Fechamento Novembro 2020 – o fim do ano chegou e a pergunta que fica é: foi bom pra você?

Chegamos finalmente em Dezembro novamente, e vêm juntos o desespero e a satisfação de realizar que é hora de rever as metas do ano, mas em compensação este ano “perdido” está acabando e podemos olhar para o próximo com melhores expectativas.

Se levarmos pelos pensamentos das mídias sociais, concluiremos que o ano já foi perdido há meses, e que o simples ato de esperar o dia 31 de Dezembro chegar vai fazer que tudo melhore. Pessoalmente, eu não acho que nada deste ano fora perdido de forma alguma – tenho dito há meses que somos nós que fazemos da quarentena aquilo que queremos – e sinceramente não acho que 2021 será muito melhor em termos do COVID-19, pelo menos no início.

Em outros assuntos, Novembro foi um ótimo mês em termos de dividendos e aportes, e consegui voltar a praticar um hobby que há muitos anos não fazia.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Convertibilidade ao dinheiro: a melhor medida do pragmatismo financeiro

Virou Outubro e com ele, talvez seja hora de largar os conceitos avançados de investimentos e voltar um pouco aos básicos da educação financeira e rever a filosofia de como o dinheiro possui valor.

Mesmo que nem sempre queremos nos tornar Platão ou Freud e fixar na metafísica sobre o dinheiro representa, é bom de vez em quando nos perguntarmos da onde vem o valor que tiramos de uma quantia de dinheiro para alinharmos nossos objetivos e termos certeza que estejamos caminhando na direção certa, qualquer que seja o âmbito. E quando se trata de dinheiro, é importante sabermos e revermos a importância que ele possui na nossa vida para não cometermos um grande erro com nossas economias e gastarmos ele da forma errada.

Ouvimos muitas coisas sobre o valor e a utilidade do dinheiro, mas no fim das contas, o pragmatismo dele nos aponta a apenas uma possível resposta: uma medida de valor e padronização de troca, que viabiliza o comércio além do tradicional “escambo.” Nesta definição, porém, revela-se uma grande fraqueza sobre o dinheiro: ele é, essencialmente, efêmero. Uma vez utilizado, ele se acaba, e não poderá lhe servir mais de qualquer outra forma.

Esta realização realmente nos força a pensar cuidadosamente sobre como utilizamos o nosso dinheiro: procuramos evitar a compra de passivos financeiros e acumular ativos que se valorizam conforme o tempo, procuramos gastar apenas com aquilo que nos traz valor e realização pessoal, e temos uma tendência natural a economizar. E ainda assim, um detalhe muito importante passa despercebido em meio a este fato, e nos cega novamente a outro detalhe importante para o planejamento financeiro tranquilo e o enriquecimento.

Vejamos a importância da convertibilidade ao dinheiro neste post.

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Fechamento Setembro 2020 – enfim tempos melhores.

Setembro cruzou o Solstício de Outono, e finalmente chegamos ao quarto e último trimestre de 2020. Inacreditável, não? Daqui a pouco vai ser época de rever as resoluções de ano novo mais uma vez, e de reunir (ou não, né) os parentes para o Natal, fim do ano, etc.

Felizmente, quase não houveram tufões ou chuvas muito fortes aqui na minha área do Japão, ao contrário do ano passado, quando tivemos dois tufões fortes que impactaram as operações na região. Fica a pensar se foi o efeito da parada generalizada da produção industrial este ano, que “esfriou” o planeta e tornou o clima mais ameno, ou mera coincidência.

Aproveitei o mês para afiar minhas habilidades de programação e administração de sistemas Unix, cortesia do meu amiguinho Raspberry Pi, e aprendi muitas coisas novas no processo.

Vamos ver como me saí financeiramente.

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Um milhão de reais é o suficiente? O fetiche pelo “milhão” e seus mitos

Nada aparentemente é tão icônico, tão simbólico e tão cobiçado para o enriquecimento quanto o número mágico do um milhão.

Milionário.

Um milhão de reais.

Um milhão de dólares.

Um milhão de visualizações.

Um milhão de seguidores.

Na casa dos milhões.

A humanidade parece ter um fetiche implícito por este número de um seguido de seis zeros, algo como um misticismo indicando tanto um objetivo cobiçado mas ao mesmo tempo inalcançável aos olhos de muitos, como uma lenda.

Este número é tão cobiçado e sonhado que muitos inclusive chegam a acreditar que ele é a resposta para os problemas financeiros da vida. É só chegar até aqui e tudo se resolverá, acreditam. Não há mais necessidade de se preocupar com mais nada na vida. Tal crença, porém, não tem fundo e é perigosa de se ter como um objetivo de vida: ela pode levar você à depressão por adaptação hedônica.

É importante, portanto, saber que ao passo que o mágico milhão é uma quantia considerável de dinheiro, ele não será uma solução mágica, uma bala de prata financeira na sua vida. Utilizá-lo como um dos marcos no seu planejamento financeiro faz mais sentido, assim como ter outros objetivos. Elaboraremos a fundo neste post.

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Nunca pense no curto prazo ao investir!

Quando investimos, compramos ativos que nos trarão dividendos e proventos regularmente para nós até o fim de nossas vidas. Desta forma, não há por que especular sobre prazo quando se trata de investimentos – isso simplesmente não faz sentido. Datas encontradas em produtos de renda fixa trazem uma ilusão de prazo através de um “vencimento” que pode nos levar a crer que existe como investir a curto prazo, mas isto não faz sentido quando pensamos na independência financeira e como nossos investimentos nos suportarão. Há uma razão pela qual investimentos em ações ou fundos imobiliários não possuem “vencimento.”

Se você precisa de dinheiro a curto prazo, você não vai investir, você vai poupar, e vai fazer isso o mais rápido possível. Ao investir, você abre uma fonte de renda extra que deve lhe suprir pelo resto da sua vida. Seu prazo de investir deve ser: “para sempre.

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podcast do pinguim

Podcast do Pinguim: Longo prazo ou eterno?

Quando investimos, temos que pensar sempre num horizonte de prazo longo, onde, ao invés de nos preocuparmos com a liquidez e os prazos dos nossos investimentos, pensamos em fatores mais relevantes como a renda passiva obtida deles e a construção do patrimônio em preparação à sonhada indendência financeira.

Porém, a verdade é que quando falamos sobre “longo prazo,” o que realmente precisamos considerar é um prazo infinito, idealmente sem prazo de expiração, onde nosso patrimônio investido e conferido estará sempre nos provendo dividendos e outros proventos até o fim da nossa vida, tal como numa aposentadoria previdenciária. Há uma diferença na forma de se pensar entre um prazo “longo” e “infinito”, especialmente se o seu objetivo é a independência financeira, que você deve treinar desde o começo para construir um patrimônio previdenciário com o mindset correto.

Este é o assunto do episódio de hoje.

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Guest post Maluzeando Lettering: Cadê o Salário que estava aqui?

As ilustrações deste post são uma cortesia da Sra. Pinguim, que posta ilustrações diversas do cotidiano feminino em seu blog Maluzeando Lettering, e também no seu Instagram.

Quem nunca passou por uma situação dessas? No dia do pagamento se sente um rei ou rainha, aproveita o breve momento de riqueza para se esbanjar em seus desejos e logo percebe que todo o dinheiro foi embora e agora se encontra na mesma situação que começou. Que mais fazer senão esperar o próximo salário cair na conta para se sentir novamente rico e empoderado para tão naturalmente cair na mesma armadilha e repetir tudo de novo?

Esta é a conhecida rotina da tão famosa corrida dos ratos, a praxe pela qual a sociedade vive de consumir e trabalhar para consumir mais, e contra qual a finansfera luta para obter uma vida verdadeiramente livre. Ainda assim, há algumas nuances nesta história tão batida que as pessoas simplesmente não enxergam por estarem tão absorvidas e acostumadas nesta “rotina,” e a má notícia é que, se não conscientizadas, podem levar qualquer um ao desastre financeiro. Vamos analisar esta história mais a fundo.

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O que dá mais felicidade: dinheiro ou liberdade?

A vida pode ser resumida como um processo de procura. Procura de comida, recursos, segurança, relacionamentos e – por que não – felicidade. Nada é estático, e nada é igual ao que passou, tornando viver um real processo de mudança constante. Não só isso significa que temos que ter flexibilidade e agilidade em nossas ações e planejamento, mas também que devemos ter nossos objetivos e horizontes bem demarcados em nossa visão quando estamos correndo na direção deles.

Alguns dizem que o dinheiro não traz felicidade, outros discordam completamente – e este assunto tão velho quanto o mundo prossegue sem uma resposta comum, provavelmente para sempre. Porém, uma visão moderna sobre este assunto, pensada pelo lado FIRE, traz um novo ponto de vista à mesa: o verdadeiro valor do dinheiro está em prover liberdade. Podemos ver o dinheiro de várias formas – um recurso escasso ou abundante, medida de poder, ganância – mas é na liberdade individual provida através da renda passiva que obtemos o melhor uso dele.

Enxergar o dinheiro como uma medida de liberdade nos auxilia a enxergar os objetivos de forma melhor, mas e se tivéssemos a possibilidade de obter puramente a liberdade independente do dinheiro – seríamos mais felizes? Segundo um estudo realizado nos Estados Unidos em 2016, a resposta parece ser sim. Será que isso significa que não devemos, então, procurar por dinheiro e repensar por inteiro nossos objetivos FIRE? Não exatamente, mas os insights desta pesquisa nos agregam considerações interessantes para agregar na nossa jornada.

Vejamos mais neste post.

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Por que eu gosto tanto de Fundos Imobiliários nos meus investimentos?

Se você investigar meus posts sobre fechamento do mês, verá que eu tenho uma grande parte dos meus investimentos atrelados aos Fundos Imobiliários. Não é por menos. Eles incorporam bem a minha filosofia do Cash Cow, providenciam proventos regularmente, são menos voláteis do que ações e alguns fundos possuem um risco bem mais espalhado.

Se você gosta destas características num investimento, pode descobrir que os FIIs são uma ótima adição para uma carteira de renda variável focada em renda passiva. Infelizmente, nem tudo são rosas, e os FIIs também possuem suas desvantagens em comparação a outros investimentos similares ou complementares.

Veja neste vídeo algumas razões pela qual investir nestes ativos são interessantes ao longo prazo.

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“Cash Cow” e a estruturação defensiva do patrimônio

No mundo da IF, os objetivos-base são simples. A meta é obter um patrimônio que, retirando até 4% por ano, lhe traga uma renda suficiente para cobrir suas despesas com uma margem de segurança incluída.

Embora existam várias alternativas para alcançar o objetivo, é frequentemente mais eficiente estabelecer regras simples para acumulação de patrimônio, e simplesmente aumentar a intensidade das regras seguidas enquanto evolui.

Neste post, apresento uma técnica que pode ser utilizada defensivamente para aumentar o patrimônio e também aumentar a renda passiva disponibilizada por ele. É uma técnica que apelidei de cash cow, e consiste em formar uma fonte de renda passiva defensiva e utilizar da renda desta para crescer o patrimônio.

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