhar o mês seguinte.

Comemorei silenciosamente o feito comigo mesmo e logo depois comecei a refletir: o que foi de diferente desta vez? Mudou alguma coisa do meu mindset? Este post descreve algumas das coisas que aprendi.

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