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Podcast do Pinguim: Pare de dar o nome errado aos bois financeiros

É comum, ao aprendermos novos conceitos, que demos nomes e apelidos às coisas que vamos aprendendo. É natural, e algumas vezes até nos ajudam a memorizá-las (quanto mais engraçado, memorável ou diferente pintamos um conceito na nossa memória, mais rápido e naturalmente conseguimos acessá-lo).

Embora nas finanças estes apelidos, analogias e outras coisas também nos auxiliem no nosso aprendizado, alguns nomes e conceitos precisam ser cuidadosamente estudados para não causar dúvida, confusão ou – pior – decisões erradas no decorrer do prazo. É fato que muitos dos termos do mercado financeiro são associados para justamente causar confusão e parecer complexos, e acompanhado de um Marketing que busca cada vez mais proteger as corretoras, temos um prato cheio para pessoas confusas e fazendo escolhas erradas.

Vejamos a palavra “investimento,” por exemplo. Ela está tão corrompida atualmente que bens como carro e casas próprias são chamadas de investimentos, igualando-as com ativos financeiros de qualidade como ações ou o Tesouro Direto. E embora este desentendimento a princípio pareça apenas ingenuidade, ao longo prazo é a fonte perfeita para o desastre financeiro. Veja neste episódio o por quê.

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Quantas aposentadorias você já gastou na vida?

Solange mistura o açúcar no café olhando para baixo. “Está ficando difícil, Pinguim,” ela diz. Do auge dos seus 36 anos de idade e uma carreira brilhante de uma próspera empresa, a gerente de operações passa uma tarde de sábado em off comigo conversando num restaurante e me contando como estão as coisas e como vai sua vida ultimamente.

Uma pessoa trabalhadora, batalhadora e – há quem diga – para quem a sorte sorriu mais de uma vez, Solange veio de uma pequena cidade do interior do Rio de Janeiro para começar a vida profissional na cidade maravilhosa. Terminada a faculdade, conseguiu um emprego rapidamente e viu sua carreira subir de forma brilhante. Tornou-se o braço direito de vários diretores da empresa e obteve um salário de cinco figuras numa rápida escala, mergulhando assim na vida dos ricos rapidamente.

Esta mudança brutal, porém, não passou despercebida: Solange ajustara seu estilo de vida quase que imediatamente para “fazer jus” ao seu novo patamar salarial. Dez mil reais ao mês e obteve um carro novo. Quinze mil ao mês, seu primeiro apartamento comprado. Vinte mil, mudou-se com o marido para o segundo, e maior, apê. Isto sem contar viagens e procedimentos que “rechearam” os gastos entre um aumento e outro.

Solange nunca foi inconsequente com seus gastos, e felizmente nunca contraiu uma dívida ou passou por apertos financeiros. Ela sempre soube da importância de poupar para satisfazer seus desejos financeiros de curto prazo, e munida de um salário a princípio infindável, conseguia facilmente atendê-los sem risco ou sacrifício algum.

Por trás desta vida a princípio perfeita, porém, haviam muitos problemas enterrados. O ambiente de trabalho era pesado. Em algum momento nos últimos cinco anos, a situação começou a afundar. O prazer em servir e ser produtiva foi se esgotando. O trabalho passou a ser mais um fardo do que uma fonte de renda, e ela se tornou cansada daquelas cobranças constantes e broncas vindas do “alto escalão” imperfurável da empresa. E mais recentemente, tornou-se saudosa, pensando na sua vida de infância e adolescência na pequena cidade de onde veio, onde tinha uma vida pacata e tranquila, e como era a vida lá sem a pressão que sofre atualmente.

“Desejo muito voltar, viver perto da minha mãe e da minha família. Mas temo que nunca mais vou conseguir encontrar um emprego com um salário destes se eu fizer isto. A verdade é que eu não posso sair deste emprego. Por isso continuo aqui, me arrastando diariamente para sobreviver.”

E com as lágrimas se formando nos seus olhos, naquela hora tive que encará-la para lhe falar uma dura lição. Uma lição que ela não queria ouvir, mas provém a dura verdade. E a verdade é que a Solange já poderia ter se aposentado e saído deste emprego há anos – mas ela optou por gastar esta liberdade comprando outras coisas que julgou mais importante.

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Como comprar um carro de maneira inteligente

Quando se trata de passivos financeiros, sabemos que quase sempre são uma furada financeira esperando para acontecer. Passivos são tudo aquilo que não se valoriza com o tempo, possui custos adicionais de possessão, ou não produz um fluxo de caixa positivo para o investidor. Nesta categoria se enquadram sonhos de consumo comuns das pessoas como a casa própria, carro, e outros bens como eletrônicos e roupas.

Particularmente se tratando da casa e do carro, muitos possuem uma reação emocional adversa forte quando ditos que estes não são ativos financeiros, com suas depreciações, custos adicionais e impostos recorrentes. A verdade matemática, porém, não mente: o acúmulo compulsivo de passivos ao longo da vida é capaz de arruinar qualquer patrimônio, independente do salário que se recebe.

Na prática, porém, a situação nunca é tão preto-no-branco, e muitas pessoas acabam por depender de um carro particular para compensar a falta do transporte público em sua cidade ou no caso de famílias grandes que precisam de mobilidade. Portanto, mesmo que a vida sem passivos represente a perfeição teórica de uma vida financeiramente eficiente, na vida real pode ser necessário adquirir passivos ao longo da vida. Porém, a grande maioria realiza estas aquisições da maneira errada, financiando e se endividando para comprar e pagando uma quantia muito maior que o preço original no fim das contas.

Neste post, irei elaborar sobre como podemos comprar um passivo – como um carro próprio – de maneira correta, inteligente, e com o menor impacto financeiro possível.

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O real custo das coisas é por uso, não tempo

Quando se trata de enriquecimento, uma regra é clara: devemos economizar e concentrar nossos gastos em ativos financeiros, que se valorizam com o tempo e nos trazem dinheiro, e minimizar os gastos que temos com passivos que só tendem a depreciar e acumular custos ao longo do tempo. Neste ponto, fale a pena lembrar da frase clássica de Robert Kiyosaki, que explica que Ativos colocam dinheiro no seu bolso, passivos tiram dinheiro do seu bolso.

No meio deste caminho trilhado, várias perguntas começam a surgir na luz deste simples conceito. Existem disputas emocionais e culturais, como a questão do carro e da casa própria sendo passivos numa sociedade que os valoriza como símbolo de status social. Ou até mesmo se quando se mora em cidade pequena ou isolada é necessário ter o carro próprio. Infelizmente, para a maioria destas perguntas não há resposta comum correta, pois mesmo que fizermos um ponto racional, nossas crenças e cultura emocional nos tenta provar o contrário.

Não há como escapar de ter passivos acumulando no decorrer das nossas vidas. Afinal, ainda precisamos de roupas, comida, certos bens e meios de produção para sobreviver. E convenhamos que nunca conhecemos ninguém que fica alegre só de comprar ativos. Porém, existe ainda mais uma regra que devemos nos conscientizar toda vez que cogitamos comprar ou usar um passivo, e esta é a do custo por uso.

Simplificadamente, ela diz que o custo de cada um dos nossos passivos aumenta a cada vez que optamos por utilizá-los. Uma afirmação simples, até meio óbvia a princípio, mas que muitos se esquecem ou preferem ignorar quando um novo passivo aparece em suas vidas. Porém, se não respeitada, a regra do custo por uso pode trazer um desastre financeiro na sua vida. Vamos explorar mais as implicações deste princípio financeiro neste post.

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Conhecer o seu dinheiro é o primeiro passo para se tornar financeiramente independente

O caminho para a independência financeira pode ser dividido em três grandes fases principais: o despertar, a acumulação e a realização. Cada uma delas representa um estágio de maturidade do investidor, e as prioridades variam entre um e outro. Como um leitor ávido de história do mundo, eu sempre tive uma admiração pela primeira fase do despertar; como as pessoas descobrem o FIRE, a educação financeira, o que abrem os olhos delas?

Na minha opinião, é nesta fase do descobrir que o resto da jornada FIRE da pessoa é traçado, pois é quando os objetivos e os drivers que motivam as pessoas são traçados e – igualmente importantíssimo – sonhados. Mas para que a jornada comece, é necessário saber onde você se encontra no caminho para começar. Quão longe você está da linha de chegada? Será que você precisa “arrumar a casa” antes de sair e pegar a estrada?

Hoje venho a compartilhar mais uma história pessoal do Pinguim Investidor e falar mais sobre o meu próprio momento de despertar do FIRE e uma lição importantíssima que eu aprendi com isso: conhecer o seu dinheiro é o primeiro passo para aprender atingir a independência financeira.

Como ter conhecimento da sua situação financeira é a melhor forma para iniciar a sua jornada para o FIRE? O que podemos aprender com isso? Vejamos a seguir.

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Dependências cumulativas irão te levar à desgraça

No fim de semana passado, fui a um shopping perto de casa e tive uma visão assustadora.

Ao passar do lado da entrada do estacionamento, me deparei com uma fila enorme do lado de fora contornando o quarteirão composta apenas por carros que queriam entrar para ainda estacionar dentro dele. Embora esta pode ser um acontecimento comum, ou até mesmo uma ótima notícia para o administrador do shopping ou quem investe nele, o que me assustou foi a realização de quanto essas pessoas se tornaram dependentes dos seus carros.

Essas pessoas cobriram a real necessidade de ir ao shopping com esta dependência, tendo, assim, que ter um carro em primeiro lugar, gastar gasolina para levá-lo até o shopping, morgar na fila imensa fora do shopping, procurar vagas dentro dele, pagar o estacionamento caríssimo, arriscar ter que pagar valet se as vagas comuns acabarem para depois, sim, conseguirem entrar e fazer o que precisam no estabelecimento.

Você vê alguma coisa errada aqui? Muitas? Eu vejo, essencialmente, apenas uma: dependência cumulativa. O carro, uma vez tido como um bem supérfluo hoje foi condicionado à ser uma dependência da qual o cidadão não consegue mais viver sem na vida moderna.

Infelizmente, o carro é apenas uma das muitas outras dependências que a sociedade cultiva atualmente por conta da influência da tecnologia. Porém ao passo que podemos ver claramente os benefícios trazidos por tais tecnologias, as consequências não-intendidas que se acumulam são muitas vezes desastrosas. No caso dos carros, temos experiência disso primeira mão: congestionamentos diários dominam nossa jornada ao trabalho, e a escassez de vagas infla os preços dos estacionamentos nas cidades.

No âmbito pessoal, também temos dependências cumulativas oriundas de fatores externos e internos. Ao analisarmos nossa rotina diária, podemos ver várias destas impregnando silenciosamente nossas vidas: a máquina de espresso cara de cápsula exclusiva que sobrepõe o café barato de filtro, ler as notícias num tablet que toma o lugar de apreciar o café da manhã de maneira própria, etc.

Se continuada sem limitações, nos tornamos escravos de tais dependências e perdemos nossa adaptabilidade, sem contar no desastre que acontece em nossas finanças. Como podemos então evitar que as dependências cumulativas tomem conta de nossas vidas?

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Vida móvel e liberdade: lições de Amyr Klink para a comunidade FIRE

Uma das primeiras lições que aprendemos quando nos educamos sobre a independência financeira é o conceito de ativos e passivos, e a diferença entre eles. Ironicamente, esta é também uma das mais dolorosas, pois muitas vezes estamos psicologicamente instruídos a acreditar que nossa visão de sucesso envolve acumular bens de consumo que são, essencialmente, passivos e não nos trarão riqueza. Destruir esta crença limitante que coisas como carros ou casas não são ativos e – de fato – te emprobrecem é difícil, e como evidência vemos várias histórias de como celebridades bem pagas rapidamente vão à falência.

Já escrevi em diversos posts anteriores como os passivos se tornam uma âncora pesando nas suas finanças pessoais, mas existe um outro lado menos mencionados sobre os outros malefícios associados com o acúmulo de passivos: a perda da liberdade. Este lado menos explorado da história se tornou claro para mim quando li uma entrevista com o navegador brasileiro Amyr Klink, que se tornou famoso ao cruzar o Atlântico num barco à remo nos anos 80, e circumnavegar a Antártida em 1998.

Esta entrevista me surpreendeu porque à primeira vista não reconhecia Klink como um escritor de finanças, mas posteriormente descobri que ele é formado em economia. Suas experiências vivendo no mar deram a ele alguns insights importantes a respeito de como podemos viver mais eficientes e mais ricos se simplesmente largarmos a possessão de passivos, e passássemos a alugá-los quando necessário.

Este não me é um conceito novo, mas lendo a entrevista de Klink, pude ter um novo insight sobre a não-acumulação de passivos: a mobilidade que ganhamos na vida por não ter algo que nos prenda a um certo lugar ou circunstância.

Quais lições Amyr Klink pode ensinar para a comunidade FIRE?

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Como parar de beber transformou minha vida

Em 2014, descobri com alguns colegas de trabalho a presença de um bar perto do escritório onde trabalhava, em que a cerveja era bem barata e ainda tinha o transporte por perto para voltar para casa. Depois de algumas cantadas e convites, fui convencido a participar de um Happy Hour lá, e a partir desse dia onde se iniciou um hábito a princípio inofensivo, mas a longo prazo extremamente danificante: a bebida alcóolica.

Felizmente, esta história não é uma de superação alcóolatra, e tem um final feliz: desde o final de 2016, efetivamente consegui eliminar o hábito da bebida e com isso minha vida teve uma melhoria palpável. Inicialmente, não me dei conta de como esta melhoria havia se instalado, mas com o passar dos anos, me dei conta que esta sutil mudança conseguiu ter um impacto enorme na minha vida hoje. Isso é porque o hábito de beber acarretava custos além daquilo que aparecia na conta: acarretava em custos da minha saúde e do meu tempo também.

Outro fato interessante é que, ao contrário de muitas histórias de rehabilitação de substâncias, esta mudança não me foi um pingo dolorosa, em grande parte porque tive um grande apoio positivo para seguir este caminho.

O que mudou para melhor desde que terminei de vez este hábito? Hora de mais uma história de vida do Pinguim.

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Qual é o destino das suas coisas velhas?

Durante a minha estadia de férias, voltei e passei algumas semanas na casa dos meus pais que não via há muito tempo. Entre matar a saudade, curtir uma pequena preguicinha de filho e comida muito boa e abundante – highlight de toda visita aos pais – tomei um tempo para dar uma revirada em algumas coisas minhas que ainda ficaram por lá. Queria ver se achava alguma coisa interessante ou jogava fora coisas que já não me têm propósito útil (um ótimo exercício para o minimalismo que ainda busco alcançar).

Encontrei muita coisa interessante, coisas que me trouxeram nostalgia e fizeram rir, e roupas que me fizeram perguntar porque havia comprado em primeiro lugar. Porém, uma das coisas que mais me marcou foi a quantidade de computadores e eletrônicos velhos que haviam sido acumulados nos armários.

Estes, diferente das roupas e outras coisas, eu entendo que foram comprados com um propósito nobre em mente e tinham uma necessidade real na época da compra. Porém, não pude deixar de pensar ao mesmo tempo que eles envelheceram bem precocemente em relação às outras coisas na casa. E não estão sozinhos: no mundo de hoje cada vez mais os bens de consumo de tecnologia estão ficando descartáveis. Celulares novos com vida útil de 1 a 2 anos, computadores que ficam lento quase que da noite pro dia.

No dia da compra, o novo computador ou celular e colocado num pedestal e adorado pelo dono. Que magnífico! Com o decorrer do tempo, porém, a magia passa, a percepção também, e quando se vê, o dono nada mais quer do que substituí-lo por um novo.

Será esse o destino de todas as coisas velhas?

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Estudo de caso #1 – Faca e o queijo na mão, mas ainda sem aptidão

Semana passada, tomei café com uma amiga que veio se consultar comigo depois de ter descoberto o site do Pinguim Investidor e queria alguns conselhos práticos para como dar uma arrumada na vida financeira e como se planejar para proceder no futuro.

Fernanda, 35 anos hoje, era uma das secretárias da empresa onde trabalhei em 2012, e sobre sua carreira pode se dizer que ela teve uma grande dose de sorte, beirando até a velha “peixada” corporativa. Em meio a uma economia aquecida e cheia de especulação em 2012, Fernanda começou na administração, secretareando em meio a uma empresa crescente, e com seis meses de casa, foi promovida a secretária executiva. No ano seguinte, a euforia da economia já havia passado, e as pessoas passaram a ficar apreensivas, com cortes surpresas e demissões “inesperadas” assombrando os corredores das empresas cada vez mais inseguras.

Mesmo assim, ela manteve o cargo, e, em 2014, para sua surpresa, fora convidada a se juntar a uma outra empresa, num cargo que lhe pagaria por volta de R$15000 mensais como gerente da administração. Se muitas pessoas viram seus salários caindo ou rodando nessa época, Fernanda fez o caminho contrário, e eventualmente seu salário subiu novamente para a marca dos R$20000 mensais, numa época de salários cadentes e crise econômica rampante.

De muitas formas, pode-se dizer que Fernanda se tornou bem-sucedida: carreira sólida, alto salário, e uma família sendo formada. Ou, pelo menos, é só o que sua aparência externa mostra – para minha surpresa, Fernanda desabafou para mim que em meio a tanto “sucesso,” estava na verdade se sentindo miserável com o trabalho.

Muitos vêem uma carreira suspeita para uma pessoa que simplesmente trabalhava com secretariado e cresceu tão consideravelmente, e as fofocas e boatos são constantes no trabalho. Inveja e comentários maldosos rolam soltos. Sua eficiência no serviço acabou também saindo pela culatra, pois cada vez mais outros superiores acabam demandando mais dela por não falhar em apresentar resultados.

Por fim, Fernanda revelou o seu novo objetivo de vida: ela quer se desfazer do mundo corporativo e se tornar independente financeiramente, mas embora um alto salário, padrão de vida sofisticado, e bens como casa e carro invejáveis, ainda não consegue enxergar uma saída.

Como uma pessoa que, aparentemente, tem a faca e o queijo na mão ainda assim não consegue ganhar o jogo?

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