Como ganhar dinheiro em qualquer oportunidade – descoberta de ouro

Estamos acostumados a escutar nas mídias as histórias dos altos e baixos dos ciclos econômicos, estimulados sobre notícias e especulações do futuro da economia. Se nos deixarmos levar por estas fontes de informação, um pessimismo constante pode nos levar à conclusão que nunca estará bom para investir ou preparar o futuro financeiro.

Alternativamente, um otimismo exagerado pode nos levar a acreditar que estes são os melhores tempos da história, e nos levar a tomar decisões drásticas ignorando possíveis riscos, lastreadas no conceito que os tempos sempre estarão bons.

É este otimismo “perene” que nos deve alertar contra possíveis riscos escondidos por trás de uma nova tentativa, para que possamos sempre calcular nossas decisões financeiras e tomar consciência de tudo. Ignorar esta etapa pode nos tornar cegos a riscos até óbvios, e não há um melhor exemplo para este efeito do que a descoberta de ouro na Califórnia em 1848, talvez a maior da história.

Durante este período de oportunidade e afobação, centenas de milhares de americanos largaram tudo o que possuíam em suas casas e foram tentar a sua fortuna numa única promessa: campos ricos de ouro na costa oeste dos Estados Unidos. Infelizmente para estes sonhadores, pouquíssimos conseguiram de fato enriquecer e atingir prosperidade em meio a este cenário de euforia, mesmo com tanta propaganda positiva em jogo.

Como um investidor, este ambiente lhe soa familiar? A verdade é que muitos Bull Markets, incluindo o mais recente de 2018~2019 se comportam de maneira similar, muitas esperanças, afobação, e pouca atenção aos riscos e custos envolvidos. Felizmente, alguns poucos sonhadores da Califórnia conseguiram enriquecer com estratégias menos convencionais, indo contra a média.

Quais lições não-convencionais destes casos de sucesso podemos aplicar nas situações atuais também? Vejamos neste post.

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A bolha do Uber?

Quando o Uber foi lançado e entrou no mercado brasileiro, a inovação foi completa. O aplicativo havia introduzido um novo modelo de negócios que desbancou os negócios dos taxistas e abriu uma competição diversificada antes nunca vista na história. O conceito do sharing economy começou a engatinhar e logo foi tomando espaço.

O transporte foi democratizado e as pessoas finalmente possuiam uma alternativa mais barata para prencher algumas lacunas cruciais do transporte urbano brasileiro. E, colateralmente, o Uber serviu de “colchão de segurança” amenizando o impacto da crise econômica iniciando em 2015, oferecendo uma forma de renda temporária para aqueles que perdiam seus empregos.

Avançando até 2020, a situação se tornou bem diferente. Aplicativos competidores entrando e competindo por mais motoristas e passageiros, continuidade da crise e falta de empregos causou um aumento significante do pool de motoristas fora de proporção com os passageiros, e a remuneração – variável como sempre – hoje tem um apelo mais duvidoso. Não é a primeira vez que falo do Uber no blog, mas desta vez trago luz a um insight que vi num post do SubReddit de Investimentos: estaria o Uber direcionado para uma bolha?

Os insights recebidos desta filosofia servem para além do aplicativo em si, mas para também outros produtos e serviços que entram na moda e crescem rapidamente. Uma bolha como essa pode afetar além do mercado e ir diretamente na vida pessoal das pessoas. Vejamos com mais detalhes.

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Educação Financeira #4 – o feedback positivo e a origem das bolhas

História era uma das minhas matérias favoritas na escola. Sempre tive uma certa fascinação por eventos determinantes da história humana. Era fascinado pelos grandes eventos que causavam mudanças astronômicas nos destinos das nações, como guerras, batalhas, sucessões de governos, mudanças climáticas e crises econômicas.

E assim, desde que estudei o crash da bolsa de Nova Iorque em 1929, fiquei interessado em aprender mais sobre as causas e efeitos das crises econômicas na geopolítica mundial. Como é que pequenas mudanças encadeadas, pequenos erros acumulados ao longo do tempo podem mudar a rota da civilização do mundo? Estes estudos me fascinaram.

Avançando para o mundo presente, me tornei investidor e me encontrei numa posição onde estava exposto aos riscos diretamente, e poderia sentir em primeira mão os efeitos da economia nas minhas finanças. Lendo bastante sobre o assunto, me deparei com o livro A Random Walk down Wall Street do economista Burton G Malkiel onde ele dedica o primeiro capítulo do livro para explicar sobre bolhas econômicas na história da humanidade, indo desde a primeira bolha recordada na história – a mania das tulipas na Holanda no século 17 – até as bolhas recentes dos anos 2000.

Malkiel sumariza em sua explicação que todas as bolhas financeiras podem ter suas origens traçadas de volta à uma aplicação de um feedback positivo errático e recorrente, que ilude os envolvidos a acreditarem que aquilo no que estão investindo e apostando é realmente o correto a se fazer.

Como este ciclo funciona e consegue carregar uma bolha para frente? E, talvez mais importante, como você entender a causa das bolhas e se preparar para não ser impactado por elas?

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