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Podcast do Pinguim – Esferas de Controle Financeiro

Na vida, há vezes que temos que nos contentar com o fato que nunca teremos controle completo sobre a maioria das coisas que acontecem conosco e ao nosso redor. Como bons estóicos, porém, aprendemos a lidar com isso montando a Dicotomia do controle, onde dividimos as coisas naquilo que podemos controlar e aquilo que não podemos – e nos preocupamos apenas com o primeiro grupo.

Financeiramente falando, o mesmo “dilema” pode vir a aparecer. Há várias condições e movimentos do mercado sobre os quais nós pequenos investidores não possuímos nenhum controle sobre a causa, mas podemos escolher como reagir e planejar nossos próximos passos sobre eles. E novamente, dividindo em esferas de controle e aplicando uma estratégia, podemos sanamente lidar com eles e até utilizá-los para a nossa vantagem. Veja neste episódio como isso é possível.

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O que o voo do balão nos ensina sobre os investimentos?

O primeiro voo da humanidade sem dúvida foi num balão. Relativamente simples, poucos requerimentos de engenharia e construção, e bastando alguns dias de trabalho para arrumar, o balão de ar quente encantou cientistas e aventureiros igualmente, e levou a imaginação de escritores da época em vários livros de ficção científica. Alguns disputam a aplicabilidade da palavra “voo” para descrevê-lo, visto que não meios de controle num balão, e simplesmente torna-se o ar dentro dele menos denso que o de fora para subir, ou o contrário para descer.

Independente da definição formal sobre o que o voo significa no âmbito aviação, existem poucos mecanismos que são tão análogos ao processo de investir como o voo do balão. Num balão, o único controle que existe é o de ascenção e descenção, estando qualquer outro movimento à mercê da direção dos ventos da àrea de voo. O bom balonista precisa ser igualmente um bom geógrafo para saber da direção dos ventos locais para traçar uma rota de voo certeira, caso contrário arriscando perder-se ou ser levado para longe sem forma de retorno.

Igualmente, nos investimentos temos controles muito limitados e indiretos sobre o que podemos fazer quanto ao mercado e, ainda assim, grandes investidores experientes conseguem trazer retornos extraordinários. De quais outras formas o voo do balão explica os investimentos? Vejamos a seguir.

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Qual é a diferença entre investir e poupar?

Embora muitas vezes utilizados como sinônimos, Investir e Economizar são ações diferentes com propósitos e abordagens diferentes. E, ao contrário da hype que exista no YouTube sobre como “poupar é coisa do passado, você deve investir,” ambos são igualmente necessárias para atingir uma situação financeira tranquila e próspera.

Alguns fatores como horizonte de tempo, objetivo financeiro e dinâmica de aplicação e liquidez são necessárias para decidir quando e como realizar cada um dos dois, e nestes pontos, os dois são quase opostos polares. Por isso, confundir investimento com poupança pode ser perigoso para a sua situação financeira, especialmente quando se trata de alguns imprevistos onde você pode precisar acessar o dinheiro investido mais cedo do que planejado.

Conheça as diferenças cruciais entre o investimento e a poupança neste vídeo.

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Acabe com a sua miopia financeira antes que ela acabe com o seu patrimônio

Qual é o melhor investimento para se fazer agora?
Quais investimentos posso fazer para um ou dois anos?
Existe investimento para menos de um ano?

Quando se trata de enriquecer, temos sempre três pilares básicos necessários para alimentar este processo: receita, economia e investimentos. Qualquer um, independente do seu salário, consegue se tornar rico sob qualquer circunstância se simplesmente maximizar estas três variáveis. Porém, há um ingrediente comum necessário por trás de todo o processo: o tempo.

Qualquer pessoa que se aventura no mundo dos investimentos eventualmente passa a conhecer o famoso termo dos Juros Compostos, que rendem sobre o dinheiro aplicado e também sobre os juros rendidos sobre eles mesmos, numa forma de recursividade matemática. E a mágica destes novamente revolve sobre o fator do tempo, é só através do tempo que os rendimentos se acumulam de uma forma apelidada de efeito bola de neve.

Por conta desta dependência crucial sobre o tempo, é ilógico pensar em não utilizar o tempo para contribuir para o seu enriquecimento, mas a presença de perguntas como as do início deste post em vários fóruns na internet nos mostra que muitas pessoas não compreendem este aspecto dos investimentos. Elas sofrem da tão comum miopia financeira, que as força a planejar, pensar e agir a curto prazo. Se a primeira vista levar ao curto prazo é ruim para o enriquecimento, esta prática também se torna detrimental para a sua situação financeira ao longo do tempo.

Veremos neste post como esta miopia financeira pode causar mais problemas do que parece a princípio.

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Hedging: as vezes, a melhor defesa é o ataque

Em tempos de crise como o atual, fala-se muito sobre o conceito de Hedging nas carteiras dos grandes fundos de investimento, e como é possível fazer que as perdas das quedas da bolsa sejan limitadas aplicando certas técnicas. Estas provam que por conta de fatores históricos e correlações estatísticas, certos investimentos conseguem subir ou se manter embora a queda generalizada da bolsa.

As notícias também citam que os grandes investidores como Ray Dalio estão com suas carteiras protegidas através de investimentos em ouro – mas só se menciona este fato durante os tempos de crise, e nunca durante os tempos de bonança.

E assim, muitos pequenos investidores e iniciantes se questionam, lamentando a “perda de oportunidade” para ter preparado seus portfólios. Eles querem tentar se planejar definitivamente, procurando novamente quais são os melhores hedges que dariam um boost em seus investimentos.

Ao passo que técnicas de hedging são importantes para gestão de grandes fundos de investimentos, eu acredito que o investidor individual iniciante estará se precipitando em tentar incluir tais instrumentos numa carteira relativamente pequena, e cujo objetivo principal é o crescimento. Hedging, como instrumento de defesa de uma carteira, é importante para o investidor individual durante tempos que requerem mais estabilidade e confiabilidade em carteiras maduras, como para aqueles que precisam viver dos seus proventos.

Falarei mais sobre a minha opinião sobre Hedging, e porque acredito não ser tão importante para o investidor iniciante neste post.

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Como está sendo a minha primeira crise na bolsa de valores?

Já estamos há alguns meses vendo uma tendência de queda grande na bolsa de valores que muitos estão chegando a classificar como uma crise generalizada por conta de ambos o Coronavírus e a queda do preço do barril de petróleo.

Assim, junto de muitos outros que começaram recentemente, estou passando pela minha primeira experiência de crise na bolsa. Como estou sobrevivendo em meio a esta fase de “fim dos tempos” financeiros? Entrei em pânico e vendi tudo?

Nada, não sou sardinha para isso. Mas também não posso fingir ser o homem de ferro e dizer que não estou nem um pouco abalado com o derreter da renda variável.

A verdade é que a minha distância geográfica da bolsa me ajudou a manter a calma, e a minha disciplina foi responsável a manter em curso o meu plano de investimentos principal: investir regularmente e acumular capital de renda passiva a longo prazo. E quando tenho esta dose extra de receio, gosto de me relembrar da importância de manter a disciplina para fazer aquilo que é sensato mesmo em tempos de medo.

Em tempos como estes, suas melhores armas são exatamente estas: DCA (dollar-cost averaging) e cash cow (renda passiva constante e previsível). Veja mais sobre o meu planejamento e opinião perante a esta crise neste vídeo.

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O dinheiro como uma ilusão do valor: como encarar o dinheiro para usufruir dele ao máximo?

Quando ouço frases como “Não quero investir em ações porque é arriscado,” “a bolsa está caindo, não é uma boa hora para investir,” entendo que quem fala não compreende qual é o verdadeiro valor do dinheiro.

A verdadeira percepção de risco está naquilo que você entende ou não. Frequentemente quem não entende o funcionamento do mercado, suas oscilações e ciclos é o primeiro a chamá-lo de arriscado, quando existem outras formas de investimentos com riscos muito maiores e disfarçados. Saber tratar o dinheiro como uma ilusão auxilia na hora de lidar com a psicologia de investir. E, em casos de percepção de pânico na bolsa como o cenário atual com o coronavírus em fundo, ter esta percepção correta é mais importante do que nunca.

Mencionei este conceito anteriormente num outro post, onde abordei o conceito de volatilidade vs risco, e me aprofundo mais neste vídeo.


Como você faz para lidar com o impacto psicológico de investir? Já chegou a considerar o dinheiro como uma ilusão? Escreva nos comentários!

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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Você deixa o medo de influenciar?

É natural sentirmos medo ao tentarmos alguma coisa nova, ou lidar com alguma situação desconhecida. Porém, devemos nos relembrar que este medo não deve influenciar nas nossas decisões racionais de vida. Devemos sentir o medo mas não deixar que ele nos controle.

Recentemente, com o espalhar do Coronavírus e as notícias se alastrando ainda mais, precisamos mais do que nunca nos lembrar deste conceito que, se não considerado, poderá até nos prejudicar financeiramente.

Como devemos lidar com o medo para nos proteger mentalmente e financeiramente? Veja neste vídeo até o fim.

Abraços e seguimos em frente!

Pinguim Investidor


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Educação Financeira #5 – o Dinheiro e a ilusão do valor

“Eu não invisto na bolsa porque não quero perder dinheiro quando o mercado cair.”

No caminho da educação financeira, muitos mitos são destruídos e novos conceitos aprendidos. Alguns são simples e fáceis de serem absorvidos, mas outros são contra-intuitivos ao conhecimento financeiro e levam mais tempo para serem realmente compreendidos. Crenças financeiras, por exemplo as que “o dinheiro é a raíz de todos os males,” ou que “o dinheiro corrompe as pessoas,” são parte de nossa educação desde pequenos e levam tempo para serem desfeitas. Igualmente, compreender que o ato de investir para independência financeira não tem um prazo estipulado também não é rapidamente aceitável em nossa sociedade imediatista.

Um conceito que inicialmente foi difícil de compreender, mas a cada dia que passa se torna mais verdadeiro é o seguinte: o dinheiro é mais ilusão do que real. Li sobre este conceito pela primeira vez no livro Pai Rico, Pai Pobre do Robert Kiyosaki, onde ele menciona que uma das diferenças entre os ricos e os pobres é que Os ricos sabem que o dinheiro é uma ilusão.

No livro, Kiyosaki usa como exemplo deste conceito o fato que ele conseguiu comprar e vender um imóvel por um grande lucro usando apenas um empréstimo bancário e seus contatos de negócios, nunca vendo o dinheiro em si durante a transação, mas eu acredito que o conceito é vai além disso. Enxergar o dinheiro não como dinheiro em si, mas como uma forma de obter liberdade, por exemplo, é uma forma poderosíssima de treinar a sua mente para enriquecer e obter segurança e independência financeira.

Além disso, nossa percepção de risco, valor e utilidade do dinheiro é um diferencial enorme na hora de saber utilizá-lo ou se preparar contra as oscilações da bolsa e outras coisas situações adversas na sua vida.

Como ver o dinheiro como uma ilusão pode te ajudar a investir melhor?

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Novas taxas da B3: como me impactam?

No primeiro dia útil de 2020, a B3 anunciou a operacionalização de novas taxas sobre o capital custodiado e proventos que aumentaram a cobrança sobre o pequeno investidor. Essa notícia abalou o início de ano dos investidores com muita pedrada em vídeos e comentários na internet sobre como isso foi uma manobra para descorajar o pequeno investidor a fazer Buy and Hold, incentivo para trade e como a B3, em sua posição de monopólio de bolsas no Brasil, está desfrutando de uma posição de vantagem desigual que deveria ser acabada.

Como todo bom praticante do estoicismo, em meio à esta situação de pessimismo, podemos aproveitar para colocá-lo em prática e avaliar como podemos fazer o melhor uso desta situação em princípio aversa.

Quais lições podemos tirar destas atualizações, e como podemos melhor lidar com elas financeira e pessoalmente?

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