O que a NASA e a renascença me ensinaram sobre a independência financeira?

Durante os anos dourados da exploração espacial nos anos 60, o ápice da pesquisa científica e engenharia se encontrava nas agências espaciais dos Estados Unidos (NASA) e seu rival Soviético (SSSR). Desenvolver materiais mais leves, resistentes, baratos e eficientes era uma das muitas missões que o programa espacial buscava resolver, e a cada missão completa ou falha, muitas lições eram aprendidas.

Uma das observações interessantes neste período foi que, num ambiente de microgravidade como na órbita da Terra, a tradicional caneta esferográfica tipo BIC não funciona, pois não possui o puxo da gravidade para descer a tinta até o papel. Embora uma pequena inconveniência à primeira vista, num momento de constante pesquisa não poder anotar observações durante a missão possui um impacto significante. E a NASA colocou sua engenharia para atacar o problema.

Como resultado, uma caneta especial foi desenvolvida, que poderia escrever sob qualquer condição de gravidade, pressão e temperatura, dentro ou fora da espaçonave, e em qualquer superfície e material – garantida de funcionar em qualquer missão espacial. O projeto custou alguns milhões de dólares, com a caneta saindo por algumas centenas de dólares a unidade.

Do outro lado do mundo, os soviéticos simplesmente usaram lápis.

Muitos séculos antes desta história, a Europa saía da cansada idade média com suas disputas e pandemias em direção à uma nova era – a Renascença. Desenvolvimento humano era a nova moda da vez, e se refletia na nova capacidade das cidades para produzir novas artes, música, descobertas científicas além de mudanças nos governos e na política.

Tamanho foi o desenvolvimento do potencial humano nesta época que vários nomes de engenheiros, artistas, músicos e cientistas deste período sobrevivem e são ensinados até hoje em escolas e universidades ao redor do globo – sem contar que servem de inspiração para os atuais cientistas.

Mas há uma diferença: ao passo que cientistas modernos são especialistas e focam estritamente na sua fina área de atuação, os renascentes procuravam aprender o máximo de tudo que podiam. Eram cientistas, artistas, músicos e engenheiros ao mesmo tempo, e de fato têm até um nome específico para descrevê-los: Polímata. Talvez o exemplo mais famoso deste “homem da Renascença” seja Leonardo da Vinci.

Embora estes dois universos separados no tempo aparentemente não têm muito relacionado além da ciência, ambos me apresentaram lições importantes relacionadas ao conceito de se tornar financeiramente independente. Podemos enxergar dois aspectos antigos que nos servem até hoje para nos tornarmos independentes, e realmente os mestres dos nossos destinos. Neste post, exploro estas lições e como podem lhe ajudar.

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