As lições do voo moderno para o investidor fundamentalista

Aviões modernos são equipados cada vez mais com sensores e instrumentos eletrônicos e computadores de bordo que fornecem informações detalhadas sobre o status do voo e as condições dos arredores do avião. Isto é um grande contraste aos primórdios da aviação, quando estes eram máquinas primariamente mecânicas e os pilotos precisavam confiar principalmente nos seus instintos e habilidades para voá-los corretamente.

A grande dependência sobre os instrumentos de voo trouxe uma enorme vantagem aos pilotos: as informações são tão detalhadas e precisas que na maior parte das vezes eles nem precisam olhar os arredores da cabine para se orientarem – basta apenas que acompanhem seus instrumentos. Saber olhar os instrumentos e coordenar as ações rapidamente pode fazer a diferença entre a vida e a morte durante um combate aéreo.

Há uma lição grande para quem investe a longo prazo neste fato, especialmente tratando-se de renda variável. Num mundo onde medo e ganância manipulam os movimentos da bolsa e emoções tomam controle sob a razão dos investidores, é preciso ter uma forma de filtrar informações de especulações e prosseguir com o planejamento original.

Veja neste vídeo quais lições podemos aprender destes casos.

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Podcast do Pinguim: FOMO e seus efeitos destrutivos nos investimentos

Não há dúvidas que o conceito de FOMO (sigla em inglês para fear of missing out) é extremamente nocivo para o nosso bem-estar: sentimentos de perda de oportunidade, ansiedade montante e incerteza são constantes sob este efeito. Um bom estóico, porém, sabe aplicar a dicotomia do controle e assim enxerga como não há razão porque se preocupar com estas coisas sob as quais não temos controle nenhum.

Ainda assim, existe um outro ambiente onde FOMO rola solto, rampante e contagiante entre os participantes: a bolsa de valores. Ele explica porque o velho conceito de “sardinhagem,” movimentos de manada em tempos de extremidade (euforia ou pânico) e porque tantos apostam na “ação que é a próxima Magazine Luiza” ou “na Oi porque vai certamente vingar” quando a grande parte da evidência aponta que não dará certo..

Não saber lidar com o FOMO num âmbito pessoal pode parecer inofensivo à primeira vista, mas nos investimentos pode ser destrutivo. Neste episódio, mostro algumas formas que você pode eliminar este sentimento da sua rotina de investimentos.

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Podcast do Pinguim: o que significa segurança ao investir?

Provavelmente o maior tabu que previne alguém de investir em primeiro lugar é o medo. Medo do desconhecido, do incerto, mas em especial, medo daquilo que é percebido como arriscado e inseguro. A bolsa, com sua movimentação essencialmente imprevisível, traz pavor para quem está acostumado com um planejamento linear e com todas as variáveis satisfeitas. É natural alguém que está começando perguntar algo como “quais são os investimentos mais seguros,” a qual a resposta tradicionalmennte envolve a renda fixa.

Ironicamente, segurança predicada na previsibilidade e oscilação de um investimento (volatilidade) é uma das maiores ilusões que se pode ter ao investir. A “linearidade” pode esconder um possível risco, mas o mais importante é o oculto vilão do planejamento financeiro: a inflação.

Veja neste episódio como os conceito comuns de segurança e risco nos investimentos são um pouco diferentes daqueles apresentados no nosso cotidiano, e como você, com a percepção correta, pode melhorar seus investimentos.

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Segurança demais pode ser um problema? Porque o risco também é importante

É impossível falar sobre investimentos sem mencionar a palavrinha mágica: risco. Já se fala da máxima “o retorno é proporcional ao risco” como uma medida dos investimentos, e esta é uma das maiores dificuldades para começarmos a ter o mindset correto do investidor.

Somos, por razão evolucionária, uma espécie com uma aversão ao conceito de perda, e a exposição ao risco nos apresenta um potencial para perda que normalmente preferimos evitar. Construímos toda a sociedade baseada na intenção de reduzir riscos de alguma forma de perda. De fato, estudos mostram que na média, para que alguma decisão que pode envolver alguma perda “valha a pena” psicologicamente, a recompensa a ser ganha deve ser o dobro do potencia da perda.

Com tanta orientação para evitar perdas e riscos, poderíamos pensar que evoluímos da maneira certa e que segurança nunca pode ser demais. Ou pode? Surpreendentemente, existem alguns casos onde correr risco de menos pode resultar numa perda maior do que correndo um nível de risco saudável. Embora um conceito contra-intuitivo a princípio, isto se torna compreensível quando entendemos a relação que um risco calculado possui com os retornos de alguma ventura.

Neste post iremos explorar alguns destes casos da vida real, até fora dos investimentos, através de exemplos.

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Seria o Value Investing a bala de prata financeira?

Quando estamos aprendendo alguma coisa nova, é comum deixarmos que alguma forma de autoridade do conhecimento guie nossos estudos e decisões na fase inicial por conta de falta de conhecimento melhor. Afinal, estamos apenas aprendendo, precisamos de alguma entidade com conhecimento para nos guiar melhor, e quem melhor do que os mestres para nos auxiliar nestes casos?

No caso dos investimentos, não há dúvida que a melhor abordagem que podemos adotar é o clássico buy & hold a longo prazo. Há vários estudos publicados que documentam o espetacular retorno que esta estratégia possui ao longo prazo, mesmo com os altos e baixos que a bolsa experiencia. E, central ao conceito do buy & hold, há um outro pilar importantíssimo, necessário para um investimento sensato: o value investing.

Venerado como a escolha primária de investidores famosos e bem-sucedidos como o Warren Buffett e Charlie Munger, value investing com certeza possui um nome bem estabelecido entre os círculos de investimentos. Por outro lado, outros o consideram uma teoria ultrapassada, pois a eficiência do mercado eventualmente consegue nivelar diferenças na precificação ao curto prazo, e que um hábito de pequenos investimentos regulares é mais fácil e eficiente do que “acertar o fundo” do mercado.

Felizmente, não precisamos adotar monoliticamente o Value Investing para conseguir investir, mas adicionar partes dos seus conceitos pode melhorar incrivelmente a sua performance de investimentos. Neste post, explico como funciona o Value Investing, e como você pode começar a integrá-lo na sua própria estratégia.

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Ao investir, não errar é mais importante do que acertar

“O investimento da vez é a empresa XYZ.”
“Hora de investir em ABCD, veja como está disparando.”
“Ação da CBA vai ser a próxima Magazine Luiza!”

Quem nunca ouviu tais “conselhos” e “dicas de investimento” por aí? Essa é a bola da vez, aquela é a próxima, etc. Todos querem acertar qual vai ser a próxima mina de ouro da bolsa que vai torná-los multi-milionários, mas os que realmente se realizam são pouquíssimos.

Ao passo que a maioria acredita que “acertar o investimento” é o caminho para enriquecer na bolsa, eu tenho a visão oposta: na verdade, a certeza da riqueza está em não errar, ou errar o mínimo.

Esta visão não só é mais segura em termos de risco do que acertar qual é a próxima mina de ouro, ela também é a única que pode nos oferecer a certeza que iremos enriquecer – talvez mais devagar, mas com certeza total.

Veja mais como você pode se beneficiar e montar uma estratégia defensiva de evitar os erros nos investimentos neste vídeo.

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O que faz um investimento seguro?

Qual é o segundo investimento mais seguro que existe depois do Tesouro Direto?

Calma. Releia a frase antes de tentar começar a responder. Respire. Pense com cuidado a respeito da pergunta.

Respirou? Beleza, pode responder agora.

Se você começou a pensar sobre algum CDB, LCI ou LCA por causa da garantia do FGC… pode parar. Você acabou de cair na pegadinha do óbvio-mas-não-óbvio.

Mas e aquele papo de ser um investimento seguro, afinal é renda fixa e garantida pelo FGC até R$250,000…?

Se você pensa desta forma, as chances são que você não está exatamente entendendo o que significa segurança nos investimentos. Não só esta mesma “garantia” lhe limita o horizonte de pensamento (“enquanto eu ficar abaixo dos 250 mil beleza!”), ela também nos torna cego para os riscos inerentes de qualquer investimento – incluindo a renda fixa.

Porém, há um outro quesito pouco explorado quando se trata de segurança em meio aos investimentos que até há relativamente pouco tempo era pouco considerado. Este é a proteção do poder de compra do seu dinheiro. Isso mesmo – a velha inflação que sileciosamente mas certeiramente irá reduzir o valor do seu patrimônio ao longo do tempo.

Combinando o poder corrosivo da inflação com um pavor irracional que muitos possuem quanto a imprevisibilidade da bolsa de valores no curto prazo, vemos que não começar a investir se torna o real risco de segurança financeira. Vejamos mais sobre isto, e como podemos reverter esta aversão a riscos neste post.

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7 perguntas erradas a serem feitas sobre os investimentos

Um dos desafios no nosso caminho de aprendizado é que frequentemente nossas maiores e mais sedentas perguntas não são respondidas pelos nossos materiais, recursos, e aulas até bem mais tarde. Os professores e os livros ajudam, mas preferem se manter em curso com o plano da aula, evitando as nossas preciosas perguntas até mais tarde.

Na educação financeira muitas vezes não é diferente, e muitas vezes começamos com nossas perguntas e dúvidas pessoais sobre o dinheiro, que nos fazem querer pular os básicos sobre finanças pessoais para ir direto à conceitos relativamente mais avançados. Em fóruns, este tipo de pergunta constantemente leva bordoadas de investidores mais experientes, rendendo o carinhoso apelido de “sardinha” que leva muitos a se desencorajarem de continuar a aprender. A verdade, porém, é que perguntas como “qual é o melhor investimento que posso fazer” são evidência que quem pergunta não possui base de conhecimento geral suficiente para tratar de uma pergunta tão específica.

Neste post abordo esta questão do aprendizado financeiro de uma forma similar: aprenda educação financeira correta através das perguntas erradas que são frequentemente feitas sobre investimentos, finanças pessoais e da bolsa de valores. Não só você estará evitando os erros alheios de muitos ao seu redor, mas também aprenderá quais os fundamentos deve-se ter primeiro para posteriormente ir explorando com mais detalhes.

Este post mistura educação com humor, portanto deve transmitir a mensagem bem eficiente. Porém, como todo conteúdo disponível neste site, deve ser notado que ainda assim representa apenas a minha opinião e que não estou de forma alguma recomendando qualquer forma de investimento. Dito isto, vamos em frente.

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Como eu investiria meus primeiros 1000 reais?

Para alguém que se preparou financeiramente, fez seu dever de casa, juntou uma reserva de emergência e conseguiu identificar possíveis formas de investimento, o próximo passo é colocar a mão na massa e finalmente começar a investir.

Investir “na prática” não apenas é a única forma de se ganhar experiência com o mercado, as plataformas e suas interfaces de operação mas também o melhor jeito de perder aquele medo que as pessoas sentem quando ouvem sobre o conceito de investimentos na bolsa. Entretanto, nesta hora uma grande pergunta segura muitos: investir no quê?

Embora a resposta sempre deve ser de decisão pessoal e menos influenciada possível, alguns produtos tendem a ser menos arriscados e mais fáceis de compreender do que outros, e servem bem como uma porta de entrada para experiências no mundo dos investimentos.

Neste vídeo, explico o que eu faria se tivesse meus primeiros 1000 reais para investir.

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Podcast do Pinguim: quando se perde ou ganha dinheiro na bolsa?

É comum vermos publicações durante tempos de crise na bolsa que afirmam que milhões e milhões de reais foram “perdidos” durante a movimentação do mercado e que milhares de investidores “perderam” dinheiro nos seus trades. Para os inexperientes, tais matérias e notícias soam amedrontadoras, e eu também não pude deixar de sentir um aperto durante a recente queda do começo de 2020.

Em horas como estas, porém, é importante relembrar sobre o que realmente se traduz nos investimentos como perda ou ganho – o momento da venda. Se a história de que “enquanto alguns choram, outros vendem os lenços” é verdade, igualmente se aplica ao investir, particularmente na renda variável.

Embora demore um pouco para se acostumar com o conceito, ativos de boa qualidade com preços temporariamente reduzidos significam oportunidade para compra e formação de patrimônio. É por estas razões que muitos afirmam que “volatilidade é vida.”

Entenda como você pode utilizar deste conceito de materialização de ganho ou perda para a sua vantagem neste episódio.

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